
“CunilínguaPátria – 69 poemas” é um livro-objeto que reúne textos acomodados em 36 cartões (octógonos) em uma latinha-de-vaselina-de-poesia. São poemas verbais e visuais na procura eterna da correlação poética “forma-conteúdo”.
São apenas 100 latinhas – numeradas – que serão assinadas pelo autor no próprio livro-objeto, com tinta indelével.
A despeito do título e da capa de CunilínguaPátria, a grande maioria dos poemas não tem temática erótica, mesmo que essa linha também esteja presente. Boa parte é formada por textos líricos e sensuais, pela procura da palavra, haikais, fotogramas poéticos de Belo Horizonte e de Minas Gerais, homenagens e poéticas, além de poemas visuais políticos, como é o caso das séries Cildollar e Poecreto.
“CunilínguaPátria” segue a linha de trabalho que o autor (poeta e jornalista político) vem buscando nas últimas décadas, na elaboração de livros-objeto, editados e montados exclusivamente por ele sob o título de Edições CemFlores – nome da já clássica revista poética editada por escritores na UFMG – que completa 40 anos em 2018, da qual ele fez parte do grupo fundador.
Publicou, nessa linha, em 2008, “Carimbalas”, livro-objeto feito todo de carimbo, não só confeccionados em casas do ramo, mas também montados pelo autor (como em uma montagem de tipografia), a partir de uma caixa de carimbos adquirida há mais de 30 anos.
Em 2010, lançou Sãos, editado em blocos de anotação feitos e desenhados (cada um com uma capa diferente) por psicóticos de um programa de saúde mental da Cidade Industrial de Belo Horizonte.
E ainda, Usura, uma centena de envelopes preenchidos por cartões com poemas verbais e visuais. Os envelopes foram obtidos depois de busca de meses em bancos – onde clientes deixam mensagens escritas nesse material bancário, com relatos amorosos, políticos, sensuais, futebolísticos, desenhos, xingamentos, defesa de gênero, orações e versos, entre outros.
Já em 2014, publicou o livreto Futebol de Barro – 7 poemas de Futebol&Lirismo e uma Canção Iconoclasta, uma picardia com a derrota da seleção brasileira para a alemã e, ainda, uma homenagem a Pablo Neruda, que completava 110 anos de nascimento no período da Copa.
O autor participou, em 2015, da Mostra de Poesia Visual e Arte Coletiv4, no Festival de Inverno de São João del-Rei (promovido pela UFSJ), ao lado dos também poetas e artistas Mário Alex Rosa. Marcelo Dolabela e Jairo Fará. Ele tem programadas outras mostras e exposições nos próximos meses.
Carlos Barroso mescla a atividade literária e artística com a Imprensa. Jornalista especializado em política, já trabalhou na Rede Band e nos jornais Hoje em Dia, Diário da Tarde e Estado de Minas, sempre como repórter e comentarista político.
Propôs e participou como curador da Mostra de Arte dos Jornalistas Mineiros, em 1985, 2010 e 2013.
Há quase quatro anos é produtor e apresentador do programa de debates Cena Política, na BHNews TV (canal 14).
SERVIÇO
Lançamento: CunilínguaPátria – 69 poemas, uma latinha-de-vaselina-de-poesia, de Carlos Barroso
Data: 20 de maio (sábado)
Horário: 11h30 às 15h
Local: Livraria e Editora Scriptum – Rua FernandesTourinho, 99, Savassi, Belo Horizonte/MG