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Secult orienta municípios e IGRs para nova edição do Mapa do Turismo Brasileiro

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) realizará um webinário gratuito, voltado para os municípios e Instâncias de Governanças Regionais (IGR’s) sobre a nova edição do Mapa do Turismo Brasileiro.

O objetivo do encontro é preparar municípios e IGR’s a de adequarem a Portaria 41 de 2021 do Ministério do Turismo, que exige a inserção dos mesmos no SISMapa (sistema do Ministério do Turismo), dentro do registro oficial do Turismo Brasileiro, que é um instrumento do Programa de Regionalização do Turismo e define a área a ser trabalhada prioritariamente pelo Ministério  para o desenvolvimento das políticas públicas.

As prefeituras e IGR’s terão o prazo para a adaptação entre 02 de fevereiro e 25 de fevereiro  para inserir documentos que comprovem a regularidade e desenvolvimento das políticas de turismo regional e local. Municípios e IGR’s comprovarão a existência de órgão responsável pela pasta de turismo no município, Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) ativo, dotação orçamentária para o turismo, existência de prestadores de serviço registrados no CADASTUR, entre outros. Após a inclusão no mapa, o cadastramento terá validade de um ano.

Após o dia 25 de fevereiro, prazo limite para o cadastro, a Secult e demais órgãos oficiais de turismo das unidades federativas revisarão as informações prestadas para validar a composição das Instâncias de Governanças Regionais de turismo estaduais.

Além dos critérios já conhecidos, na plataforma haverá um novo campo para preenchimento obrigatório de questionário “Atividade Turística”, que visa obter uma base de dados sobre a atividade turística dos municípios do país.

Segundo o secretário de estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, em Minas Gerais, a política pública de Regionalização do Turismo em Minas Gerais é referência para os demais estados brasileiros no que diz respeito à gestão da atividade turística. “Fundamental democratizar cada atrativo existente no estado. Mostrar nossas tradições, nosso jeito de receber, nossa mineiridade. Esse é um dos objetivos do Reviva Turismo, que lançamos em maio de 2021, onde a primeira etapa foi Minas para Minas. Avançamos nesse trabalho com o Minas para o Brasil e Minas para o Mundo, mas não paramos as etapas anteriores”, enfatizou.

Nesta segunda-feira (24), técnicos da Secult realizaram um encontro virtual com representantes das IGR’s, para informar e esclarecer dúvidas sobre o processo. A reunião contou com 61 participantes.

Já na quarta-feira (26), será realizado o “Webinário de Políticas de Turismo| Mapa do Turismo Brasileiro 2022”, às 10h, com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da Secutlt.

Pós-doutora em História da Arte, é a convidada deste evento, que tem como protagonista um dos maiores artistas do Renascimento Italiano

As primeiras décadas do século 16 foram consideradas a Idade de Ouro do Renascimento, ocasião em que artistas e letrados acreditaram ter alcançado a síntese entre as formas da natureza e a perfeição da Antiguidade Clássica. Raffaello Sanzio (1483-1520), o mais jovem da trindade encabeçada por Leonardo da Vinci e Michelangelo, foi considerado o mais perfeito entre eles. Para falar sobre esse artista que uniu a forma da estatuária clássica à naturalidade da expressão humana, a Casa Fiat de Cultura convida Elisa Byington, pós-doutora em História da Arte, para ministrar a palestra virtual “Raffaello e a Idade de Ouro do Renascimento”. O evento será realizado no dia 26 de janeiro de 2022, às 19h, com participação gratuita e inscrições pela Sympla.

A palestra fará recorte histórico na fase madura do jovem artista, evidenciando sua habilidade de transpor para a pintura a complexidade das grandes ideias abstratas. As composições e figuras criadas por Raffaello serviram de modelo e tornaram-se verdadeiros protótipos para arte que viria depois, até a ruptura com a tradição clássica no final do século 19. “Tornou-se até difícil a percepção da grande inovação da qual Raffaello foi capaz”, salienta Elisa Byington.

A polivalência do talento de Raffaello Sanzio fez dele uma figura dominante na cena artística. Byington ressalta que “o colorido harmonioso, a serenidade das fisionomias, a naturalidade da articulação entre as figuras e a maciez dos corpos traduziam-se na imagem mais completa do novo ideal de beleza, chamado de “graça” pela crítica da época”.

Também terá destaque a chegada do artista a Roma, a convite do Papa Júlio II. Nesse momento, designado posteriormente como a Idade de Ouro do Renascimento, a cidade passa a ser o principal centro artístico italiano. Além das grandes obras da Antiguidade Clássica, a cidade reúne as maiores realizações da arte contemporânea, dentre elas o conjunto de pinturas presentes no teto da Stanza Della Segnatura, no Vaticano, realizada por Raffaello entre os anos de 1508 e 1511.

Elisa Byington ainda vai relembrar a rivalidade entre Raffaello e Michelangelo. Segundo ela, não se tratava somente de rivalidade pessoal, mas entre partidos críticos distintos. A grandiosidade das figuras de Michelangelo, a perfeição anatômica e as torções dos corpos no espaço afastavam-se, progressivamente, da natureza e das necessidades do tema representado para afirmar um estilo e uma expressão intensamente pessoais, que foram designados como terribilidade. Já o termo criado pelo político e escritor italiano Baldassare Castiglione, sprezzatura, coube perfeitamente para adjetivar a arte e a personalidade de Raffaello: “louvado pela variedade, elegância e harmonia de suas composições e também por não deixar transparecer na vida ou em suas imagens o tormento e as angústias da criação”, pontua.

O evento dialoga com a exposição Magister Raffaello, em cartaz no Palácio das Artes até o dia 27 de fevereiro de 2022.

A palestra “Raffaello e a Idade de Ouro do Renascimento” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, do Consulado da Itália em Belo Horizonte e do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Usiminas, e co-patrocínio do Grupo Colorado. O evento tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e do Instituto Usiminas.

Elisa Byington
Brasileira e italiana, pós-doutora em História da Arte. Crítica e curadora, transferiu-se para a Itália depois da graduação em Sociologia na PUC-RJ.  Na Universidade de Roma - La Sapienza, estudou estética, filologia e história da arte, obtendo laurea cum laude pela discussão da tese sobre o arquiteto e pintor Giorgio Vasari. Vivendo entre Itália e Brasil de 1986 a 2011, defendeu doutorado na Unicamp – Universidade de Campinas e dedicou seu pós-doutorado à pesquisa sobre a fixação e difusão dos modelos do Renascimento italiano na arte internacional.

Publicou os livros Galleria Borghese (Berlendis & Vertecchia editores, São Paulo, 2000); Palazzo Pamphilj a Piazza Navona (Omar G. Editora, Salvador, 2001); O projeto do Renascimento (Zahar, Rio de Janeiro, 2009); Giorgio Vasari 500 anos, a invenção do artista moderno, Biblioteca Nacional, Rio de janeiro, 2011; Antônio Dias, Arquivo Intimo, (ed. Automática, Rio de Janeiro, 2013); Elisa Bracher, Luctus Lutum, (São Paulo, 2015); Elisa Bracher, Encarnadas, (ed. BEI, São Paulo, 2018); (ed. Cobogó, Rio de Janeiro, 2018); Gianni Ratto 100 anos – São Paulo (no prelo); Rafael e a definição da beleza (no prelo).

Publicou ensaios sobre artistas e temas da arte contemporânea em livros, revistas especializadas e catálogos, como também sobre a arte do Renascimento e do Barroco italiano. Colaborou com as revistas Isto É, Bravo!, Republica, Carta Capital, Arte Ibérica, Icon, Il Giornale dell’Arte.

Como curadora independente, realizou exposição comemorativa dos 500 anos de Giorgio Vasari, a invenção do artista moderno no Centro Eliseu Visconti da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, bem como de artistas contemporâneos. Entre eles Fabio Cardoso, na Galeria Filomena Soares em Lisboa; Patrícia Carmo e Elisa Bracher; Alexandre Mury e Raphael Couto no Rio de Janeiro, entre 2012 e 2014. Em 2015, Elisa Bracher, em São Paulo; Marcia Xavier e José Damasceno, em Roma. Em 2016, Elisa Bracher no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Em 2017, Gianni Ratto – 100 anos no Sesc Consolação e Iole de Freitas Dobradura Curva na Galeria Raquel Arnaud em São Paulo. Em 2018, Rafael e a Definição da Beleza. Da Divina Proporção à “graça” na Galeria do Centro Cultural do SESI – SP.

Serviço:
“Raffaello e a Idade de Ouro do Renascimento” – Palestra com Elisa Byington
26 de janeiro de 2022, às 19h, em transmissão ao vivo
Ingressos gratuitos pela Sympla:https://bit.ly/RaffaelloeoRanascimento

 

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Governo de Minas Gerais anuncia projeto de políticas de fomento para o setor audiovisual

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), por meio da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), lançou, nesta terça-feira (21/12), o selo "Cidade Amiga do Audiovisual", projeto da Minas Film Commission para fomentar o setor audiovisual mineiro. A iniciativa integra o Plano Descentra Cultura, da Secult. O evento aconteceu na Casa Aristides, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A solenidade contou com a participação do secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, do presidente da EMC, Sérgio Rodrigo Reis, do prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez, do secretário municipal de Cultura e Turismo, Leonardo Costa, além de outras autoridades e representantes do setor audiovisual.

A iniciativa busca incentivar os municípios a desenvolverem práticas que facilitem e atraiam produções audiovisuais nas suas localidades. A visibilidade das cidades qualificadas vai gerar impactos na economia, dar incentivo ao turismo e exposição ao comércio. Durante o lançamento em Nova Lima, primeira cidade a aderir ao projeto, foi aberto o cadastramento para municípios interessados em integrar a Minas Film Commission. A inserção das cidades vai facilitar o diálogo do mercado audiovisual com o poder público e permitir o acesso a práticas, estratégias e ferramentas.

 

“O Selo Cidade Amiga do Audiovisual é importante porque, com esta iniciativa, o mercado vai se preparando e vamos assessorando as prefeituras para que tomem medidas para atração de investimento na área, como atração de artistas e o incentivo à formação, para que as cidades possam se tornar polos de audiovisual. Esse setor engloba uma cadeia extremamente importante e nesse momento de retomada das atividades tende a crescer cada vez mais. O audiovisual é, dentro da Cultura, a cadeia produtiva que mais gera emprego e renda e movimenta a economia criativa, porque ele fomenta o turismo, o desenvolvimento local e as paisagens”, destacou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

Na ocasião, o presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), Sérgio Rodrigo Reis, falou sobre a importância do projeto para maior valorização da cultura, dos cenários, da tradição dentro da perspectiva do audiovisual. “Hoje, todo mundo tem o audiovisual na palma da mão. Isso virou um mecanismo importantíssimo de promoção dos destinos. Só que poucos locais têm sido palco dessas produções cinematográficas, audiovisuais e televisivas, porque eles não se preparam para receber, para dar as condições para que os realizadores filmem e realizem suas produções. O selo Cidade Amiga do Audiovisual é uma política pública, dentro do Descentra Cultura, para fazer com que essas cidades se preparem para receber e para que se tornem atrativas para essas produções”, disse o presidente da EMC.

 

O cadastro de municípios será a primeira etapa de um processo de certificação das cidades para que se qualifiquem como locações atrativas para produtores audiovisuais e para que recebam o selo. Os municípios interessados podem se cadastrar aqui

 

 

 

 

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Até 27 de janeiro, o público tem a oportunidade de adquirir, com descontos, ingressos para os concertos do ano, tornando-se assinante da Orquestra

Para quem ainda não se tornou assinante da Filarmônica de Minas Gerais, este é o último mês para a compra de assinaturas dos concertos da Temporada 2022. As assinaturas são pacotes de ingressos vendidos antes do início da temporada, pela internet (fil.mg/assine) ou pessoalmente, na bilheteria da Sala Minas Gerais. O assinante recebe vantagens que vão de significativos descontos nos preços dos ingressos à possibilidade de ocupar o mesmo lugar nos concertos adquiridos e à comodidade de receber, em casa, os ingressos das apresentações compradas. A venda de assinaturas para a Temporada 2022 vai até o dia 27 de janeiro. As séries disponíveis para assinatura são Presto e Allegro, às quintas-feiras, Vivace e Veloce, às sextas-feiras, e Fora de Série, aos sábados, totalizando 57 concertos ao longo do ano. Lançado em 2009, o Programa de Assinaturas da Orquestra, iniciativa inédita nas produções culturais do estado, foi rapidamente abraçado pelo público.

Os assentos na Sala Minas Gerais disponíveis para assinatura são distribuídos em cinco setores, com preços diferentes (balcão principal, plateia central, balcão lateral, mezanino e balcão palco). O público pode comprar pacotes de 9, 12, 21, 24 ou 33 concertos. Os preços vão de R$ 405 a inteira (R$ 202,50 meia-entrada), para 9 concertos no mezanino, até R$ 3.985,80 a inteira (R$ 1.992,90 meia-entrada) para 33 concertos no balcão principal. Têm direito a meia-entrada, de acordo com a legislação, as pessoas maiores de 60 anos, estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência. Ao pagar preço cheio ou meia-entrada, os assinantes podem dividir o valor da compra em até seis vezes, sem juros, no cartão de crédito.

Convidados nacionais e internacionais

Na programação da Temporada 2022 da Filarmônica haverá solistas muito jovens, da novíssima geração, como a pianista Daniela Liebman, as violoncelistas Danielle Akta e Marina Martins; o mais recente vencedor do Concurso Rainha Elizabeth da Bélgica, o pianista francês Jonathan Fournel, e o violinista Randall Goosby; artistas que vêm se destacando no cenário nacional e internacional da música, como os pianistas Leonardo Hilsdorf, Ronaldo Rolim, Lucas Thomazinho e Fabio Martino, o violoncelista Leonardo Altino e as mezzo-sopranos Ana Lucia Benedetti e Luisa Francesconi. Há, também, nomes consagrados, como Olli Mustonen, Arnaldo Cohen, Paulo Szot, Sonia Rubinsky, Fabio Zanon, Eduardo Monteiro, Simone Leitão, Celina Szvrinsk e Miguel Rosselini, Marcelo Lehninger, Andrés Cárdenes, Jean-Louis Steuerman, Philippe Quint, Vadim Gluzman e a maestrina norte-americana JoAnn Falletta, que faz seu debut com a Filarmônica.

Também serão solistas os talentosos músicos e musicistas da Filarmônica de Minas Gerais: os clarinetistas Marcus Julius Lander e Jonatas Bueno, o trompetista Marlon Humphreys-Lima, o oboísta Israel Muniz, no corne inglês, o percussionista Rafael Alberto e a flautista Cássia Lima. 

Em 2022, a Filarmônica fará a estreia mundial da obra Selāh, encomendada pela Orquestra ao compositor Igor Maia, vencedor do Festival Tinta Fresca 2019.

Destaques da programação 2022

A Filarmônica de Minas Gerais oferece assinatura para cinco séries de concertos: Presto e Allegro (realizadas às quintas-feiras), Veloce e Vivace (realizadas às sextas-feiras) e Fora de Série (aos sábados).

A Temporada 2022 se inicia nos dias 10 e 11 de fevereiro, com a celebração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, quando novos paradigmas artísticos se revelaram. Villa-Lobos, um dos “influenciadores” daquele importante evento, está no primeiro programa do ano, com uma de suas mais belas obras para um instrumento que lhe era muito querido: o violão. Além de ser solista na obra de Villa-Lobos, o violonista brasileiro Fabio Zanon também nos auxilia na homenagem aos 125 anos de nascimento de Francisco Mignone. Este repertório totalmente brasileiro se encerra com várias das mais importantes aberturas de Carlos Gomes. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais.

Em 2022, a Filarmônica de Minas Gerais celebra 100 anos de nascimento de Gilberto Mendes, 100 anos de nascimento de Xenakis, 125 anos de nascimento de Korngold e dos brasileiros Lorenzo Fernandez e Francisco Mignone, 150 anos de nascimento de Scriabin, 150 anos de nascimento de Vaughan Williams, 200 anos de nascimento de Franck, 225 anos de nascimento de Schubert, 325 anos de nascimento de Quantz, 125 anos de morte de Brahms e 175 anos de morte de Mendelssohn.

Em antecipação às celebrações dos 200 anos de nossa independência, a Filarmônica apresenta um programa essencialmente luso-brasileiro, com duas obras relevantes de Villa-Lobos, dois momentos sinfônicos da ópera “O Escravo”, de Carlos Gomes, e a primeira apresentação em Belo Horizonte de uma abertura de Braga Santos, importante compositor português do século XX.

Para celebrar o aniversário de outro compositor brasileiro essencial, a Filarmônica vai explorar a "Sinfonia nº 1", a "Sinfonia nº 2" e o balé "Reisado do pastoreio" de Lorenzo Fernandez e se prepara para gravar suas obras para o selo Naxos.

Neste ano, inspirada nas letras do alfabeto, a Filarmônica de Minas Gerais vai explorar o repertório sinfônico e apresentar as imensas possibilidades existentes de A a Z na série Fora de Série, realizada em nove sábados do ano. Compositores como Ippolitov-Ivanov, Quantz e Xenakis serão ouvidos pela primeira vez na Sala Minas Gerais. Desde os compositores barrocos aos autores contemporâneos, a Orquestra vai passear por diversos paralelos e meridianos do globo, para mergulhar no infinito universo da música de concerto.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA NO LIVRO DA TEMPORADA 2022

Acesso à venda de assinaturas:

– Pela internet: www.filarmonica.art.br/assinaturas

– Na bilheteria da Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto, BH)

De terça a sexta – das 12h às 20h

Sábados – das 12h às 18h

Exceto feriados e recesso de fim de ano.

A Orquestra Filarmônica pede que o horário de bilheteria seja sempre confirmado pelo site www.filarmonica.art.br/ingressos ou pelo telefone 3219-9009, pois, devido à pandemia, poderá haver alterações.

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012, e foi indicada como Melhor Grupo de Música Clássica do Ano pela Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010. O CD Almeida Prado - obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui 9 álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado neste ano, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

 

Após a aclamada estreia de Viramundo - Uma ópera contemporânea, apresentada no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, o público poderá conferir o espetáculo no formato virtual. A produção artística ficará disponível gratuitamente no período das 19h do dia 28 dezembro ao dia 31 de dezembro, no canal de YouTube da Fundação Clóvis Salgado. O espetáculo que marcou o encerramento da Temporada de Ópera On-line 2021 e é inspirado no livro "O Grande Mentecapto", do escritor mineiro Fernando Sabino (1923-2004), lançado em 1979, e considerado um dos grandes romances da literatura brasileira.

A gravação que será exibida foi realizada um dia antes da estreia do espetáculo, que aconteceu no dia 21 de dezembro de 2021, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com a presença do público. A obra contou com as participações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, do Coral Lírico de Minas Gerais, do Ballet Jovem Minas Gerais, além de solistas convidados. A direção musical é do maestro Gabriel Rhein-Schirato e a direção cênica é assinada pela dramaturga e atriz Rita Clemente.

Concebida pela FCS em parceria com nomes consagrados da música, da literatura e do teatro, além de pesquisadores e jornalistas, a montagem é resultado da criação de libretos (textos em português) e de composições musicais elaborados por diversos artistas brasileiros durante o Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos da Academia de Ópera, realizado no segundo semestre deste ano, pela Temporada de Ópera On-line 2021.

Trata-se de uma iniciativa inédita no país sobre formação e criação em dramaturgia operística que contou com a curadoria do maestro Gabriel Rhein-Schirato e da encenadora Livia Sabag, além da orientação do poeta e letrista membro da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Carneiro.

Durante o processo criativo, como integrantes do Ateliê de Criação, os dramaturgos Ricardo Severo (As três mortes de Geraldo Viramundo), Djalma Thürler (Não gosto de corpo acostumado), Julliano Mendes (Viramundo, Viraflor),  Luiz Eduardo Frin (Circunvagantes) e Bruna Tameirão (O Julgamento) escreveram libretos que foram musicados pelos compositores André Mehmari, Denise Garcia, Antonio Ribeiro, Maurício de Bonis e Thais Montanari, artistas também participantes do Ateliê.

A ópera é um espetáculo que reúne cinco breves óperas, com cinco histórias independentes - que tem começo, meio e fim - cada uma dentro de seu universo artístico, com cerca de dez minutos de duração, formando um só programa operístico com narração e sem intervalo – apenas breves respiros entre uma obra e outra para troca de músicos e figurinos. Ao todo, são 31 personagens em que músicos e cantores se revezam, atuando em mais de uma obra e interpretando diferentes papéis. Os integrantes do Coral Lírico estão em cena e os músicos da Orquestra Sinfônica, no fosso do palco.

As obras tratam de diferentes temas, seja por meio do circo-teatro, como um acontecimento carnavalesco, ou utilizando-se do humor para chegar ao trágico. A partir da obra de Sabino, são pontuadas metáforas de todas as ordens e o ponto que une todos os libretos é a literatura mineira e a mineiridade. Um espetáculo com sotaques de Minas Gerais, com citações à cultura do estado, mas de forma universal.

De acordo com a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Eliane Parreiras, o espetáculo é fruto do pensamento contemporâneo e arrojado da instituição e de todos os parceiros envolvidos nessa iniciativa. “Viramundo – Uma Ópera contemporânea é o resultado final do Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos, um verdadeiro coroamento de todo o esforço que uniu artistas de campos distintos em uma unidade narrativa que resulta nessa encenação. Além disso, este é um trabalho inédito no nosso país, do ponto de vista de formação e criação operística, o que reforça o compromisso da FCS de estimular, investir e contribuir para o desenvolvimento da ópera brasileira contemporânea, especialmente na criação dramatúrgica e de libretos”, celebra Eliane Parreiras.

 

 

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Imagem: Paulo Lacerda /FCS

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Primeira edição do projeto “Encontros com a Arte e a Cultura de Minas Gerais” reuniu atores, gestores e produtores da cena mineira no Palácio da Liberdade

Com a proposta de ampliar o diálogo e a escuta com gestores, profissionais e atores do setor cultural, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), promoveu a primeira edição do projeto “Encontros com a Arte e a Cultura de Minas Gerais”. No Palácio da Liberdade, o subsecretário de Cultura, Igor Arci, se reuniu com representantes do Teatro, para apresentar as iniciativas da Secult, bem como para receber as demandas do segmento. 

O encontro contou com a participação da Diretora de Monitoramento e Prestação de Contas da Secult, Janaína Silva, da Diretora de Articulação e Integração Cultural, Natalie Oliffson, de representantes do Conselho Estadual de Política Cultural de Minas Gerais (Consec), do presidente da Rede de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Sérgio de Paula, de gestores culturais de outros espaços de Belo Horizonte, artistas e produtores. 

Esta primeira edição do Encontros com a Arte e a Cultura de Minas Gerais também tem o objetivo de aproximar o poder público das ações de fomento e fruição artística no estado. De acordo com o subsecretário Igor Arci, o setor teatral tem um histórico de grande participação nos mecanismos de fomento, como a Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Leic) e o Fundo Estadual de Cultura (FEC). 

“O primeiro grupo, dos vários segmentos culturais que temos, é o teatro, justamente pelo grande número de propostas inscritas em nossa Plataforma Digital. Isso simboliza a grande mobilização que existe nas Artes Cênicas para que todos os envolvidos nessa cadeia possam usufruir de nossos mecanismos de incentivo. Promover esse encontro e conversar sobre o que já foi feito e o que ainda pode ser executado é muito importante para o trabalho que queremos realizar”, destacou o subsecretário. 

Durante o encontro, foram apresentadas aos participantes as iniciativas da Secult para a descentralização das políticas culturais no estado. Um dos exemplos é o edital Desperta Cultura, publicado em 2021. O edital é voltado para a formação e a qualificação dos profissionais da área cultural e disponibilizou recursos diretos do FEC para projetos baseados em ações de pesquisa e documentação, seminários, cursos, oficinas, workshops entre outras atividades. 
 “O edital Desperta Cultura é fundamental para que possamos efetivar as ações de descentralização e municipalização de recursos da Cultura. É por meio dele que nós também possibilitamos a formação e a qualificação de profissionais da área, destinando montantes que são voltados para iniciativas como Bolsas de Estudo e a realização de cursos, oficinas e outras atividades profissionalizantes”, pontuou Igor Arci. Ele também ressaltou a articulação que vem sendo feita junto à Assembleia Legislativa para a aprovação Projeto de Lei Descentra Cultura Minas Gerais, que propõe alterações significativas na Lei Estadual de Incentivo à Cultura. “Com as alterações propostas pela Secult, serão criadas condições para facilitar o acesso aos mecanismos de fomento", concluiu. 

No encontro, Natalie Oliffson, que também é responsável pela gestão do Circuito Liberdade, conversou com os participantes sobre a possiblidade de que grupos de teatro, atores e outras companhias possam usufruir, com maior frequência, dos equipamentos culturais que integram o complexo cultural. A Secult irá anunciar, em breve, um chamamento público para ocupação dos mais de 30 centros que fazem parte do roteiro turístico em Belo Horizonte. 
“Essa iniciativa, para além de fomentar a arte e a cultura em nossa cidade, tem um diálogo muito interessante com o turismo, pois garante que os espaços que integram o Circuito Liberdade sejam ocupados com diferentes atrações. É um estímulo muito interessante para ampliarmos a transversalidade entre a Cultura e o Turismo. E poder contar com o setor teatral é um excelente início para todos nós”, explicou. 

Diálogo e aproximação 

A iniciativa da Secult em se aproximar da cadeia produtiva da cultura foi elogiada pela presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de Minas Gerais (Sated-MG), Magdalena Rodrigues, que ressaltou que as ações da Secretaria têm ajudado a realizar um diagnóstico mais completo da situação do setor cultural no estado. “Muitos produtores conseguiram recursos para projetos com a Lei Aldir Blanc. Isso é muito positivo, e agora as ações devem ser ainda mais concretas para garantir que os recursos possam chegar onde são mais necessitados”. 

A atriz Rita Clemente também participou do encontro. Para ela, as iniciativas voltadas à formação não só de artistas, como de público, representam uma grande oportunidade para o fortalecimento da cena teatral em Belo Horizonte e em todo o estado. “A formação de atores e diretores da cena é muito importante para a história do teatro mineiro”, destacou Rita Clemente. 

Também diretora e pesquisadora em Artes Cênicas, a atriz disse que as ações devem ser contínuas para que os resultados sejam satisfatórios. “Uma coisa que me chama a atenção é que muitas cidades carecem de formação em cultura. Nós gostaríamos muito que tudo isso possa ser contemplado, e que essa lacuna possa ser preenchida. Eu acho que o edital e as outras ações para descentralização serão muito proveitosas para nós”, afirmou a atriz, que também é diretora e pesquisadora em Artes Cênicas.

Outros Encontros 

Em 2021, a Secult deu início a uma série de conversas com o setor do Turismo.  No primeiro encontro, realizado em outubro, o tema foi a cozinha mineira. Com mais de 40 chefs convidados, o encontro foi pautado na versatilidade da gastronomia do estado e como o estímulo a esse setor criativo pode potencializar o turismo. 

Das deliberações tratadas na reunião, estiveram a busca por projetos no edital Reviva Turismo, já lançado pela Secult, que promoverão a cozinha mineira; a valorização dos povos tradicionais; o ensino da cozinha mineira nas Escolas de Gastronomia do Estado; capacitação de profissionais do setor; uma promoção mais vigorosa mundo afora e a sequência dos trabalhos para que a cozinha mineira se torne Patrimônio Cultural da Humanidade.

Guia online reúne tradição de 302 municípios mineiros, e a visitação vai até 6 de janeiro, Dia de Reis

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) já disponibilizou em seu site — iepha.mg.gov.br — o guia online de Presépios e Lapinhas de Minas Gerais em 2021. Ao todo, são 504 presépios residenciais e comunitários de 302 municípios de todas as regiões do estado cadastrados que integram o roteiro.

Esse ano, Carmo do Cajuru destaca-se com o maior número de presépios no Circuito. A cidade, que fica na região central do estado, tem  56 locais cadastrados para visitação. Em seguida, com 47 presépios, aparece Serranos, no Sul de Minas. Logo após, com respectivos 13 roteiros cadastrados estão a cidade de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte e Medina, no Vale do Jequitinhonha. Completando as cinco cidades com maior número de presépios cadastrados no circuito, o município de São Francisco, no norte do estado, com 11 presépios no circuito.

Além do roteiro de visitação, este ano o Iepha-MG apresenta como novidade a disponibilização de práticas de mediação para serem realizadas com os visitantes dos presépios e lapinhas. A oferta de roteiros mediados é uma ação educativa que visa promover os detentores como mediadores dos saberes que tornam a tradição um patrimônio cultural vivo do povo mineiro. Seu objetivo é enriquecer a experiência do público durante as visitas na interação com os fazedores.

A iniciativa, que chega à sua sexta edição, é uma ação de salvaguarda das Folias de Minas, reconhecidas desde 2017 como patrimônio cultural de natureza imaterial de Minas Gerais.

Tradição
Em Minas Gerais, a tradição dos presépios está presente desde o século 18, com muitos deles montados nos chamados oratórios-lapinhas, encontrados nas regiões de Santa Luzia e Sabará.

A ação entra de forma especial na programação dos 50 anos do Iepha e conta com a participação dos municípios mineiros na divulgação, como reforça o diretor de  Promoção do Instituto, Luis Mundim. “A divulgação dos presépios é uma ação muito importante para valorizar essa prática e também salvaguarda as diversas folias espalhadas por todo o estado”, destaca Mundim.

Acesse o guia online do Circuito de Presépios e Lapinhas de Minas Gerais 2021, clicando AQUI. O roteiro de práticas de mediação está disponível AQUI.

 

22 12 2021 miniiepha

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A Fundação Clóvis Salgado, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), com o apoio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (SEINFRA), prorroga o prazo de inscrição do Edital do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) FCS Nº 002/2021, cuja finalidade é obter estudos para subsidiar a modelagem da concessão para operação, manutenção e exploração comercial da Serraria Souza Pinto, localizada na cidade de Belo Horizonte.

Para participar, o público interessado precisa preencher e assinar o Formulário de Cadastramento, disponível no ANEXO III do EDITAL, acompanhado de documentos solicitados, até o dia 30 de janeiro de 2022. O Edital, os Anexos e o Extrato de Ato de Prorrogação de Prazo estão disponíveis no site da Fundação Clóvis Salgado: www.fcs.mg.gov.br.

O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) é um documento que orienta os interessados na estruturação de projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e de Concessões do Poder Executivo. O PMI pode ser utilizado pela Administração Pública antes do processo licitatório para obter estudos de viabilidade, levantamentos, projetos, informações técnicas e outros.

O objetivo deste PMI é fornecer projetos, levantamentos, investigações e estudos que subsidiarão a modelagem de concessão para operação, manutenção e exploração comercial da Serraria Souza Pinto. O Edital terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois anos.

Futura Concessão

Com uma possível concessão, a Fundação Clóvis Salgado não deixará de ser responsável legal pela Serraria Souza Pinto. O que vai ocorrer é apenas a transferência da gestão, manutenção e exploração para uma empresa privada (por um período que ainda será definido).

Entre os benefícios esperados estão a ampliação e a qualificação dos serviços ofertados na Serraria, entre os quais estão oportunidades de convivência, cultura, lazer, entretenimento e integração da comunidade local. Espera-se, ainda, que a medida proporcione qualificação da área, com ampliação das condições de manutenção do equipamento.

Serraria Souza Pinto

Edificação remanescente dos primeiros tempos da cidade de Belo Horizonte, a Serraria Souza Pinto foi transformada em espaço cultural em 1997, quase um século depois de sua construção. A Serraria é um equipamento da Fundação Clóvis Salgado destinado principalmente à celebração e realização de grandes eventos, feiras, congressos e festivais.

Localizada na Avenida Assis Chateaubriand, no Centro da capital mineira, a Serraria Souza Pinto possui uma versatilidade estrutural marcada pelo caráter múltiplo de seu projeto arquitetônico, adequado à instalação e montagem para acolher eventos dos mais variados formatos artísticos, culturais, empresariais, sociais.

A Fundação de Arte de Ouro Preto|FAOP abriu as votações online para eleger o vencedor pelo Júri Popular na 49ª edição de seu Concurso Nacional de Presépios. Por um formulário disponível no site da fundação (faop.mg.gov.br), os interessados terão acesso a fotos dos presépios para escolherem seu favorito. 

A exposição física dos presépios participantes do Concurso Nacional de Presépios, está acontecendo na Galeria de Arte Nello Nuno, em Ouro Preto, onde o voto também poderá ser depositado nas urnas, durante a visitação. A mostra conta com o Selo Evento Seguro, da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

A escolha em unir a votação presencial com  a virtual, se dá pela possibilidade de alcançar um maior público, e permitir que pessoas de todo o Brasil conheçam as obras inscritas, mesmo que à distância, e se encantem pelas tantas técnicas e expressões artísticas apresentadas. No ano passado, com a necessidade de medidas restritivas de distanciamento em decorrência da pandemia da Covid-19, a votação online aconteceu pela primeira vez. 

Conhecendo o concurso
O concurso objetiva estimular e valorizar as expressões artísticas e culturais tradicionais, contribuindo para a preservação da memória das comunidades e, ao mesmo tempo, para a produção autoral e desenvolvimento da criatividade de artistas, artesãos, e quaisquer interessados em arte ou na temática. 

Os presépios concorrem à premiação pelo Júri Técnico e pelo Júri Popular, anualmente. O resultado do Júri Técnico desta edição já foi divulgado, junto com a abertura da exposição, na última terça-feira, e agora resta saber o vencedor pela outra categoria, que levará para casa o prêmio de R$1.000,00.

Os votos presenciais e virtuais serão contabilizados e o resultado será divulgado ao público no dia seguinte, 07/01(sexta- feira), através do Diário Oficial do Estado de Minas Gerais.

A exposição está aberta ao público de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; e aos sábados e domingos, das 14h às 18h. A Galeria de Arte Nello Nuno fica na Rua Getúlio Vargas, 185, Rosário, em Ouro Preto. Já os votos virtuais, podem acontecer a qualquer hora.

Alterações e adequações podem acontecer a qualquer momento, conforme orientações de combate ao Coronavírus e contenção da pandemia. 

Presépios e os primeiros vencedores da 49ª Edição
A representação do nascimento de Jesus Cristo teve início no século XIII, pelas mãos de São Francisco de Assis. O objetivo era mostrar o acontecimento para os camponeses da época. Acredita-se, então, que o primeiro presépio foi feito a partir de pequenos bonecos de barro. De lá, até os dias de hoje, a tradição se espalhou pelo mundo junto ao catolicismo, e cada região e comunidade criou suas próprias tradições.

No Concurso Nacional de Presépios da FAOP, os  inscritos expressam a criatividade e o conhecimento com os recursos disponíveis ou escolhidos para o desenvolvimento de  suas criações. Ao longo dos anos, o público e a equipe já foram surpreendidos com obras inéditas, singulares e sensíveis, que despertam a memória e a imaginação de quem vê. Nesta edição não foi diferente.

O presépio que conquistou o 1° Lugar pelo Júri Técnico foi o “Oxigênio”, que utilizou as técnicas de solda elétrica e policromia para representar Maria, José e o Menino Jesus. A criação é de autoria de Yure Mendes Machado, de Juiz de Fora, que com essa vitória se tornou tricampeão na história do concurso.

Já o 2º Lugar na categoria, que levou o prêmio de R$ 700,00, foi para “Natal Brilhante”, de Luiz Carlos Bento. O ouro-pretano usou uma série de materiais recicláveis, cordas e cabides para dar vida à sua ideia.  Ambas as obras premiadas não seguirão para a votação popular, mas continuarão disponíveis para visitação na exposição.

 

22 12 2021 minifaop

“A Quimera do Riso: O Cinema de Preston Sturges” exibe 12 filmes do diretor no cinema e disponibiliza três longas on-line na plataforma CHM+

A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, realilza a mostra inédita A Quimera do Riso: O Cinema de Preston Sturges, que exibe entre os dias 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2022, 12 filmes dirigidos e/ou escritos por um dos roteiristas mais célebres da história do cinema. Com entrada gratuita, os ingressos serão distribuídos durante o horário de funcionamento da bilheteria, no dia de cada sessão, com lotação máxima do cinema de 133 lugares, além de quatro espaços reservados para cadeirantes.

A programação conta com os longas Garota de Sorte (1937), O Homem Que Se Vendeu (1940), Natal em Julho (1940), Lembra-se Daquela Noite? (1940), As Três Noites de Eva (1941), Contrastes Humanos (1941), Mulher de Verdade

(1942), Papai por Acaso (1944), Herói de Mentira (1944), Triunfo Sobre a Dor (1944), Odeio-te Meu Amor (1948) e Esta Loira É Um Demônio (1949). O público também terá a oportunidade de conferir através da plataforma CineHumbertoMauroMais três dos principais filmes de Sturges, As Três Noites de Eva (1941), Contrastes Humanos (1941) e Mulher de Verdade (1942), de forma on-line e gratuita.

Preston Sturges revolucionou a linguagem cinematográfica no gênero da comédia, inovando com diálogos rápidos, piadas em situações inusitadas e transgressoras, além de retratar importantes questões sociais decorrentes da época, principalmente, durante a Segunda Guerra Mundial. O norte-americano sobressaiu, também, como o primeiro roteirista a conseguir dirigir o seu próprio filme em Hollywood, sendo o primeiro vencedor da categoria de ‘Melhor Roteiro Original’, no Oscar da Academia, em 1941. “Ele foi extremamente importante para a história do cinema, principalmente, na questão do refinamento de roteiro e da construção de diálogos, e, por isso, é tão reconhecido até hoje”, explica Vítor Miranda, da Gerência do Cine Humberto Mauro.

Em sua relativamente curta carreira como diretor, Sturges realizou 13 filmes, que lhe forneceram uma das maiores taxas de acerto cinematográficas. Utilizando de elementos do roteiro como forma de causar efeito e satirizar o modo de vida americano, os filmes do diretor-roteirista continuam atemporais e extremamente cômicos. “Sturges ia muito para o lado do diálogo, especializando-se em como brincar com a estrutura das palavras e da linguagem no audiovisual. No cinema clássico, o diálogo serve para avançar a narrativa, nos filmes do Sturges, o filme serve para gravar o diálogo. Ele brinca muito com aliteração, com a igualdade dos sons, com o ritmo do roteiro e com a eloquência dos atores em seus filmes, o que reforça o conflito da situação e a tensão do espectador. Os filmes dele possuem uma grande energia fonética”, ressalta Vítor Miranda.

A programação completa pode ser acessada AQUI.

Notoriedade contemporânea
Apesar de seus filmes completarem quase um século de realização, Sturges continua, atualmente, colecionando admiradores no universo cinematográfico. Vários são os diretores contemporâneos que se inspiraram em seus filmes para contarem as suas próprias histórias, utilizando Sturges como influência e referência para suas obras. “Wes Anderson, David Fincher e os Irmãos Coen são todos fãs confessos do trabalho de Preston Sturges. Se você assiste a alguns filmes desses diretores, consegue perceber situações em que o diálogo é afiado, como se ele te mordesse, característica única de Sturges”, explica Miranda.

Comédia Screwball
Sturges foi um dos precursores da Comédia Screwball, um gênero aberto que surgiu no final dos anos 1930, que foge do padrão hollywoodiano e traz no enredo de seus filmes situações inesperadas e cômicas. “A década de 1940 foi de muita experimentação para o cinema. Você tinha o peso da Segunda Guerra Mundial e o refinamento do recurso do som, por esse motivo a Comédia Screwball surgiu. Utilizando o humor para provocar reflexões nos espectadores, os filmes retratam situações sociais com humor e com situações farsescas, além de uma atitude mais livre do cineasta, testando os códigos morais norte-americanos. Os filmes de Sturges são filmes que criticam e tencionam esses códigos”.

Filmes cômicos e profundamente atuais - A programação da mostra percorre praticamente toda a filmografia de Preston Sturges, trazendo filmes que exaltam a magnitude e a influência do diretor-roteirista para a história do audiovisual. “Vamos exibir filmes essenciais da carreira do diretor, que permitirão ao público conhecer o que era a quimera que foi Sturges. O público terá a oportunidade também de conferir como outra pessoa dirigiu um filme que Sturges escreveu. Além de serem filmes que abordam questões sociais e que são assustadoramente atuais e refinadas. Penso que o público vai rir e se divertir bastante”, ressalta Miranda.

Além da vasta criatividade individual de escrita e de produção, Sturges contava com importantes parcerias de atores e atrizes já conceituados e aclamados da época que, através de suas atuações, eternizaram as histórias do diretor na memória dos amantes da sétima arte. “O trabalho dos atores e atrizes é também extremamente relevante de se conferir nesses filmes. Ele possuía uma grande parceria com Henry Fonda, Joel McCrea, Claudette Colbert e Barbara Stanwick, tirando performances incríveis desses renomados atores”, finaliza Vitor Miranda.

O Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam A Quimera do Riso: O Cinema de Preston Sturges. O programa tem a correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, AngloGold Ashanti, ArcellorMittal e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, e patrocínio ouro da Codemge – Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

 

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Atração mostra iniciativas e a história dos moradores que tornaram a cidade um destino acolhedor

Quando se fala em turismo logo vem à cabeça paisagens exuberantes, culinária, rios e cachoeiras. Itanhomi, no Vale do Rio Doce, não foge à regra. Entretanto, o modo de vida da população é, também, atrativo da cidade. O local virou ponto de parada para quem quer ver um comércio seguro que funciona sem vendedores e ladrões. Da boca, não vem só o paladar. Por trás dos doces e da cachaça, os seus benfeitores e suas histórias tornam as iguarias mais prazerosas. A cidadania também chama a atenção no local onde os moradores são aqueles que cuidam da água.  A união e a solidariedade presentes no município faz dele um bom exemplo de esperança e amor, características tão significativas do Natal. O Minas da Gente, da Rede Minas, celebra a data e mostra esse encantador lugar neste sábado (25), às 20h.

Itanhomi tem cerca de 12 mil habitantes. O lugar peculiar é marcado até pelo nome em tupi, que significa “pedra escondida”. A descoberta do local torna a aventura ainda mais emocionante. Uma das atrações é um pequeno barraco com uma grande diversidade de produtos da região. Por trás do balcão, ninguém. O local que funciona no sistema de “pague e leve” conquistou uma clientela fiel que escolhe, paga e segue o caminho pela estrada de terra. Por ali, não faltam visitantes. “Muitos param aqui por curiosidade, para filmar, para fotografar. Aqui já pararam pessoas de mais de cem cidades”, diz o proprietário Vicente Custódio Pinto. Para acolher carinhosamente os viajantes e clientes, o pequeno negócio utiliza um caderninho onde eles podem registrar nome e cidade. O interesse fez nascer planos. “Nós estamos torcendo para transformar aqui em ponto turístico”, fala Vicente.

O município também mantém a cultura e a tradição. As folias, patrimônios imateriais do estado, também estão presentes na cidade. O Minas da Gente mostra um dos grupos da região, que mantém a Folia de São Sebastião. A história por trás da fé e do costume é contada pelo coordenador Nepal César de Lima. “Além de ser um trabalho folclórico, é um trabalho religioso”, explica. Diante da Igreja Sagrado Coração de Jesus, a Folia ergue a bandeira e entoa canções que o público acompanha de casa.

A cozinha mineira também é destaque do programa. Quem comanda o espetáculo no fogão é Maria Chaves, conhecida na região como “vovó Maria”. Ela é quem faz a mágica com a colher de pau no tacho quente. De lá saem diversos doces, tortas, biscoitos e outras delícias. A equipe do Minas da Gente acompanhou o preparo em que ela revela detalhes de como aprendeu a preparar os quitutes e como a culinária dá sabor à sua vida. O programa ainda brinda o público com a cachaça. O produtor João Perez é quem abre as portas do alambique para mostrar a bebida que embarcou até para os Estados Unidos, país onde vivem muitos da região.

O programa ainda mostra a iniciativa dos moradores, que criaram a Associação dos Cinco Córregos. A água na área rural da cidade irriga plantações e atende os animais no pasto. Ameaçados pela seca, um grupo se mobilizou para cercar e fiscalizar. “Depois desse trabalho foi só aumentando a água. A nossa cachoeira tinha secado e hoje pode ir que cada lugar tem sua bacia de água”, conta a diretora da Associação Marilene Ribeiro, que viu a água  voltar a fluir na cidade.

Esses são alguns dos destaques do “Minas da Gente” em Itanhomi. O programa vai ao ar neste sábado (25), às 20h. O público confere a atração pela Rede Minas ou pela internet, nesse mesmo horário, no site da emissora: redeminas.tv.

A nova temporada do “Minas da Gente” faz parte da programação “Gerais+Minas”, da Rede Minas. O projeto da Empresa Mineira de Comunicação (EMC) contempla diversas ações de municipalização da programação das emissoras de comunicação do estado para mostrar a variedade da cultura, culinária, história, arte e natureza em Minas Gerais. A Empresa Mineira de Comunicação é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult – MG). Mais informações no site geraismaisminas.mg.gov.br.
 
Serviço:
Minas da Gente
Itanhomi
Data: sábado (25), às 20h, pela Rede Minas ou pelo site da emissora: redeminas.tv

 

22 12 2021 miniredeminas

mini O Casamento da Ararinha Azul crédito F7 Comics

Faixa de Cinema exibe “O casamento da Ararinha-Azul”, de Marcelo Branco e F7 Comics, e “O quebra cabeça de Tarik”, de Maria Leite

Janeiro é mês de férias e a Rede Minas garante a diversão. A Faixa de Cinema exibe animações premiadas que prometem agradar a toda família. O público confere as animações “O casamento da Ararinha-Azul”, de Marcelo Branco e F7 Comics, e “O quebra cabeça de Tarik”, de Maria Leite. Os filmes mineiros, que já rodaram importantes festivais e conquistaram prêmios, vão ao ar nesta sexta (21).

“O casamento da Ararinha-Azul”, de Marcelo Branco e F7 Comics, é uma animação feita em 2D. No enredo, a aventura da ararinha-azul, cujo marido é capturado por traficantes de animais em extinção logo após o casamento. Ela contará com a ajuda de um menino mágico e das crianças do Sacurá Futebol Clube para reencontrar o seu amado. Por trás da trama infantil, uma história de amor, lealdade e magia para toda a família. Em 2013, o filme recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival Curta Amazônia (RO) e o Prêmio Júri Popular no FATU (RJ).

Já “O quebra cabeça de Tarik”, de Maria Leite, tem no elenco personagens construídos em madeira e um cenário de arrepiar. O curta, gravado em stop-motion, mostra a história de um cientista que está bem velho e tenta reconstruir as partes do seu corpo para se manter vivo. Tudo isso é feito com máquinas em um laboratório subterrâneo. O filme rodou o Brasil e o mundo, recebeu diversos prêmios e foi selecionado para estar no livro “Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais”, lançado pelo Canal Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e a Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA).

A Faixa de Cinema com os filmes “O casamento da Ararinha-Azul” e “O quebra cabeça de Tarik” vão ao ar nesta sexta (21), às 23h, pela Rede Minas. As animações também podem ser vistas, nesse mesmo horário, no site da emissora:redeminas.tv.

Como sintonizar:redeminas.tv/comosintonizarA Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF) ou 17 (UHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; One Seg (para celulares e portáteis) 9.3; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina.

Iniciativa da Secult vai integrar Cultura e Turismo mineiros

2022 será instituído como o Ano da Mineiridade.  Esta foi a pauta de destaque na última reunião de 2021 do Conselho Estadual do Turismo de Minas Gerais (CET), realizada na quarta-feira (15/12), na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

Os objetivos do encontro foram também apresentar um balanço das ações e números no Turismo mineiro em 2021, acolher sugestões dos conselheiros e também traçar o plano de ação para 2022.

O presidente do conselho, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, fez a abertura do encontro, o primeiro promovido no formato híbrido, presencial e virtual, desde o início da pandemia. Oliveira enfatizou os dois programas principais da Secretaria, o Reviva Turismo e o Descentra Cultura, anunciando a maior união entre ambos.

“Esses dois grandes programas vão se unificar em torno do Ano da Mineiridade. Em todos os âmbitos do Sistema Estadual de Cultura e Turismo, unindo também o trade turístico e a cadeia produtiva da Cultura. Isso é, na prática, a transversalidade entre a Cultura e o Turismo. Depois de percorrer muitos caminhos por Minas Gerais, de muitas pesquisas feitas, ficou claro que nosso maior produto é a mineiridade, é a ideia de estar em Minas, do pertencimento, de ser mineiro, a nossa afetividade, o jeito de falar, a cozinha, a afromineiridade, as paisagens culturais e naturais”, explicou o secretário.

O programa deverá ser lançado nos primeiros meses do próximo ano.

Oliveira também destacou os números positivos do Turismo em Minas, como a geração de 21 mil empregos no setor entre maio e outubro, o crescimento do fluxo de turistas no estado e os números de voos e entrantes pelos aeroportos mineiros. Confira AQUI a matéria de Balanço 2021 da Secult, com todos os números disponíveis.

Anfitrião da reunião, o presidente do CDL, Marcelo Souza, salientou a atuação da Secult na promoção do Turismo e da retomada da economia. “É com satisfação que vemos esta conexão entre as Secretarias do Estado. Estamos vendo os resultados desse trabalho e os empresários precisam disso. Com as empresas indo bem, são mais empregos gerados, mais famílias empregadas e consumindo, fazendo a economia girar”, disse.

Na reunião, também foram abordados temas como a intersetorialidade entre turismo e cultura, a apresentação da empresa concessionária da Rota das Grutas Peter Lund, a revisão da Política de Regionalização, a revisão do Regimento Interno, os resultados e entregas do Observatório do Turismo de Minas Gerais e do Blog Daqui de Minas.

Estavam presentes no evento os representantes da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL); Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet Nacional); Associação Brasileira de Agências de Viagens de Minas Gerais (Abav-MG); Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau; Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio/MG); Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac); Assembleia Legislativa de Minas Geais (ALMG); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur); Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge); Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta);  Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de Minas Gerais (Sindetur); Sindicato dos Guias de Turismo de Minas Gerais (Singtur); Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte S/A (Belotur); entre outros membros do conselho.

 

17 12 2021 minicet

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Durante celebração dos 304 anos de Tiradentes, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo apresenta o plano Restaura Minas e anuncia expansão da Fundação de Arte de Ouro Preto

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo - Secult esteve em Tiradentes, nesta quarta-feira (19/1), para anunciar investimentos do Governo de Minas para recuperação e proteção do patrimônio histórico. A iniciativa foi apresentada em solenidade que celebrou os 304 anos do município. Durante o encontro, também foi assinado um Protocolo de Intenções entre a Secult a administração municipal para a criação de uma unidade da Fundação de Arte de Ouro Preto - Faop na região.

Recupera Minas, programa lançado pelo governador Romeu Zema, nesta última terça (18/1) destinará R$ 603 milhões em recursos estaduais para ações de infraestrutura e suporte a pessoas e cidades afetadas pelos fortes temporais no estado. A Secretaria de Cultura e Turismo - Secult, anunciou R$ 118 milhões em editais e outros projetos estruturados nos eixos de Segurança, Salvaguarda e Proteção, que dão sustento para o Turismo em Minas Gerais.

De acordo com o secretário de estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, Minas Gerais possui 62% do patrimônio histórico tombado do Brasil, importante agente de promoção turística. Com o plano Restaura Minas, a preservação da memória no estado ganhará mais solidez. “O Restaura Minas é dedicado à restauração do patrimônio em Minas Gerais. Com as tragédias provocadas pelas chuvas, nós tivemos bens afetados, o que representa um risco para nossa memória patrimonial. Esse plano se desdobra em partes importantes, como editais e investimentos próprios”, destacou.

Em editais, serão destinados R$ 10 milhões pelo Fundo Estadual de Cultura (FEC); R$ 40 milhões em isenção do ICMS para chamamento público de empresas que queiram investir em projetos de restauração do Patrimônio Histórico; R$ 26 milhões para espaços tombados do Sistema Estadual de Cultura, como os museus de Guimarães Rosa (Cordisburgo), Casa Guignard (Ouro Preto) e Casa de Alphonsus de Guimarães (Mariana); e mais R$ 6 milhões para obras de restauro de prédios históricos da Faop.

Em parceria com o Governo Federal e a Prefeitura de Ouro Preto, um montante de R$ 36 milhões será destinado exclusivamente para projetos de contenção de encostas no município.

As obras para proteção patrimonial em Minas Gerais preveem desde reformas emergenciais, recuperação e melhorias em casarões, capelas, igrejas e outros imóveis, sejam públicos ou privados, tombados nos âmbitos estadual e federal, em todo o território mineiro. Dentre as obras previstas, estão, por exemplo, pinturas de imóveis e intervenções em calhas e telhados.

Faop – Expansão e atuação

O anúncio do plano foi feito durante evento em homenagem aos 304 anos do município de Tiradentes. Além do secretário Leônidas Oliveira, a solenidade contou com a presença do secretário de Estado Adjunto de Cultura e Turismo, Bernardo Silviano Brandão, do presidente da Faop, Jefferson da Fonseca, do prefeito de Tiradentes, Nilzio Barbosa, do prefeito de Itapecerica e presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, Wirley Rodrigues Reis, entre outras autoridades.

A Fundação de Arte de Ouro Preto efetiva ações de descentralização de suas atividades formativas e culturais. Leônidas Oliveira destacou que a assinatura do protocolo garante maior abrangência à Faop, que passará a estar mais próxima de outros municípios, sobretudo aqueles que necessitam de apoio à restauração, além de qualificar e profissionalizar atores locais nos ofícios de restauro e preservação.

O restauro é uma das áreas mais importantes do patrimônio histórico e temos uma escassez muito grande de restauradores no mercado. Nós temos apenas duas escolas no estado e pouquíssimas outras fora de Minas Gerais, e quando nós levamos, por exemplo, para a cidade de Tiradentes e formamos os atores locais, com o notório saber que a Faop tem, estamos preparando essas cidades para que elas mesmas cuidem de seu patrimônio histórico e, obviamente, com mais profissionais no mercado, menores valores teremos nos processos de restauração”, disse Oliveira.

Fomento e estímulo à cultura e ao turismo

Ao levar a Faop para Tiradentes, a Secult vai estimular a cadeia produtiva da Cultura no município e na região, com a oferta de Cursos Livres do Núcleo de Artes da Instituição, como xilogravura, fotografia entre outros, e também o curso técnico de Restauro e Conservação. Por meio dessa iniciativa, serão fomentados projetos formativos, artísticos e culturais, com foco na capacitação profissional de agentes culturais, gestores e artistas.

Por meio dessa parceria, que está alinhada às diretrizes do Governo de Minas, a Secult também vai promover a descentralização e a municipalização das políticas culturais do estado, contribuindo para a constante profissionalização da área, evidenciando, também, a consolidação de importantes indicadores, como a geração de emprego e renda, e o fortalecimento dos setores do Turismo e da Cultura na região.

Para o presidente da Faop, Jefferson da Fonseca, celebrar esse Protocolo de Intenções com Tiradentes reforça o trabalho da instituição e colabora para a democratização e o acesso à arte e à cultura. “Por mais de 50 anos, a nossa Fundação esteve nos limites de Ouro Preto. Hoje, essa expansão faz da Faop uma fundação de todos os mineiros. A unidade da Faop em Tiradentes vai fortalecer o patrimônio de Minas e de nossas instituições”, disse.

Iniciativa acontece na segunda-feira, 20 de dezembro

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, promove uma ação especial para fomentar o acesso à leitura e à literatura. Quem passar pelo centro de Belo Horizonte, na próxima segunda-feira (20/12), a partir das 10h, vai encontrar o projeto “A Literatura e a Cidade”, que irá distribuir kits de livros gratuitamente. 

A ação vai acontecer na Praça Sete de Setembro, com apoio da Banda de Música da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que estará presente para proporcionar também momentos de alegria e descontração.

O projeto é realizado no âmbito do Plano Descentra Cultura, da Secult, iniciativa para municipalizar e democratizar o acesso aos bens e serviços culturais. Ao todo, serão entregues 600 kits contendo diferentes obras, que abordam temas como arte, meio ambiente e literatura.

 

17 12 2021 miniliteratura

Mini reuniao ouropreto 18 01 2022

Investimento faz parte do Plano Restaura Minas, lançado em Ouro Preto

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), anunciou nesta terça-feira (18), em Ouro Preto, o plano Restaura Minas, que destinará R$ 118 milhões para a recuperação e proteção do Patrimônio Histórico em todo o estado. A iniciativa foi lançada em conjunto com a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) e a prefeitura de Ouro Preto.

O Restaura Minas faz parte do programa Recupera Minas, que destinará recursos estaduais para ações de infraestrutura e suporte a pessoas e cidades afetadas pelos fortes temporais no Estado. O pacote de ações, anunciado pelo governador Romeu Zema, também nesta terça-feira, em Belo Horizonte, estão divididos em três eixos: auxílio às pessoas, apoio às cidades e infraestrutura estadual. Um quarto eixo será formado por doações da sociedade civil em que o Governo de Minas oferece suporte para que o apoio chegue aos municípios e às pessoas atingidas.

Os recursos anunciados pelo Governo de Minas deverão se somar aos quase R$ 940 milhões solicitados ao governo federal para auxílio aos municípios mineiros atingidos pelos temporais. O pedido emergencial, enviado na semana passada, trata de verbas para infraestrutura e ações sociais.

Restaura Minas

Dentre o total de R$ 118 milhões para o Restaura Minas, R$ 82 milhões serão para investimentos diversos, desde reformas emergenciais, recuperação e melhorias em casarões, capelas, igrejas e outros imóveis, sejam públicos ou privados, tombados nos âmbitos estadual e federal, em todo o território mineiro. Dentre as obras previstas, estão, por exemplo, pinturas e intervenções em calhas e telhados.

Segundo o secretário de estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o conjunto de ações visa restaurar e restabelecer o cuidado com o patrimônio histórico no estado. “O Restaura Minas não é direcionado para essa ou aquela cidade. É um projeto amplo de recuperação do patrimonio histórico de Minas Gerais”, enfatizou.

Sobre o investimento em Ouro Preto, o secretário detalhou que foi criado um grupo de trabalho em três eixos: segurança, salva-guarda e proteção. “Na segurança, haverá um investimento de R$ 36 milhões, em parceria entre o Governo Federal, o Governo de Minas Gerais e a prefeitura. E em um segundo momento, vamos salva-guardar o casarão que neste momento encontra-se em solo. É preciso fazer uma arqueologia da arquitetura. Ou seja, buscar os elementos que sobreviveram a essa tragédia. Esse trabalho nos dará subsídio, inclusive para tomada de decisões para o que fazer depois. O terceiro momento é a promoção de Ouro Preto, esse grande monumento mundial, como um destino de patrimonio histórico, de cultura e de mineiridade”, afirmou.

Patrimônio Histórico

Minas Gerais soma quase 6 mil bens culturais reconhecidos presentes em todo o estado, entre materiais e imateriais. Destes, 149 foram tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha MG), com destaque a 11 núcleos históricos e 23 conjuntos paisagísticos.

Já quando falamos do patrimônio cultural material já reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan, 2019), Minas Gerais concentra 17% dos bens tombados no país, é o 2º estado brasileiro em proporção pelo Iphan.

Minas Gerais também é lar de quatro sítios do patrimônio cultural da humanidade entre os 14 presentes no Brasil, reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É, portanto, o maior destaque no país quando se fala em patrimônio cultural da humanidade.

Com o objetivo de estreitar as relações entre o Arquivo Público Mineiro e os 70 órgãos e entidades do Poder Executivo de Minas Gerais, representados pelas suas Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos (CPAD), a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) promove até 17 de dezembro, o Fórum Estadual de Gestão de Documentos.  

A importância do Fórum foi enfatizada pelo Subsecretário de Cultura Mauricio Canguçu, na abertura do evento: “para nós, é muito importante essa conversa sobre a conservação e a gestão desses documentos que são tão importantes, são tão caros para todos nós”. Canguçu ainda destacou a importância da gestão de documentos e como ela contribui para a eficiência e economicidade na Administração Pública. O subsecretário também abordou questões como a reformatação, a criação de documentos digitais e como as ferramentas implantadas no Estado, como o SEI!, têm dado celeridade aos processos e desburocratizado rotinas administrativas. 

A abertura do Fórum contou, ainda, com a conferência Gestão de documentos em Minas Gerais: experiências e perspectivas, do professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Renato Pinto Venâncio, que apresentou um balanço das experiências e perspectivas da gestão de documentos em Minas. A conferência pode ser assistida no canal de YouTube da Secult.

O evento foi organizado em sessões temáticas com o objetivo de introduzir as CPAD’s aos tópicos importantes no campo da gestão documental. Foram tratadas questões como os Instrumentos de Gestão e a classificação de documentos, as formas corretas de acondicionamento e conservação de documentos, o procedimento para eliminação de processos e dossiês que já cumpriram os prazos de guarda, as relações entre o Sistema Eletrônico de Informações (SEI!MG) e a gestão documental e os desafios e paradigmas ligados à digitalização de documentos.

O Fórum tem fortalecido a integração das Comissões e a importância da gestão de documentos para os diversos órgãos e entidades que compõem o estado de Minas Gerais. Como destacou a presidente da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos do Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais, Gabriela Romano, “O evento é uma excelente iniciativa do APM e vem em um momento em que as CPADs enfrentam grandes desafios quanto à disponibilidade de espaço físico para armazenamento de arquivos e todas as questões que envolvem os documentos digitais.”.

O encerramento do Fórum acontece na sexta-feira (17/12), com uma sessão temática na qual os representantes de cada órgão e entidade poderão expor suas próprias experiências em gestão de documentos. Além disso, será possível estabelecer parcerias e projetos futuros que foram propostos ao longo do evento e envolvem a Diretoria do Arquivo Público Mineiro e as CPADs, visando à otimização das ações de gestão documental em todo o estado. 

 

16 12 2021 miniforum

Com participação de Flávia Figueiredo, evento virtual e gratuito acontece em 25 de janeiro

A primeira edição de 2022 do projeto Diálogos com o SEBP-MG vai abordar um dos movimentos artísticos mais importantes do país: A Semana de Arte Moderna de 22. Na terça-feira (25/1), a partir das 14h30, o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais (SEBP-MG) recebe a gestora de cultura e doutora em Estudos Literários, Flávia Figueiredo, para a palestra “De 1922 a 2022: uma conversa sobre literaturas, mineiros e modernistas”.

Durante a palestra, a convidada vai abordar o centenário da Semana de 22 e propor reflexões sobre como o alcance desse manifesto artístico continua atual. A palestra também vai debater a literatura para além das palavras, representando a produção dos autores de Minas Gerais, conhecendo assim as possibilidades de sua manifestação no Movimento Modernista e em suas reverberações.

O evento será realizado de forma gratuita por meio de plataforma de videoconferência, e as inscrições podem ser feitas AQUI. O link para acesso à sala virtual é enviado para o e-mail da pessoa inscrita imediatamente após o preenchimento do formulário. Caso o link não seja enviado, é necessário entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. As vagas são limitadas.

Sobre a palestrante
Flávia Figueirêdo é doutora em Letras Estudos Literários pela UFJF, mestra em Letras Estudos Literários pela Unimontes e licenciada em Letras Português pela mesma Universidade. É servidora pública estadual gestora de cultura, revisora de textos e atualmente trabalha no Arquivo Público Mineiro em Belo Horizonte.

 

18 1 2022 minibiblio

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) concluiu todos os pagamentos do Edital LAB 01/2021 - Seleção de Propostas - Organizações da Sociedade Civil. Divulgado em outubro de 2021, o edital foi elaborado com recursos da Lei Aldir Blanc e disponibilizou cerca de R$ 9 milhões em recursos a projetos de pessoas jurídicas destinados ao fomento cultural e à fruição artística em Minas Gerais.

Ao todo, foram contempladas 64 Organizações da Sociedade Civil (OSC) com valores individuais de R$140.000,00, contabilizando um montante de R$ 9.037.860,36.

Os depósitos foram efetivados em 25 de novembro e, do total de entidades contempladas, apenas quatro retornaram da instituição bancária por motivos de divergência de dados. As pendências foram devidamente verificadas e corrigidas, e os pagamentos devidos foram confirmados em 6 de dezembro.

Josuan Moraes Jr. 09 11 2020 1

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), informa que assumiu integralmente a restauração do Vapor Benjamim Guimarães, embarcação histórica localizada no município de Pirapora, no norte do estado.

A decisão foi tomada em função da falta de repasses de recursos financeiros em convênio firmado entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan e o Iepha, até então encarregado pela contratação e execução da obra. Em breve serão divulgados orçamentos e novo cronograma para a continuação da obra.

O projeto de restauração do Vapor Benjamim Guimarães foi aprovado pelas duas instituições no ano de 2019 e a obra iniciada em 2020. O primeiro repasse financeiro realizado pelo Iphan ocorreu no início de 2021 e foi utilizado no pagamento dos gastos iniciais dos serviços contratados pelo Iepha. Contudo, no princípio de 2021, os repasses cessaram para ajustes técnicos e administrativos entre as instituições. Com isso, foi necessário suspender a obra temporariamente. Tanto o Iepha-MG quanto o Iphan vêm envidando esforços para a continuidade do convênio e finalização das obras.

Abertura de comportas de Três Marias

Neste momento, toda a atenção se dirige às ações emergenciais em decorrência das chuvas que atingiram a região e provocaram elevação do rio São Francisco para além do esperado.

Além das tratativas realizadas entre Iepha-MG e CEMIG para controle das vazões, o Governo de Minas, por meio do Corpo de Bombeiros de MG, e em parceria com a Marinha do Brasil e a Prefeitura de Pirapora, atua em plano de emergência para proteção do Vapor,  em virtude das cheias do São Francisco.

Dentre as ações executadas pela Prefeitura de Pirapora, realizadas com orientação e acompanhamento do Iepha-MG, estão a instalação de escoras para evitar deslocamentos laterais da embarcação, intervenções no casco no para permitir a passagem da água e evitar flutuação irregular, e reforço do cercamento no perímetro da embarcação, com o objetivo de reduzir a velocidade da água.

Mantidas as condições de vazão negociadas junto à CEMIG, não haverá danos ou risco de destruição deste bem cultural.

Sobre o Vapor Benjamim Guimarães

A embarcação foi construída em 1913, pelo estaleiro norte-americano James Rees e Sons e navegou alguns anos no Rio Amazonas sendo transferido para o Rio São Francisco a partir de 1920. Transportou turistas pelo rio, sendo o único em funcionamento. Com capacidade para transportar até 140 pessoas, entre tripulantes e passageiros, ao vapor é permitido navegar em rio, lago e correnteza que não tenham ondas ou ventos fortes. O tombamento estadual foi aprovado em 1985 com inscrição no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

Como características construtivas, o bem cultural é uma embarcação fluvial de popa quadrada, com máquina à vapor de 60 cavalos de potência alimentada por lenha, e com uma capacidade máxima de estocagem de 28 toneladas de combustível. O sistema de propulsão é o de roda de pás localizado na popa, capaz de atingir até 6,5 nós de velocidade máxima. O peso descarregado é de 243,42 toneladas, podendo ainda ser acrescido de mais de 66 toneladas, possui 43,85 metros de comprimento total e 7,96 metros de largura.

O Vapor Benjamim Guimarães é um dos últimos no mundo e tem sua história relacionada diretamente com o processo de implantação da navegação comercial no Rio São Francisco entre a segunda metade do século 19 e meados do século 20, participando como referência fundamental na paisagem do rio e na memória cultural coletiva local, regional e nacional. Por recomendação da Capitania dos Portos teve suas atividades interrompidas em 2015, desde então aguarda recuperação de sua estrutura para retomar sua atividade.

O Conselho Estadual de Política Cultural de Minas Gerais (Consec) realizou, na quarta-feira (15/12), a 21ª Reunião Extraordinária do Colegiado. O encontro dos conselheiros ocorreu em ambiente virtual e contou com a presença do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, que preside o órgão; do subsecretário de Cultura da Secult, Maurício Canguçu; e de representantes técnicos da Secult.

Um dos temas abordados foi o Edital Exibe Minas. Destinado ao setor audiovisual, o Edital dispunha de cerca de R$ 2 milhões em recursos, distribuídos em três categorias: Mostras e/ou festivais (Categoria 1), Cineclubes (Categoria 2) e Atividades de formação, qualificação e/ou capacitação no segmento audiovisual (Categoria 3). Os pagamentos das categorias 1 e 3 precisaram ser suspensos em função de não atendimento da legislação vigente, já que os valores propostos ultrapassavam o teto permitido para premiações. Já a categoria 2 está em processo de pagamento.

Na reunião com os conselheiros, o superintendente de Fomento Cultural, Economia Criativa e Gastronomia da Secult, Igor Arci, explicou ao colegiado que será publicado um novo edital, com os mesmos parâmetros e voltado ao mesmo público, contemplando os objetos descritos nas Categorias 1 e 3 do edital Exibe Minas.

A expectativa é que a publicação esteja disponível a partir de 23 de janeiro de 2022. A previsão é que, após todos os trâmites legais, os pagamentos destinados aos proponentes contemplados sejam executados a partir do segundo semestre de 2022.

O órgão colegiado também deliberou sobre a atuação da Comissão Paritária Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Copefic). Os conselheiros sugeriram alterações no escopo da comissão com o objetivo de promover maior celeridade ao longo do processo de avaliação dos projetos culturais inscritos nos mecanismos de fomento e incentivo à cultura do estado.

 

16 12 2021 miniconsec

FCS Decio Noviello

Galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima também recebem mostras

A Fundação Clóvis Salgado inaugura duas exposições do 2º Prêmio Décio Noviello de Fotografia, que ocuparão a CâmeraSete – Casa de Fotografia de Minas Gerais. As mostras estarão abertas a visitações de 20 de janeiro a 11 de março. Foram contemplados os artistas visuais Chris Tigra (MG) e Matheus Dias (CE), com as exposições “Recostura” e “Campo de Passagem”, respectivamente. Com propostas criativas que reforçam o poder da arte, a nova edição do Prêmio Décio Noviello de Fotografia destaca as lacunas entre passado e presente em que os artistas constroem novas narrativas.

Em Recostura, Chris Tigra expõe em grande escala imagens de mulheres negras escravizadas, trazendo à tona uma memória escravocrata, por vezes renegada, e estruturalmente reproduzida até os dias atuais. Nas fotografias, a artista costura manualmente cordas e ataduras, reconstruindo elos e propondo uma nova forma de enxergar essa realidade.

Já nas fotocolagens de Matheus Dias, estão retratados sua trajetória pessoal e os enfrentamentos e lutas antirracistas e decoloniais, provocando reflexões sobre corpos dissidentes. Campo de Passagem reúne imagens fotográficas recortadas, coladas, sobrepostas, queimadas, unidas a elementos diversos: por meio da intervenção, uma nova realidade é proposta.

Para Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, a realização do 2º Prêmio Décio Noviello de Fotografia dá continuidade a um programa que valoriza e difunde o trabalho de artistas de todo o Brasil. “Neste ano, consolidamos por meio dessas exposições um dos editais de fomento mais importantes para as Artes Visuais no país. Para nós, é extremamente relevante fomentar a arte fotográfica e estimular a ocupação da Casa de Fotografia de Minas Gerais, espaço essencial dedicado exclusivamente a essa prática”, destaca.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima

A FCS inaugura outras duas exposições do 2º Prêmio Décio Noviello de Artes Visuais, que estarão em cartaz nas galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima. As obras estarão em exibição entre 25 de janeiro a 12 de março de 2022.

Do que fomos feitos e o que deixamos 3

Foram contemplados os artistas visuais João Angelini (DF) e Erre Erre (MG), com as exposições “Do que fomos feitos e o que deixamos” e “Quero dançar sobre as ruínas dos reinos da escuridão”, respectivamente. Construídas a partir de múltiplos suportes, as mostras contarão com pinturas, desenhos, colagens, gravuras, objetos, apropriações artísticas, site specific, instalações, holografias e fotografias. A nova edição do Prêmio Décio Noviello de Arte Visuais busca refletir, a partir dessa diversidade de suportes, sobre o próprio gesto de se construir arte, investigando linguagens e a potência da materialidade enquanto conteúdo ativo que traz significado por si só.

Em Do que fomos feitos e o que deixamos, João Angelini explora os processos manuais e laborais de criação artística, confrontando-os com os labores dos trabalhadores da nossa sociedade, trazendo discussões sobre ocupação territorial, geopolítica e economia. Já Erre Erre constrói suas ruínas a partir da união de diversos fragmentos artísticos que fizeram parte de toda temporalidade de sua carreira. Quero dançar sobre as ruínas dos reinos da escuridão cria narrativas que se reformulam, a partir das mãos do próprio artista, com o tempo.

miniSTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO BELO HORIZONTE Crédito Acervo Setur MG Consuelo de Abreu
Entre os destaques estão os programas Reviva Turismo, Descentra Cultura e Secult no Município

Desde o lançamento do Programa Reviva Turismo, mais de 21 mil novos empregos diretos relacionados ao setor foram gerados em Minas Gerais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O fluxo de viajantes no estado chegou a 17,3 milhões de pessoas até outubro (dados do Observatório do Turismo de Minas Gerais). Estes são apenas alguns dos números positivos que a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) celebra em seu balanço de ações de 2021.

“Somente no último mês de outubro foram registrados mais de quatro mil postos de trabalho ocupados no setor do turismo no estado. Uma das metas do Reviva Turismo é gerar 100 mil empregos na área em 15 meses, e estamos confiantes que vamos conseguir. O fluxo de turistas nos aeroportos mineiros foi de mais de 779 mil pessoas em outubro de 2021, um crescimento de 74% em relação ao mês de maio deste mesmo ano e superior, inclusive, ao mesmo mês de 2019, ou seja, isso demonstra um crescimento real, fora da questão pandêmica” salientou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. 

O titular da Secult reforçou a importância do turismo para a economia e para o desenvolvimento sustentável. “Segundo dados da Organização Mundial do Turismo, é o turismo o setor que mais emprega e oferece empregos em todo o planeta, além de ser uma indústria limpa, sobretudo quando se baseia nos empreendimentos de base comunitária e se apoia na transversalidade com a cultura, em respeito aos povos”, apontou.

Em 2021, Minas Gerais comemorou a escolha, pela plataforma Booking.com, como um dos dez destinos mais acolhedores do planeta e com três das cidades mais acolhedoras do mundo. Um terço das rotas e pistas de cicloturismo do Brasil estão em Minas. 

O Reviva Turismo, lançado em maio, é embasado em quatro eixos: Biossegurança, Estruturação, Capacitação e Marketing. Outra meta do programa, posicionar Minas Gerais entre os três principais destinos turísticos do país, foi alcançada em três meses. Até 2022, serão investidos mais de R$ 35,5 milhões em toda a cadeia produtiva do segmento, por meio de parcerias público-privadas, patrocínios, além do investimento direto do governo. Somente no Edital Reviva Turismo, a Secult lançou R$ 10 milhões no mercado, para investimentos em projetos de apoio à comercialização e de promoção. 

Segurança e internacionalização

A segurança em Minas Gerais, para a população e para quem visita o estado, é ponto importante dentre as estratégias do Reviva Turismo. Minas foi eleito, pelo segundo ano consecutivo, o destino mais seguro do Brasil segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. Para reforçar e ampliar a promoção e manutenção da segurança em território mineiro, foi lançada neste ano a Rede Integrada de Proteção ao Turismo, e já implantada em Monte Verde, Ouro Preto e Poços de Caldas.

Balançofimdeanomini

Com o programa Secult no Município, representantes da equipe técnica da Secretaria percorreram milhares de quilômetros para levar informações sobre políticas públicas, trocar experiências e discutir demandas dos municípios com relação à cultura e ao turismo. Em setembro, foram visitadas 28 cidades; em outubro, 10; e, em novembro, 15 cidades receberam a Secult. 

As ações promovidas pela Secult para a internacionalização de Minas Gerais, junto de seus desdobramentos para a Cultura e o Turismo, também se destacam. Entre elas está a abertura de uma representação do estado em Lisboa, uma missão realizada em Portugal para promover o destino Minas Gerais e firmar acordos de cooperação com instituições internacionais, e a aproximação com Luxemburgo. Entre os resultados, estão a assinatura de protocolo de intenções entre a Fundação de Arte de Ouro preto (Faop) e Instituto de Formação dos Países de Língua Oficial Portuguesa; a assinatura de carta de intenções com a Embaixada de Luxemburgo para novo edital voltado ao intercâmbio de artistas mineiros, visando promover capacitações e residências artísticas em Luxemburgo, que será sede da capital europeia da Cultura em 2022; e a adesão do município mineiro de Poços de Caldas à Associação Europeia de Cidades Termais Históricas (EHTTA), sendo a primeira vez que uma cidade brasileira integra o circuito turístico.

Descentra Cultura em números

Outra conquista de 2021 foi o lançamento do Plano Descentra Cultura pela Secult, iniciativa para democratizar o acesso aos bens e serviços da Cultura e valorizar os artistas mineiros. O Plano inclui 30 projetos macro sendo desenvolvidos em todo o estado, visando à descentralização de recursos, formação e atividades culturais pelos municípios mineiros. O destaque é Projeto de Lei 2.976/2021, que propõe mudanças na Lei 22.944/2018 e atualiza modelos de financiamento, contrapartidas, além de criar condições para acesso facilitado a povos e comunidades tradicionais aos mecanismos de fomento. O projeto foi entregue à Assembleia Legislativa de Minas Gerais em agosto. “Ele tem um olhar descentralizador no que diz respeito aos mecanismos de financiamento à cultura em Minas Gerais. Nossa proposta é tornar o acesso a esses instrumentos cada vez mais democrático e possibilitar que as políticas públicas para o fomento cultural se estendam a todo o território mineiro, diminuindo as contrapartidas e pontuando projetos no interior do Estado”, diz o secretário Leônidas Oliveira.

Os resultados das ações para a Cultura em Minas são traduzidos pelos mais de R$ 637,7 milhões investidos em 2021 pelo Sistema Estadual de Cultura, a partir de recursos da Lei Aldir Blanc, dos editais de fomento, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, juntamente com recursos próprios ou fruto de parcerias dos Museus da Secult, do Arquivo Público Mineiro, da Biblioteca Pública Estadual e das entidades vinculadas (Empresa Mineira de Comunicação, Fundação de Arte de Ouro Preto, Iepha-MG e Fundação Clóvis Salgado). 

No âmbito da Lei Aldir Blanc, do edital do Fundo Estadual de Cultura e da Lei Estadual de Incentivo a Cultura, foram investidos R$ 247 milhões.

Em 2021, os equipamentos culturais da Secult prestaram 293 assessorias para municípios, realizaram 359 atividades culturais diversas, com um público de mais de 775,5 pessoas, e promoveram 1533 capacitações técnicas em cultura. O Arquivo Público Mineiro tratou 208.038 itens documentais.

Com relação às instituições vinculadas à Secult, os números de 2021 também apontam números expressivos de investimentos e de público. Pela Empresa Mineira de Comunicação (EMC), foram investidos R$ 312 milhões em digitalização de canais de TV da Rede Minas. Este ano também foi marcado pelo lançamento do Programa Gerais+Minas, que já visitou 49 cidades mineiras e tem a previsão de chegar a mais 250; além do lançamento da nova grade de programação da TV pública; da parceria com o programa Digitaliza Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação; e da parceria com a TV Diversa, de Juiz Fora. A Rádio Inconfidência lançou o 2º Prêmio da Música Popular Mineira.

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) contabiliza investimento de R$ 9,2 milhões, em ações como cursos técnicos de Conservação e Restauro; programas de Formação Cultural, Proteção e Salvaguarda de Acervos Culturais e Apoio a Políticas Públicas; cursos livres nas áreas de Artes Plásticas, Artes Visuais, Teatro e Música; e programa de Formação em Arte. São 250 municípios atendidos; 15 peças de acervos restaurados entregues; 192 peças de acervos em processo de restauração; 14 obras conservadas/restauradas entregues; e 182 obras em processo de conservação e restauração. A expansão da Faop também ocorreu neste ano, com a abertura de uma unidade em Paracatu, no Noroeste do estado, e a assinatura de carta de intenções para a abertura também em Guaxupé, no Sul de Minas.

No Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), o investimento foi de R$ 18,2 milhões em 2021, com entrega de dossiês, restaurações, projetos de proteção e atividades técnicas junto aos municípios, com destaque para ações relacionadas à afromineiridade.

A Fundação Clóvis Salgado (FCS) registra investimentos da ordem de R$ 44,91 milhões, distribuídos em mais de 5,5 mil atividades artísticas, virtuais e presenciais. O público foi de 2,4 milhões de pessoas impactadas pelas atividades culturais presenciais e virtuais e 3,7 milhões pessoas alcançadas pelo projeto #PalácioEmSuaCompanhia. Mais de 41 mil pessoas participaram das atividades formativas da FCS em cursos regulares, complementares e de extensão; debates, lives, aulas abertas, rodas de conversa, educativo e mostras artísticas.

O Circuito Liberdade, de janeiro a novembro, recebeu mais de 137 mil pessoas presencialmente e alcançou 8,9 milhões de pessoas com suas atividades virtuais. O ano de 2021 foi palco para a expansão efetiva do Circuito, com entrada de novos equipamentos, contando também com a reabertura do Palácio da Liberdade para o público em outubro. Somente em novembro, foram emitidos 1.030 convites para visitação ao Palácio.

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresentou 71 concertos em 2021, 43 transmissões ao vivo direto da Sala Minas Gerais, com 150 mil visualizações no Youtube. Também aconteceram nove concertos da série “Fora de Série”, transmitidos ao vivo pela Rede Minas, e seis concertos da Série “Concertos para a Juventude”, com entrada gratuita.

Cozinha mineira e mineiridade

A Cozinha Mineira, presente de forma transversal nos projetos da Secult, se destaca com o lançamento, em 2021, do Plano Estadual de Desenvolvimento da Cozinha Mineira. A iniciativa reúne 72 iniciativas e o investimento de R$ 2,3 milhões em ações estratégicas para do Reviva Turismo na área de gastronomia. Leônidas Oliveira destaca a parceria com o Iepha-MG para registrar a Cozinha Mineira como patrimônio cultural estadual, com o Inventário da Cozinha Mineira. 

“Queremos que a cozinha mineira seja a primeira do país reconhecida como patrimônio do Brasil, e almejamos também o reconhecimento mundial. Por isso pretendemos enviar o pleito ao Iphan, e já contamos com o apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Dessa forma, elevando a proteção em nível federal, podemos lançar luzes para, no futuro, ter a cozinha mineira reconhecida também junto à Unesco, essa é a nossa estratégia”, explica o secretário.

Para 2022, as estratégias da Secult irão se desenvolver em torno do sentimento de mineiridade e do pertencimento do povo mineiro, sendo instituído o Ano da Mineiridade, com diversos projetos, editais e políticas para expandir e fortalecer, cada vez mais, as cadeias produtivas da Cultura e do Turismo no estado, com foco também no aprimoramento das ações de internacionalização e das relações de Minas para o mundo.

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O Turismo na região do Lago de Furnas e Peixoto, Mar de Minas, será a pauta principal de um novo grupo de trabalho. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (14), em uma reunião na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, envolvendo o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, as prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, além das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Marinha do Brasil, Instâncias de Governanças Regionais (IGR’s), Sebrae , Fecomércio e sociedade civil. 

A reunião começou com um minuto de silêncio em respeito às vítimas do acidente e foi seguida de uma reflexão de cada um dos presentes.

A primeira ação do grupo de trabalho, que será chamado de “Reviva Capitólio - Viva o Mar de Minas”, será a realização de um vasto diagnóstico, com laudos técnicos e geológicos, dos órgãos competentes dos cânions e áreas interditadas.

O planejamento do grupo seguirá em quatro etapas. A primeira é o diagnóstico pormenorizado, geológico e estrutural do local. A segunda fase será o ordenamento, regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas, por parte dos municípios, visando a segurança dos usuários, trabalhadores e turistas. 

O terceiro momento será a formação, informação e qualificação dos agentes públicos e privados, bem como usuários e turistas, sobre uso seguro da área. E para a quarta etapa será o reposicionamento de Capitólio e Mar de Minas como destino seguro dentro e fora do estado com projetos de marketing e promoção. Neste último ponto, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, propôs a criação de um edital específico para o Mar de Minas, visando a promoção do destino. 

“Com segurança, planejamento, união, paz e seriedade. É como Minas se organizará para reestruturar  o Turismo em Capitólio e região”, afirmou o secretário. 

O diretor de operações do Sebrae, Marden Magalhães, adiantou que a instituição disponibilizará sua estrutura e recursos para  ajudar no diagnóstico e outros processos para a recuperação do destino turístico. Já o diretor regional do Sesc, Luciano Fagundes, e o diretor adjunto do Senac, afirmaram que a Fecomércio contribuirá com o treinamento, workshops e cursos para capacitação de todos os envolvidos no trade turístico.

Também será expandido o raio da Rede Integrada de Proteção ao Turismo, que seria restrita à Capitólio e agora abordará toda a região. A iniciativa integra a Polícia Militar de Minas Gerais, Secult, prefeituras, além da cadeia produtiva do turismo e a comunidade em geral para promover a segurança pública, a cultura e o turismo, e assim estimular a geração de emprego e renda na cidade.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, agradeceu a iniciativa e afirmou que esse trabalho conjunto é fundamental para a região, as famílias e as pessoas que dependem da atividade turística e, sobretudo, para que essa tragédia jamais se repita.

Assista ao depoimento do secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira e do prefeito de Capitólio, Cristiano Silva, sobre a reunião, aqui.

Lançamentos marcam celebração dos 20 anos de carreira do cineasta mineiro

A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, realiza pré-estreia dupla na segunda-feira (20/12), às 19h. Trata-se das exibições do curta-metragem Torta Americana de Maçã e do média-metragem JFBrittes - Em Óleo & Carvão, ambos dirigidos por Ernane Alves. A exibição será finalizada com um bate-papo entre o diretor dos filmes e o público. Com entrada gratuita e classificação indicativa de 16 anos, os filmes serão exibidos apenas em formato presencial, e os ingressos poderão ser retirados na bilheteria do cinema uma hora antes do início da sessão. O cinema possui lotação máxima de 133 lugares e conta com quatro espaços reservados para cadeirantes.

20 anos de uma carreira múltipla
Os dois filmes são parte da comemoração dos 20 anos de carreira do diretor, que deve se estender até 2022, quando mais projetos serão lançados. A intenção por trás de lançar duas produções ao mesmo tempo, segundo o diretor, é mostrar para o público as multiplicidades do trabalho que ele exerce. “Eu acabo apresentando para o público duas facetas minhas. Me apresento enquanto diretor e enquanto ator-diretor”, explica Ernane.

Essa “faceta” ator-diretor que Ernane desempenha é expressa ao público em “Torta Americana de Maçã”, média-metragem que ele roteirizou, dirigiu e atuou no papel principal. O filme é baseado em um poema homônimo do diretor, escrito em 1996, e retrata um momento turbulento na vida do casal formado por Ulisses (interpretado por Ernane Alves) e Juliano (interpretado por Victor Gorlach).

A ficção conta com dois aspectos inspirados na vida de Ernane. O primeiro deles se trata do título do filme que remete a um doce tradicional norte-americano que o diretor aprendeu com a ex-namorada norte-americana, quando morou por uns anos nos Estados Unidos. A torta, inclusive, é preparada pelo personagem Ulisses e determina o tempo fílmico. O segundo aspecto é o nome do personagem Juliano, que é uma homenagem a um ex-namorado do diretor.

O média foi gravado há cinco anos, tendo como cenários o antigo apartamento e a vizinhança do ator, quando vivia no bairro Buritis. As filmagens duraram dois dias e a equipe foi composta por Ernane, o ator Victor Gorlach e um fotógrafo que operou a câmera e dirigiu a fotografia da produção.

Singularidade documentada – "JFBrittes - Em Óleo & Carvão” é um documentário que expõe os momentos de criação até a estreia da primeira exposição solo do artista plástico JFBrittes, conhecido pela técnica de pintura que mescla tinta a óleo e carvão bruto. A mostra intitulada "Enquanto o Mundo Cai", ficou exposta de setembro a novembro de 2021 em um shopping de Belo Horizonte. Ernane, que fez a curadoria da exposição, conta que decidiu documentar o trabalho do artista devido a singularidade da arte de Brittes. “É um artista muito talentoso. Ele pinta usando tinta a óleo e carvão bruto. O trabalho dele foge da curva, é algo único e precisa ser documentado”, defende Ernane.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

O Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a pré-estreia dos curtas Torta Americana de Maçã e do média-metragem JFBrittes - Em Óleo & Carvão. O programa tem a correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, AngloGold Ashanti, ArcellorMittal e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, e patrocínio ouro da Codemge – Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais. A sessão tem o apoio da Escola Brasileira de Psicanálise – Sessão Minas.

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Shows, oficinas, espetáculos teatrais, exposições e muito mais. Os espaços culturais integrantes do Circuito Liberdade prepararam atividades especiais para a família inteira se divertir nas férias de janeiro. Entre as ações programadas, o Museu dos Brinquedosvai reunir, na Praça da Liberdade, nos dias 23 e 30 de janeiro, adultos e crianças para se divertirem com as antigas brincadeiras de rua.

A meninada também poderá assistir várias peças que serão apresentadas na Biblioteca Pública de Minas Gerais, no âmbito da Campanha de Popularização do Teatro. Dentre elas, Os Saltimbancos e O Chapeleiro Maluco. Outro espaço que receberá espetáculos é o Centro Cultural Unimed, com a Rainha da Neve e O Mágico de Oz.

Os adultos também poderão curtir atividades especiais de férias, virtual ou presencialmente. O Espaço do Conhecimento UFMG, por exemplo, oferece visitas mediadas à Exposição Mundos Indígenas, enquanto o Memorial Minas Gerais Vale apresenta show com o artista Wilson Dias em seu auditório.

De acordo com a diretora de Articulação e Integração Cultural da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais e gestora do Circuito Liberdade, Natalie Oliffson, a programação das Férias no Circuito abre espaço para reencontros e diversão com foco nas ações culturais.  “Enfim podemos retomar as atividades de férias no Circuito, com opções de lazer e cultura online e também de forma presencial. Oferecer diversão com segurança é o nosso objetivo”.

Importante ressaltar que os espaços integrantes do Circuito Liberdade seguem rígidos protocolos para evitar a proliferação da Covid-19. Nas atividades presenciais é obrigatório o uso de máscara e álcool em gel.

Janeiro Roxo
E quem passa em frente aos espaços do Circuito Liberdade nesse mês de janeiro pode observar um detalhe diferente nas fachadas. É a iluminação roxa, apoio à campanha Janeiro Roxo, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para conscientização sobre a Hanseníase.

Entre os espaços com iluminação especial estão: Espaço do conhecimento UFMG, Memorial Minas Gerais Vale, MM Gerdau, Complexo Itamar Franco e CCBB.

A Arte e a Cultura têm o poder de mobilizar a população, o que faz com que participação do Circuito liberdade na campanha seja muito importante.

Confira a programação completa

 

14 1 2022 circuito

Espetáculo é resultado de trabalho inédito em formação operística e criação de libretos no Brasil; Com direção musical de Gabriel Rhein-Schirato e direção cênica de Rita Clemente, montagem conta com Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas Gerais e solistas convidados

A partir de uma proposta que busca desenvolver uma tradição operística genuinamente brasileira e conectada com o mundo atual, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) e o Instituto Unimed-BH apresentam Viramundo – Uma ópera contemporânea, espetáculo inspirado na obra do escritor mineiro Fernando Sabino e que marca o encerramento da Temporada de Ópera On-line 2021. Concebida pela FCS em parceria com nomes consagrados da música, da literatura e do teatro, além de pesquisadores e jornalistas, a montagem é resultado da criação de libretos (textos em português) e de composições musicais elaborados por diversos artistas brasileiros durante o Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos da Academia de Ópera, realizado no segundo semestre deste ano, pela Temporada de Ópera On-line 2021.

A apresentação será no dia 21 de dezembro (terça-feira), às 20h, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Palácio das Artes ou pelo site www.eventim.com.br e custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).

Trata-se de uma iniciativa inédita no país sobre formação e criação em dramaturgia operística que contou com a curadoria do maestro Gabriel Rhein-Schirato – diretor musical e regente do espetáculo – e da encenadora Livia Sabag, além da orientação do poeta e letrista membro da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Carneiro. Já a direção cênica da montagem ficou a cargo da atriz e dramaturga Rita Clemente.

Durante o processo criativo, como integrantes do Ateliê de Criação, os dramaturgos Ricardo Severo (As três mortes de Geraldo Viramundo), Djalma Thürler (Não gosto de corpo acostumado), Julliano Mendes (Viramundo, Viraflor),  Luiz Eduardo Frin (Circunvagantes) e Bruna Tameirão (O Julgamento) escreveram libretos que foram musicados pelos compositores André Mehmari, Denise Garcia, Antonio Ribeiro, Maurício de Bonis e Thais Montanari, artistas também participantes do Ateliê.

Viramundo – Uma ópera contemporânea
é um espetáculo com cinco breves óperas inspiradas no livro O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino (1923-2004), lançado em 1979 e tido como um dos grandes romances da literatura nacional. Com Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e solistas convidados, a apresentação ocorre no dia 21 de dezembro (terça-feira), às 20h, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. A montagem integra a programação de aniversário de 50 anos do Palácio das Artes – celebrado em 2021 – Casa de espetáculos mais tradicional de Minas Gerais. 

O espetáculo reúne cinco breves óperas, com cinco histórias independentes, com começo, meio e fim, cada uma dentro de seu universo artístico, com cerca de dez minutos de duração, formando um só programa operístico com narração e sem intervalo – apenas breves respiros entre uma obra e outra para troca de músicos e figurinos. Ao todo, são 31 personagens em que músicos e cantores se revezam, atuando em mais de uma obra e interpretando diferentes papéis. Os integrantes do Coral Lírico estão em cena e os músicos da Orquestra Sinfônica, no fosso do palco.

As obras tratam de diferentes temas, seja por meio do circo-teatro, como um acontecimento carnavalesco, ou utilizando-se do humor para chegar ao trágico. A partir da obra de Sabino, são pontuadas metáforas de todas as ordens e o ponto que une todos os libretos é a literatura mineira e a mineiridade. Um espetáculo com sotaques de Minas Gerais, com citações à cultura do estado, mas de forma universal.

De acordo com a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Eliane Parreiras, o espetáculo é fruto do pensamento contemporâneo e arrojado da instituição e de todos os parceiros envolvidos nessa iniciativa. “Viramundo – Uma Ópera contemporânea é o resultado final do Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos, um verdadeiro coroamento de todo o esforço que uniu artistas de campos distintos em uma unidade narrativa que resulta nessa encenação. Além disso, este é um trabalho inédito no nosso país, do ponto de vista de formação e criação operística, o que reforça o compromisso da FCS de estimular, investir e contribuir para o desenvolvimento da ópera brasileira contemporânea, especialmente na criação dramatúrgica e de libretos”, celebra Eliane Parreiras.

Segundo o maestro Gabriel Rhein-Schirato, o espetáculo vai contemplar tanto as pessoas ávidas por novidades, por propostas contemporâneas e por uma discussão atual sobre o mercado de ópera, quanto o público tradicional, amante de voz. “Nessa montagem, nós mantivemos os princípios tradicionais da ópera, ou seja, Orquestra Sinfônica no fosso, Coral Lírico no palco, as melhores vozes líricas de Minas e do Brasil. Então, o público tradicional que gosta dessa mistura de teatro e música, de vozes líricas, também será contemplado, a partir de uma grande homenagem à mineiridade”, comenta o maestro.

O livro que serviu de base para a livre criação dos libretos e das composições, O Grande Mentecapto, do escritor mineiro Fernando Sabino, narra as peripécias de Geraldo Boaventura, vulgo Viramundo, por suas andanças pelas Minas Gerais. A obra de Sabino traz um olhar cômico às aventuras e desventuras desse ‘Dom Quixote’ mineiro que, desde a infância, precisou se virar para sobreviver. Para Bernardo Sabino, filho do escritor, o livro tem aspectos biográficos da vida de Fernando e destaca “meu pai incorporou à obra algumas situações que ele próprio enfrentou e entendo que o personagem criado por ele foi para ironizar certas hipocrisias da sociedade”. E completa: “Viramundo é um ser puro, mas não ingênuo e muito menos burro”.

A encenação
Viramundo – Uma ópera contemporânea é uma obra viva que dialoga, claro, com questões da atualidade. Um espetáculo diverso, com cinco breves óperas formando uma mesma apresentação. A diretora Rita Clemente está considerando todos os elementos como vocabulários (libretos, composições musicais, cenários, figurinos, ações humanas, coreografias...), articulados em busca de um discurso cênico aberto, com a gênese cultural das Minas Gerais expressa pela obra do escritor Fernando Sabino, mas com uma abordagem que transcende os regionalismos.

Segundo Rita Clemente, os autores das obras perpassam por situações muito parecidas, cada um ao seu estilo, à obra de Fernando Sabino. As óperas estão conectadas umas às outras, partindo de um mesmo ponto e de livre criação e inspiração. “Os autores tocam em questões importantes a serem discutidas, como a própria temática central do livro ‘O Grande Mentecapto’, que aborda a história desse sujeito malvisto pela sociedade. Isso está presente em todas as cinco óperas, cada uma à sua maneira. É a partir desta temática que cada obra se revela. O tratamento diferenciado está na narrativa das obras, com estéticas, gêneros e abordagens diferentes. É essa narrativa que traduz a diferença”, afirma Rita Clemente.

A diretora explica que a criação cênica se propõe a deixar que falem todas as vozes: sobre pessoas que se movem incansavelmente em direção à liberdade; sobre outras que trilham caminhos desconhecidos, com a coragem de uma criança; ou aquelas que, mesmo canceladas, ultrajadas, humilhadas, caminham insanas, “como insanos somos nós a buscar a arte, nestes tempos de desamor à estética”.

Para Rita Clemente, muito além de um recorte regionalista, a encenação acolhe as diferentes facetas dos libretos com uma abordagem expandida, onde épocas se misturam, geometrias criam ambientes para que a grandeza de uma obra cênica, fundada na linguagem operística, possa ganhar humanidade e driblar o arremedo, para instaurar interlocuções cheias de organicidade, cheias de vida.

Com concepção não realista, a cenografia utiliza cores mais terrosas e ferrosas que remetem à terra de Minas Gerais e não pretende retratar uma região específica e sim conferir um caráter mais universal em seu conceito. Um praticável circular e painéis que formam um semicírculo são predominantes no cenário e a concepção remete à ideia de movimento constante do personagem principal, sempre em busca de algo nas viagens e interações com pessoas e histórias. Ideia de começo, fim e do renascimento, com movimento contínuo. Em cada ópera, os painéis irão formar uma configuração diferente, desenhando uma narrativa visual única em cada obra. Trata-se de um aspecto distinto para os mesmos elementos, assim como as diferentes leituras sobre a mesma história escrita por Fernando Sabino.

Os figurinos são de Sayonara Lopes e para a ópera Os Circunvagantes, a artista se inspirou em Benjamin de Oliveira (1870-1954), o primeiro palhaço negro do Brasil, para criar as roupas, em referência aos palhaços tradicionais que percorrem as estradas do país; em Eu não gosto de corpo acostumado, a atemporalidade se faz presente no figurino do personagem central da história, Viramundo – que se apodera de roupas e objetos por onde passa –, com grande profusão de cores em referência a década de 1970. Para a ópera As três mortes de Geraldo Viramundo, a figurinista volta mais dez anos no tempo, agora 1960, para criar os modelos. Em Viramundo Viraflor, destaque para os trajes futuristas de ficção pós-apocalíptica; e fechando o espetáculo, na ópera O Julgamento, presença de peças contemporâneas em tom cinza-preto.

Repertório musical
A proposta do espetáculo é também dar um panorama de diferentes tendências musicais para a ópera contemporânea. São cinco compositores, de formações musicais diferentes, convidados para trabalhar no Ateliê. Viramundo – Uma Ópera Contemporânea será um pequeno painel com diferentes estéticas. As obras serão interpretadas pela primeira vez ao público e são o resultado do processo criativo da Academia de Ópera On-line 2021 da Fundação Clóvis Salgado.

A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais estará com sua formação completa, com os músicos se revezando em grupos menores na interpretação de cada ópera. Com proposta livre de criação, cada compositor definiu a formação musical de sua obra. O resultado sonoro do conjunto é o destaque do programa. Presença de oito integrantes do Coral Lírico de Minas Gerais, entre soprano, mezzo soprano, tenor, contralto, barítono e baixo, na interpretação de mais de um personagem e mesclando os estilos de canto coral. O elenco musical fica completo com os solistas convidados, entre cantores de Minas Gerais e de outros estados, como os tenores Flávio Leite, Giovanni Tristacci e Ramon Mundin, que estão entre os mais atuantes e versáteis cantores líricos brasileiros de suas gerações e das sopranos Annelise Cavalcanti, Daiana Melo e Sylvia Klein, entre outras.

O maestro e diretor musical Gabriel Rhein-Schirato destaca a contribuição deste trabalho da Academia de Ópera para a ópera brasileira. “Os músicos estão sendo provocados a tocar uma ópera nacional contemporânea, os cantores a cantar, o maestro a reger, os compositores e os libretistas a escrever. Tudo isso serve como um estímulo ao repertório de ópera brasileira, cantada em português, nos dias de hoje. Esse trabalho e incentivo da Fundação Clóvis Salgado é uma injeção de ânimo para a produção operística do país”.

O Ateliê
O Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos teve a curadoria de Gabriel Rhein-Schirato e Livia Sabag, e orientação do poeta e escritor Geraldo Carneiro na criação dos libretos. O grupo de trabalho contou com 16 participantes ativos e 26 ouvintes inscritos previamente – o processo seletivo recebeu, ao todo, 105 inscrições. As vagas do Ateliê foram destinadas a profissionais interessados no Teatro de Ópera e em seus processos criativos como escritores, cantores, regentes, diretores de cena, compositores, musicólogos, gestores, produtores, jornalistas, educadores, pianistas e intérpretes em geral.

Entre os participantes ativos, cinco foram selecionados para escreverem os libretos das óperas curtas. Com encontros semanais por videoconferência, foram realizadas uma série de atividades entre aulas teóricas, debates e entrevistas com artistas e pesquisadores, sobre dramaturgia musical. As atividades ocorreram entre agosto e outubro deste ano.

A partir das propostas iniciais dos cinco libretistas, Geraldo Carneiro foi trabalhando uma a uma em conversas coletivas e individuais, acrescentando novas ideias e reflexões até chegar aos cinco libretos finais das óperas.

Carneiro destaca o ineditismo do Ateliê: “O Brasil possui um antecedente extraordinário que é o Carlos Gomes, compositor de ópera. Mas o nosso país - relativamente colonizado - não se tornou produtor de dramaturgia de ópera. O Brasil sempre foi receptor e não criador. Hoje, há uma grande afluência de compositores desejando escrever ópera, além de uma democratização dos espaços operísticos que durante muito tempo era reservada à elite dos países europeus e também, em certo momento, aos americanos. Dessa forma, o Ateliê de Criação, da Academia de Ópera da Fundação Clóvis Salgado é uma iniciativa inaugural e sem precedentes no Brasil. É o novo mundo das Américas sonhando com a construção de uma nova tradição operística livre das amarras do passado e desejando algo para o futuro”.

A segunda edição da Temporada de Ópera On-line aconteceu ao longo do segundo semestre de 2021. A primeira atividade ofertada foi o “Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos”, da Academia de Ópera, que resultou numa formação inédita em dramaturgia voltada para ópera e na composição original de 5 obras. Essas peças foram organizadas para a montagem de VIRAMUNDO – UMA ÓPERA CONTEMPORÂNEA. Com curadoria do maestro Gabriel Rhein-Schirato e da encenadora de ópera Livia Sabag, o Ateliê realizou 38 aulas virtuais, cumprindo a carga horária de 76 horas. Além disso, foram produzidos pela Academia de Ópera 10 conteúdos virtuais - entre lives, palestras e entrevistas com importantes nomes nacionais e internacionais do universo da ópera - que tiveram a participação de 1.876 pessoas como público.

O Concerto “Stabat Mater – o drama do barroco italiano” também integrou a programação da Temporada de Ópera On-line 2021, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais em formato menor, com os solistas convidados Pablo Rossi, Lina Mendes e Juliana Taino. Apresentado no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, no dia 28 de agosto, com plateia reduzida devido aos protocolos da Covid, o Concertou contou com 489 espectadores e 1.412 visualizações na versão on-line.

A série “Ópera! O podcast da música lírica”, criada pelos jornalistas João Luiz Sampaio e Nelson Rubens Kunze, também foi uma das atividades da Temporada de Ópera On-line 2021. Lançada quinzenalmente, a série conta com 5 episódios que englobam todo o universo da ópera, a partir de uma perspectiva relacionada ao mundo atual. São abordados assuntos referentes à voz na ópera, ofício do maestro, direção cênica, ópera brasileira e o valor de uma ópera. O público pode conferir a série completa por meio do canal do YouTube da Fundação Clóvis Salgado e das seguintes plataformas digitais: Spotify, Apple, Google, Deezer, Amazon, Castbox e Overcast.

O cinema também marcou presença na Temporada de Ópera On-line 2021. Com curadoria da diretora cênica especializada em óperas, Julianna Santos, e do pesquisador assistente Victor Emmanuel Abdala, a “Mostra de Cinema e Ópera" reuniu uma seleção especial de longas e curtas-metragens, documentários e uma minissérie, de obras contemporâneas e antigas que emocionaram o público. Além da exibição dos filmes, a programação contou com mesas de debate on-line.

Outro destaque da Temporada 2021 foi a Ópera Barroca Italiana “Tolomeo e Alessandro”, com música de Domenico Scarlatti e libreto de Giuseppe Capece. Sob a direção musical e artística de Robson Bessa, direção vocal de Sérgio Anders e direção cênica de Francisco Mayrink, o espetáculo, que ganhou sua primeira montagem nos palcos da América, teve o patrocínio do Consulado da Itália, a correalização da OPEMG Cia de Ópera Barroca, da Musica Figurata e da Appa Arte e Cultura. A aclamada estreia aconteceu no dia 23 de outubro, reunindo 846 pessoas no Grande Teatro CEMIG Palácio das Artes e tendo 525 visualizações on-line.

Temporada de ópera on-line
Em 2020, a tradição dos encontros com a arte operística na FCS tomou diferente forma, inaugurando um novo modo de fazer, difundir e refletir sobre a ópera no Brasil e na América Latina. Com abrangência nacional e internacional, a programação, prioritariamente digital, impactou diretamente 110 mil pessoas por meio de palestras, aulas, mostra de cinema, exposição de artes gráficas e apresentação artística. O projeto disponibilizou 60 atividades gratuitas para o público, com participação de 218 dos principais nomes do Brasil e de alguns profissionais de destaque internacional, resultando em 178 horas de programação. As oficinas e os cursos da Academia de Ópera ofertaram 637 vagas. Devido à originalidade e ao ineditismo do projeto, a Temporada de Ópera On-line concorreu ao prêmio CONCERTO 2020, na categoria “Reinvenção na Pandemia”, promovido pela conceituada Revista Concerto. O Recital da soprano ELIANE COELHO e do pianista GUSTAVO CARVALHO no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com transmissão pela internet, encerrou a Temporada de Ópera On-line 2020.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o Turismo.

O espetáculo “Viramundo – Uma Ópera contemporânea” integra a Temporada de Ópera on-line 2021, da Fundação Clóvis Salgado, e é realizada pelo Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, pela Fundação Clóvis Salgado, e correalizado pela APPA - Arte e Cultura. Tem como apresentadora do Programa a Unimed-BH / Instituto Unimed-BH, e como patrocinadores Cemig, AngloGold Ashanti e ArcelorMittal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

15 12 2021 miniopera

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), lamenta o falecimento do poeta amazonense Amadeu Thiago de Mello, mais conhecido como Thiago de Mello, nesta sexta-feira (14/1), aos 95 anos.

Natural de Barreirinha, no Amazonas, o poeta foi uma das vozes mais expressivas da literatura contemporânea e autor do famoso poema "Os Estatutos do Homem". Ícone da cultura regional, Thiago de Mello foi homenageado pela Câmara Municipal de Belo Horizonte com o título de Cidadão Honorário.

Com uma vasta produção literária, o poeta traduziu, em versos, a luta pela preservação da floresta Amazônica e a sua relação com as comunidades ribeirinhas, conquistando a admiração de leitores no Brasil e no mundo.

Thiago de Mello também publicou obras de destaque, como “Amazonas, pátria da água e Notícia da visitação que fiz no verão de 1953 ao Rio Amazonas e seus barrancos” (1987) “Faz escuro, mas eu canto: porque a manhã vai chegar” (1993), e Amazonas (2003).

 

Luiza Lusvarghi é a convidada do programa e fala sobre a sétima arte no Brasil

Nas últimas décadas o cinema brasileiro ascendeu. O número de produções cresceu e, como consequência, o público e os prêmios também. A reviravolta teve como marco “Carlota Joaquina, princesa do Brasil”, dirigido por Carla Camurati. Desde então, títulos como “Central do Brasil” e “O que é isso companheiro?” foram sucesso nas bilheterias. A retomada das produções brasileiras é analisada por Luiza Lusvarghi no Cinematógrafo, da Rede Minas, nesta sexta (17). Na atração, ela fala sobre o cinema brasileiro contemporâneo, avalia o mercado de produção e distribuição e ainda comenta sobre as mulheres que conquistaram o setor audiovisual no país.

Paulista, Lusvarghi ganhou prestígio no mercado e no universo acadêmico. Jornalista, pesquisadora e crítica de cinema, é coorganizadora e autora do livro "Mulheres atrás das câmeras, cronologia sobre as cineastas brasileiras de 1930 a 2018", finalista do prêmio Jabuti 2020, e "O crime como gênero na ficção audiovisual da América Latina". É membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e do GP de Cinema da Intercom.

Se o tema é cinema brasileiro, as trilhas sonoras não ficam de fora do programa. O Cinematógrafo traz entrevista com o diretor, escritor e músico João Batista Melo. Ele fala sobre as melodias e composições que ganharam espaço na telona em produções nacionais. Melo comenta sobre trabalhos importantes e curiosos, como em “Anchieta José do Brasil”, com trilha de Sérgio Saraceni, e outras produções sonoras dos brasileiros.

O programa ainda promete mais novidades. No quadro “Drops”, tem curiosidades de Marina Person. Além de VJ e apresentadora de televisão, Person fez carreira como atriz e diretora de cinema, com três filmes já produzidos. O programa ainda traz um bate-papo que promete agradar os fãs da sétima arte e dos Beatles. Terence Machado, que apresenta o Alto-Falante, também da Rede Minas, e Fernando Tibúrcio, que está à frente do Cinematógrafo, falam sobre “The Beatles: Get Back”. A série documental que trata do grupo de rock britânico foi lançada em novembro e já ganhou os holofotes. A atração ainda traz dicas de filmes e séries dos apaixonados por cinema que acompanham a atração.

O Cinematógrafo é apresentado pelo jornalista Fernando Tibúrcio e vai ao ar nesta sexta-feira (17), às 20h, pela Rede Minas. O público também pode conferir a atração, nesse mesmo horário, pelo site da emissora: redeminas.tv. Como sintonizar:
redeminas.tv/comosintonizar
A Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF) ou 17 (UHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; One Seg (para celulares e portáteis) 9.3; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina. Acesse as redes sociaisS:
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15 12 2021 miniredeminas

Faop assinatura em lisboa

A descentralização e expansão das ações marcou o ano de 2021 da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Mesmo com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a instituição encerrou o ano com a sua primeira unidade fora da cidade sede, em Paracatu, na região noroeste do estado, e também com diversas parcerias com municípios espalhados por todo o estado, tratativas internacionais, além de expressivos números em seus cursos online foram também destaques.  

Para Jefferson da Fonseca, presidente da FAOP, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Para 2022, nossa meta é consolidar, fortalecer e ampliar a nossa capacidade de diálogo e realização, contribuindo mais e melhor com a memória, com o patrimônio histórico, artístico e cultural de nossas Minas Gerais".

Recorde de alunos

Desde 2020, ano em que a pandemia aterrissou no país, a fundação tem adotado o modelo de cursos à distância, oferecidos gratuitamente para interessados de todas as regiões do Brasil. Em 2021, 893 inscrições foram registradas e 529 alunos e alunas participaram das aulas. Os cursos da FAOP atraíram estudantes de 107 municípios e três distritos, em 18 estados. 

As aulas foram ministradas por meio da plataforma Google Meet. Os alunos puderam participar de discussões pelo WhatsApp, por onde tiveram também acesso a vídeos gravados pelos professores da instituição. Andréia Miranda, professora de Mosaico de Vidro de Objeto, curso que une teoria e prática, conta que tem observado uma grande dedicação dos alunos e uma evolução daqueles que deram continuidade aos estudos no segundo semestre em um módulo mais avançado.

Conservação e Restauro no Trilhas de Futuro 

O tradicional Curso Técnico de Conservação e Restauro da FAOP também avançou durante o último ano, com a participação no programa do Governo Estadual de Minas Gerais, "Trilhas de Futuro", que ofertou cursos gratuitos e ajuda de custo para transporte e alimentação. Com a participação no projeto, 50 vagas foram preenchidas, além dos 19 estudantes inscritos pelo processo seletivo regular.

O curso também precisou adaptar suas aulas para o modelo online, com exceção das matérias exclusivas práticas, que exigem presença no ateliê e precisaram ser suspensas. Entretanto, apesar da ausência das turmas, o corpo técnico da instituição continuou trabalhando no restauro de algumas obras, como de esculturas da cidade. Foi possível ainda fazer a devolução de acervo para as comunidades, como parte da comemoração do aniversário de Ouro Preto, em julho. Foram entregues obras do município de Itabirito, Senador Firmino, e dos distritos de Ouro Preto, Cachoeira do Campo e Amarantina.

Faop 2

Entrega de obras restauradas pelo Núcleo de Conservação e Restauração, em Julho

Além disso, a equipe técnica juntamente com o Laboratório de Conservação e Restauro Jair Afonso Inácio| Labcor, representado pela coordenadora Bianca Monticelli, visitou alguns municípios para a avaliação de acervos, como os das cidades de Itapecerica e Antônio Dias, em Minas Gerais, e o da Funarte, no Rio de Janeiro.

Um ano de parcerias

A Fundação de Arte de Ouro Preto deu um passo importante no seu processo de expansão no ano de 2021. Toda a mobilização ao longo dos meses resultou em sua primeira unidade fora de Ouro Preto em 53 anos de história. Fica na cidade de Paracatu, região Noroeste do estado de Minas Gerais.

Além disso, a FAOP e a prefeitura de Guaxupé, município do Sul de Minas, têm avançado para fechar mais uma parceria. Em dezembro, a fundação participou das comemorações do Natal de Luz de Guaxupé, promovendo o I Concurso Regional de Presépios e organizando uma exposição do acervo de edições anteriores do Concurso Nacional de Presépios da FAOP. A expectativa é que em 2023, o município do Sul de Minas também tenha a sua unidade.

Outras cidades como Itapecerica, do centro-oeste mineiro, Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, Itambacuri e Peçanha, localizadas no Vale do Rio Doce, e Monte Santo de Minas, sudoeste de Minas, também têm estabelecido trocas importantes com a instituição, prometendo frutos das parcerias em 2022.

Para além dos municípios mineiros, a FAOP cruzou as fronteiras nacionais ao assinar, em Portugal, um Protocolo de Intenções junto ao Instituto de Formação dos Países de Língua Oficial Portuguesa, durante uma conferência em Lisboa. O protocolo formaliza os planos de desenvolver uma série de ações de fomento ao turismo, à cultura e ao intercâmbio entre Brasil e Portugal. 

“O saldo das aulas online foi extremamente positivo no ano de 2021. Os cursos foram uma via de mão dupla, foi muito positivo para eles e também para mim, enquanto professora, que precisei buscar ainda mais informações e elaborar melhor os planos de aula. O curso de Mosaico de Vidro é muito prático, então precisei pensar em como romper o desafio de um curso prático à distância”, relata Andréia.

Retorno das ações presenciais de extensão

Outro marco de 2021 foram os retornos das atividades presenciais na Galeria de Arte Nello Nuno, respeitando as orientações de segurança contra a Covid-19. Passaram pelo local as exposições “O caos nosso de cada dia”, “Biblioteca do Futuro Passado Presente”, “A Paisagem no Acervo da FAOP”, “Refluxo”, “Mapas da mutação: viajando pela América Latina” e “Memorial Sangue da Nossa Terra”, que reuniu obras de artistas ouro-pretanos e também de outras regiões. Essa exposição recebeu cerca de 2 mil visitantes ao longo do ano.

O ano foi encerrado com o tradicional Concurso Nacional de Presépios da FAOP, que alcançou a 49ª edição. O evento contou com votações do Júri técnico e popular. E mesmo à distância o público pôde escolher a sua obra preferida em voto online.

Parte do elenco da companhia fará leitura dramática de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, na sexta-feira (17/12), em evento gratuito

A programação de Natal da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais conta com uma ação muito especial para quem se interessa por teatro e literatura. Na sexta-feira (17/12), às 19h, o Grupo Galpão realiza sua primeira apresentação presencial desde o início da pandemia e faz a leitura dramática adaptada do clássico “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, no Teatro José Aparecido de Oliveira.

O evento é gratuito, e os ingressos devem ser retirados neste link. No dia da apresentação, é necessário estar com o ingresso impresso em mãos. O uso de máscara cobrindo nariz e boca será obrigatório durante toda a permanência do público no teatro. Participam desta apresentação especial os atores Antonio Edson, Arildo de Barros, Eduardo Moreira, Lydia Del Picchia, Júlio Maciel, Simone Ordones e Teuda Bara.

Editado pela primeira vez em 1843, “Um Conto de Natal” exalta o espírito da festa natalina e a solidariedade para com os mais pobres e desvalidos. Na história, o comerciante sovina Ebenezer Scrooge é um homem amargurado, que despreza o Natal e é incapaz de olhar para o próximo com compaixão.

A vida dele transforma-se radicalmente quando, na véspera do Natal, recebe a estranha visita de um fantasma que convoca os Espíritos do Natal para fazê-lo compreender importantes questões relacionadas tanto a Scrooge quanto ao destino dos outros. A singela mensagem de Dickens abre os olhos de todos para o verdadeiro sentido do Natal.

 

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Exibições em formato presencial e on-line contam com os curtas premiados, sessão especial Menção Honrosa, debates e curso gratuito

O BDMG Cultural e a Fundação Clóvis Salgado anunciam a mostra híbrida Cinema e (Re)invenções, que exibirá presencialmente no Cine Humberto Mauro e on-line, de 14 a 20 de janeiro de 2022, os filmes vencedores do 7º Prêmio BDMG Cultural / FCS de curta-metragem de baixo orçamento. A mostra conta com 48 curtas, sendo 20 contemplados com o 7º Prêmio e oito suplentes que receberam Menção Honrosa nesta edição, 20 contemplados com o 6º Prêmio (edição de 2020), além de debates e um curso on-line gratuito. Os filmes permanecem disponíveis durante todo o período da mostra em sessões especiais na plataforma CineHumbertoMauroMAIS. As exibições possuem versões em Libras, Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e Audiodescrição, garantindo acessibilidade para todos os públicos.

Nesta seleção, o Prêmio trouxe como princípio norteador o pensamento de um “Cinema de Invenção”, como proposto pelo cineasta e crítico Jairo Ferreira. Assim, as possibilidades criativas são amplificadas, agregando estéticas e conceitos às condições tecnológicas de produção de imagens. Segundo Bruno Hilário, gerente de cinema da FCS, “é muito gratificante iniciar a programação 2022 do Cine Humberto Mauro com a exibição dos filmes inéditos contemplados pelo edital, que é realizado desde 2013 em parceria com o BDMG Cultural. As obras representam o vigor da produção mineira, tradicional no cenário nacional por valorizar processos de investigação da linguagem cinematográfica”.

A programação, dividida em cinco eixos temáticos cunhados pela estudante convidada Marina Lamas, busca fortalecer o desenvolvimento criativo da linguagem cinematográfica no espectro da produção mineira, dando visibilidade para novos talentos. A mostra também contará com a exibição no Cine Humberto Mauro dos filmes vencedores da 6ª edição do Prêmio, exibidos anteriormente apenas em formato on-line diante da situação de enfrentamento ao COVID-19. Dessa forma, o público também poderá conferir nas telas os 20 curtas-metragens que compuseram a mostra Instante Suspenso, realizada em fevereiro de 2021.

Cinema e (Re)invenções tem a coordenação geral de Bruno Hilário, gerente de cinema da Fundação Clóvis Salgado, produção de Mariah Soares e Vitor Miranda, autoração de Julio Cruz e assistência de programação de Marina Lamas.

A programação completa está disponível AQUI.

Olhares múltiplos
A Comissão de Seleção do Prêmio foi composta pela cineasta e roteirista Ana Carolina Soares (Belo Horizonte), a diretora criativa, curadora e consultora de projetos Grazi Medrado (Belo Horizonte) e o diretor e produtor Marco Antônio Pereira (Cordisburgo). Em trecho da ata da Comissão, os avaliadores destacam que se depararam, dentre os 92 filmes inscritos, com produções riquíssimas e distintas, vindas de muitas cidades de Minas Gerais – dentre os vinte curtas premiados, nove são do interior de MG. “Um repertório de filmes engenhosos, profundos, divertidos e urgentes. Documentários, ficções clássicas, videoarte, experimental, animação, filmes produzidos em um assombroso e cruel momento de isolamento social que abordam diferentes temas tão essenciais para o País. Buscamos fazer um recorte que contemplasse as questões mais discutidas da nossa sociedade e que revelasse esse tempo-agora a partir das narrativas apresentadas”, relatam os integrantes da Comissão de Seleção.

Ainda segundo a ata da Comissão de Seleção, os curtas premiados passaram por uma seleção mais plural. “Confirmamos o talento e beleza contidos em produções muitas vezes simples, e nos admiramos com tamanha capacidade criativa desses realizadores. Nos emocionamos com a força e coragem dos discursos e nos aproximamos das suas angústias e dores. Abraçamos em silêncio os minutos e seguimos os trajetos das formas” (LEIA AQUI a ata da Comissão de Seleção na íntegra).

O Prêmio BDMG Cultural / FCS de curta-metragem de baixo orçamento tem sido uma importante ferramenta de acesso ao fomento público por novos agentes. Ao longo de suas edições, a partir de uma série de atividades de formação, ampliou seu alcance no interior de Minas Gerais. Entre os premiados da 7ª Edição estão obras realizadas em cidades como Juiz de Fora, Viçosa, Sabará, São João Del Rey, Uberlândia, Sete Lagoas e Januária, além de Belo Horizonte. “São narrativas que ampliam os olhares sobre nosso Estado, o povo mineiro e quão diversa, potente e genuína é nossa manifestação cultural, neste caso retratada pela sétima arte” explica Hilário.

Primeira vez ao cinema
Karla Vaniely Rodrigues (24), contemplada na 7ª Edição do Prêmio com o curta Fi di quem? (2021), irá ao cinema pela primeira vez na vida – para tornar esse momento ainda mais especial, assistirá a um filme que ela mesma roteirizou e produziu. Natural da cidade de Januária, no sertão do norte mineiro, Karla não teve condições de sair de sua cidade para fazer faculdade de cinema. Então, pensou no que poderia fazer estando lá. “Após assistir Psicose, de Alfred Hithcock, em 2015, me apaixonei pelo cinema. Comecei a estudar roteiros, e por conta própria fui aprendendo, um pouquinho aqui e alí, me dedicando à sétima arte”, conta a jovem diretora.

“Nunca fui ao cinema. Essa emoção de comprar o ingresso, a pipoca, aguardar a sessão começar, nunca tive. Em Januária temos um cinema, mas ele está fechado há mais de trinta anos”, relata a realizadora. “Será uma emoção muito grande, pois a primeira vez que estarei sentada em frente a uma tela, vou assistir um filme que fiz. Vai ser uma experiência inesquecível”.

Em 2020, Karla foi convidada a fazer parte do coletivo de cinema Cine Barranco, da cidade de Januária. Com a chegada da pandemia, as atividades do coletivo como cineclube foram interrompidas, dando espaço para a criatividade e a reinvenção. Começaram a partir daí, a produzir filmes. “O estímulo para o filme foi o próprio Edital BDMG/FCS. Ele que motivou não só a mim, mas todos nós do coletivo, a fazermos filmes e enviá-los”, conta a diretora.

Segundo Karla, a ideia para o roteiro do curta-metragem Fi de quem? partiu de uma curiosidade: saber porque as pessoas do interior mineiro sempre perguntam “Você é filho de quem?”, ou em bom mineirês, “Cê é fi de quem?”. “As minhas inspirações foram minha avó e minha tia, que sempre ficavam na porta de casa, na rua, sentadas, conversando. Como minha avó mesmo diz, em uma “conversa de comadres”, relata. O texto do curta surgiu a partir da observação de como essas pessoas conversam, sempre ligando a pessoa à profissão, ao lugar de pertencimento, e à família. “O roteiro e a produção foram feitos em um mês. Quando saiu o resultado, fiquei tremendo de emoção. O momento foi grandioso não só para mim, mas para todos do Cine Barranco. Foi como uma confirmação de que tudo isso que estamos sonhando e trilhando está indo para o caminho certo. Foi fantástico”, celebra Karla.

Curso gratuito on-line
O Prêmio conta com atividades complementares que visam desmitificar processos de realização em baixo custo. Uma dessas ações é o curso exclusivo Cinema de Invenção, práticas comunitárias de realização. Em formato digital, o curso terá duração de 3 horas, e será ministrado por Leandro Wenceslau, mestre em Artes com experiência em direção, produção, edição e roteirização de filmes e vídeos publicitários, corporativos e culturais. A transmissão será feita ao vivo pelo Canal da FCS no Youtube e pela plataforma CineHumbertoMauroMAIS, simultaneamente, no dia 15/01, às 14h. Os participantes poderão interagir com o ministrante durante a aula, enviando suas perguntas através do chat. A participação é gratuita e não é necessária inscrição prévia.

O curso é destinado a alunos e professores de ensino de qualquer nível, profissionais do setor audiovisual do interior do estado de Minas Gerais, e interessados em geral. A ementa pretende explicitar processos e estratégias de produção audiovisual em contextos comunitários e periféricos, com o objetivo de percorrer os desafios da produção independente e de baixo custo em condições adversas. Estarão em debate estruturas que vão da criação à realização, do projeto ao fazer artístico, inter-relacionando indivíduos e territórios, experimentações, dilemas e compartilhamento de processos. 

A Mostra Cinema e (Re)invenções, da Fundação Clóvis Salgado, BDMG e BDMG Cultural, é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura pelo Ministério do Turismo / Secretaria Especial da Cultura / Governo Federal, pelo Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerias, Fundação Clóvis Salgado, BDMG e BDMG Cultural, e tem a APPA – Arte e Cultura como correalizadora. A FCS tem patrocínio master da Cemig, AngloGold Ashanti, ArcellorMittal e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

História do Prêmio
Criado em 2013, o Prêmio é uma parceria entre a FCS e o BDMG Cultural, que visa incentivar a produção audiovisual em Minas Gerais ao oferecer aos realizadores a possibilidade de desenvolver novas propostas estéticas e conceituais que utilizem ferramentas tecnológicas de baixo custo e fácil acesso para sua produção. O Prêmio nasceu com o objetivo de complementar o estímulo à cadeia produtiva do audiovisual pela FCS, com apoio à produção, que se juntou à difusão, promoção e formação já incorporados na atuação do Cine Humberto Mauro e das atividades formativas do BDMG Cultural. Ao longo das edições, o Prêmio reconheceu realizadores mineiros e viabilizou curtas-metragens que foram premiados em festivais nacionais e internacionais e tiveram diálogo com o FestCurtas BH. 

Leandro Wenceslau
Mestre em Artes pela PPGArtes-UEMG, sócio da produtora audiovisual Estalo Criativo, possui experiência em direção, produção, edição e roteirização de filmes e vídeos publicitários, corporativos e culturais. Seu primeiro curta-metragem “Enquanto Ainda é Tempo” foi exibido em mais de 30 festivais e mostras no Brasil, Peru, Colômbia, Argentina, Chile, Estados Unidos, Servia, Austrália e Itália, dentre outros. Também foi exibido em canais de TV como Canal Brasil, além de plataformas de Streaming e acumulou mais de 10 milhões de visualização no Youtube. É também produtor e roteirista do curta-metragem “Dourado” com exibição em mostras importantes como CineOP, CineBH, Mostra de Cinema de Florianópolis, Mostra Sesc, dentre outras. Ainda é idealizador e coordenador do projeto de Cine Vida que oferece oficinas de formação audiovisual desde 2015 em centros culturais na cidade de Belo Horizonte. Atualmente, realiza seu primeiro longa-metragem, o documentário “Lar”, premiado com prêmio DOCSP no 9º Brasil CineMundi – 9th International Coproduction Meeting e selecionado no edital BH nas Telas/FSA 2019. Além de estar em fase de produção e finalização dos curtas-metragens “Bolha”, premiado pelo Edital Curta MINC 2018, e “O mundo dos Sonhos” selecionado no edital BH nas Telas 2020.

 

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Encontro Minas Recebe

Encontro serviu para apresentar balanços, discutir plano de ação de 2022 e diálogo com receptivos

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) promoveu, na manhã desta terça-feira (14/12), o encontro dos receptivos cadastradas no Minas Recebe. O evento foi realizado por videoconferência e reuniu representantes das 85 empresas habilitadas no programa neste ano.

O objetivo foi apresentar o balanço das ações e números do turismo em Minas Gerais em 2021, esclarecer dúvidas dos presentes, receber sugestões e propostas para as políticas públicas e discutir ações para 2022.

A superintendente de marketing da Secult, Fernanda Fonseca, abriu o evento e afirmou que é preciso pensar 2022 com olhar sobre as prioridades para o turismo em Minas. “Este ano de 2021 foi desafiador, porém de muitas entregas neste período de retomada. O próximo ano ainda será um momento de superação e desafios. Para a retomada econômica do Estado, o Turismo vem sendo uma prioridade neste governo, já gerando resultados, comprovado pelo crescimento contínuo de número de visitantes em Minas Gerais, que hoje é o estado que mais cresce no setor”, afirmou.

Também foi apresentado um curso de capacitação para o trade turístico que será disponibilizado para as empresas, pela Academia Braztoa. Durante o encontro ainda foram apresentados o balanço de 2021 pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG) e informações sobre a política de regionalização.

Uma das novidades é que serão feitas mudanças, relacionadas a prazos e critérios, na certificação anual das empresas habilitadas no Minas Recebe. As alterações serão divulgadas em breve.

A subsecretária de Turismo da Secult, Milena Pedrosa, afirmou que o encontro foi importante devido ao momento de reformulação de promoção do estado como destino. “Precisamos dos receptivos, das trocas e propostas. Juntos é que fazemos um trabalho melhor. São as empresas que estão na linha de frente do turismo. Estamos sempre abertos para a diálogo e para o aprimoramento”, disse.

O encontro também foi um momento para a troca e compartilhamento de experiências. Uma das participantes foi a representante da Primotur Receptivo, Flávia Braga, que falou sobre as oportunidades durante o período de pandemia. “Aproveitei para conhecer novos locais de Minas e fazer roteiros de café, queijo, cachaça. Estreitar contato nos destinos. Com a secult, estivemos na Abav Expo, fechamos parceria com a Decolar e vamos ser o receptivo deles. E agora temos grande expectativa por 2022”, afirmou.

Já Elisabeth Fontanella, do Receptivo Cadinho de Minas, enfatizou que o encontro é fundamental para alinhamento das ações de promoção e desenvolvimento do Turismo em Minas Gerais. “Minas Gerais é um estado inovador e muito avançado em entender a importância do setor do Turismo como segmento propulsor da economia. O Programa Minas Recebe é também inovador e fundamental para fazer a conexão entre o Turista e o os Operadores do Turismo no Estado. Participo do programa há dois anos e muito feliz com os resultados alcançados”, revelou.

Minas Recebe

O programa oferece às empresas habilitadas diversas ações de apoio à comercialização de destinos nos mercados nacionais e internacionais, além de possibilitar o fortalecimento do grupo por meio da troca de negócios entre as próprias operadoras e receptivos. Qualificação e capacitação dos agentes operadores, participação de reuniões técnicas para fortalecimento do setor, além de viagens de reconhecimento de produtos e destinos, participação em feiras e eventos profissionais são alguns exemplos de benefícios ofertados. Os produtos e contatos dos participantes são divulgados no Portal Minas Gerais, gerenciado pela Secult.

Para se habilitar no Programa Minas Recebe, as agências e operadoras de receptivo devem estar sediadas em Minas Gerais; possuir ativos o CNPJ, Cadastur e Inscrição Municipal; emitir nota fiscal ou documento equivalente; operar e comercializar produtos turísticos de Minas Gerais; possuir site, blog ou rede social. O processo de habilitação é aberto no início de cada ano, e os interessados se inscrevem por meio de formulário online no Portal Minas Gerais e envio de documentos comprobatórios à Secult.

“Caraminholas na Caixola”, com Katita Flor e Ana Raquel Contos, acontece na quinta-feira, 20 de janeiro

No período de férias, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais oferece uma programação especial para as crianças. O Setor Infantojuvenil (BIJU) realiza a primeira edição de 2022 do projeto “Hora do Conto e da Leitura” e recebe o espetáculo: “Caraminholas na Caixola”, com as contadoras de histórias Katita Flor e Ana Raquel Contos.  

O espetáculo será apresentado na quinta-feira (20/1), a partir das 14h30. A entrada é gratuita, e os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla e podem ser retirados AQUI. O uso de máscara cobrindo nariz e boca é obrigatório durante toda a permanência no local de realização do evento.

“Caraminholas na Caixola” é uma produção alegre e emocionante, repleta de histórias e canções originais, propõe reflexões sobre o nosso papel no mundo e a relação com a natureza, os nossos sonhos e muito mais. O repertório do espetáculo é baseado nas obras A minhoca da sorte, de Ana Maria Machado, e A maior Flor do mundo, de Saramago.

 

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A partir de 13 de dezembro até 31 de dezembro de 2021, a Fundação Clóvis Salgado recebe a exposição Os Ajudantes (Los Ayudantes), videoinstalação da artista visual espanhola naturalizada em Minas Gerais, Sara Ramo. Essa é a primeira vez que Ramo expõe no Palácio das Artes, onde apresenta individual na Galeria Genesco Murta com vídeo produzido em 2015. A abertura acontece uma semana depois da inauguração de sua segunda parceria com o Instituto Inhotim, onde participa da recém-inaugurada exposição coletiva Deslocamentos.

O trabalho construído por Sara Ramo parte da investigação e reapropriação de diversos objetos cotidianos – a partir de vídeos, fotografias, colagens, esculturas e instalações, a artista compõe novos universos, por vezes lúdicos e fortemente conceituais. Na obra “Os Ajudantes”, vídeo considerado pela artista como essencial em sua carreira, a criação de uma nova realidade se faz presente por meio de criaturas misteriosas que transitam por uma floresta.

 “‘Os Ajudantes’ é um vídeo fundamental dentro do conjunto do meu trabalho. Ele fala de relações possíveis, ambíguas e complexas. Fala de ritual, de natureza. Está nesse lugar de representação entre o humano e não humano, seres que habitam o mundo e que nem sempre conseguimos reconhecer. É um pouco uma homenagem a isso” explica Sara Ramo. “Ele se insere no contexto atual, mostrando diferentes formas de vida e representação. Existe algo para além da sociedade construída em torno da figura de autoridade patriarcal”, completa. Este é um assunto recorrente no trabalho da artista, que demostra a prática de um pensamento coletivo, a dignidade de representar outras formas de existir e a grandiosidade da natureza.

Para Uiara Azevedo, gerente de artes visuais da FCS, ''Sara Ramo é uma das artistas pioneiras da sua geração: fez parte do grupo de artistas da Rua Apodi 69, um dos ateliês criativos mais representativos da arte no país. Sara propõe o vídeo como suporte de uma prática contemporânea inquieta e que desafia o público. Naturalizada em Belo Horizonte, tem exposições no mundo todo, incluindo agora a Fundação Clovis Salgado, em sua cidade de formação artística'', ressalta.

Em 2019, Sara realizou uma exposição individual no Museo Reina Sofía, na Espanha. A artista também esteve presente no Inhotim com uma das obras mais visitadas do espaço, Fissura, que faz parte do acervo MAM. Também já participou da Bienal de Veneza, de Havana e de São Paulo. Agora, em sua primeira individual no Palácio das Artes, Sara Ramo se diz apreensiva por ocupar um espaço cultural tão essencial em sua carreira. “É referência na minha formação. Um espaço onde vi artistas e palestras, o Cine Humberto Mauro é para mim um refúgio. Dá frio na barriga ser vista em um lugar tão importante na minha vida”, conclui a artista.

Sobre a obra
O Vídeo Os Ajudantes (2015) retrata figuras imersas na penumbra, formas vivas que se fazem visíveis somente sob a luz trêmula das fogueiras. Seres singulares, cuja figura nos lembra uma insistente forma humana, se movimentam aos nossos olhos. Desprovidos de história ou drama residual, resistem em um lugar para nós desconhecido, mas que nos é parcialmente revelado. Parecem nos falar da possibilidade de trabalhos e existências para além da nossa compreensão, trazendo perante nós uma revelação incômoda: a do nosso próprio desamparo. Abre-se a pergunta relativa à relação habitual com as presenças a nossa volta, sobre tudo, das quais dependemos, mas não notamos. É como se a artista pudesse dizer que estamos sob o cuidado de estranhos, aqueles que velam por nós: não na forma de idílio perdido, mas com toda a carga perturbadora do que sempre existirá, mas não conseguiremos ver.

Sobre Sara Ramo
Sara Ramo Affonso nasceu em Madri, Espanha, no ano de 1975. É artista visual com práticas múltiplas em instalação, vídeo, fotografia, escultura e colagem, a artista toma objetos cotidianos para com eles compor novos arranjos, passando pelo caos e o reordenando em novas formas de lidar com o mundo. Filha de mãe mineira e pai espanhol, ambos envolvidos em movimentos sociais, Sara Ramo cresce entre Araxá e Madri. Fica no Brasil de 1 mês de vida aos 6 anos de idade e volta para a Espanha. Não se interessa pela educação formal e faz cursos livres em teatro, dança e pintura. Nos anos 1990, com a reforma educacional espanhola, acompanha a implantação da formação em artes no segundo grau, na qual tem ótimo desempenho, o que a faz ingressar na Universidad Complutense de Madrid para estudar artes visuais. Muda-se para Belo Horizonte, dando continuidade à graduação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

O Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a exposição Os Ajudantes. A mostra tem a correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, AngloGold Ashanti e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH, e patrocínio prata da Vivo.  Todos os incentivos são via Lei Federal e Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

 

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Mini ganhador presépio FAOP

A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), anunciou o vencedor pelo Júri Popular da 49ª edição do Concurso Nacional de Presépios. Ao todo, foram mais de 6 mil votos registrados de forma online e presencial que ocorreu na Galeria de Arte Nello Nuno, em Ouro Preto.

A ganhadora foi a obra “A Mágica Caixa de Luz do Natal. Tendo como matéria-prima principal folhas de papel A4, o presépio vitorioso é da artista ouro-pretana Ana Carolina Dias. Uma caixa de papelão de cereal reciclada, luzes de led reutilizadas de outro projeto (na ocasião, a artista transformou uma embalagem de azeitonas em lamparina), cola, tinta e ferramentas para cortar e pintar, também fizeram parte do processo de produção do presépio que levou a premiação de R$ 1 mil.

O presépio, como tradicionalmente é conhecido, mostra a cena do nascimento de Jesus, e ainda a chegada dos Três Reis Magos, seguindo a narrativa cristã. A caixa pintada em tons de azul, branco, preto e amarelo, tem iluminação própria e foi acoplada à representação de uma bíblia antiga. “Na verdade são trechos da bíblia impressos, em que usei pó de café para produzir o efeito de objeto antigo usado”, revela a autora da obra. 

Ana Carolina, que até o momento leva a arte e o artesanato como um hobbie, conta que ficou muito feliz em receber a notícia de que havia ganhado, especialmente por acreditar que o concurso contribui para a preservação das tradições da comunidade. “Numa época tão difícil quanto a pandemia, é muito importante a gente manter as tradições, como os presépios e os tapetes de serragem. Então, agradeço a todos que votaram e parabenizo os artistas que participaram”, afirma.   

Presépios também foram premiados por um Júri Técnico 

Além de Ana Carolina, escolhida pelo Júri Popular, outros artistas também foram premiados. A comissão de funcionários e colaboradores da FAOP, que formou o chamado Júri Técnico, elegeu quais presépios ficariam em primeiro e segundo lugar nesta categoria em dezembro, logo na abertura da exposição na Galeria de Arte Nello Nuno. 

Presépio 2

2° Lugar pelo Júri Técnico da Fundação de Arte de Ouro Preto

O segundo lugar, que levou o prêmio de R$ 700,00, ficou com o “Natal Brilhante”, de Luiz Carlos Bento. O artista reúne algumas características em comum com Ana Carolina: é ouro-pretano e também escolheu utilizar, principalmente, materiais recicláveis para sua obra. Cordas, cabides, folhas de revista, e enfeites de Natal, unidos à muita criatividade, deram vida ao presépio, que chamou atenção dos jurados por sua originalidade.

O vencedor conta que aprecia a arte e a música, mas trabalha, na verdade, na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Ouro Preto. Sobre sua inspiração para criar a obra, Luiz revela que sonhou com um lindo presépio, coberto por uma coroa brilhante, e tentou reproduzir com os materiais que imaginou que seriam adequados para compor a cena. “Eu acho que o presépio é a representação de uma passagem bíblica muito bonita, então com certeza fiquei muito feliz em ganhar e vou participar outros anos”, relata empolgado com o resultado. 

Já o presépio campeão pelo Júri Técnico, que recebeu o prêmio de R$ 1 mil, foi nomeado como “Oxigênio”. A obra é do artista Yure Mendes, que trabalha com esculturas em ferro. É a quarta vez que ele participa da competição, e vence em uma das categorias pela terceira vez consecutiva. “Não sei de onde vem esse sentimento, talvez pela minha avó, mas criar presépios é algo que me inspira”, explica o ganhador.

Presépio 3Presépio eleito o campeão pelo Júri Técnico

Sua criação retrata um casal, segurando um bebê, ligados a tubos com plantas em pequenas estufas. A cena representa, naturalmente, Jesus, Maria e José, e a ideia do artista foi provocar uma reflexão sobre o cenário atual e a situação do mundo. “Eu queria usar a dinâmica do nascimento de Jesus e criar uma versão mais apocalíptica sobre tudo que estamos vivendo, a falta de preocupação com o planeta”, diz o artista.

Entretanto, Yure quis, ao mesmo tempo, passar uma mensagem de esperança: “a planta na mão de Jesus, fora das cópulas, representa que ainda há tempo de reestruturar e equacionar as questões do meio ambiente na Terra”.

O Museu Mineiro inaugura na sexta-feira (17/12) a exposição temporária intitulada “Centenário da Arquidiocese de Belo Horizonte: narrativas e trajetórias”. Organizada pelo Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte, em parceria com a equipe do Museu Mineiro, a exposição irá possibilitar uma “viagem no tempo”, dando aos visitantes a oportunidade de contemplar a história centenária da Arquidiocese de Belo Horizonte, de 1921 até o presente.

A exposição pode ser visitada até o 13 de fevereiro de 2022, de terça a sexta-feira, das 12h às 19h, e sábado, domingo e feriados, das 11h às 17h. A entrada é gratuita. Serão três abordagens para apresentar a história da Igreja Particular de Belo Horizonte. A primeira será composta por painéis com fotos e textos que detalham o itinerário da Arquidiocese de Belo Horizonte desde a sua criação, no dia 11 de fevereiro de 1921, com registros das primeiras “comunidades de fé” da Nova Capital Mineira.

A história também será contada por meio das indumentárias que vestiram os quatro arcebispos metropolitanos nestes cem anos: dom Antônio dos Santos Cabral, que exerceu o governo pastoral da Arquidiocese de 1922 a 1967; dom João Resende Costa, de 1967 a 1986; dom Serafim Fernandes de Araújo, de 1986 a 2004; e dom Walmor Oliveira de Azevedo, atual arcebispo metropolitano desde 2004.

A terceira perspectiva narrativa será o mapa da Arquidiocese de Belo Horizonte, que mostra a área de abrangência da Igreja Particular com sede na Capital Mineira, integrando um território de aproximadamente 1500 “comunidades de fé” em 28 municípios.

O Museu Mineiro é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

 

Serviço:
Exposição temporária “Centenário da Arquidiocese de Belo Horizonte: Narrativas e Trajetórias
Data: 17 de dezembro de 2021 a 13 de fevereiro de 2022
Horário: terça a sexta-feira, das 12h às 19h; sábado, domingo e feriados, das 11h às 17h
Local: Sala de Exposições Temporárias do Museu Mineiro – Avenida João Pinheiro, 342 – Funcionários – BH/ MG
Entrada gratuita

Museu Mineiro
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Facebook: https://www.facebook.com/museumineiro.mg/
Instagram: https://www.instagram.com/museumineiro/
Site: http://www.museumineiro.mg.gov.br/

 

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A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), informa que o prazo para devolução de recursos remanescentes da Lei federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural foi encerrado na segunda-feira (10/1).

Caso o município não tenha conseguido efetuar a devolução no prazo, a Secult recomenda que seja feito contato direto com o Ministério do Turismo (MTur), pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., para sanar dúvidas recorrentes.

Encontro reunirá representantes dos órgãos do Poder Executivo mineiro para discutir soluções para os documentos públicos.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio do Arquivo Público Mineiro (APM), realiza entre os dias 14 e 17 de dezembro o Fórum Estadual de Gestão de Documentos. A iniciativa, que acontecerá em formato virtual, tem como objetivo reunir e aproximar o Arquivo Público Mineiro, instituição responsável por orientar a gestão de documentos no Estado, das Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos existentes nos órgãos do Poder Executivo estadual.

Por gestão de documentos, entende-se o conjunto de procedimentos e operações técnicas relativas à produção, à classificação, à tramitação, ao uso, à avaliação e ao arquivamento dos documentos públicos, visando a sua guarda permanente ou a sua eliminação. A Política Estadual de Arquivos, que completou dez anos em 2021, contém as diretrizes dessa atividade, que tem por finalidade a eficiência na recuperação da informação pública e nos gastos com armazenamento de documentos.

Neste sentido, a Diretora do Arquivo Público Mineiro, Luciane Andrade Resende, reconhece que a gestão de documentos encontra entraves no contexto atual, em função da natureza técnica e, ao mesmo tempo, transversal da atividade. Apesar disso, "o Arquivo Público Mineiro tem se esforçado para se aproximar dos órgãos e entidades estaduais, com o objetivo de auxiliar nas rotinas que envolvem a gestão dos documentos em cada contexto específico", afirma a Diretora. 

Durante o encontro, os representantes dos órgãos e entidades estaduais terão a oportunidade de debater com o Arquivo Público Mineiro e trocar experiências entre si, tendo em vista os trabalhos que envolvem a lida com os documentos nas repartições estaduais. São alguns dos temas: a implementação do Sistema Eletrônico de Informações - SEI - e a gestão de documentos digitais, a digitalização, a conservação e os procedimentos de eliminação daqueles documentos que não precisam ser preservados.

A abertura do Fórum acontecerá na terça-feira (14/12), às 10h, e contará com a presença do professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, Renato Pinto Venâncio, que apresentará um balanço das experiências e perspectivas da gestão de documentos em Minas Gerais. A atividade será aberta para o público em geral e interessados poderão acompanhá-la no canal da Secult no YouTube.

Serviço: 
Abertura do Fórum Estadual de Gestão de Documentos
Data: 14/12 (terça-feira)
Horário: 10h
Onde: canal da Secult no YouTube

 

13 12 2021 miniforum

Palácio das Artes

Processo Seletivo 2022 oferta vagas em 16 cursos das Escolas de Artes Visuais, Dança, Música, Teatro e Tecnologia da Cena

Para o ano letivo de 2022, um dos mais tradicionais centros de formação artística de Minas Gerais continua garantindo qualidade, abrangência e otimização do ensino para alunos e professores. A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, anuncia a abertura de inscrições para seus Cursos Regulares em Artes, que podem ser realizadas gratuitamente do dia 12 até o dia 31 de janeiro de 2022 através de formulário on-line.

Ao todo, são ofertadas 385 vagas em 16 diferentes cursos das Escolas de Artes Visuais, Dança, Música, Teatro e Tecnologia da Cena, além do projeto permanente de extensão Coral Infantojuvenil. As aulas iniciam-se em maio de 2022, e serão ministradas, em sua maioria, em formato presencial. Os cursos seguem com apoio pontual da plataforma de ensino remoto Cefart Virtual, implementada no último ano como medida temporária de contingenciamento e prevenção à pandemia, que se consolidou como ferramenta essencial para compartilhar conteúdos teóricos e práticos. Os Cursos Regulares do Cefart disponibilizam vagas para as diversas faixas etárias, entre jovens, adultos e idosos.

Segundo Marta Guerra, Diretora do Cefart, o edital de 2022 chega com muita potência para reafirmar o Centro de Formação da Fundação Clóvis Salgado como referência no meio acadêmico, cultural e de inclusão digital. Após a consolidação do Cefart Virtual como plataforma de ensino remoto, as Escolas se preparam para um ano de retomadas presenciais, com muita segurança e empenho. “Com o novo edital, fortalecemos a ampliação de alunos e otimizamos o acesso aos cursos, que mantém a inscrição on-line e gratuita. Além disso, a qualificação técnica dos cursos, que abordam todas as áreas do segmento artístico com modalidades abrangentes, atende aos interesses de uma diversa gama de candidatos”, celebra.

A Gerente de Ensino do Cefart Piedra Magnani chama a atenção para a volta das atividades presenciais, que já acontecem de forma gradual desde a segunda metade de 2021. “O Cefart Virtual possibilitou a formação de outros públicos fora da região metropolitana de Belo Horizonte, alcançando pessoas de outros estados, mas a modalidade de ensino presencial continua sendo a essência dos cursos de arte. É fundamental que tenhamos os encontros práticos, os laboratórios, e tudo que os cursos possuem como diferencial. Pensando no incremento das ferramentas de ensino a partir das tecnologias remotas, o Cefart mantém a plataforma virtual como apoio pedagógico. Desejamos boas-vindas aos alunos que vão inaugurar, após um longo período de aulas exclusivamente remotas, as demandas de formação artística e cultural de forma presencial e segura”.

Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam as Inscrições para os Cursos Regulares do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart. As atividades da FCS tem a correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio máster dCemigAngloGold Ashanti,  ArcellorMittal e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹. Todos os incentivos são via Lei Federal e Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Vagas e cursos ofertados

·      Escola de Artes Visuais oferece 100 vagas, sendo distribuídas entre os cursos de Arte e Educação (30), Básico de Curadoria (30), Básico de Expografia (30) e FIC Assistente de Produção Cultural (10).

·      Escola de Dança oferece 60 vagas, dividas entre Curso Básico (20), Curso Pré-Técnico (20) e Curso Técnico  em Dança (20).

·      Escola de Música, oferece 100 vagas, distribuídas entre Coral Infantojuvenil (15), Curso Básico (45), Curso de Regência de Bandas (20 vagas, e Curso de Musicalização para Adultos (20).

·      Escola de Teatro oferece 60 vagas, ofertadas para Curso Técnico, divididas entre os turnos manhã (20) e noite (20), e para o Curso Laboratório de Investigação Cênica Digital (20).

·      Já a Escola de Tecnologia da Cena oferece 60 vagas, dividas entre os cursos FIC Auxiliar de Cenotecnia (15), FIC Figurinista (15), FIC Iluminador Cênico (15) e FIC Sonoplasta (15).

Processo de Inscrição e matrícula

A inscrição para os Cursos Regulares do Cefart é isenta de qualquer taxa. Para realizá-la, o candidato deve preencher o formulário do respectivo Curso de interesse, disponível no site da FCS (www.fcs.mg.gov.br). Os interessados deverão observar os pré-requisitos como idade mínima, escolaridade e experiência na área de interesse. No ato da inscrição, os candidatos aos cursos Técnicos em Dança ou em Teatro devem ficar atentos à escolha para as vagas de livre concorrência ou àquelas que estão reservadas às pessoas que estudam ou estudaram integralmente em escola pública e que se autodeclaram negros, pardos ou indígenas. Sobre as vagas, vale destacar que o Cefart reserva 50% daquelas destinadas aos cursos Técnicos para candidatos que cursaram integralmente o Ensino Fundamental ou Médio em Escolas Públicas. Para dúvidas a respeito do edital, os interessados podem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou entrar em contato pelos números de WhatsApp (31) 99400-1347 e (31) 99400-1341, de 9h às 17h.

O Processo Seletivo será realizado virtualmente para todos os cursos das Escolas de Artes Visuais, Música e Tecnologia da Cena, e nas Escolas de Dança e de Teatro a seleção terá etapas virtuais e presenciais intercaladas. As provas serão realizadas a partir de 9 de fevereiro até 30 de março de 2022, e o resultado final será publicado no site da FCS a partir das 18h de 14 de abril de 2022. No momento da matrícula, os candidatos aprovados deverão entregar a documentação conforme previsto no Edital.

CEFART – O Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado, é responsável por promover a formação em diversas linguagens no campo das artes e em tecnologias do espetáculo. Referência em formação artística, o Cefart possui amplo e inovador Programa Pedagógico para profissionalizar e inserir jovens talentos no mercado de trabalho da cultura e das artes. Diversas gerações de artistas e técnicos foram formadas ao longo dos quase 50 anos de atividades, com forte impacto no fazer artístico de Minas Gerais.  São oferecidas, gratuitamente, oportunidades democráticas de acesso à formação cultural diversa, por meio de Cursos Técnicos, Básicos, de Extensão e Complementares, com grande repercussão social.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) divulgou o resultado provisório do ICMS Turismo, com a listagem dos municípios habilitados 2021 - Ano-referência 2020.

A tabela, disponível AQUI, apresenta os valores dos índices provisórios de Investimento em Turismo dos Municípios (IIT) e de participação para fins de distribuição da parcela de ICMS pelo critério turismo em 2022, ano-referência 2020, conforme os termos da Lei Estadual 18.030/2009.

Os benefícios de fazer parte do ICMS Turismo vão além dos recursos recebidos e dão ao município a estrutura para ter uma gestão consolidada da política pública para o turismo local. Entre eles estão a obrigatoriedade de ter uma política municipal de turismo elaborada e, no mínimo, em processo de implantação; possuir Conselho Municipal de Turismo constituído e em funcionamento regular e também um Fundo Municipal de Turismo (Fumtur) em operação e devidamente regulamentado.

ICMS Turismo

O ICMS Turismo é destinado aos municípios mineiros, nos termos da Lei Estadual n. º 18.030/2009, e visa estimular a implementação de um planejamento sustentável de programas e projetos voltados ao desenvolvimento turístico nos municípios mineiros e suas respectivas regiões.

O ICMS Turismo atua como motivador e catalisador de ações, visando estimular a formatação e implantação, por parte dos municípios, de programas e projetos voltados para o desenvolvimento turístico local e regional, em especial os que se relacionam com as políticas para o turismo dos governos Estadual e Federal.

Para ter direito ao repasse, o município anualmente precisa comprovar o atendimento aos seguintes critérios obrigatórios:

• Participar do Programa de Regionalização do Turismo no Estado de Minas Gerais;

• Ter elaborada e em implementação uma política municipal de turismo;

• Possuir Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), constituído e em regular funcionamento;

• Possuir Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), constituído e em regular funcionamento.

15 10 2021 miniturismo

mini Apresentador Fernando Tibúrcio divulgação Cinematógrafo Rede Minas 10

A maior indústria cinematográfica está na Índia. Bollywood e outros pólos de cinema do país tornaram o local um celeiro de produções que atraiu a atenção do mundo. Por trás da telona, o que não faltam são curiosidades sobre as obras indianas. Quem fala sobre o tema é a pesquisadora Juily Manghirmalani no Cinematógrafo, da Rede Minas, que vai tratar sobre o cinema indiano contemporâneo nesta sexta (14), às 20h.

Música, dança e cores. Essas são algumas das características do cinema que surgiu na Índia, lota as salas de cinema desse país e tem conquistado fãs em todo o planeta. A sétima arte produzida ali tem a cultura hinduísta estampada nas obras. A política e a economia também estão por trás das lentes. O cinema indiano emergiu com o movimento pela independência, mas ganhou outras esferas. Hoje, a indústria fonográfica financia as produções que, em contrapartida, são recheadas de clipes. A pobreza ou a sexualidade estão fora de cena no país que ainda tem tabus e censura. Discussões políticas ficam por conta dos cineastas estrangeiros que desembarcam por lá. Esse grande cenário audiovisual é esmiuçado pela especialista em cinema indiano Juily Manghirmalani no Cinematógrafo.

O programa ainda traz mais novidades do cinema. A atração apresenta o perfil da diretora indiana Kalpana Lajmi, a crítica do filme "Duna", do diretor canadense Denis Villeneuve, e a trilha sonora Alta Fidelidade (2000), de Stephen Frear, comentada pelo jornalista Thiago Pereira.

O Cinematógrafo é apresentado por Fernando Tibúrcio e vai ao ar nesta sexta-feira (14), às 20h, pela Rede Minas. O público também pode conferir a atração, nesse mesmo horário, pelo site da emissora: redeminas.tv.

Obra retrata a percepção de mulheres migrantes sobre o cotidiano durante a pandemia de COVID-19 em Belo Horizonte

Quem estiver em Belo Horizonte no sábado (11/12), a partir das 15h, poderá conferir presencialmente o lançamento do minidocumentário “Migrar: Covid e Mulheres em Belo Horizonte”. A obra, fruto de uma parceria entre o Coletivo de Mulheres Migrantes Cio da Terra e o Museu Mineiro, visa retratar as vivências de Claudia Manzo e Clara López, duas mulheres imigrantes que vivem na capital. O Museu Mineiro é um equipamento vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) e integra o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte.

O minidocumentário expõe, por meio dos relatos da chilena Claudia e da equatoriana Clara, como a pandemia de COVID-19 tem impactado suas vidas, cotidianos e projetos migratórios, além de retratar como os fatos de serem mulheres e migrantes atravessam suas experiências, principalmente no atual cenário de emergência sanitária global.

A apresentação do minidocumentário será realizada no Museu Mineiro em evento gratuito que conta com diversas atrações culturais organizadas pelo Coletivo de Mulheres Migrantes Cio da Terra, como a Feira de Gastronomia Sabores do Mundo, a Feira de Artesanato Cio da Terra, além de oficinas e apresentações artísticas e musicais. O encontro será realizado das 10h às 17h.

Confira mais detalhes sobre a programação do evento e a ficha técnica do minidocumentário “Migrar: Covid e Mulheres em Belo Horizonte”:

PROGRAMAÇÃO

10h – Abertura da Feira Sabores do Mundo e Artesanato Cio da Terra

12h – Oficina de Artesanato com Lourdes Rivera

14h – Apresentação Trapézio Dentina

15h – Lançamento do Minidocumentário “Migrar: Covid e Mulheres em Belo Horizonte”

16h – Apresentação Musical Yina Areiza

17h – Encerramento.

 

ATRAÇÕES

Feira Sabores do Mundo e Artesanato Cio da Terra no Museu Mineiro

Estarão presentes na Feira Sabores do Mundo as seguintes marcas: Malewa-Food, de gastronomia africana (@malewa___food); Margaritas Buffet, de gastronomia venezuelana (@margaritasbuffet);

Queslloya Cocina Peruana, de gastronomia peruana (@queslloya_cocina_peruana; Fogón Paisa, de gastronomia colombiana (@fogon_paisa__bh).

Já a Feira de Artesanato Cio da Terra trará as seguintes marcas: Rivera Criações (@riveracriacoes); Marinela’s Acessórios (@marinelasacessorios); Oshu (@lojaoshu); Bel’África (@belafricabonecas).

 

Oficina de artesanato: “Retablo: presépio com caixinha de fósforo”

Declarado Patrimônio Cultural da Nação Peruana, o retablo é uma das maiores expressões da arte peruana e uma antiga tradição andina que se mantém até os dias de hoje. No seu interior são representadas cenas tradicionais ou do cotidiano, destacando as festas e danças, motivos religiosos, vistas rurais ou trabalhos agrícolas.

Esta oficina, ministrada pela artesã peruana Lourdes Rivera, utilizará caixinhas de fósforo descartadas, misturando a tradição com o que há de mais atual e importante nos dias de hoje, a sustentabilidade. O retablo será temático do natal, portanto a cena representada no seu interior será um presépio.

A oficina será gratuita e cada aluno levará consigo seu retablo finalizado.

Serão 10 vagas e as inscrições são feitas pelo Instagram do Coletivo Cio da Terra (@ciodaterramigrantes)

Apresentação de Palhaçaria:

A palhaça Trapézio Dentina visitará o Museu Mineiro para compartilhar com o público seus truques circenses e brincadeiras, que farão os espectadores rirem e se conectarem com sua essência atrapalhada e divertida. A intervenção em palhaçaria antecederá a grande estreia do documentário “Migrar: Covid e Mulheres em Belo Horizonte”.

Apresentação Musical:

Yina Areiza é colombiana, chegou ao Brasil em 2020, é makeup artist e cantora. Atualmente é aluna de técnica de canto no CICALT - Centro Interescolar de Cultura, Artes, Linguagens e Tecnologia e integrante do Coral da FALE - UFMG.

Yina prestigiará o evento do Cio da Terra neste sábado fazendo sua estreia ao público brasileiro no lançamento do documentário “Migrar: Covid e Mulheres em Belo Horizonte”.

Ficha técnica:

Minidocumentário: “Migrar: Covid e Mulheres em Belo Horizonte”

Ano de produção: 2021

País de origem: Brasil

Duração: 15min

Gênero: Documentário

Direção: Liss7cosmo

Roteiro: Amanda Iegli

Produção: Jameny Sarmiento Rivera

Assistente de produção: Lucas Loureiro Cardoso

Trilha sonora: Claudia Manzo

Fotografia: Liss7cosmo e Lucas Loureiro Cardoso

Direção de arte: Liss7cosmo

Edição: Davi du Salvador

Elenco:

- Claudia Manzo - cantora, compositora e artista chilena. Residente há 10 anos no Brasil e fundadora do Bloco feminista de carnaval “Bruta Flor”

- Clara López - artista cênica, de circo e palhaçaria. É equatoriana e residente há 4 anos no Brasil. Criou a companhia “Teatro del  Camino”.

A produção do minidocumentário “Migrar: Covid e Mulheres em Belo Horizonte” faz parte das ações educativas especiais do Projeto de Programação Cultural dos Museus Estaduais, que conta com patrocínio da Cemig,  por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

Coletivo de Mulheres Migrantes Cio da Terra

O Cio da Terra é um coletivo de mulheres migrantes que surgiu em abril de 2017, em Belo Horizonte. Composto por mulheres de distintas origens, nacionalidades e características, a atuação do grupo é voltada para a luta pela efetivação de direitos das migrantes, o auxílio no fortalecimento da autonomia e autoestima dessas mulheres e a construção de uma rede de apoio e troca de experiências entre elas. Todas as participantes são voluntárias, e o Coletivo oferece serviços gratuitos nas seguintes áreas: aulas de Português como língua de acolhimento para mulheres migrantes, orientação e acompanhamento social, geração de renda e emprego, formação sociopolítica e comunicação.

 

SERVIÇO:

LANÇAMENTO DO MINIDOCUMENTÁRIO “MIGRAR: Covid e Mulheres em Belo Horizonte” E FEIRA CULTURAL cio da terra

Horário: das 10h às 17h

Local: Museu Mineiro

 

Museu Mineiro

Endereço: Av. João Pinheiro, 342 – Centro – BH/MG. CEP: 30130-180

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Facebook: https://www.facebook.com/museumineiro.mg/

Instagram: https://www.instagram.com/museumineiro/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCDwGBW_hdfoF7nfOhPerhKA

Site: http://www.museumineiro.mg.gov.br/

 

 

10 12 2021 minimm

mini BELO HORIZONTE Foto Mtur Pedro Vilela

A cada hora passada, entre janeiro e novembro de 2021, em média pelo menos oito menções e postagens em redes sociais foram feitas sobre destinos mineiros. Ao todo, em 11 meses foram feitas 68 mil menções sobre viagens. É o que mostra a à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), por meio do relatório de Monitoramento Online do Turismo, disponibilizado pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG), instância de pesquisa vinculada à Secult.

A pesquisa foi feita pela Sentimonitor, empresa de inteligência artificial participante do Programa de Aceleração de Startups de Minas Gerais (SEED), que trabalha junto à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais com o desafio de coletar, analisar e disponibilizar dados sobre o turismo e experiências em Minas Gerais com o objetivo de embasar políticas públicas.

O objetivo do levantamento é utilizar as menções ao turismo como indicador do engajamento do turista com o destino, podendo contribuir para a análise de desejo pelo destino e seu nível de divulgação nas redes. Os dados são constituídos de menções espontâneas em modo público nas redes sociais: Twitter, Facebook e YouTube. 

Dados coletados

O aumento de 67% menções em relação ao ano de 2020 também pode ser interpretado como um maior interesse e viagens feitas para Minas Gerais. O crescimento também comprova o sucesso das ações do programa Reviva Turismo, lançado em maio do ano passado, pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo.

Os dados mostram que, entre janeiro e novembro de 2021, é visível um aumento gradual de menções no contexto de viagens à Minas Gerais, o que pode ser consequência do avanço na vacinação contra à COVID-19 e reabertura da economia, onde algumas medidas de restrição que antes afastavam viajantes agora foram abrandadas, possibilitando uma retomada do turismo no estado. Também é possível perceber a diminuição do número de menções de viagens em meses posteriores ao aumento de casos de Covid no estado, a exemplo da segunda onda da epidemia no qual houve um aumento significativo de casos em março que levou a uma queda de viagens em abril.

A capital Belo Horizonte teve um volume de dados significativamente superior às demais cidades. Sem considerar a capital, Uberlândia ocupa o primeiro em quase todos os meses, com exceção dos meses de Março, o qual a cidade de Poço de Caldas ganha destaque, e em Abril, a cidade de Capitólio. O destino de Ouro Preto é mais procurado entre os meses de Julho a Setembro, enquanto Montes Claros é mais procurado no verão (região que abriga uma série de cachoeiras).

Quanto a divisão dos segmentos por municípios, conforme maior quantidade de menções, a temática Natureza é a que mais se apresenta em quase todas as cidades. Com a flexibilização do isolamento social, passeios ao ar livre em paisagens naturais têm sido mais procurados.

Lagoa Santa é a que possui mais destaque nesta temática. Ouro Preto é notadamente reconhecido pelo seu patrimônio, mas como consegue oferecer atividades mais variadas, com a "matriz" de segmentos mais diversificada. Uberlândia, Contagem e Muriaé chamam atenção em esportes. Sabará possui maior visibilidade histórico - cultural e Uberaba em náutica.

Belo Horizonte se destaca pelas temáticas de esportes. Natureza e Gastronomia também ganharam evidência em relação a Belo Horizonte

É perceptível a mudança de destinos em evidência, em comparação ao ano passado. Enquanto Ouro Preto teve destaque em 2020, em 2021 foi Uberlândia (desconsiderando a capital, que possui uma evidência significativamente maior que todas as cidades.

O relatório completo pode ser acessado no site do OTMG, na aba sobre o Monitoramento Online do Turismo, na parte de ’Indicadores’. Onde está publicado o relatório e também o painel de monitoramento das menções online.

Levantamento mostra aumento de menções de destinos turísticos mineiros na internet
A cada hora passada, entre janeiro e novembro de 2021, em média pelo menos oito menções e postagens em redes sociais foram feitas sobre destinos mineiros. Ao todo, em 11 meses foram feitas 68 mil menções sobre viagens. É o que mostra a à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), por meio do relatório de Monitoramento Online do Turismo, disponibilizado pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG), instância de pesquisa vinculada à Secult.
A pesquisa foi feita pela Sentimonitor, empresa de inteligência artificial participante do Programa de Aceleração de Startups de Minas Gerais (SEED), que trabalha junto à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais com o desafio de coletar, analisar e disponibilizar dados sobre o turismo e experiências em Minas Gerais com o objetivo de embasar políticas públicas.
O objetivo do levantamento é utilizar as menções ao turismo como indicador do engajamento do turista com o destino, podendo contribuir para a análise de desejo pelo destino e seu nível de divulgação nas redes. Os dados são constituídos de menções espontâneas em modo público nas redes sociais: Twitter, Facebook e YouTube. 
Dados coletados
O aumento de 67% menções em relação ao ano de 2020 também pode ser interpretado como um maior interesse e viagens feitas para Minas Gerais. O crescimento também comprova o sucesso das ações do programa Reviva Turismo, lançado em maio do ano passado, pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo.
Os dados mostram que, entre janeiro e novembro de 2021, é visível um aumento gradual de menções no contexto de viagens à Minas Gerais, o que pode ser consequência do avanço na vacinação contra à COVID-19 e reabertura da economia, onde algumas medidas de restrição que antes afastavam viajantes agora foram abrandadas, possibilitando uma retomada do turismo no estado. Também é possível perceber a diminuição do número de menções de viagens em meses posteriores ao aumento de casos de Covid no estado, a exemplo da segunda onda da epidemia no qual houve um aumento significativo de casos em março que levou a uma queda de viagens em abril.
A capital Belo Horizonte teve um volume de dados significativamente superior às demais cidades. Sem considerar a capital, Uberlândia ocupa o primeiro em quase todos os meses, com exceção dos meses de Março, o qual a cidade de Poço de Caldas ganha destaque, e em Abril, a cidade de Capitólio. O destino de Ouro Preto é mais procurado entre os meses de Julho a Setembro, enquanto Montes Claros é mais procurado no verão (região que abriga uma série de cachoeiras).
Quanto a divisão dos segmentos por municípios, conforme maior quantidade de menções, a temática Natureza é a que mais se apresenta em quase todas as cidades. Com a flexibilização do isolamento social, passeios ao ar livre em paisagens naturais têm sido mais procurados.
Lagoa Santa é a que possui mais destaque nesta temática. Ouro Preto é notadamente reconhecido pelo seu patrimônio, mas como consegue oferecer atividades mais variadas, com a "matriz" de segmentos mais diversificada. Uberlândia, Contagem e Muriaé chamam atenção em esportes. Sabará possui maior visibilidade histórico - cultural e Uberaba em náutica.
Belo Horizonte se destaca pelas temáticas de esportes. Natureza e Gastronomia também ganharam evidência em relação a Belo Horizonte
É perceptível a mudança de destinos em evidência, em comparação ao ano passado. Enquanto Ouro Preto teve destaque em 2020, em 2021 foi Uberlândia (desconsiderando a capital, que possui uma evidência significativamente maior que todas as cidades
O relatório completo pode ser acessado no site do OTMG, na aba sobre o Monitoramento Online do Turismo, na parte de ’Indicadores’. Onde está publicado o relatório e também o painel de monitoramento das menções online. 

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Secretário Leônidas Oliveira destacou resultados de programas da pasta desenvolvidos ao longo de 2021

O sucesso das ações do programa Reviva Turismo, lançado em maio pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), foi destaque durante a apresentação da pasta no Assembleia Fiscaliza, nesta quinta-feira (9/12). Mais de 21 mil novos empregos diretos relacionados ao setor do Turismo foram gerados entre os meses de maio e outubro deste ano (dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Caged) e o fluxo de viajantes no estado chegou a 17,3 milhões de pessoas até outubro (dados do Observatório do Turismo de Minas Gerais). Estes foram apenas alguns dos números positivos apresentados durante a audiência das Comissões de Cultura, Turismo e Gastronomia e Desenvolvimento Econômico, presidida pelo deputado Mauro Tramonte.

“Somente no último mês de outubro foram registrados mais de quatro mil postos de trabalho ocupados no setor do turismo no estado. Uma das metas do Reviva Turismo é gerar 100 mil empregos na área em 15 meses, e estamos confiantes que vamos conseguir. O fluxo de turistas nos aeroportos mineiros foi de mais de 779 mil pessoas em outubro de 2021, um crescimento de 74% em relação ao mês de maio deste mesmo ano e superior, inclusive, ao mesmo mês de 2019, ou seja, isso demonstra um crescimento real, fora da questão pandêmica” salientou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. 

O titular da Secult reforçou a importância do turismo para a economia. “Segundo dados da Organização Mundial do Turismo, o turismo é o setor que mais emprega e oferece empregos em todo o planeta, além de ser uma indústria limpa, sobretudo quando se baseia nos empreendimentos de base comunitária e se apoia na transversalidade com a cultura, em respeito aos povos”, apontou.

O Reviva Turismo, lançado em maio deste ano, é embasado em quatro eixos: Biossegurança, Estruturação, Capacitação e Marketing. Outra meta do programa, posicionar Minas Gerais entre os três principais destinos turísticos do país, foi alcançada no terceiro mês após seu lançamento. Até 2022, serão investidos mais de R$ 35 milhões em toda a cadeia produtiva por meio de parcerias público-privadas, patrocínios, além do investimento direto do governo.

Segurança e internacionalização

Outro ponto elencado foi a segurança em Minas Gerais, estado eleito pelo segundo ano consecutivo como o destino mais seguro do Brasil segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. Uma das principais iniciativas do Reviva foi o lançamento da Rede Integrada de Proteção ao Turismo, já implantada em Monte Verde, Ouro Preto e Poços de Caldas.

O secretário destacou também as ações de internacionalização de Minas Gerais e seus desdobramentos para a Cultura e o Turismo, como a abertura de uma representação do estado em Lisboa, a missão em Portugal, e a aproximação com Luxemburgo. Entre os resultados, estão a assinatura de protocolo de intenções entre a Fundação de Arte de Ouro preto (Faop) e Instituto de Formação dos Países de Língua Oficial Portuguesa; a assinatura de carta de intenções com a Embaixada de Luxemburgo para novo edital voltado ao intercâmbio de artistas mineiros, visando promover capacitações e residências artísticas em Luxemburgo, que será sede da capital europeia da Cultura em 2022; e a adesão do município mineiro de Poços de Caldas à Associação Europeia de Cidades Termais Históricas (EHTTA), sendo a primeira vez que uma cidade brasileira integra o circuito turístico.

Cozinha mineira
Durante a apresentação, Leônidas Oliveira enfatizou as ações em torno da Cozinha Mineira. O Plano Estadual de Desenvolvimento da Cozinha Mineira, lançado neste ano, reúne 72 iniciativas e o investimento de R$ 2,3 milhões em ações estratégicas para do Reviva Turismo na área de gastronomia. O secretário destacou a parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e para registrar a Cozinha Mineira como patrimônio cultural estadual, com o Inventário da Cozinha Mineira. 

“Queremos que a cozinha mineira seja a primeira do país reconhecida como patrimônio do Brasil, e almejamos também o reconhecimento mundial. Por isso pretendemos enviar o pleito ao Iphan, e gostaríamos de contar com o apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Dessa forma, elevando a proteção em nível federal, podemos lançar luzes para, no futuro, ter a cozinha mineira reconhecida também junto à Unesco, essa é a nossa estratégia”, explicou Oliveira.

Os deputados manifestaram apoio ao pedido do secretário e sinalizaram o envio de carta conjunta ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para solicitar o reconhecimento da Cozinha Mineira como patrimônio cultural brasileiro. 

Descentra Cultura

Outra conquista apresentada pelo secretário foi o Plano Descentra Cultura, iniciativa para democratizar o acesso aos bens e serviços da Cultura e valorizar os artistas mineiros. O Plano inclui 30 projetos macro sendo desenvolvidos em todo o estado, visando à descentralização de recursos, formação e atividades culturais pelos municípios mineiros. O destaque é Projeto de Lei 2.976/2021, que altera a Lei 22.944/2018 e atualiza modelos de financiamento, contrapartidas, além de criar condições para acesso facilitado a povos e comunidades tradicionais aos mecanismos de fomento. 

O Projeto de Lei foi encaminhado à CCJ e no momento retornou ao poder Executivo, para ajustes antes de ser enviado à Comissão de Cultura da ALMG. “Tudo está caminhando bem e, quando o projeto retornar a esta Casa, estamos preparados para promover um amplo debate com a participação dos segmentos de Cultura de Minas Gerais. Os setores da Cultura e do Turismo estão entre os mais atingidos com a pandemia, mas já vemos cenário de retomada, o que é muito positivo”, disse o deputado Bosco, presidente da Comissão de Cultura da Assembleia. 

Os resultados das ações para a Cultura no estado foram celebrados pelo secretário Leônidas Oliveira com a apresentação dos dados de investimento no setor feitos pelos órgãos que compõem o Sistema Estadual de Cultura em 2021. Mais de R$ 637,7 milhões foram investidos a partir de recursos da Lei Aldir Blanc, dos editais de fomento, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, juntamente com recursos próprios ou fruto de parcerias dos Museus da Secult, do Arquivo Público Mineiro, da Biblioteca Pública Estadual e das entidades vinculadas (Empresa Mineira de Comunicação, Fundação de Arte de Ouro Preto, Iepha e Fundação Clóvis Salgado). 

Ao fim da reunião, o secretário respondeu a perguntas dos deputados presentes, como o pedido de apoio para a criação de novas rotas aéreas para atender o Sul de Minas, principalmente em Araxá, Poços de Caldas e região.

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Durante os meses de janeiro e fevereiro, público vai conferir produções diversificas, com atrações para crianças e adultos

Uma série de espetáculos aguarda o público da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais em janeiro. O espaço, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), recebe parte da programação da 47ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Ao todo, seis produções, entre infantis e adultos, serão apresentados no Teatro José Aparecido de Oliveira, de 14 de janeiro a 20 de fevereiro.

A programação da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança na Biblioteca Estadual reúne os espetáculos “Os homens querem casar e as mulheres querem sexo”, “Os Saltimbancos”, “Pouso Forçado”, “Meu adorável Genro”, “Como vencer a burocracia sem ter um infarto” e “O Chapeleiro Maluco”. Os ingressos podem ser adquiridos nos postos do Sinparc e no portal Vá ao Teatro a R$ 20. Na Bilheteria do Teatro da Biblioteca, os ingressos serão vendidos a partir de R$ 42,00.

O espetáculo que abre a programação é “Os homens querem casar e as mulheres querem sexo”, que ficará em cartaz de 14 a 16 de janeiro, com sessões às 20h na sexta-feira (14/1) e no sábado (15/1), e às 19h, no domingo (16/1). A peça conta a história de Jonas, um rapaz que tenta de todas as maneiras encontrar uma mulher pra se casar. Durante essa busca, muitos tipos de mulheres passam pela sua vida, deixando histórias de rolar de rir. Frequentador assíduo de casamentos, ele briga por todos os buquês e enfeites de bolo e depois de várias tentativas frustradas, resolve ir para uma lounge, pra beber e desabafar com seu lado feminino.

De 15 de janeiro a 6 de fevereiro, entra em cartaz a peça “Os Saltimbancos”, com apresentações sempre às 16h. O espetáculo narra a história do encontro de quatro animais (um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata), que devido a maus tratos, fugiram de seus patrões. Juntos decidem formar um grupo musical e rumam à cidade para começar a carreira artística. No caminho encontram seus antigos donos e temendo serem novamente escravizados, resolvem enfrentá-los. Os bichos vencem e chegam à conclusão de que unidos conseguirão superar todas as dificuldades.

A programação também conta com o espetáculo “Pouso forçado”, que será encenado de 21 a 23 de janeiro. As sessões acontecem às 19h30, na sexta-feira (21/1) e no sábado (22/1), e às 19h no domingo (23/1). A montagem conta a história de Flávio, um homem que vive a vida fazendo pousos no mercado financeiro, mudando-se para York, fazendo bicos sem nunca encontrar um lugar. Até sentir que seu casamento teria sido mais um pouso forçado se Chantila não fosse tão louca e disposta a maiores desafios que ele.

“Meu adorável genro” estará em cartaz de 28 a 30 de janeiro, com apresentações às 20h na sexta-feira (28/1) e no sábado (29/1), e às 19h no domingo (30/1). Nesse espetáculo, uma divertida dona de casa, que para sair da rotina sexual de seu casamento, veste-se de Marilyn Monroe e com muito humor e nenhum pudor usa como armas o amor, a sensibilidade, e a sensualidade na conquista diária para ser feliz.

Ao longo de todo o mês de fevereiro, o público confere a produção “Como vencer a burocracia sem ter um infarto”, que será apresentada entre 4/2 e 27/2. As sessões acontecem às 20h, nas sextas-feiras e nos sábados, e aos domingos, às 19h. A peça conta a história de Nestor, um cidadão comum, que precisa enfrentar a morosidade do Estado e um funcionário público pra lá de aloprado para provar que está VIVO. Nessa confusão, quem morre (de rir!) é o espectador.

A programação da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança se encerra com o espetáculo “O Chapeleiro Maluco”, em cartaz nos dias 12 e 13 de fevereiro, com sessões às 16h. A peça leva para o palco de forma lúdica e descontraída a história do Chapeleiro Maluco, que deixa de ser maluco, perdendo assim sua personalidade ao se deparar com a tragédia de sua família, onde somente uma pessoa que acredita no impossível poderá ajudá-lo, sua verdadeira amiga “Alice”. Com um desfecho surpreendente, o espetáculo traz ao público uma verdadeira lição de vida e reflexão sobre os valores: “família e amizade verdadeira".

 

Confira a programação completa

 

Os homens querem casar e as mulheres querem sexo

Data: 14/01, 15/01 e 16/01

Horário: Sexta e sábado às 20h, domingo às 19h

Ingressos: https://www.vaaoteatromg.com.br/detalhe-peca/belo-horizonte/os-homens-querem-casar-e-as-mulheres-querem-sexo

Os Saltimbancos

Datas: 15/01, 16/01, 22/01, 23/01, 05/02 e 06/02

Horário: 16h

Ingressos: https://www.vaaoteatromg.com.br/detalhe-peca/belo-horizonte/os-saltimbancos  

Pouso Forçado

Datas: 21/01, 22/01 e 23/01

Horário: Sexta e sábado às 19h30, domingo às 19h

Ingressos: https://www.vaaoteatromg.com.br/detalhe-peca/belo-horizonte/pouso-forcado  

Meu adorável Genro

Datas: 28/01, 29/01 e 30/01/2022

Horário: Sexta e sábado às 20h, domingo às 19h

Ingressos: https://www.vaaoteatromg.com.br/detalhe-peca/belo-horizonte/meu-adoravel-genro

Como vencer a burocracia sem ter um infarto

Datas: 04/02, 05/02, 06/02, 11/02, 12/02, 13/02, 19/02 e 20/02

Horários: Sexta e sábado às 20h, domingo às 19h

Ingressos: https://www.vaaoteatromg.com.br/detalhe-peca/belo-horizonte/como-vencer-a-burocracia-sem-ter-um-infarto

O Chapeleiro Maluco

Datas: 12/02 e 13/02

Horário: 16h

Ingressos: https://www.vaaoteatromg.com.br/detalhe-peca/belo-horizonte/o-chapeleiro-maluco

As indígenas são as protagonistas da nova temporada do Mulhere-se, da Rede Minas. Com a temática “Coexistir”, a atração propõe uma reflexão sobre a preservação avaliada por elas. Nesta segunda (13), o programa aborda a questão dos territórios.

A corresponsabilidade acerca de todos eventos que acontecem no mundo dimensionam as narrativas indigenistas para o uso coletivo dos espaços.

Para tratar sobre o tema, a atração traz a análise das indígenas Edna Shanenawa, vice-presidente da União das Mulheres Índigenas da Amazônia Brasileira (Umiab); da boliviana Julieta Paredes, escritora e feminista comunitária; e de Márcia Kambeba, poeta e geógrafa.

O programa Mulhere-se vai ao ar na próxima segunda-feira (13), às 20h, pela Rede Minas. O público ainda pode acompanhar a atração, nesse mesmo horário, pelo site da emissora: redeminas.tv.

SERVIÇO:
Programa Mulhere-se
7ª temporada: “Coexistir”
Episódio “O território é potente” - segunda (13), às 20h

COMO SINTONIZAR:
redeminas.tv/comosintonizar
A Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF) ou 17 (UHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; One Seg (para celulares e portáteis) 9.3; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina. ACESSE AS REDES SOCIAIS:
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10 12 2021 miniredeminas

mini laboratorio regencia 2021 filarmonicamg foto Rafael Motta

A produção de música sinfônica brasileira não para. Estão abertas, a partir de 10 de janeiro, as inscrições para o 13° Laboratório de Regência e para o 11º Festival Tinta Fresca, duas iniciativas pioneiras da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais destinadas a identificar e fomentar novos talentos da criação musical sinfônica, como jovens maestros e compositores brasileiros. Ambas as atividades serão realizadas no primeiro semestre de 2022, com concertos de encerramento, gratuitos, para o público. Os editais para jovens maestros (Laboratório de Regência) e para compositores brasileiros (Festival Tinta Fresca) estão no site da Filarmônica: www.filarmonica.art.br.

O Laboratório de Regência e o Festival Tinta Fresca têm o apoio do Programa Amigos da Filarmônica. 

Laboratório de Regência: inscrições para jovens maestros – De 10 de janeiro a 18 de fevereiro de 2022

Realizado desde 2009, o Laboratório de Regência é uma iniciativa pioneira no Brasil, que possibilita a jovens regentes ter, sob a sua batuta, uma orquestra profissional e aprender, na prática, os desafios da regência. Desde então, já participaram 156 maestros, sendo que 48 conduziram a Filarmônica nos concertos de encerramento.  Para a edição 2022, há vagas para 4 regentes ativos e 11 ouvintes, que participarão de aulas teóricas e técnicas com o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, e de ensaios com a Orquestra.

O Laboratório 2022 será realizado entre os dias 11 e 13 de abril. Ao final, quatro regentes conduzem a Orquestra em concerto gratuito aberto ao público, no dia 13 de abril. Todos os jovens maestros brasileiros que tiverem experiência comprovada podem se inscrever. O edital com todas as informações e a ficha de inscrição está disponível no site da Orquestra, em https://filarmonica.art.br/educacional/laboratorio-de-regencia/. 

Para participar
Edital: O edital com todas as informações e a ficha de inscrição está disponível no site da Orquestra, em https://filarmonica.art.br/educacional/laboratorio-de-regencia/ ou fil.mg/lab22 .

Inscrições: as inscrições devem ser realizadas até o dia 18 de fevereiro de 2022, via e-mail, para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou pelo correio, para: Instituto Cultural Filarmônica/AC Rildo Lopes (produção) |Rua Alvarenga Peixoto, 2030 – Barro Preto | CEP: 30.180-121 – Belo Horizonte, MG. 

Finalistas Festival Tinta Fresca 2019 FilarmônicaMG AcácioPiedade MarceloDino Igor Maia Felipe Vasconconcelos fotoEugênioSávio

Festival Tinta Fresca: inscrições para compositores brasileiros – De 10 de janeiro a 25 de março de 2022

A Filarmônica de Minas Gerais criou, em 2008, o Festival Tinta Fresca. Oportunidade rara no cenário nacional, o concurso para compositores está em sua 11ª edição e tem oferecido um importante espaço aos talentos brasileiros. As inscrições para o Festival estão abertas até o dia 25 de março e os finalistas terão suas obras executadas pela Orquestra em concerto público. Entre as obras finalistas, uma poderá ser considerada vencedora e seu autor receberá encomenda de obra sinfônica inédita a ser estreada na Temporada 2023 da Filarmônica de Minas Gerais. O Festival contará com uma comissão julgadora composta por profissionais de renome nacional, para a leitura das obras inscritas. As obras finalistas serão apresentadas no dia 15 de junho, em concerto gratuito realizado pela Filarmônica na Sala Minas Gerais.

Além de participarem ativamente dos ensaios, interagindo com orquestra e regente, os candidatos têm a oportunidade de se reunir com os membros do júri para conhecer com mais profundidade as percepções sobre seu trabalho. As obras devem ser inéditas e ter até 15 minutos de duração. Não há restrição de idade. Os interessados devem consultar o edital no site da Filarmônica, em fil.mg/tinta22 .

Para participar

Edital: O edital com todas as informações e a ficha de inscrição está disponível no site da Orquestra, em https://filarmonica.art.br/educacional/tintafresca ou fil.mg/tinta22 .

Inscrições: as inscrições devem ser realizadas até o dia 25 de março de 2022, via correio, para: Instituto Cultural Filarmônica/AC Produção|Rua Alvarenga Peixoto, 2030 – Barro Preto | CEP: 30.180-121 – Belo Horizonte, MG. 

Serviço:
Filarmônica de Minas Gerais
13º Laboratório de Regência Com o maestro Fabio Mechetti Para jovens regentes brasileiros  
Inscrições 
De 10 de janeiro a 18 de fevereiro de 2022, via e-mail ou correio
Vagas 
Quatro regentes com participação ativa 
Onze regentes ouvintes  
Realização
De 11 a 13 de abril de 2022, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte/MG.
Concerto de encerramento gratuito e aberto ao público: 13 de abril, às 20h30, na Sala Minas GeraisEdital: fil.mg/lab22
Informações
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11º Festival Tinta Fresca
Para compositores brasileiros natos ou naturalizados
Inscrições 
De 10 de janeiro a 25 de março de 2022, via correio
Realização
De 13 a 15 de junho de 2022, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte/MG.
Concerto de encerramento gratuito e aberto ao público: 15 de junho, às 20h30, na Sala Minas Gerais
Edital: fil.mg/tinta22
Informações
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10 12 2021 miniacordo

 

Acordo de mobilidade entre todas os países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é ratificado pelo primeiro ministro da República Portuguesa, António Costa, na quinta-feira (9/12). A cerimônia de depósito do instrumento de ratificação aconteceu na sede da entidade da CPLP, em Lisboa, e contou com a presença do embaixador permanente do Brasil junto a CPLP e da representante de Minas em Portugal para Cultura e Turismo, Izabela Drumond.

Após a passagem pelo Salão Dourado no Palácio dos Conde de Panafiel, onde o primeiro ministro da República Portuguesa assinou o livro de honra da CPLP e cumprimentou todos os embaixadores permanentes representantes dos países que compões a CPLP, os integrantes seguiam para o depósito do documento. No discurso, o secretário executivo da CPLP, Zacarias da Costa, ressaltou as vantagens da cooperação econômica entre os países que têm como patrimônio cultural o elemento unificador da língua e reafirmou a importância da implantação do acordo de mobilidade, que terá efeito a partir de 1º de janeiro de 2022.

O primeiro ministro António Costa pontuou em seu discurso que não é habitual essa ratificação ser feita pelo primeiro ministro, mas que esse acordo era extremamente particular, especialmente para ele, em função de quando assumiu seu primeiro mandato como primeiro ministro de Portugal – ainda em 2016. Na oportunidade, António Costa reafirmou o desejo de ratificar esse acordo, já assinado por todos os países membros da CPLP e ratificado por São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. O embaixador representante permanente do Brasil junto a CPLP, Pedro Fernando Brêtas Bastos, afirmou a confiança na ratificação do documento pelo Brasil o quanto antes seja possível.

António Costa em seu discurso citou verso que ouviu em uma canção de crianças em São Tomé e Príncipe, quando acompanhava o atual secretário-geral da ONU, também de nacionalidade portuguesa, António Guterres: “Vizinhos de tão longe, mas amigos de tão perto”, se referindo aos países que compõem a CPLP.

O primeiro ministro da República Portuguesa também reforçou os 25 anos comemorados pela CPLP, que contou, no último mês, com o evento em função da data, em que vários políticos do Congresso Nacional Brasileiro estiveram presentes, além de José Fernando Aparecido de Oliveira, filho de José Aparecido de Oliveira, diplomata, que foi embaixador do Brasil em Portugal, apontado como o grande entusiasta da fundação da CPLP. José Fernando é o atual prefeito da cidade mineira de Conceição do Mato Dentro. O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira e a subsecretária de Turismo Milena Pedrosa, estiveram presentes nessa ocasião (no último dia 13 de novembro).

O acordo de mobilidade foi assinado por todos os países membros em julho deste ano em Cabo Verde.

cplp

 

 

mini circuitoliberdade

De 12 a 24 de janeiro, equipamentos que integram o Circuito Liberdade serão postos de entrega de diversos materiais

A Cultura está mobilizada em solidariedade às vítimas das chuvas no estado. O Governo de Minas e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) dão início à campanha Circuito Solidário. A partir de quarta-feira (12/1), alguns dos equipamentos culturais que integram o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, estarão aptos a receber doações àqueles que mais necessitam de ajuda. 

Entre os itens que podem ser encaminhados, estão alimentos não-perecíveis, água potável, colchões, roupas de cama e banho, materiais de limpeza e produtos de higiene pessoal, incluindo absorventes, e proteção individual. A ação é realizada em parceria com a iniciativa da Defesa Civil Estadual em conjunto com outros órgãos do governo de Minas.

As doações podem ser entregues até 24 de janeiro (segunda-feira) nos seguintes espaços: CCBB, Museu Mineiro, Espaço do Conhecimento UFMG, Teatro Feluma, Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, Escola de Design UEMG, Museu de Artes e Ofícios, Centro Cultural SESI MINAS, MM Gerdau, Palácio das Artes, Museu dos Brinquedos e Memorial Minas Gerais Vale. 

Todo o material recebido será destinado ao Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e às entidades e instituições sociais que estão acolhendo as famílias desabrigadas ou desalojadas pelas enchentes e desabamentos provocados pelas fortes chuvas que têm assolado Minas Gerais desde o fim de 2021. 

Outras informações sobre a campanha Circuito Solidário, bem como os endereços dos equipamentos e os horários de entrega das doações, podem ser consultadas no site do Circuito Liberdade: www.circuitoliberdade.mg.gov.br.

Fotografias e objetos representam as diferentes metáforas atribuídas à enigmática personagem de Grande Sertão: Veredas

Fotografia e Literatura, duas linguagens artísticas que se conectam e se complementam, estão reunidas na nova exposição gratuita que ocupa a galeria de arte Paulo Campos Guimarães, da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. Trata-se da mostra “Flora Poética”, de autoria dos artistas Lucas Sousa e Wágner Pena, e que tem inspiração em uma das personagens mais icônicas do universo literário brasileiro: Diadorim, de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.

Na mostra, os artistas analisam as diferentes metáforas e alegorias enigmáticas atribuídas a Diadorim ao longo da extensa narrativa de Guimarães Rosa. Ao todo, são 26 fotografias com registros da natureza, das humanidades e da relação das pessoas com o ambiente. As imagens foram capturadas no Alto Vale do Jequitinhonha, na cidade de Couto Magalhães de Minas, nas comunidades Água Espalhada e Amendoim (ambas pertencentes ao município) e em Inhaí (distrito de Diamantina).

“Nosso ponto de partida para o desenvolvimento da proposta foi a análise da problemática do corpo da personagem Diadorim - geralmente associadas à natureza – como em ‘Diadorim é minha neblina’. A não definição de um corpo masculino ou feminino e que aponta para uma construção de persona e elementos simbólicos hermafroditos, nos fez realizar, também, uma releitura do clássico literário brasileiro”, destaca Wágner Pena.

“Flora Poética” possui dois momentos de interlocução. O primeiro é formado por um conjunto de obras que se apresentam por meio de uma singularidade do encontro entre propostas conceituais da Estética Clássica e do Grotesco, construídas sempre com algum elemento da natureza, como flores, galhos de árvore e pedras.

O segundo momento relaciona o sertão às imagens daquilo que Guimarães Rosa evocou em seu romance: riquezas botânicas, culturais, religiosas, artísticas, linguísticas, manifestações populares em ritos, mitos, crenças, lendas, na cor, no som, na matéria prima da arte, na argila, na palha, nas flores, nas folhas e no seu povo sertanejo.

Os trabalhos podem ser visitados de 14 de dezembro de 2021 a 29 de janeiro de 2022, com entrada gratuita. O espaço funciona de segunda a sexta, das 10h às 16h, e aos sábados, das 8h às 12h. Não é necessário o agendamento prévio para visitações, mas os protocolos de proteção devem ser seguidos durante a permanência no ambiente. O uso de máscaras, por exemplo, é obrigatório.

Outros elementos
Além das fotografias, “Flora Poética” reúne uma série de objetos que captam a essência das culturas populares e fazeres tradicionais característicos da região do Alto Jequitinhonha. O acervo expositivo conta com um estandarte, alguns pássaros de madeira, objetos urdidos em palha e cipó, casinhas e santos esculpidos em argila, flâmula de fio de linho, dois tecidos e um pequeno tronco envernizado de madeira.

Sobre os artistas
Lucas Sousa é paraense, natural da cidade de Viseu, região nordeste do estado. Há seis anos reside em Diamantina (MG). É bacharel interdisciplinar em Humanidades pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e licenciando em Letras Português/Espanhol pela mesma instituição. É pesquisador no Grupo de Estudos em Literatura, Arte e Cultura - LAC (UFVJM/CNPq), agente cultural (IFSul-Rio-Grandense) e curador independente.

Wágner Pena é mineiro, de Couto Magalhães de Minas, fotógrafo autodidata, que já teve trabalhos expostos em Belo Horizonte no Centro Cultural Zilah Spósito e no Palácio das Artes. Em Montes Claros, o artista expôs o Projeto “Para ter beleza não precisa ter idade”, no Centro Cultural Hermes de Paula, culminando na produção e lançamento de 40 livros artesanais.

 

10 12 2021 miniexpo

Proponentes devem fazer o peticionamento da documentação via SEI!

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), por meio da Superintendência de Fomento Cultural, Economia Criativa e Gastronomia, prorrogou, até 17 de janeiro (segunda-feira), o prazo para habilitação dos projetos aprovados no Edital FEC 01/2021 – Desperta Cultura.

Todo o envio da documentação necessária para habilitação ocorre via Sistema Estadual de Informações (SEI!). Para que a documentação seja inserida, o proponente deve se cadastrar no SEI! e, após o cadastro aprovado, abrir peticionamento no sistema. O prazo para envio da documentação para habilitação se encerra às 23h59 do dia 17, por isso não deixe para última hora.

A Secult também preparou um tutorial sobre o processo de cadastro e acompanhamento de documentação no SEI!, cujas especificidades estão disponíveis no

. Também foi disponibilizado no Canal de YouTube da Secult um passo a passo para cadastrar documentos no SEI! Confira AQUI.

Para mais informações, o proponente pode entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Para quem não sabemos Imagem divulgação

Bailarinos transformam acessibilidade cultural em danças autorais dedicadas às pessoas que nunca tiveram acesso a essa expressão artística

A partir de uma imersão no tema acessibilidade cultural, a Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA) estreia a intervenção de dança “Para quem não sabemos”, no próximo domingo (05/12), às 16h, pelo canal do YouTube da Fundação Clóvis Salgado. Dirigida pela bailarina convidada Marise Dinis, a produção apresenta pequenos solos individuais desenvolvidos por cada bailarino e dedicados às pessoas que nunca tiveram acesso à arte da dança.

Um livro de danças singulares

“Uma proposta de encontro com o outro”, é como a diretora da intervenção define a nova estreia da Cia. de Dança. O trabalho foi guiado por questionamentos, como: “Quem acessa minha dança?” e “Quem acessa a minha arte?”. Segundo Marise Dinis, a intenção por trás das perguntas consistia em incentivar os bailarinos a refletirem sobre o acesso do público à cultura.
Durante o processo de criação, cada artista entrevistou uma pessoa que nunca teve acesso à dança em suas variadas formas para criar uma “pequena dança'', inspirada no próprio entrevistado. “É uma realização do desejo do outro. É devolver para essas pessoas aquilo que elas queriam ver em uma dança, a partir do que os bailarinos podem desenvolver, do ponto de vista das habilidades corporais, dos conhecimentos e das experiências de vida”, conta Marise.

“Essa forma de criar foi um ato transformador para mim, porque mexeu com o meu emocional e fez uma reviravolta em várias coisas que eu estava vivendo e criando”, revela Christiano Castro, bailarino da CDPA. Ele comenta que a construção dos movimentos foi permeada pelos exercícios passados por Marise e pelas conversas realizadas com a pessoa escolhida, que inclusive tinha uma visão de dança muito pautada no ballet clássico.

A diretora do projeto ainda ressalta o tom poético da nova produção da Companhia e define o projeto como um caderno de poemas. “Essas danças são como pequenos poemas, porque elas têm esse caráter da dedicatória e da construção que nem sempre é direta, óbvia. É como se fosse um caderno de poemas dedicados a pessoas conhecidas, pouco conhecidas ou desconhecidas”, explica Marise.

Para o diretor da Cia. de Dança Palácio das Artes, Cristiano Reis, tratar o tema acessibilidade de forma ampla, sem necessariamente associá-lo somente aos recursos específicos para pessoas com deficiência, é uma maneira de instigar os bailarinos e o público a refletir sobre as complexidades que envolvem o ato de acessar a arte. “A primeira ideia foi sensibilizar a questão do acesso. Como que eu me acesso? Depois, como que eu me sensibilizo? Como que eu penso a partir de outros olhares?”, pontua Cristiano. A intervenção de dança “Para quem não sabemos” é realizada pelo Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, pela Fundação Clóvis Salgado, e é correalizado pela Appa – Arte e Cultura. Tem o patrocínio Master da Cemig, AngloGold Ashanti, Arcelor Mittal e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, além do patrocínio da Usiminas, com o apoio do Instituto Usiminas. Todos os incentivos são através das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Sobre a diretora:

Marise Dinis reside em Belo Horizonte onde atua profissionalmente como dançarina e professora de dança desde 1990. Atuou nos grupos Camaleão, Meia Ponta, 1º Ato e Benvinda Cia de Dança. Desde 2004 atua como artista independente, além de colaborar com grupos, coletivos e outros artistas. Se interessa pela improvisação em dança, pelas práticas somáticas, pelas manifestações afrodiaspóricas como fonte de pesquisa e pela confluência entre diferentes áreas de expressão artística. Trabalhou junto à Cia de Dança Palácio das Artes em diversos contextos, atuando como professora de dança contemporânea e improvisação, ensaiadora, assistente de direção e professora convidada. Agora, dirige projeto de criação do vídeo “Para quem não sabemos”. Atualmente, é professora de dança da Escola Livre de Artes Arena da Cultura e dançarina do ajuntamento de mulheres que desenvolve o projeto “Em PlaylistA”.

Cia de Dança Palácio das Artes – Corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado – é reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e é uma das referências na história da dança em Minas Gerais. Foi o primeiro grupo a ser institucionalizado, durante o governo de Israel Pinheiro, em 1971, com a incorporação dos integrantes do Ballet de Minas Gerais e da Escola de Dança, ambos dirigidos por Carlos Leite – que profissionalizou e projetou a Companhia nacionalmente. O Grupo desenvolve hoje um repertório próprio de dança contemporânea e se integra aos outros corpos artísticos da Fundação – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais – em produções operísticas e espetáculos cênico-musicais realizados pela Instituição ou em parceria com artistas brasileiros. A Companhia tem a pesquisa, a investigação, a diversidade de intérpretes, a cocriação dos bailarinos e a transdisciplinaridade como pilares de sua produção artística. Seus espetáculos estimulam o pensamento crítico e reflexivo em torno das questões contemporâneas, caracterizando-se pelo diálogo entre a tradição e a inovação.

mini OURO PRETO Praça Tiradentes Foto Mtur Pedro Vilela

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) lança, por meio do Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG), o Censo do Turismo Mineiro 2021, produzido no âmbito do Programa Reviva Turismo. A publicação tem como objetivo identificar e acompanhar a evolução de ferramentas importantes para a gestão do turismo em nível local, levando em conta fatores como governabilidade, captação de recursos, promoção, pesquisas, sustentabilidade e participação social.

A partir disso, o Censo oferece um diagnóstico das realidades locais, gerando também uma série histórica das informações, fator útil para o planejamento e a construção de políticas públicas, no sentido de atendimento das principais necessidades dos municípios, além de permitir a observação de questões já superadas em decorrência das ações governamentais desenvolvidas com ou sem o apoio de ações privadas no campo do turismo.

Durante o período de Certificação das Instâncias de Governança Regionais e seus associados, todos os municípios de Minas Gerais tiveram a oportunidade de participar, respondendo a um questionário elaborado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. Neste ano, 652 municípios cidades contribuíram com a pesquisa.

Nesta edição do Censo, em função da pandemia, pode-se perceber um aumento significativo da confecção e utilização de ferramentas que podem ter sua construção de maneira remota, como Plano de Marketing, por exemplo. Por outro lado, percebe-se a diminuição de CATs, de monitoramento de dados e de associações locais ligadas os setor, o que pode ser explicado também com a impossibilidade do fluxo de turistas neste mesmo período.

Confira o Censo do Turismo Mineiro 2021 AQUI.

Confira a série histórica do Censo do Turismo Mineiro no site do Observatório do Turismo de Minas Gerais clicando AQUI.

Sem título exposição Balada artista Osvaldo Caravalho Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura crédito Osvaldo Carvalho 5

Mostra de Osvaldo Carvalho, do Rio de Janeiro, questiona a relação das pessoas com as cidades e os múltiplos significados da palavra balada

Vizinhos conversam, corriqueiramente, sobre balas perdidas encontradas no quintal. Os tiros descem do morro e vão parar no asfalto. Nas paredes, nas portas, nos pontos de ônibus. Os projéteis e suas marcas são encontrados em todo canto. A partir de andanças urbanas, Osvaldo Carvalho, artista que vive na Zona Norte do Rio de Janeiro e foi selecionado no 4º Programa de Seleção da Piccola Galleria, passa a interpretar os cenários que encontra na cidade e desenvolve suas pinturas, em um processo que dá novos significados à paisagem. O resultado desses estudos poderá ser visto de 7 de dezembro de 2021 e 30 de janeiro de 2022, presencialmente ou online, na exposição “Balada”, em cartaz na Casa Fiat de Cultura. Plantas, pichações e outdoors, entre outros elementos cotidianos, compõem 16 pinturas em acrílica. Entre o vidro e a tela, projéteis reais, colecionados por Osvaldo ao longo dos anos, completam as obras. A partir delas, são propostos questionamentos sobre a banalidade dos nossos dias e a nossa relação com o mundo. A mostra será inaugurada no dia 7 de dezembro, em um bate-papo online com o artista. O evento é gratuito, com inscrições pela Sympla.

A série de pinturas nasce a partir do momento em que as balas perdidas começam a atingir o ateliê do artista. As marcas, sustos e temeridades acabaram se tornando uma banalidade, com a qual Osvaldo se acostumou. “A percepção dessa indiferença provocou em mim algo mais, que só consegui expurgar com as pinturas que fiz”, conta. Nas obras, cenários do cotidiano, como a janela de uma casa, um portão ou mesmo uma caçamba de lixo, ganham um novo olhar, convidando as pessoas a refletirem sobre a cidade e os espaços urbanos, tão carregados de violências e péssimas condições.

As 16 pinturas ganham um elemento adicional ao serem levadas para a galeria: cada quadro é acompanhado da materialidade de um projétil – antes perdido e, agora, encontrado e exibido. “Cada um emula uma pequena vitrine, resguardando joias forjadas a partir de fragmentos de tecnologia de caça e de morte. Estilhaços que desviaram de seu télos, e que irromperam na vida do ateliê, logo sendo redirecionados para a galeria em exposição”, reflete o curador da exposição, Aldones Nino.

Desde 2019, Osvaldo Carvalho materializa suas impressões sobre a cidade em forma de pintura. E, a partir de 2020, com o início da pandemia,a configuração dos espaços mudou – bem como a própria percepção sobre as ruas, agora, sem o burburinho e a movimentação intensa de pessoas. "Comecei a prestar mais atenção na cidade e, até mesmo, nas pessoas que não conseguiram se isolar e seguem vivendo nas ruas”, relembra o artista. “Balada é um legado que questiona o mundo e o tipo de relação que se pode ter com ele. Convido o espectador a pensar comigo sobre como confrontar as imagens com as representações que a precederam, instigando a memória das pessoas a pensar em outras coisas, a partir de pequenos sinais e vestígios encontrados na pintura”, completa.

A exposição “Balada” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, com apoio do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Gerdau, copatrocínio da Expresso Nepomuceno, da Sada, do Banco Fidis e do Mart Minas. A mostra tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e da Brembo.

Sobre as obras

A exposição “Balada” é composta por 16 pinturas acrílicas sobre papel, cada uma com uma bala perdida fazendo parte da composição. Guiado por uma famosa frase de Jean Paul Sartre, “não importa o que a vida fez de você, mas o que você faz com o que a vida fez de você”, Osvaldo Carvalho se inspira em cenários da cidade para criar pinturas, criando novas interpretações para o material que tem em mãos. Antes de iniciar a pintura da tela, ele realiza diversos estudos de cores e composição, em uma busca por potencializar a transmissão de mensagens visuais para o espectador.

Todas as pinturas contam com algum tipo de intervenção escrita, já que, segundo o artista, as palavras possuem uma força potente e contribuem com a criação de novos significados. Osvaldo conta que, apesar de se inspirar em paisagens reais, ele gosta de criar novas leituras e que isso só é possível através da pintura. “O que faço não são retratos de espaços, mas uma reconstrução. Se você está preparado, consegue enxergar esses recortes na paisagem urbana, sempre com um novo olhar para aquilo que já está na cidade há muito tempo.”

Osvaldo Carvalho

Osvaldo Carvalho vive e trabalha no Rio de Janeiro. É Mestre em Poéticas Visuais (ECA-USP). Seu olhar permeia signos do imaginário da cultura de massa, publicidade, objetos e interiores domésticos e uma reflexão sobre a paisagem pública e urbana. O artista questiona estruturas de poder, nas esferas micro e macro-políticas, em inúmeras séries desdobradas em diversas linguagens como a pintura, desenho, escultura, fotografia e vídeo, refletindo sobre debates acerca de tensões políticas e territoriais no Brasil e no mundo, catástrofes naturais e hecatombes provocadas pela humanidade.

Já realizou diversas exposições individuais e coletivas em cidades dos estados do Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. Também já participou de mostras na Colômbia, Dinamarca e Suécia. Ao longo da carreira, já ganhou e participou de vários prêmios, bolsas e residências, incluindo o 7º Prêmio Marcantonio Vilaça (São Paulo, SP), do qual foi finalista, em 2019; o Prêmio Brasil Fotografia, que contemplou o artista com uma bolsa, em 2017; e 6th International Art Workshop Artistic Residency, em Gludsted, Dinamarca, na qual o artista participou em 2016.

Programação paralela

No dia 7 de dezembro será realizado um bate-papo ao vivo com Osvaldo Carvalho, que vai compartilhar com o público detalhes sobre suas obras e seu processo criativo. A participação é gratuita, com retirada de ingressos pela Sympla.

A exposição poderá ser visitada presencialmente, na Piccola Galleria, de terça a domingo. Para escolas, universidades e grupos interessados em mediação exclusiva, o Programa Educativo está promovendo visitas em horários agendados. Os interessados devem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e conferir a disponibilidade.

Piccola Galleria

O espaço é destinado a artistas da cena contemporânea e foi criado em 2016, com o intuito de incentivar a produção nacional e internacional. Os artistas foram selecionados por uma comissão de especialistas, que, nesta 4ª edição, contou com a historiadora e educadora Janaína Melo, curadora e integrante do Conselho Internacional de Museus (ICOM-BR); o curador e crítico de arte Márcio Sampaio; e o artista e professor Marco Paulo Rolla, da Escola Guignard.

A proposta é apresentar e destacar trabalhos inéditos – pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, instalações, performances e/ou videoarte – de artistas locais, brasileiros ou estrangeiros.

Nas quatro edições, a Piccola Galleria recebeu 424 inscrições, e, entre 2016 e 2021, já apresentou o trabalho de 21 artistas, 304 obras de arte, e cerca de 300 mil visitantes. A sala expositiva é um ambiente dedicado às artes visuais e sua criação marcou os 10 anos da Casa Fiat de Cultura. Situado ao lado do painel “Civilização Mineira”, de Candido Portinari, no hall principal da Casa Fiat de Cultura, o espaço é destinado a exposições de curta duração, mas com toda a visibilidade que a instituição enseja. Local intimista e com grande circulação de público, conta com a chancela da Casa Fiat de Cultura e do Circuito Liberdade, um dos mais importantes corredores culturais do país.

Casa Fiat de Cultura

A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braille e atendimento em libras. Mais de 60 mostras, de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 15 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 3 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 560 mil participaram de suas atividades educativas. 

Serviço

Exposição virtual “Balada”– Osvaldo Carvalho na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura

7 de dezembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022

Abertura da exposição virtual: Bate-papo ao vivo com Osvaldo Carvalho

7 de dezembro, das 19h às 20h, em transmissão ao vivoIngressos gratuitos pela Sympla: https://bit.ly/BatePapoBalada

Casa Fiat de Cultura

Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Informações(31) 3289-8900

www.casafiatdecultura.com.br

http://www.circuitoliberdade.mg.gov.br/

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais lamenta a tragédia ocorrida hoje no Lago de Furnas, em Capitólio. 

Devido às fortes chuvas uma estrutura rochosa se desprendeu atingindo diretamente algumas embarcações com turistas que estavam no local.

Solidarizamos com os familiares nesse difícil momento e seguimos acompanhando o trabalho de resgate da Defesa Civil de MG, do Corpo de Bombeiros de MG e da Marinha do Brasil.

Minas da Gente Caldas vinhos Estação de Viticultura e Enologia 2 divulgação Rede Minas

Primeiro episódio mostra as belezas de Caldas, no sul de Minas

O turismo de Minas Gerais vai além das edificações históricas, da natureza e do fogão à lenha. O povo é o verdadeiro patrimônio. Escutar os ‘causos’ e percorrer as ruas de pequenas cidades transportam as pessoas para páginas de livros, transformando a ‘prosa do mineiro’ em um atrativo. O Minas da Gente, da Rede Minas, estreia nova temporada e mostra essas opções valiosas a serem descobertas, permitindo conhecer os mineiros, suas histórias, origens e os locais fascinantes que mantêm suas tradições. A equipe da Rede Minas percorreu um caminho de norte a sul do estado e apresenta, em 13 episódios, alguns municípios de Minas Gerais. A atração faz uma viagem que tem, como guias, os próprios moradores, que prometem uma visita com depoimentos recheados de memórias e curiosidades. A estreia é em Caldas, no sul do estado, no próximo sábado (11), às 20h.
Caldas tem quase 15 mil habitantes. O tamanho é menor que cem campos de futebol. Esse paraíso escondido no mapa e no tempo já foi uma grande cidade, da qual pertenciam municípios turísticos como Poços de Caldas e Andradas. Por lá passaram bandeirantes que fizeram dos campos o sustento e a morada. Mais tarde vieram os italianos, que viram na terra a prosperidade para o cultivo da uva e a produção do vinho. Suas nascentes tornaram o local ponto de estadia para os enfermos que buscavam nas águas sulfurosas a cura para doenças. Isso tudo parece passado, mas o “Minas da Gente” foi até lá e mostra que esses atrativos ainda estão vivos na cidade, prontos para serem desfrutados.
São os moradores os anfitriões que conduzem essa aventura ao passado que resiste no presente. A jornalista Aline Frazão e o repórter cinematográfico Rivadávia Alves conversaram com a população e apresentam esses lugares. O público vai conhecer um dos hotéis mais antigos em funcionamento no Brasil localizado no distrito de Pocinhos do Rio Verde. Lá são reveladas histórias dignas de filmes que falam sobre os hóspedes que ficaram ali, por meses, para tratar de problemas intestinais. O “Minas da Gente” ainda vai mostrar o antigo hotel “Minas Gerais”, no centro de Caldas, onde estiveram figuras ilustres como Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves. As curiosidades são narradas pelas filhas nonagenárias do antigo proprietário, que mantêm nesse casarão uma loja familiar. O programa ainda destaca outros atrativos da cidade, como o vinho, que chamou a atenção de Getúlio Vargas, que esteve no local, na década de 30, para inaugurar a Estação de Viticultura e Enologia.

Essas são algumas das novidades do primeiro episódio da nova temporada do “Minas da Gerais”, em Caldas, que vai ao ar neste sábado (11), às 20h. O público confere a atração pela Rede Minas ou, nesse mesmo horário, pelo site da emissora: redeminas.tv.

Os episódios seguintes ainda vão mostrar Ibitiúra de Minas; Itanhomi; Conceição de Tronqueiras, distrito de Coroaci; Olhos D´Água; Conceição do Mato Dentro; Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho; Jaboticatubas; Jequitibá; Santo Antônio do Leite, distrito de Ouro Preto; Ouro Branco; Mariana; e Lagoa Santa. O “Minas da Gente” vai ao ar todos os sábados, às 20h, com reapresentação aos domingos, às 6h45, e às quartas, às 23h.

A nova temporada do “Minas da Gente” faz parte da programação “Gerais+Minas”, da Rede Minas. O projeto da Empresa Mineira de Comunicação (EMC) contempla diversas ações de municipalização da programação das emissoras de comunicação do estado para mostrar a variedade da cultura, culinária, história, arte e natureza em Minas Gerais. A Empresa Mineira de Comunicação é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult – MG). 

Para mais informações, acesse o site geraismaisminas.mg.gov.br.

Serviço:

Minas da Gente 1º Episódio – Caldas

Data: sábado (11), às 20h, pela Rede Minas ou pelo site da emissora: redeminas.tv

Minas Gerais desponta em crescimento no Turismo

mini DIAMANTINA Matriz de St Antonio Foto Mtur Pedro Vilela 2

Edição de relatório de dezembro de 2021 do Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG) aponta que estado cresce mais que a média nacional e avança na geração de empregos ligadas a cadeia turística

O Programa Reviva Turismo, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), continua a mostrar resultados positivos para o setor. Dados da edição de dezembro de 2021 do relatório "Panoramas e Tendências para o Turismo em Minas Gerais Pós Covid-19", produzido pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG) - instância de pesquisa vinculada à Secult - apontam avanço da área no estado. A publicação é uma das iniciativas para monitorar e acompanhar os rumos da cadeia do turismo no estado em função da crise causada pela pandemia do coronavírus.

Conforme o relatório, desde o lançamento do programa Reviva Turismo, em maio, mais de 27 mil novos empregos diretos no setor foram gerados até novembro de 2021, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado de novembro para o saldo de empregados no Turismo formal de Minas Gerais é o maior visto ao longo de todo o ano de 2021. Foram criados 5.969 postos de trabalho em novembro, em relação a outubro.

Para 2022, o relatório também aponta a intenção do brasileiro em viajar. Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva mostra que 65% dos entrevistados estão otimistas com o rumo que suas vidas devem seguir neste ano e viajar é o segundo desejo de consumo mais citado. Ao todo, 93% dos brasileiros afirmaram que é provável ou muito provável fazerem uma viagem nacional nos próximos 12 meses.

O novo relatório divulgado pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG) registra que, em novembro de 2021, mais de 2,6 milhões de viajantes circularam pelo estado. Segundo dados da última Pesquisa de Demanda realizada pelo Estado, em 2016, visto que ainda não há uma medição mais atualizada deste viés até então, a média de gasto de um turista em Minas Gerais é de cerca de R$ 105 por dia. A média de permanência do viajante no estado é de aproximadamente 6 dias, o que dá o valor R$ 630 por turista. Ao multiplicarmos 2,6 milhões de pessoas por R$ 630, chegamos ao montante de R$ 1,64 bilhão injetados na economia. Levando em conta o total do fluxo de turistas desde o lançamento do Reviva Turismo (13,7 milhões), o resultado de recursos chega a R$ 8,63 bilhões.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, uma das metas do programa Reviva Turismo é criar 100 mil empregos até o fim de 2022 e os dados do Observatório do Turismo apontam que o trabalho está no caminho feito, já atingindo 27% em sete meses.

“Neste ano lançaremos o Ano da Mineiridade, fundindo os programas Reviva Turismo e Descentra Cultura, criando novas políticas públicas para impulsionar ambos os setores e celebrar nosso jeito de ser, receber, falar, de cuidar das pessoas. Além disso, também vamos trabalhar a Via Liberdade, que será uma nova rota turística e cultural, conectando Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e a capital do país, Brasília, no Distrito Federal”, explicou Leônidas.

A subsecretária de Turismo de Minas Gerais, Milena Pedrosa, ressalta que os números são resultados de ações estratégicas diversas no setor, como, por exemplo, o edital inédito no país, do Reviva Turismo, destinado a execução de ações de apoio à comercialização e promoção de destinos e produtos turísticos mineiros, que pagou cerca de R$ 3 milhões para os projetos contemplados no fim de 2021.

“Por meio dessas ações, conseguimos fomentar o Turismo em três etapas, sendo o Minas para Minas, Minas para o Brasil e agora o Minas para o Mundo, atraindo mais investimentos, projetos, turistas e, consequentemente, mais desenvolvimento  para o estado e geração de emprego e renda para a população”, pontuou Milena.

Crescimento acima da média

O relatório do OTMG também indica que Minas Gerais cresceu quase o dobro acima da média nacional no Turismo. Dados do Índice de Atividades Turísticas mostram que, enquanto o volume brasileiro cresceu 1% entre setembro e outubro de 2021, o estado mineiro foi de 1,8%.

Além disso, a variação de receitas geradas pela atividade turística, considerando os ajustes sazonais, subiu 5,1% em Minas, enquanto a média nacional foi de 3,4% entre setembro e outubro.

Outro indicador positivo foi a taxa de ocupação hoteleira. Em Belo Horizonte, o índice foi de 56,9% em novembro, um crescimento de 2.5 pontos percentuais em relação a outubro e maior dos últimos dois anos.

O OTMG também destacou dados do fluxo de passageiros e aeronaves em novembro em Minas Gerais. O número foi o maior desde o início da pandemia, em março de 2020. Somando a movimentação de todos os aeroportos no estado, foram 7.813 pousos e decolagens ao total no mês. O número significa um crescimento de 1,4% em relação a outubro e de 40,5% em relação a novembro de 2020. Já o fluxo de passageiros foi de 807.634 pessoas, o que corresponde a um aumento de 2,06% em relação a outubro e 42% em relação a novembro de 2020.

Acesse as versões COMPLETA e RESUMIDA do Relatório Panoramas e Tendências para o Turismo em Minas Gerais Pós Covid-19.

Observatório do Turismo de Minas Gerais

O Observatório do Turismo de Minas Gerais é uma instância de pesquisa regulamentada pela Lei nº 22.765, de 20/12/2017, e pelo Decreto nº 47.526, de 06/11/2018, que tem como objetivo o monitoramento em rede da atividade turística no estado, o incentivo à inovação, à inteligência de mercado e o fomento à pesquisa acadêmica em turismo. Sua coordenação fica a cargo da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

Pelo Observatório já foram publicados diversos estudos, pesquisas, boletins e artigos acadêmicos e outros conteúdos. Além dos relatórios “Panoramas e Tendências para o Turismo em Minas Gerais pós Covid-19”, também está disponível a série de documentos orientadores boletins, material elaborado pela Secult também com o objetivo de contribuir para o enfrentamento da crise pela cadeia turística, levando em consideração os cenários antes, durante e após a pandemia.

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Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra realiza três concertos que celebram os 50 anos de morte do compositor russo Stravinsky e enaltecem a obra de Beethoven

Em homenagem a Stravinsky nos 50 anos da sua morte, a Filarmônica de Minas Gerais, sob regência do maestro Fabio Mechetti, apresenta um dos balés do compositor russo que revolucionaram a história da música: O pássaro de fogo: Suíte (versão 1919). A Nona de Beethoven completa o programa que encerra a Temporada 2021, numa ode à alegria e à fraternidade universal, com a participação da soprano Marly Montoni, da mezzo-soprano Ana Lucia Benedetti, do tenor Fernando Portari, do baixo-barítono Savio Sperandio e do coral Concentus Musicum de Belo Horizonte, sob a regência de Iara Fricke Matte. As apresentações serão realizadas nos dias 16 e 17 de dezembro, às 20h30, e no dia 18 de dezembro (sessão extra), às 18h, na Sala Minas Gerais, com ocupação total da sua capacidade, 1.493 lugares. Os concertos encerram a Temporada 2021 da Orquestra e a venda de ingressos está disponível no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A apresentação de quinta-feira também terá transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube.

Para o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, “mesmo diante das restrições impostas pela pandemia, que praticamente paralisou as orquestras internacionais, a Filarmônica de Minas Gerais conseguiu manter em 2021 sua planejada programação, com algumas inevitáveis modificações. Graças ao investimento realizado em 2019, conseguimos contemplar nosso público com transmissões diretas de praticamente todos os concertos apresentados na Sala Minas Gerais, atingindo dezenas de milhares de pessoas no Brasil e no exterior. Além dos concertos em si, a Filarmônica iniciou, no segundo semestre, um dos projetos mais sonhados desde sua criação: a Academia Filarmônica, que, desde agosto, vem oferecendo a jovens instrumentistas conhecimento prático e teórico que consolidará cada vez mais suas chances de se tornarem músicos sinfônicos qualificados. Esperamos que 2021 tenha representado o fim de uma crise sem precedentes na qual a música, e as atividades culturais em geral, conseguiram sobreviver, se reinventar e mostrar sua relevância enquanto instrumento essencial na sociedade, destaca Mechetti. A Temporada 2022 terá início em fevereiro, e as novas assinaturas estarão à venda de 15 de dezembro a 27 de janeiro.

Durante o intervalo das apresentações, serão realizados os Concertos Comentados, palestras em que especialistas comentam o repertório da noite. O palestrante da noite é Werner Silveira, curador do projeto e percussionista da Filarmônica de Minas Gerais.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais, Instituto Cultural Vale e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Programa
Série Allegro

16 de dezembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Vivace

17 de dezembro – 20h30

Sala Minas Gerais 

 

Sessão Extra

18 de dezembro – 18h

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Marly Montony, soprano

Ana Lucia Benedetti, mezzo-soprano

Fernando Portari, tenor

Savio Sperandio, baixo-barítono

Concentus Musicum de Belo Horizonte | Iara Fricke Matte, regente do coro

INGRESSOS:R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 60 (Balcão Palco), R$ 80 (Balcão Lateral), R$ 105 (Plateia Central), R$ 135 (Balcão Principal) e R$ 155 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

A partir de dezembro, a Sala Minas Gerais volta a trabalhar com a ocupação total da sua capacidade, 1.493 lugares, como está autorizado pela Prefeitura de Belo Horizonte. O uso de máscara é obrigatório.

Sobre a Orquestra

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020. A recente premiação dada pela Revista Concerto teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica em 2020, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual. Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui nove álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado em 2020, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Mini Folia de Reis

Estimativa é que cerca de 140 mil pessoas visitaram toda a grade de atrativos

A programação artística do Natal Liberdade Cemig, que iluminou o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, foi encerrada nesta quinta-feira (06). Cores, música, dança e a tradição da Folia de Reis fecharam a grade de atrações promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), e Cemig.

Os tradicionais grupos de Folia de Reis dos Elias, Estrela de Ouro e Renascerianos, vindos de Itapecerica, no Centro-Oeste do estado, realizaram o cortejo, saudação do presépio e a tradicional dança de Trança Fitas. O percurso foi iniciado em frente ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), passando pela Praça da Liberdade e terminando no pátio do Palácio da Liberdade.

A programação do Natal Liberdade Cemig foi aberta em 7 de dezembro e contou com aproximadamente 60 atrações distribuídas nos diversos espaços integrantes do Circuito Liberdade, que hoje expande para equipamentos culturais dentro do perímetro da Avenida do Contorno, em Belo Horizonte. A estimativa da Secult é que cerca de 140 mil pessoas visitaram todos os espaços, incluindo a Praça da Liberdade, que foi o grande destaque com a tradicional iluminação natalina.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais Leônidas Oliveira, ressaltou a comemoração de cinco anos da proteção da Folia de Reis como patrimônio histórico de Minas Gerais e também sobre o trabalho do Iepha para proteger a afromineiridade, que também será inventariada e protegida como bem imaterial.

“A cultura popular é nossa grande aposta. A cultura é a Folia de Reis, é o Teatro, é a música, cinema, é o Congado, os Desfiles Cívicos, é a cozinha mineira, que nos une. É muito profícuo esse momento, pois esse ano, vamos lançar o ano da mineiridade e lançaremos uma série de medidas para a cultura. Esse ano da mineiridade é a celebração da nossa cultura, da nossa gastronomia, tradições, do nosso jeito de ser, de falar, de expressar e receber o outro”, destacou Leônidas.

O prefeito de Itapecerica, Wirley Rodrigues Reis, o Têko, agradeceu a presença dos grupos de Folia de Reis e afirmou que é fundamental valorizar as tradições e a cultura. “Itapecerica é o polo cultural do centro-oeste do Estado. A congado é uma grande tradição, as folias de reis, a gastronomia, o festival de inverno, que representa variados tipos de cultura, com a música, arte, literatura, muito forte no município. Esse é o nosso empenho. Valorizar e trabalhar”, afirmou.

Já o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza, destacou ações do governo de Minas Gerais, que trouxeram impacto positivos na economia e no comércio do estado. "É um fechamento desse Natal maravilhoso proporcionado para a nossa capital. Esse Natal mostrou a importância das parcerias e do diálogo. O resultado é essa praça linda e todas as atrações, que estavam abertas ao público, com grande público”, pontuou.

O embaixador do grupo de Folia de Reis Estrela de Ouro, Luiz Otaviano Brito, ressaltou a importância da Lei Aldir Blanc (LAB). “Foi fundamental para a sobrevivência do grupo, com a compra das roupas e equipamentos. A mineiridade parte disso, da Folia de Reis de uma cidade de 20 mil habitantes e chega até a capital e é registrada. Isso é a nossa mineiridade. Parabenizo pelo evento”, enfatizou.

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Natal Liberdade Cemig

O Natal Liberdade Cemig se caracterizou, neste ano, pela diversidade de espaços e de celebrações, proporcionando segurança e seguindo os protocolos sanitários em consonância com o Plano Minas Consciente, diante de mais um ano atípico em razão da pandemia. O intuito foi levar ao público a esperança que vem junto com o Natal, além das ações de retomada da Cultura e do Turismo no estado.

A celebração do Natal nos locais emblemáticos da capital mineira teve a realização do Iepha e Circuito Liberdade e contou com o Patrocínio Master da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e copatrocínio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). Apoiaram o evento a Gerdau, a MRV, a Bossa Criativa, a Arte de Toda Gente, a UFRJ/Funarte, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), a Diretoria de Licenciamento de Atividades e Posturas da Subsecretaria de Regulação Urbana da PBH, a Coordenadoria de Atendimento Regional Centro-Sul, a BHTrans, a SLU e a Guarda Municipal.

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Programa “Luz, Câmera, Ação” prevê três eixos estratégicos: Desenvolvimento Econômico, Cidadania Audiovisual, Comunicação e Indicadores

A Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da EMC – Empresa Mineira de Comunicação, apresentou o plano de trabalho do Audiovisual em Minas Gerais para 2022 para representantes do setor em uma reunião híbrida. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira, 09/12, na sede da EMC localizada no Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, no B. Barro Preto.

Estiverem presentes os conselheiros estaduais de política cultural Aryanne Ribeiro e Xisto Siman, representantes do SINDAV/MG – Sindicato da Indústria Audiovisual de Minas Gerais, do Fórum dos Festivais, da Câmara Técnica da Ancine, da Escola Livre de Cinema, além de produtores, cineastas e realizadores de audiovisual do estado.

A diretora de desenvolvimento e promoção do Audiovisual em Minas, Flávia Moreira, apresentou o programa “Luz, Câmera, Ação” baseado em três eixos de trabalho: Desenvolvimento Econômico, Cidadania Audiovisual, Comunicação e Indicadores. No primeiro eixo, entre as ações estratégias previstas está a criação EMC Play, uma plataforma pública de streaming para a exibição de filmes, mostras e festivais de cinema, cultura popular e tradicional de Minas Gerais e demais conteúdos para todo o Brasil. Outra meta para o ano que vem é reestruturar a Minas Film Commission, apoiando as produções audiovisuais realizadas em Minas Gerais e consolidando o estado como um importante destino de filmagem no Brasil.

No eixo da Cidadania Audiovisual, o programa de metas destaca a difusão e a participação social como o estímulo à exibição de conteúdos licenciados por meio da Lei Aldir Blanc, Edital Olhar Independente e demais editais na Rede Minas de televisão.

O destaque do terceiro eixo é o observatório do audiovisual com o objetivo de produzir diagnósticos do setor audiovisual, com o recorte mineiro. As ações preveem criar um acordo de cooperação técnica com universidades e instituições de pesquisa; criar indicadores de atividade do mercado audiovisual a partir de dados primários; construir o mapeamento do impacto econômico da pandemia no mercado audiovisual; consolidar em um único espaço as pesquisas feitas pelo setor e disponibilizar os resultados no site da EMC e da Minas Film Commission.
Helder Quiroga, representante de Minas na Câmara Técnica da Ancine e um dos idealizadores da Ong Contato, apresentou ao grupo o Plano de Ações do FSA – Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine que prevê para os próximos meses a distribuição de R$ 650 milhões para o setor divididos em diversas linhas de editais nacionais.

Após as apresentações produtores e realizadores comentaram sobre algumas demandas do setor como as atualizações nas legislações do FEC – Fundo Estadual de Cultura e na Lei de Incentivo à Cultura, além do passivo que a Ancine ainda possui com alguns projetos mineiros. A próxima conversa com o setor ficou agendada para o final de janeiro do ano que vem.

Mini Fitur

Atração de investimentos, de novos projetos e de turistas estão entre os objetivos da participação da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) no evento

Minas Gerais estará representada em uma das maiores feiras de Turismo do Mundo, a Fitur, a ser realizada entre os dias 19 e 23 de janeiro, em Madrid, na Espanha. O evento abre o calendário de circuito internacional de eventos de promoção de destinos e é o ponto de encontro global para captação de investimentos em atrativos turísticos pelo mundo.

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), enviará uma comitiva composta pelo secretário Leônidas Oliveira, além de equipe técnica, que estará com um espaço dentro do estande da Embratur na Fitur, sem custos de infraestrutura para os cofres públicos mineiros. Outros estados brasileiros também enviarão representantes para a Fitur.

Segundo a subsecretária de Turismo da Secult, Milena Pedrosa, a participação na feira faz parte das ações do programa Reviva Turismo, na etapa de promoção de Minas para o Mundo, buscando atrair turistas e investimentos para o estado mineiro, promovendo assim o desenvolvimento local.

“Iniciamos as ações do Minas para o Mundo e estamos já colhendo os frutos de acordos de negócios realizados em Portugal, no fim do ano passado, trazendo novos projetos e investimentos para Minas. Na Fitur, na Espanha, já temos reuniões agendadas com a Organização Mundial do Turismo (OMT), além de empresas como a Amadeus e a Forward Keys, Globalia, entre outras empresas e instituições líderes globais do setor turístico. O objetivo é apresentar, juntamente com o Invest Minas, o potencial turístico para empresas e a Europa como um todo, além de possibilitar a interlocução direta como a feira de negócios, encontro com investidores e troca de experiências””, explicou Milena Pedrosa.

A subsecretária destaca ainda que as principais parcerias feitas em Portugal foram de atração de eventos para realização em Minas Gerais, investimentos e novos projetos de intercâmbio de conhecimento e cultural além do trabalho envolta do fomento e promoção turística. Diante disso, a expectativa é tornar Minas Gerais ainda mais conhecida e atrativa internacionalmente para o Turismo.

Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas aponta que a cada R$ 1 investido em promoção internacional, R$ 17,60 retornam em impacto econômico positivo para o destino e R$ 1,35 retornam em tributos.

Fitur

Com duração de cinco dias, a Fitur recebe tanto visitantes profissionais da indústria do Turismo interessados ​​nas últimas tendências do setor, quanto o público em geral que participa para obter informações em primeira mão sobre os destinos em exibição. Durante os primeiros três dias a feira está aberta exclusivamente para visitantes profissionais e no fim de semana também para o público em geral. Destaca-se a presença de mais de 1.170 veículos de comunicação na qual comprova o nível de expectativa que o evento gera no setor, possibilitando divulgar o Destino Minas para uma grande cobertura da mídia.

Cada edição de FITUR reúne mais de 11000 empresas de 165 países, assim como representações oficiais de grande parte dos países do mundo. Somente na última edição, realizada em 2019, o evento reuniu 142.642 profissionais de turismo participantes; mais de 253 mil visitantes; 886 expositores; 10.487 empresas participantes; mais de 165 países; 9.150 reuniões com compradores internacionais e 700 representantes governamentais, incluindo ministros de 62 países, embaixadores e representantes de todo o mundo, presidentes e diretores de associações e comunidades.

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Evento foi o primeiro presencial e serviu para a interlocução do Estado com os municípios

Se a mineiridade é construída pelos municípios, grande parte dela estava representada no 1º Encontro Estadual de Gestores Municipais de Cultura e Turismo de Minas Gerais, realizado nesta terça-feira (7/12), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Cerca de 400 representantes de municípios participaram do evento, promovido pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), com as cidades do estado.

O encontro, realizado pela primeira vez de forma presencial, foi a oportunidade para o fortalecimento das políticas públicas de cultura e turismo no estado e maior aproximação entre a Secult e os municípios mineiros. Além disso, também foi o local para a troca de experiências e intercâmbio de projetos de sucesso dentro das áreas de Cultura e do Turismo.

O evento contou com a presença do governador Romeu Zema, do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, do secretário-adjunto da Secult, Bernardo Brandão, dos subsecretários de Turismo, Milena Pedrosa, e de Cultura, Mauricio Canguçu, além de representantes da Fecitur, Rede de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais, AMM, das Instâncias de Governança Regionais e entidades do Sistema Estadual de Cultura. 

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O governador Romeu Zema reconheceu as dificuldades vividas pela Cultura e Turismo durante a pandemia e enfatizou o momento de retomada e a importância de toda a cadeia produtiva dos setores para a economia. “Ninguém bate na porta da minha casa, mas bate na porta de vocês (gestores municipais). São vocês que sabem a realidade de cada cidade”, disse.

Já o secretário Leônidas destacou projetos, como o Secult no Município, que tem ido às cidades mineiras para discutir políticas e projetos de Cultura e Turismo, para o desenvolvimento das regiões. “Temos aprendido muito com os municípios mineiros, que têm muito a ensinar para a capital, para as políticas públicas, e também ensinar que Minas Gerais é muito maior e dinâmica. Que é onde está mineiridade. Minas só se faz a partir de suas cidades, distritos, povoados, de sua gente. Temos três projetos-base, o Reviva Turismo, o Descentra Cultura, para descentralizar as ações e fazer os recursos chegarem aos municípios, e o Secult no Município”, salientou o secretário.

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Oliveira também pontuou a importância da aprovação do Projeto de Lei do Descentra Cultura, que foi entregue pelo Governo de Minas para a tramitação na Assembleia Legislativa. A proposta dinamiza mecanismos de fomento e inclui políticas públicas de cultura em todo o estado.

O presidente da Rede de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Sérgio de Paula, afirmou que o evento é a realização de um sonho. “O maior objetivo da rede é ser uma ferramenta de articulação entre os gestores municipais, com troca de experiências para o fomento e incentivo da cultura e turismo no nosso estado. É no município que se vive a realidade do setor, as dificuldades e de recursos. Temos hoje na rede mais de 700 municípios e graças ao esforços feitos pela secult”, disse.

Intercâmbio de experiências

O 1º Encontro Estadual de Gestores Municipais de Cultura e Turismo de Minas Gerais ainda contou com mesas redondas para a apresentação dos gestores territoriais e das entidades vinculadas da Secult e apresentações técnicas.

Para o gestor territorial em Ipatinga, da Rede Estadual de Turismo, e secretário de desenvolvimento econômico de Coronel Fabriciano, Daniel Papa, o encontro promove a proximidade e a oportunidade de realizar networking e benchmarking. “Cria um relacionamento não só entre Estado e municípios, mas também entre as cidades. Empodera os municípios e gestores municipais”, comentou.

Já a gestora de Cultura de Varginha e membro do Sistema Estadual de Museus, Ana Luiza Romanielo, o encontro é importante pois proporciona a troca de informações e possibilita que municípios menores sejam inseridos dentro das políticas públicas do Estado. “Muitas vezes, as cidades ficam isoladas, então a iniciativa nos deixa a par do que está acontecendo, abre janelas para oportunidades de novos atrativos e destinos, assim como permite a contribuição com nossas experiências”, pontuou.

Assinaturas

Também durante o evento foi realizada a assinatura de parceria entre IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus e Secult, com o lançamento do acervo virtual dos museus estaduais na plataforma Tainacan.
A plataforma virtual é um marco, pois trata-se de um modelo inédito integrando as coleções e um acervo inicial de mais de 2.200 itens das sete instituições museológicas sob gestão da Secult. Na plataforma será possível visitar e pesquisar obras e objetos museológicos dos Museus Casa Guimarães Rosa (Cordisburgo-MG), Casa Guignard (Ouro Preto-MG), Casa Alphonsus de Guimaraens (Mariana-MG), Museu do Crédito Real (Juiz de Fora-MG), Museu Mineiro, Centro de Arte Popular e Museu dos Militares Mineiros (ambos situados em Belo Horizonte-MG).

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Além da plataforma virtual, ocorreu também, na ocasião, a formalização de mais uma etapa desta parceria entre Secult e Ibram, por meio da assinatura do Termo de Reciprocidade, com o intuito de conferir ao Sistema Estadual de Museus de Minas Gerais (SEMMG) a posição de Unidade Cadastradora do estado de Minas Gerais. 

Tal iniciativa objetiva contribuir com o sistema nacional de identificação de museus e alimentar a plataforma Museubr, criado pela Portaria nº 6, de 9 de janeiro de 2017, para mapeamento, gestão e compartilhamento de informações sobre os museus brasileiros. Por meio desta parceria, o estado de Minas Gerais se destaca como um dos primeiros do Brasil a colaborar para a produção de conhecimento sobre os museus do país e ainda o fortalecimento das políticas públicas do setor no Estado de Minas Gerais.

Atualmente Minas Gerais possui 457 museus cadastrados na plataforma, e por meio desta nova parceria, pretende ampliar em todo estado a formalização dos museus, o que auxiliará no acompanhamento das dinâmicas de criação, fusão, incorporação, cisão ou extinção de museus, com o propósito de aprimorar a qualidade de suas gestões e fortalecer as políticas públicas setoriais.

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Comunicado COPEFIC – Calendário de análise dos projetos inscritos para o Incentivo Fiscal à Cultura em 2022

Comissão Paritária Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (COPEFIC)

Nos termos do Art. 57 e 58 da Resolução SEC nº 136/2018, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo comunica o calendário de análise dos projetos inscritos para o Incentivo Fiscal à Cultura, ano 2021.Nos termos do Art. 57 e 58 da Resolução SEC nº 136/2018, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo comunica o calendário de análise dos projetos inscritos para o Incentivo Fiscal à Cultura, ano 2022.

Observamos que o calendário das reuniões do Colegiado da Comissão Paritária Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (COPEFIC) está sujeito a alterações.

Projetos protocolados de 01/11/2021 até 15/12/2021 serão encaminhados para a Quadragésima Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 26/01/2022 (quarta-feira) e 28/01/2022 (sexta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir

Projetos protocolados até 31/01/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Primeira Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 23/02/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir

Projetos protocolados até 28/02/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Segunda Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 23/03/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir

Projetos protocolados até 31/03/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Terceira Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 27/04/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir.

Projetos protocolados até 30/04/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Quarta Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 26/05/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir.

Projetos protocolados até 31/05/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Quinta Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 22/06/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir.

Projetos protocolados até 30/06/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Sexta Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 20/07/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir.

Projetos protocolados até 31/07/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Sétima Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 24/08/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir.

Projetos protocolados até 31/08/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Oitava Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 21/09/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir.

Projetos protocolados até 30/09/2022 serão encaminhados para a Quadragésima Nona Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 26/10/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir.

Projetos protocolados até 31/10/2022 serão encaminhados para a Quinquagésima Reunião do Colegiado COPEFIC

 

Data: 23/11/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir

Projetos protocolados até 30/11/2022 serão encaminhados para a Quinquagésima Primeira Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 14/12/2022 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir

Projetos protocolados até 15/12/2022 serão encaminhados para a Quinquagésima Segunda Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 25/01/2023 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir

Projetos protocolados até 31/01/2023 serão encaminhados para a Quinquagésima Terceira Reunião do Colegiado COPEFIC

Data: 22/02/2023 (quarta-feira)

Horário: 10h às 18h

Local: a definir

Conforme art. 59 da Resolução SEC nº 136/2018, o resultado da análise dos projetos será publicado em até cinco dias úteis após cada reunião do Colegiado da COPEFIC, com emissão da Autorização de Captação, ou a informação de não aprovação. A relação dos projetos autorizados a captar será publicada no sítio eletrônico da Secretaria (art. 60).

Iluminação natal Praça da Liberdade

Iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, por meio do Iepha-MG e Circuito Liberdade, ao lado de parceiros, irá iluminar o espaços do Circuito e praças de Belo Horizonte entre 7 e 26 de dezembro

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), apresenta a celebração e a magia do Natal em locais emblemáticos da capital mineira, entre os dias 7 e 26 de dezembro. O Natal Liberdade Cemig iluminará um dos principais cartões-postais da cidade, o Circuito Liberdade, além da Praça da Savassi e da Praça Sete de Setembro, no hipercentro de Belo Horizonte. A iniciativa, realizada pela Secult por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), conta com patrocínio Master da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), copatrocínio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) e apoio da MRV.

A inauguração do Natal Liberdade Cemig acontece nesta terça-feira (7/12), a partir das 18h, em evento no Palácio da Liberdade, com a presença do vice-governador Paulo Brant, do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, e outras autoridades.

A programação de abertura contará com a participação do Deceto de Vozes do Coral Lírico da Fundação Clóvis Salgado, do Grupo de Pastorinhas São João Batista, da cidade de Vespasiano, e do Grupo de Caretada de São Sebastião, da cidade de Paracatu. O acionamento da iluminação está marcado para 19h30.

Diversidade

O Natal Liberdade Cemig se caracteriza, neste ano, pela diversidade de espaços e de celebrações, proporcionando segurança e seguindo os protocolos sanitários em consonância com o Plano Minas Consciente, diante de mais um ano atípico em razão da pandemia. O intuito é levar ao público a esperança que vem junto com o Natal, além das ações de retomada do Turismo no estado. A população poderá conferir as atrações de carro ou a pé, mantendo o distanciamento social e o uso de máscaras.

Entre os destaques, pela primeira vez os jardins do Palácio da Liberdade irão receber decoração e iluminação natalina especiais e estarão abertos ao público para visitação. O Complexo Itamar Franco, que abriga a Sala Minas e a Orquestra Filarmônica, integrante do Circuito Liberdade, também receberá decoração.

Já as alamedas da Praça da Liberdade terão instalações de arte digital com muitas luzes e cores. Projeções nas fachadas dos prédios históricos que compõem o conjunto arquitetônico do Circuito Liberdade também prometem encher os olhos do público, com o projeto Luzes da Liberdade, aproximando as gerações que visitam a praça nesta época do ano.

O Natal Liberdade Cemig vai acolher manifestações artísticas e atrações gratuitas de música, dança, exposições, performances, oficinas, e as tradicionais Bandas da PMMG e Cantatas Natalinas, que irão ocorrer nos espaços dos equipamentos da rede do Circuito Liberdade.

A realização do evento conta também com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), Diretoria de Licenciamento de Atividades e Posturas da Subsecretaria de Regulação Urbana da PBH, Coordenadoria de Atendimento Regional Centro-Sul, BHTrans, SLU e Guarda Municipal.

Confira a programação especial de Natal dos equipamentos do Circuito Liberdade AQUI.

Cerca de 1600 grupos foram identificados e estão espalhados por mais de 400 municípios

A próxima quinta-feira, 6 de janeiro, Dia de Reis, marca uma data muito importante para a cultura tradicional presente no estado. As Folias de Minas celebram com todos os mineiros o quinto ano de seu reconhecimento como Patrimônio Cultural de Minas Gerais, com mais 1.600 grupos cadastrados em todas as regiões de Minas. Os estudos foram realizados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) em parceria com as prefeituras. Em 2017, após um ano de  pesquisa e identificação por meio de cadastro virtual disponível no portal do Iepha, o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural de Minas Gerais aprovou por unanimidade o registro das Folias como patrimônio cultural de natureza imaterial. 

Os grupos cadastrados estão presentes em mais de 400 municípios, com destaque para Uberaba com 133; João Pinheiro com 34;  Uberlândia com 32; Presidente Olegário com 30 e Sete Lagoas com 29. 

O presidente do Iepha-MG, Felipe Pires, salienta a importância do reconhecimento das Folias como patrimônio cultural.  “A tradição de montar presépios representando a natividade é muito antiga e está presente em diversos territórios de cultura cristã em todo o mundo. Em Minas Gerais, o que torna essa prática especial são as características particulares que essa tradição aqui adquire, e suas relações com as nossas folias de reis”, destaca Felipe. 

Como uma das práticas culturais mais antigas e difundidas no estado, as Folias, também denominadas Ternos, Companhias, Caravanas, entre outros, foram se tornando, ao longo dos anos, um componente de considerável importância na construção do imaginário, identidade e memória do povo mineiro. 

Com suas distintas sonoridades, devoções, denominações e formas, as Folias do estado fazem parte do diversificado e complexo universo de celebrações feitas em Minas Gerais, tendo se tornado, ao longo dos anos, uma importante referência cultural do povo mineiro. Essa diversidade contribuiu para que o Iepha/MG instruísse, pela primeira vez, um processo de Registro que abrangesse todo o território mineiro. Esse processo, inovador e desafiante para a Instituição, foi desenvolvido de forma colaborativa e com a participação de foliões, de prefeituras municipais e de pesquisadores, por meio de uma plataforma virtual, lançada no site do Iepha-MG, no dia 6 de janeiro de 2016, na qual é possível cadastrar os grupos de Folias do Estado. A plataforma, disponível no site do Iepha-MG, permanece aberta com o recebimento contínuo de informações. 

Salvaguarda das Folias de Minas
Como ação de salvaguarda das Folias de Minas, o Iepha-MG promove desde 2016 o Circuito de Presépios e Lapinhas. A edição de 2021, integrou de forma especial a programação dos 50 anos do Instituto, e contou com mais de 500 presépios residenciais e comunitários de 302 municípios de todas as regiões do estado. Tradicionalmente, os presépios recebem visitas até 6 de janeiro, data em que se comemora o dia de Santos Reis. 

Tradição
No Brasil, a tradição dos presépios alcançou contornos próprios, mas influenciados pelos hábitos e costumes europeus da representação da natividade, acompanhando as festas do ciclo natalino e, em especial, as folias criadas em honra e devoção aos santos Reis Magos. Contando com figuras de animais, pastores, casinhas, pequenas conchas e plantas, a cena de um presépio varia de acordo com os costumes do lugar.

Em Minas Gerais, o presépio está presente desde o século 18, com muitos desses montados nos chamados oratórios-lapinha e maquinetas (caixas envidraçadas). Os oratórios-lapinhas, típicos do estado e procedentes da região de Santa Luzia e Sabará, geralmente acolhiam cenas ligadas à natividade de Jesus.

A tradição e arte dos presépios encontram no Brasil uma de suas vertentes mais criativas, repleta de elementos sincréticos, traz as marcas da regionalidade. É neste desejo de manter a tradição cultural e religiosa que a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) criou há mais 48 anos o Concurso Nacional de Presépios e tem por finalidade estimular as experiências de criações contemporâneas além de resgatar o sentido poético do presépio mineiro.

Publicações
No site do Iepha-MG estão disponíveis o documentário e o caderno que retratam as Folias de Minas. O filme, dirigido por Felipe Chimicatti e Pedro Carvalho, sob a coordenação da equipe técnica do Instituto, também está no canal do Iepha no YouTube. No documentário, mestres e foliões de diferentes devoções e de três localidades - São José da Serra em Jaboticatubas, bairro Aparecida em Belo Horizonte e o distrito de Paciência, no município de Porteirinha narram os rituais que estruturam as folias, desde o início da jornada com a visita da bandeira até a festa de encerramento.

A produção audiovisual e a publicação apresentam ainda elementos como o canto, a reza, os toques de instrumentos musicais, as danças, as comidas votivas e o uso de objetos sagrados, como máscaras, toalhas, fitas e a bandeira com a imagem dos santos de devoção.

 

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mini Presépios FOTO Diretoria de Comunicação da Prefeitura de Guaxupé
A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), abrirá, na próxima terça-feira(07/12), a exposição dos participantes do 49º Concurso Nacional de Presépios, na Galeria de Arte Nello Nuno, em Ouro Preto. Além de ser aberta à visitação gratuita, a exposição contará também com votação popular, em sua versão presencial e online, para eleger o presépio vencedor em uma das categorias premiadas. O concurso objetiva estimular e valorizar as expressões artísticas tradicionais, contribuindo para a preservação da memória das comunidades e, ao mesmo tempo, para a produção autoral e desenvolvimento da criatividade de artistas, artesãos, e quaisquer interessados em arte ou na temática. Para Ana Célia Teixeira, curadora da exposição e artista plástica da região, que acompanha o concurso há muitos anos, cada edição surpreende os jurados e o público com as diferentes técnicas e materiais utilizados. “O concurso é belíssimo, é único em sua criatividade, em cada cada existe essa diversidade de criação dos artistas e artesãos.”  Neste ano, os presépios concorrerão aos seguintes prêmios:

    • Primeiro Lugar do Prêmio Aquisitivo — R$ 1.000,00;

     • Segundo Lugar do Prêmio Aquisitivo  — R$ 700,00;

    • Primeiro Lugar do Júri Popular — R$ 1.000,00.

Votação pelo Júri Técnico e PopularA Comissão Julgadora da fundação, designada pelo presidente por meio de portaria, indicará, por análise técnica e artística, o primeiro e o segundo lugar do Júri Técnico, em reunião no dia 07/12, que serão anunciados na mesma data.A partir deste dia, após a decisão do júri e o início da mostra, será aberta a votação popular. Durante todo o período de exposição (de 07/12  a 06/01/2022), será colocada junto ao Livro de Visitação, uma urna lacrada, onde os visitantes poderão depositar as cédulas com seus votos. Além disso, com o objetivo de expandir o público e possibilitar que pessoas de todo o país conheçam as obras, ainda que virtualmente, a exposição contará também com uma votação online. Por um formulário disponível no site da fundação (faop.mg.gov.br), os interessados terão acesso a fotos detalhadas dos presépios para escolherem seu favorito. Os votos presenciais e virtuais serão contabilizados e o resultado será divulgado ao público no dia seguinte, 07/01(sexta- feira), através do Diário Oficial do Estado de Minas Gerais.Sobre o 49º Concurso Nacional de presépios da FAOP, o presidente da fundação, Jefferson da Fonseca, espera que a população abrace novamente o concurso. “O Concurso Nacional de Presépios da FAOP é uma importante celebração da tradição e da cultura popular. É muito gratificante acompanhar de perto a dedicação das artesãs e artesãos. A nossa expectativa é que a população venha prestigiar as obras e se emocionar conosco.”A exposição estará aberta ao público de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; e aos sábados e domingos, das 14h às 18h. A Galeria de Arte Nello Nuno fica na Rua Getúlio Vargas, 185, Rosário, em Ouro Preto.Alterações e adequações podem acontecer a qualquer momento, conforme orientações de combate ao Coronavírus e contenção da pandemia. 

Presépios e edições anteriores

A representação do nascimento de Jesus Cristo teve início no século XIII, pelas mãos de São Francisco de Assis. O objetivo era mostrar o acontecimento para os camponeses da época. Acredita-se, então, que o primeiro presépio foi feito a partir de pequenos bonecos de barro.

De lá, até os dias de hoje, a tradição se espalhou pelo mundo junto ao catolicismo, e cada região e comunidade criou suas próprias tradições. Artistas e artesãos, usam da criatividade e os recursos disponíveis para suas próprias criações. 

Nas edições anteriores do Concurso Nacional de Presépios da FAOP, alguns artistas participantes apresentaram presépios com materiais muito peculiares. O vencedor da edição do ano passado, Samuel dos Santos, por exemplo, deu vida à sua criação, intitulada “Os três elementos”, utilizando garfos inox e madeira.

Já na 44ª Edição do Concurso, Fátima de Lourdes construiu um presépio com pequenos fitilhos de latinhas recicladas, que acabou lhe concedendo o primeiro lugar pelo Júri Técnico. Nesse mesmo ano, o segundo lugar foi para um presépio de cascas de coco, de Lucas da Cruz Silva. 

Durante os quase 50 anos da competição, muitos artistas e artesãos levaram o prêmio em inscrições individuais, mas o concurso também permite a participação em grupo. Em 2019, na 47ª Edição, o presépio vencedor pela votação do público foi  produzido por alunos com deficiência intelectual da Escola Municipal de Ensino Especial Santo Antônio de Belo Horizonte, orientados pela artesã Priscila Carneiro, que ministrava oficinas de arte no local. Ela conta que a criação foi inspirada nas bonecas Ritxòkò, dos povos indígenas do Tocantins.

Serviço

Exposição e votação do 49º Concurso Nacional de Presépios da FAOP

Exposição: 07/12/2021 a 06/01/2022

Endereço: Galeria de Arte Nello Nuno (Rua Getúlio Vargas, 18, Rosário, Ouro Preto)

Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; e aos sábados e domingos, das 14h às 18h

Entrada Gratuita

Link para o edital: http://www.faop.mg.gov.br/images/uploads/d9d3e5eb74b111df9a1f05363b8f833c.pdf

A partir de 11 de janeiro até 27 de fevereiro de 2022, a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, do Palácio das Artes, recebe a exposição Magister Raffaello, promovida pelo Consulado Geral da Itália em Belo Horizonte, pela Fundação Clóvis Salgado e pela Magister Art em celebração ao 500° aniversário de morte de Raffaello Sanzio, considerado um dos maiores artistas do renascimento italiano. Através de recursos tecnológicos e conteúdo multimídia, a exposição conduz o visitante em uma viagem virtual inédita ao Renascimento Italiano e à vida e obra do pintor. Uma nova experiência de observação e conhecimento sobre as obras do artista, descobrindo detalhes e técnicas.

A curadoria de “Magister Rafaello” é de Claudio Strinati, historiador de arte, especialista em pintura e escultura renascentista, e de Federico Strinati, gestor de promoção e patrimônio cultural.

Segundo o cônsul Dario Savarese, a mostra Magister Raffaello faz parte da vasta programação que o Consulado está promovendo em Minas Gerais nos últimos anos, com o intuito de valorizar a cultura e a arte italianas. “A exposição destaca o conceito de beleza e de elegância atrelados ao percurso do artista renascentista. Trata-se de uma imersão digital não somente no patrimônio cultural do nosso País, mas também nos territórios italianos: é um convite a pensar novos roteiros turísticos na Itália. Além de juntar tradição e tecnologia, a mostra oferece gratuitamente um percurso didático e acessível a todos”, contou Savarese.

Para Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, “Magister Rafaello” reafirma o uso da tecnologia pelo Palácio das Artes como instrumento de mediação e difusão cultural e acesso à arte. “Com essa exposição, o Consulado Italiano proporciona ao público mineiro uma imersão no Renascimento, e também um aprofundamento no trabalho de Raffaello, um dos artistas universalmente mais conhecido de todos os tempos. É uma grande oportunidade de vivenciar a obra desse gênio, de maneira inédita”, comemora Eliane Parreiras.

Para retratar a carreira desse mestre renascentista, a exposição é dividida em seis áreas temáticas com grandes telas nas quais conteúdos multimídia narram as obras de Raffaello. O visitante é levado por um percurso a partir de uma cronologia que segue o crescimento humano e profissional do artista para descobrir as cidades por onde ele viveu e as obras que criou.

O que o Renascimento representou na história da arte e da cultura mundial é lembrado por essa exposição através de obras de Raffaello descritas em formato multimídia: uma mostra que visa falar do antigo através do contemporâneo, colocando em diálogo as pinturas do começo do século XVI com o universo multimídia atual. Qual jeito melhor de mostrar a atualidade de uma pintura e de um movimento artístico que viraram imortais?

A exposição oferece ainda um aplicativo especialmente criado, com informações, textos, vídeos e áudios sobre Raffaello, em português, italiano e inglês. O visitante poderá baixar na loja de aplicativos de seu celular ou usar o audioguia que será disponibilizado pelo Palácio das Artes.

A exposição oferece também um Programa Educativo, com agendamento de grupos para visitas mediadas. Para mais informações, contactar: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo./.  

Em parceria com a CASA FIAT DE CULTURA, no dia 26 de janeiro, das 19h às 20h30, acontece a palestra virtual “Raffaello e a idade de ouro do Renascimento”, com Elisa Byington. As inscrições são gratuitas, pelo Sympla.

Por meio da exposição, as instituições italianas confirmam o compromisso na cultura como ferramenta de promoção da Itália no mundo, assim como de diálogo entre países e povos. A exposição, criada por Magister Art, está fazendo a volta ao mundo tendo já passado por 45 países de três continentes diferentes, sendo alguns deles o Brasil, o México, o Vietnam, a Áustria e o Chile.

Sobre a exposição
O passeio pela mostra começa com um autorretrato de Raffaello, atualmente em exposição na Galeria Uffizi em Florença, e a cronologia dos principais momentos de sua vida. A primeira sala temática, Espaços Habitados, traz o quadro A cidade ideal, de autor desconhecido, mas contemporâneo a Raffaello, que convida o visitante a começar a jornada partindo de Urbino, cidade onde o artista nasceu, para chegar à Città di Castello.

A cidade ideal inspirou Raffaello, que a representará em sua primeira obra-prima – O casamento da virgem, exposto na Galeria de Brera em Milão. O artista estava em plena luta pela sobrevivência artística quando chegou a Città di Castello e concebeu a pintura, feita para uma igreja da cidade, inicialmente encomendada à oficina do artista Pietro Perugino.

Na sala seguinte, Encontrando Equilíbrio, o público poderá vivenciar um período altamente produtivo da vida de Raffaello. O artista que já era residente em Florença neste período, recebe a encomenda de uma nobre e rica família de Perugia para a criação de uma obra em homenagem ao herdeiro da família, morto em uma rixa familiar. A obra A Deposição, que poderá ser apreciada, traz a revolução realizada pelo mestre ao relatar a deposição de Cristo: o jovem Grifonetto Baglioni segurando o lençol com o corpo de Cristo.

No terceiro espaço, A Espiritualidade Nobre, o visitante é recebido por uma coleção de madonas e retratos femininos e masculinos, encomendados a Raffaello tanto por clientes religiosos como seculares como a família Doni, a mesma que encomendou a Michelangelo a pintura redonda do chamado Tondo Doni, exposta na Galeria Uffizi.

A sala Os Aposentos Papais retrata as boas relações de Raffaello com Roma, graças ao seu talento e habilidade. A Escola de Atenas, A expulsão de Heliodoro do templo e O fogo no Borgo são obras inéditas na arte ocidental que enriquecem as chamadas Salas de Raffaello, nos Museus Vaticanos.

Por fim, na sala Utopia e Poder, a jornada pela vida e obra de Raffaello termina com a obra A Transfiguração, última pintura que simboliza o fim prematuro de uma vida. O artista fez a pintura para o cardeal Júlio de Médici, nomeado para a Catedral de Narbònne. A obra foi comparada a outra bela pintura, A ressurreição de Lázaro, de Sebastiano del Piombo, o grande rival de Raffaello, aluno de Michaelangelo.

Ao longo deste percurso, o visitante encontrará também as “portas do conhecimento”, que mostram imagens de obras de Raffaello e de outros artistas contemporâneos ou conhecidos por ele. A visita poderá ser acompanhada também por um audioguia.

Um dos maiores artistas do renascimento italiano
Rafael Sanzio nasceu em Urbino, na Itália central, em 1483, e morreu em Roma, em 1520. O artista começou a trabalhar muito jovem e sua grandeza logo foi reconhecida e apreciada em sua época. Ao longo dos séculos, após sua morte, com apenas 37 anos de idade, sua fama foi se consolidando, e Raffaello se tornou um dos artistas mais estudados e admirados do mundo.

O artista viveu e trabalhou nos centros mais importantes do Renascimento italiano: Urbino, Città di Castello, Florença e Roma. Ao longo de sua jornada, assimilou um conceito fundamental: o quanto a arte pode enriquecer a vida de uma pessoa. A arte, com suas formas belas e agradáveis, representa uma condição ideal de bem-estar, felicidade e serenidade a que o ser humano, ao longo dos séculos, sempre aspirou.

Em Urbino, cidade onde nasceu e onde seu pai deixara de herança uma oficina de arte, Rafael não conseguia se lançar como artista e não chegaria a pintar qualquer obra. Ainda adolescente, ele se mudou para centros menores, onde seu trabalho encontrou aceitação e apreciação.

Pintou especialmente em Città di Castello, com os olhos sempre voltados para Perugia, a terra do pintor mais importante da época, Pietro Vannucci, conhecido como Perugino, cujo estilo (e mentalidade) assimilou.

Sob forte recomendação da duquesa Giovanna Feltria della Rovere, Raffaello seguiu para Florença, a Capital das Artes, e lá conseguiu obter encomendas de famílias abastadas. A sua fama de retratista supremo e pintor magistral de imagens sacras, para uso privado, chegou aos ouvidos de Atalanta Baglioni, uma nobre perugina, muito influente na política e na cultura da Itália central da época, que lhe confiou a tarefa de uma obra crucial, destinada à igreja de São Francisco: O transporte de Cristo ao sepulcro, uma obra de notável significado político e estético.

O sucesso triunfante dessa obra levou Bramante, o arquiteto da Basílica de São Pedro, em Roma, curador do Papa Júlio II della Rovere, a chamar Raffaello à Cidade Eterna para confiar-lhe a tarefa exclusiva de pintar os aposentos papais. O surpreendente resultado alcançado no primeiro aposento, a Sala da Assinatura, encorajou eclesiásticos ilustres, empresários leigos e nobres em posição privilegiada a dar-lhe todo tipo de atribuições artísticas, diplomáticas e culturais.

O roteiro que define a produção artística de Raffaello se tornou percurso turístico “alternativo”, que permite ao viajante conhecer de perto as raízes da produção artística italiana que não se resume a visitas a Roma, Florença, Milão e Veneza.

Em apenas seis anos, a partir de 1509, Raffaello se tornou o primeiro consultor supremo de Júlio II e, depois da morte desse pontífice, em 1513, de seu sucessor, Leão X. Foi principalmente por intermédio de Leão X que o mestre se viu na condição ideal de homem da Corte, rodeado de amigos ilustres e influentes, como Baldassar Castiglione. Raffaello também se tornou o fundador de uma Escola, por meio da qual conseguiu receber um número considerável de novos pedidos e comissões.

De 1515 até sua morte, Raffaello trabalhou ainda como arqueólogo, pintor de cenas teatrais e arquiteto, embora, nesse período, Leão X tenha preferido utilizá-lo mais para obras instrumentais, como os desenhos para as tapeçarias da Capela Sistina ou para as homenagens ao Rei da França Francesco I e sua esposa, por ocasião de importantes acordos diplomáticos e familiares.

 Casa Fiat de Cultura convida Elisa Byington para palestra virtual: “Raffaello e a idade de ouro do Renascimento”
As primeiras décadas do século XVI foram consideradas a ‘Idade de Ouro’ do Renascimento, ocasião em que artistas e letrados acreditaram ter alcançado a síntese entre as formas da natureza e a perfeição da Antiguidade Clássica. Raffaello Sanzio (1483-1520), o mais jovem da trindade encabeçada por Leonardo da Vinci e Michelangelo, foi considerado entre eles o mais perfeito. A polivalência do seu talento fez dele a figura dominante na cena artística sob o pontificado de Leão X Medici (1513-1521), ápice do período. Para falar sobre esse artista que foi capaz de unir a forma da estatuária clássica à naturalidade da expressão humana, a Casa Fiat de Cultura convida Elisa Byington, brasileira e italiana, pós-doutora em História da Arte, para ministrar palestra virtual no dia 26 de janeiro, às 19h. Elisa irá fazer um recorte histórico na fase madura do artista, com destaque para sua a capacidade de materializar em imagens conceitos complexos que se transformaram em modelo para as academias de arte e referência para os artistas ao longo dos séculos, até a ruptura com a tradição clássica no final do século XIX. A palestra é uma parceria com o Consulado da Itália em Belo Horizonte e as inscrições gratuitas podem ser feitas pela Sympla.

Sobre Elisa Byington
Crítica e curadora, Elisa Byington é pós-doutora em História da Arte. Na Universidade de Roma - La Sapienza, estudou estética, filologia e história da arte, obtendo laurea cum laude pela discussão da tese sobre o arquiteto e pintor Giorgio Vasari (1511-1574). Viveu entre Itália e Brasil de 1986 a 2011, defendeu doutorado na Unicamp – Universidade de Campinas e dedicou seu pós-doutorado à pesquisa sobre a fixação e difusão dos modelos do Renascimento italiano na arte internacional.

Publicou os livros Galleria Borghese (Berlendis & Vertecchia editores, São Paulo, 2000); Palazzo Pamphilj a Piazza Navona (Omar G. Editora, Salvador, 2001); O projeto do Renascimento (Zahar, Rio de Janeiro, 2009); Giorgio Vasari 500 anos, a invenção do artista moderno, Biblioteca Nacional, Rio de janeiro, 2011; Antônio Dias, Arquivo Intimo, (ed. Automática, Rio de Janeiro, 2013); Elisa Bracher, Luctus Lutum, (São Paulo, 2015); Elisa Bracher, Encarnadas, (ed. BEI, São Paulo, 2018); (ed. Cobogó, Rio de Janeiro, 2018); Gianni Ratto 100 anos – São Paulo (no prelo); Rafael e a definição da beleza (no prelo).

Publicou ensaios sobre artistas e temas da arte contemporânea em livros, revistas especializadas e catálogos, como também sobre a arte do Renascimento e do Barroco italiano. Colaborou com as revistas Isto É, Bravo!, Republica, Carta Capital, Arte Ibérica, Icon, Il Giornale dell’Arte. Como curadora independente, realizou exposição comemorativa dos 500 anos de Giorgio Vasari, a invenção do artista moderno no Centro Eliseu Visconti da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, bem como de artistas contemporâneos.

O Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a exposição Magister Raffaello. A mostra tem a correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, AngloGold Ashanti e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH, e patrocínio prata da Vivo.  Todos os incentivos são via Lei Federal e Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.

 

 

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Imagem: Bernardo Arcos Mijailidis

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A tradicional Troca da Guarda Governamental do Palácio da Liberdade voltou a ocorrer, em Belo Horizonte, a partir do último domingo (5/12). O evento foi promovido pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).  A Troca da Guarda foi acompanhada pelo comandante-geral da PMMG, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, pelo secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, e pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo da Silva. 

“Às portas de comemorarmos o centenário da Independência, é uma alegria imensa podermos retomar esse rito da troca da guarda nesta manhã de domingo, seguindo, claro, os protocolos sanitários necessários. O turismo cívico tem ganhado cada vez mais espaço, a exemplo de outros países. Em Minas Gerais, temos o entendimento da terra e da história, da tradição da liberdade com segurança na união transversal das forças militares com a Secult. Sabemos que Minas Gerais é, pelo segundo ano consecutivo, o estado mais seguro para se fazer turismo no Brasil, e isso tem um valor imensurável para a expansão do nosso turismo, sobretudo no que se refere à internacionalização, à atração de turistas estrangeiros. Eventos como este nos lembram quem somos, nossas origens, e também para onde vamos, fazendo com que o amor à pátria, à nossa terra, se fortaleça”, ressaltou o secretário de Estado de Cultura e Turismo. 

A cerimônia foi composta por um conjunto de ritos militares, que se destacam pela beleza e precisão de movimentos de ordem unida. Para o comandante-geral da PMMG, participar da liturgia militar, aberta ao público e com várias pessoas prestigiando o evento, foi um privilégio. 

“Além de cumprirmos uma determinação do governador Romeu Zema de fazer a reabertura dos portões do Palácio da Liberdade para a troca da Guarda, a Polícia Militar está muito orgulhosa de compor esta grande parceria. No momento em que Minas Gerais está no topo da segurança pública do país, de acordo com os dados do Ministério da Justiça, aumenta a nossa obrigação de fortalecer a segurança e de, cada vez mais, estarmos mais próximos da população”, disse o comandante-geral da PMMG.  

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros falou da sinergia entre as instituições para a retomada do turismo no estado. “Hoje,  nós temos aqui mais um evento do turismo cívico, que defende as nossas tradições culturais e os símbolos nacionais. O Corpo de Bombeiros, junto com a Polícia Militar, está apoiando todos os eventos da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. O objetivo é levar um recado para todos os mineiros:  Minas é sim, o melhor estado para se viver, investir e fazer turismo seguro”, destacou. 

A partir de agora, a troca da guarda governamental irá ocorrer todo primeiro domingo de cada mês, no Palácio da Liberdade.

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Domingo cultural

Além da Troca da Guarda Governamental, outros dois eventos enriqueceram a programação do domingo e chamaram a atenção de quem passava pelo local: a "Mostra de Viaturas Históricas", com veículos cujos modelos, pinturas e cores retratam um pouco da história da corporação e do policiamento nas décadas de 1970 e 80, e a apresentação dos músicos do Centro de Atividades Musicais da PMMG, por meio do projeto Banda na Praça.

Para celebrar o ano da Mineiridade, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), vai exaltar as manifestações artísticas e as tradições que tornam a cultura mineira uma identidade única e diversa de nosso povo. E uma dessas ações consiste em um projeto para conferir à obra do Clube da Esquina o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais.

O início do projeto, reunindo informações relevantes sobre o trabalho do Clube da Esquina ao longo dos anos, ficará a cargo do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), que em breve dará início ao invnetário. O Clube da Esquina completa 50 anos de história em 2022. O grupo é um dos mais relevantes no cenário nacional, sendo responsável por cantar as belezas de Minas em diferentes melodias e composições.

De acordo com o secretário de estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o objetivo desse projeto é evidenciar e perpetuar a vasta produção do Clube da Esquina. “No ano da Mineiridade efetivar a obra do Clube da Esquina como originalidade da criação artística do estado é o primeiro passo para o reconhecimento administrativo pela UNESCO. Porém, tal como nosso barroco único, nossa modernidade síntese de brasilidade”, destaca Oliveira.

O secretário também complementa que essa iniciativa exaltará a arte, a cultura, a história e o sentimento de orgulho do povo mineiro. “Os grandes do Clube da Esquina são eternos. Gênios de singularidade que transcende países, nações e certamente, a eternidade. Patrimônio Cultural da Mineiridade e sua grande expressão, é marca indenitária da nossa cultura montanhesa, leve e de afeto profundo: mineiríssima e mundial e aos gênios de sua criação, a gratidão do povo mineiro”, conclui.

 

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Projeto deverá ser finalizado até o fim de 2022 e é coordenado pela Secult-MG, Iepha-MG e Instituto Periférico 

Um item em comum entre todos os mineiros é sempre haver um parente na família que se destaca pelo talento na culinária, seja um doce típico ou tempero especial. E para proteger esses sabores da tradicional cozinha mineira, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e o Instituto Periférico, iniciaram na tarde desta sexta-feira (03), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o processo de reconhecimento da cozinha mineira como patrimônio cultural de Minas Gerais.

A expectativa é finalizar, até o fim do próximo ano, todo o processo de registro e também o  Inventário da Cozinha Mineira, composto por um dossiê e por ações de salvaguarda e proteção da gastronomia de Minas. Serão realizados estudos e levantamentos de toda a cadeia produtiva e afetiva da cultura alimentar mineira e também com relação ao conhecimento já sistematizado sobre o tema.

Além da entrega do dossiê, o inventário prevê a entrega de publicações que ajudarão a promover a história, a diversidade e os protagonistas dos sabores e dos saberes da comida mineira. Dentro os materiais estão previstos videodocumentários, livretos, filmetes promocionais, um site e um repositório digital na internet, incluindo também ações de capacitação como seminários e oficinas virtuais, para agentes culturais e turísticos, e palestras em escolas públicas.

Durante a solenidade, o secretário de estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira adiantou que enviará um ofício ao Governo Federal para também pedir que a Cozinha Mineira seja registrada como patrimônio cultural nacional. “Aos mineiros e as mineiras, estar na cozinha é o centro da nossa casa, que é onde recebemos as pessoas, as visitas. É um lugar de afeto, de receber, intangível, mas agora com o inventário será possível entendermos com melhor profundidade os biomas, as regiões, os jeitos de ser e de fazer, os sabores, os saberes, desse imenso país chamado pátria Minas”, afirmou.

O presidente do Iepha, Felipe Pires, explicou que a partir do registro da cozinha mineira será possível criar políticas públicas e realizar ações até como a captação de recursos pelo ICMS Cultural. “É um trabalho multidisciplinar, que envolvem antropólogos, sociólogos, geógrafos, economistas, historiadores e outros especialistas, conforme demanda. Vamos registrar a cozinha mineira ainda em 2022, mas ainda não de tudo o que chamamos de Comida Mineira. Vai criar uma série de recortes, por ingredientes e técnicas, que vão definir o que deve ser protegido”, detalhou.

A proposta de reconhecimento da cozinha mineira como patrimônio cultural integra o Plano Estadual de Desenvolvimento da Cozinha Mineira, importante instrumento para a articulação de políticas públicas e parcerias envolvendo gastronomia, cultura, turismo e desenvolvimento econômico, lançado em fevereiro deste ano pelo Governo de Minas. O caminho a ser trilhado segue exemplos de países como França, México, e o conjunto de sete países europeus banhados pelo Mar Mediterrâneo, que projetaram suas gastronomias no cenário internacional seguindo esta trajetória.

Etapas do dossiê da Cozinha Mineira
O dossiê será produzido em três fases simultâneas e complementares. Dois documentos técnicos vão fornecer subsídios para a construção da proposta de reconhecimento. O primeiro documento apresentará a metodologia de trabalho e a fundamentação teórica sobre o conceito de cozinha mineira, primordial para a inclusão dos bens a serem estudados. 

O segundo apresentará a proposta e os mecanismos de participação e validação da sociedade no processo de reconhecimento e salvaguarda da cozinha mineira. O projeto prevê a formação de um comitê composto por pesquisadores, especialistas, grupos e instituições setoriais da cultura alimentar, e por comunidades e/ou indivíduos detentores de práticas e saberes ligados à cozinha.

Os estudos conceituais e as recomendações técnicas vão orientar as pesquisas interdisciplinares, empíricas e documentais sobre o conjunto de bens culturais que constituem a cultura alimentar tradicional de Minas Gerais. Nesta etapa, o inventário vai levantar e analisar os registros de bens realizados pelos municípios do estado, promover encontros com os públicos de interesse e produzir o mapeamento territorial e afetivo do universo que compreende as dimensões da culinária regional.

A iniciativa tem o patrocínio da Gerdau, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal, e parceria da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), firmada através de acordo de cooperação técnica entre o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e o Instituto Periférico.

A diretora-presidente do Instituto Periférico, Gabriela Santoro, que serão realizadas duas linhas de pesquisa, a primeira de caracterização histórica e antropológica e a segunda do levantamento imaterial de bens alimentares em Minas. “O inventário reconhece o que já é de conhecimento tácito em Minas, da identidade do povo mineiro, que é a cozinha. Então isso abrirá portas para novas pesquisas, políticas públicas e outras iniciativas relacionadas”, afirmou.

Expansão de saberes e sabores dos queijos de Minas

Na solenidade, também foi realizada a revalidação pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) dos “Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal”, como Patrimônio Cultural do Brasil, inscrito no Livro dos Saberes do Iphan.

Além da região do Serro, que já era registrado, foram expandidas paras as regiões do Triângulo, Salitre, Cerrado, Vertentes, Araxá e Canastra.

O projeto “Queijo Artesanal, saberes e sabores mineiros”, em fase final de tramitação na Lei Federal de Incentivo à Cultura, recebeu o patrocínio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), de Araxá, uma das seis regiões que serão visitadas para o levantamento de aspectos históricos, culturais, turísticos e técnicos sobre os modos de fazer do queijo.

mini Folia de Reis

Tradicional celebração será realizada com apresentação de grupos de Itapecerica

Na quinta-feira (06), Dia de Reis, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), realizará o encerramento da programação artística do Natal Liberdade Cemig, que iluminou o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte.

Para fechar com chave de ouro a programação, aberta em 7 de dezembro, será realizada uma celebração com o cortejo de Folia de Reis. Participam os grupos dos Elias, Estrela de Ouro e Renascerianos, vindos de Itapecerica, no Centro-Oeste do estado. Eles serão recepcionados a partir das 16h, em frente ao prédio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). A partir das 17h, eles seguem em cortejo em pela Alameda Travessia em direção aos Jardins do Palácio da Liberdade onde fazem a saudação ao Presépio e a entrega das bandeiras das folias ao Secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais Leônidas Oliveira. Em seguida, os grupos realizam a apresentação da tradicional dança de Trança Fitas.

A folia de reis é uma manifestação cultural e festiva, celebrada anualmente por católicos, que ocorre geralmente no dia 6 de janeiro. A data, na tradição cristã, marca o aniversário da visita dos três reis magos ao recém-nascido Jesus Cristo. A celebração é uma tradição mineira que já remonta há 300 anos e, por isso, em 2016, foi reconhecida pelo Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais como patrimônio cultural imaterial do estado. Na época, foi realizado um inventário pelo Iepha-MG, identificando 1.255 grupos de foliões, distribuídos em 326 municípios mineiros.

Natal Liberdade Cemig

O Natal Liberdade Cemig se caracterizou, neste ano, pela diversidade de espaços e de celebrações, proporcionando segurança e seguindo os protocolos sanitários em consonância com o Plano Minas Consciente, diante de mais um ano atípico em razão da pandemia. O intuito foi levar ao público a esperança que vem junto com o Natal, além das ações de retomada da Cultura e do Turismo no estado.

Ao todo, a programação contou com aproximadamente 60 atrações distribuídas nos diversos espaços integrantes do Circuito Liberdade, que hoje expande para equipamentos culturais dentro do perímetro da Avenida do Contorno, em Belo Horizonte. A grade era composta por cantatas, apresentações musicais e teatrais, mostra de artes, exposição de presépios, entre outros. O destaque foi para a tradicional iluminação natalina na Praça da Liberdade. 

A tradicional iluminação natalina na Praça da Liberdade trouxe instalações de arte digital com muitas luzes e cores, pelos jardins e edificações além de projeções em diversas fachadas dos prédios históricos. O grande destaque foi o Palácio da Liberdade e seus Jardins que, pela primeira vez, receberam decoração e iluminação especiais , com portões abertos ao público para visitação.

O Natal Liberdade Cemig acolheu manifestações artísticas e atrações gratuitas de música, dança, exposições, performances, oficinas, e as tradicionais Bandas da PMMG e Cantatas Natalinas, que foram realizadas nos espaços dos equipamentos da rede do Circuito Liberdade.

A celebração do Natal nos locais emblemáticos da capital mineira teve a realização do Iepha e Circuito Liberdade e contou com o Patrocínio Master da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e copatrocínio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). Apoiaram o evento a Gerdau, a MRV, a Bossa Criativa, a Arte de Toda Gente, a UFRJ/Funarte, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), a Diretoria de Licenciamento de Atividades e Posturas da Subsecretaria de Regulação Urbana da PBH, a Coordenadoria de Atendimento Regional Centro-Sul, a BHTrans, a SLU e a Guarda Municipal.

Mostra de viaturas históricas

Quem passou pela Praça da Liberdade e arredores no início desta semana (até 30/11), pôde conferir a "Mostra de Viaturas Históricas", promovida pela Polícia Militar de Minas Gerais PMMG) em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio do Circuito Liberdade. Foram quatro viaturas e uma moto, cujos modelos, pinturas e cores retratam um pouco da história da corporação. Para uns, foi a chance de conhecer viaturas diferentes das que circulam hoje e, para outros, a oportunidade de relembrar a frota que servia ao policiamento das décadas de 70 e 80.

Os quatro modelos de viaturas, que estão funcionando plenamente, foram um atrativo a mais para pessoas de todas as idades que puderam entrar, sentar, fotografar e até buzinar os veículos. O evento contou com a participação do Quarteto de Madeira da Banda de Música da Polícia Militar que fez quem estava passando diminuir o passo, parar e até sentar na grama para apreciar a música na praça.

O comandante-geral da PMMG, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, visitou a mostra e entrou nas viaturas. “Eventos assim são um atrativo para que as pessoas conheçam a história da instituição, mas se divirtam também. Algumas dessas viaturas foram restauradas por militares e até mesmo civis, e se tornaram relíquias para a Polícia Militar. Nossos veículos evoluíram e a gente também, trazendo segurança para o povo mineiro e para quem nos visitar, nessa retomada de eventos culturais e do turismo”, afirmou coronel Rodrigo. 

De acordo com a Seção de Memória e Patrimônio Histórico-Cultural da Polícia Militar, que organizou a mostra com apoio do Circuito Liberdade, eventos como esse devem ocorrer novamente, inclusive com nova mostra das viaturas históricas.

Marcio Machado

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), lamenta o falecimento do diretor e produtor de teatro, Márcio Machado.

Machado foi uma dos nomes mais importantes da cena cultural mineira. Produziu e dirigiu mais de 40 espetáculos de teatro e outras dezenas de feiras de modas, concursos e desfiles. Márcio era formado em biblioteconomia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas atuava na área cultural desde 1972, quando fez o primeiro trabalho cênico no campo da moda: um desfile show intitulado "Barbarela, Barbará e Bela", do estilista Byan, com roupas inspiradas no artesanato mineiro, no Palácio das Mangabeiras.

Nossa solidariedade para familiares, amigos e fãs.

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Campanha “Contando Histórias pelos Caminhos da Mineiridade” reforça o compromisso de ser a vitrine do mosaico social e cultural do estado; Projeto “Gerais+Minas” lança site

A Rede Minas, emissora pública que integra a Empresa Mineira de Comunicação (EMC) e é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), celebra seus 37 anos com nova programação, mais dinâmica, diversa e cada vez mais próxima das raízes do estado. As comemorações começam nesta segunda-feira (6/12), quando estreiam novos programas e novas temporadas que dialogam com as cores, sabores, saberes, aromas e histórias da cultura popular: “Sabor&Afeto”(estreia), “Estações”(nova temporada), “Minas da gente” (nova temporada), “Mulhere-se” (nova temporada), “Palavra Cruzada” (nova temporada). Junto com as novidades na programação, os jornais diários (Jornal Minas 1ª Edição e 2ª Edição) e os programas “Meio de Campo” e “Opinião Minas” têm como cenário uma redação reestruturada, com novo desenho de iluminação e maior interatividade.

Histórias precisam ser contadas por quem as vivenciam. Em busca desse olhar, integrando os programas Reviva Turismo e Descentra Cultura, da Secult, as equipes de produção da Rede Minas percorreram milhares de quilômetros nos últimos sete meses. Entre os quase 300 destinos previstos, nessa primeira etapa foram 49 localidades retratadas pelo projeto Gerais+Minas (Poços de Caldas, Jacutinga, Sete Lagoas, Cordisburgo, Curvelo, Corinto, Joaquim Felício, Bocaiúva, Glaucilândia, Montes Claros, Capitão Enéas, Pai Pedro, Monte Azul, Belo Horizonte, Governador Valadares, Resplendor, Araçaí, Caldas, Ibitiúra de Minas, Itanhomi, Coroaci, Olhos-D'água, Conceição do Mato Dentro, Santana do Riacho, Jequitibá, Jaboticatubas, Ouro Branco, Ouro Preto, Mariana, Lagoa Santa, Cláudio, Lambari, Lagoa da Prata, Formiga, Pimenta, Andradas, Machado, Mirabela, Japonvar, Botumirim, Grão Mogol, Unaí, Patos de Minas, Vazante, Catuti, Janaúba, Pedra do Indaiá, Alfenas e Caldas).

As regiões foram escolhidas a partir do diálogo entre a EMC e a Secult com Instâncias de Governanças Regionais (os Circuitos Turísticos), prefeituras, Associação Mineira de Municípios, Associação das Cidades Histórias de Minas e outras instituições.

“A nova programação da Rede Minas reflete nosso entendimento de que a Cultura e o Turismo, e todos os municípios, sobretudo os que estão distantes da capital, são fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico do Estado e para a geração de emprego e renda, cada um com suas tradições, paisagens culturais e naturais. São estas particularidades que, unidas, compõem a essência da mineiridade”, declara o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. Ele destaca, ainda, a importância da expansão do sinal digital para 470 municípios mineiros, fruto de cooperação entre o Governo de Minas, por meio da Secult e da EMC, e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), contemplando Minas Gerais no âmbito do Digitaliza Brasil. “Contamos com a potência do audiovisual, um dos principais ativos de promoção turística de destinos em todo o mundo, que ganha reforço com a ampliação e democratização do acesso à TV digital, estando Minas Gerais entre os estados contemplados já na primeira fase do programa, o que corresponde a um montante de cerca de R$ 200 milhões em investimentos”, completa.

O presidente da EMC, Sérgio Rodrigo Reis, explica que, com o Gerais+Minas e a nova programação lançada, “a ideia foi transferir nossa capacidade de produção para o interior de Minas Gerais em busca do que temos de melhor”, “O resultado é um rico e impressionante painel da diversidade cultural das paisagens e dos sotaques que sintetizam a nossa mineiridade”, destaca.

Novos olhares

Pelos caminhos que deslocam o olhar do centro para todas as regiões, a primeira parte da campanha de lançamentos dos novos conteúdos entrou no ar mostrando os vários sotaques, “causos” e imagens do que “Vem por aí”. Ainda na interprogramação, um dos destaques, que já é um sucesso, é a série “Minas são Muitas”, que transformou a tela da TV e de suas redes sociais em uma galeria de exposição virtual de fotografias que apresentam as paisagens do estado pelas câmeras de artistas mineiros, com 20 vídeos já produzidos. Além da inserção das novidades na programação e na interprogramação, programas tradicionais da Rede Minas, como Brasil das Gerais, Opinião Minas, Agenda e Cinematógrafo, vão para novos horários, para tornar as faixas de horários alinhadas aos perfis de público.

Da mineiridade, quem pensa que sabe tudo, mesmo sendo mineiro, se engana, porque sempre tem um detalhe, uma forma de fazer aquela receita, ou uma forma de viver, que ensina muito. Todas as experiências capturadas pelas câmeras, nas gravações dos programas e conversas de bastidores, estão reunidas no novo site “Gerais+Minas”, que serve vários aperitivos da nossa mineiridade, com toques de simplicidade e afeto. É possível dar uma volta por lugares tradicionais e remotos, ter um gostinho de comidas típicas de diversas regiões e conhecer mineiros prontos pra contar uma boa história (muitas vezes a deles mesmo). Reúne diários de viagens das gravações feitas pelo estado; vídeos; fotos de bastidores e detalhes sobre cantinhos de Minas. O site será atualizado constantemente, à medida que novos episódios e programas forem ao ar. Confira em www.geraismaisminas.mg.gov.br

Serviço:

Sites: geraismaisminas.mg.gov.br

         redeminas.tv

NOVOS PROGRAMAS/TEMPORADAS:

Estações

A nova temporada do “Estações” segue a linha do trem, com as estações ferroviárias e as belezas das cidades mineiras que trazem, em suas histórias, a herança das locomotivas. O episódio de estreia é em Jacutinga, no sul do Estado.

Terça-feira, 20h: inédito.

Sábado, 00h15: reapresentação.

Domingo, 13h: reapresentação.

Minas da Gente

A atração faz uma viagem que tem, como guias, os próprios moradores.A estreia é em Caldas, no sul de Minas, onde funciona um dos hotéis mais antigos do país, em funcionamento, sem interrupções, além de outros destaques.

Sábado, 20h: inédito

Domingo, 6h45: reapresentação

Quarta-feira, 23h: reapresentação

Mulhere-se

Primeiro programa feminista da TV brasileira traz, na nova temporada, como protagonistas, as indígenas. Elas é quem fazem a advertência, se mobilizam e convocam a população para entrarem em uma batalha unidas pela vida.

Segunda-feira, 20h: inédito.

Domingo, 00h: reapresentação

Palavra Cruzada

Em nova fase, focada na vida e obra de personalidades mineiras, o Palavra Cruzada estreia com a artista plástica Yara Tupynambá, uma das figuras mineiras mais importantes para a cena cultural do Estado.

Quarta-feira, 20h: inédito

Domingo, 22h: reapresentação

Segunda-feira, 23h45: reapresentação

Sabor & Afeto

O programa Sabor & Afeto mostra a culinária mineira e as belezas do estado. A atração é apresentada pela chef Esperança. O primeiro episódio mostra a cidade de Caldas, no sul de Minas, e os famosos biscoitos de polvilho.

Quinta-feira, 20h: inédito

Sábado, 6h: reapresentação

Domingo, 12h: reapresentação

PROGRAMAS COM NOVOS HORÁRIOS/ATUALIZAÇÕES:

Agenda

30 minutos, de segunda a sexta: 18h às 18h30

Brasil das Gerais

30 minutos, de segunda a sexta: 13h às 13h30

Coletânea

30 minutos, de segunda a sexta: 18h30 às 19h

Cinematógrafo

Sexta-feira, 20h: inédito

Quinta-feira, 22h: reapresentação

Domingo, 13h30: reapresentação

Jornal Minas: a partir de segunda (06) os telespectadores irão conferir uma atualização na newsroom do jornalismo da Rede Minas. Um cenário moderno e arrojado que acompanha uma visão clara e uma análise objetiva dos fatos. O novo cenário irá permitir mais interação e  aprofundamento das notícias. Um jornal dinâmico, objetivo e equilibrado. Um olhar atento para as muitas Minas. O jornalismo de credibilidade de sempre agora de cara nova.

JM1 - 30 minutos, de segunda a sexta: 12h30 às 13h

JM2 - 30 minutos, de segunda a sexta: 19h30 às 20h

Opinião Minas

30 minutos, de segunda a sexta: 20h30 às 21h

GERAIS+MINAS

O “Gerais+Minas” é uma ação de interiorização das grades de programação da Rede Minas e Rádio Inconfidência, lançado em março desse ano, em sintonia com os programas Descentra Cultura e Reviva Turismo, da Secult. O objetivo é mostrar a pluralidade dos municípios mineiros.

FESTA DA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO LAGOA SANTA Crédito Acervo Setur MG Consuelo de Abreu1

Iniciativa é voltada para a formação e a qualificação dos profissionais do setor cultural

O Governo de Minas, por meio Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (SECULT) e a Comissão Paritária Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (COPEFIC), anunciaram na noite desta quinta-feira (30) o resultado final do Edital Fundo Estadual de Cultura (FEC) 01/2021 – Desperta Cultura – Premiação – Pessoa Física.

O objetivo do edital é fomentar o setor da Cultura em Minas Gerais, um dos que mais sofreram as consequências econômicas causadas pela pandemia da Covid-19. Ao todo, foram 321 propostas classificadas, que receberão entre R$ 4.500,00 até R$ 19.500,00. O valor total disponibilizado foi de R$ 2.488.943,57.

A lista com os classificados, suplentes, não aprovados e desclassificados pode ser acessada AQUI.

Fomento à Cultura

O Desperta Cultura é voltado para a formação e a qualificação dos profissionais da área cultural. O edital disponibilizará recursos diretos do Fundo Estadual de Cultura (FEC), para projetos que contemplem ações de pesquisa e documentação, seminários, cursos, oficinas, workshops. 

O edital é dividido em duas categorias. A Categoria 1 é voltada para propostas ligadas à oferta gratuita de ações educativas, formativas ou de aperfeiçoamento/qualificação no campo das artes e da cultura, que sejam inéditas e cujo acompanhamento seja possível exclusivamente em tempo real (ao vivo).

Nessa categoria, puderam inscritos projetos em uma das seguintes linhas de ação: Laboratórios de pesquisa e experimentação; Oficinas ou workshops de curta duração; Seminários; Curso/capacitação de longa duração.

Já a Categoria 2 é destinada à solicitação de bolsas de estudos para atividades educativas, formativas, de aperfeiçoamento e qualificação no campo das artes e da cultura. Os proponentes apresentaram projetos estruturados em um percurso formativo, completo ou parcial, com carga horária total mínima de 12h e máxima de 72h, que sejam executáveis em até seis meses. As propostas contempladas poderão ser oferecidas de maneira virtual, presencial ou remota. No caso de atividades presenciais, é necessário seguir a todos os protocolos de saúde determinados pelos órgãos públicos.

A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, exibe, na quinta-feira, dia 2 de dezembro, às 19h, a pré-estreia do filme Aragem (2021), dirigido pelo premiado cineasta mineiro Ricardo Alves Júnior em conjunto com o grupo de teatro Atrás do Pano. Com entrada gratuita e classificação indicativa livre, os ingressos serão distribuídos durante o horário de funcionamento da bilheteria, no dia da sessão, com lotação máxima do cinema de 133 lugares, além de quatro espaços reservados para cadeirantes.

A sessão contará com a presença de toda a equipe do filme, que tem atuações de Myriam Nacif, Catarina Ramalho Dupin, Ludmilla Ramalho e Paulo Thielmann. O longa de Alves Júnior aborda no enredo um final de semana entre avó e neta, no litoral brasileiro, manifestando o encontro entre duas vertentes. “A partir desse encontro de gerações, a avó apresenta para a neta um olhar sobre a vida e a existência”, explica o diretor.

O filme também marca a primeira experiência audiovisual do grupo de teatro belo-horizontino - Atrás do Pano, que na pandemia, se propôs a experimentar a linguagem cinematográfica. A atriz Myriam Nacif, que faz parte do grupo, trabalhou em conjunto com o diretor no desenvolvimento do roteiro do longa. “A partir das proposições, improvisações de diálogos e da poética que a atriz trouxe para a construção do roteiro, fomos construindo essa história juntos”, cita Alves Júnior.

A pré-estreia de Aragem é realizada pelo Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, pela Fundação Clóvis Salgado, e é correalizado pela Appa – Arte e Cultura. Tem o patrocínio Master da Cemig, AngloGold Ashanti e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, além do patrocínio da Usiminas, com o apoio do Instituto Usiminas. Todos os incentivos são através das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Sinopse | Aragem (2021)

Em uma praia remota do litoral brasileiro, avó e neta vão de encontro ao extraordinário que habita no alto mar. Um ensaio sobre a pulsão da existência diante de seu reflexo sombrio: o mistério da finitude.

Parque Estadual do Itacolomi Foto Evandro Rodney 8 Dentro

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) abriu, nesta quinta-feira (30/12), consulta pública para a concessão dos parques estaduais do Ibitipoca e Itacolomi. Os parques integram o Programa de Concessão de Parques Estaduais (Parc), do Governo de Minas e o Programa de Estruturação de Concessões de Parques Estaduais, lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela elaboração dos estudos e modelagem destas concessões.  

A consulta pública vai até o dia 14 de fevereiro de 2022. Durante esse período, a população poderá emitir opiniões sobre o projeto por meio de formulário eletrônico, ou via audiências públicas presenciais e virtuais previstas para os dias 08 e 09 de fevereiro. Mais informações Clique Aqui.

O projeto prevê novos investimentos nas unidades de conservação e um aumento no número de visitantes nos parques estaduais, respeitando-se os limites diários de visitantes previstos nos regulamentos de cada área.
“A concessão trará vários benefícios à sociedade, com economia de recursos públicos em manutenção das unidades de conservação, geração de, aproximadamente, 1.600 empregos diretos e indiretos, ampliação da arrecadação tributária que poderá ser revertida para melhorias na infraestrutura e serviços das regiões de abrangência dos parques, bem como a melhoria da qualidade dos serviços turísticos prestados pelas unidades”, disse a diretora-geral do IEF, Maria Amélia de Coni e Moura Mattos Lins, que também valorizou a oportunidade da participação da população no processo de concessão.

É importante destacar que a concessão compreende apenas a prestação de serviços relacionados à visitação. A gestão ambiental e a coordenação das unidades de conservação permanecem sob responsabilidade do IEF.
“As concessões de parques estão se consolidando no Brasil como uma forma de alavancar a melhoria dos serviços prestados aos visitantes e explorar o imenso potencial das nossas unidades de conservação, dadas as belezas naturais que possuímos. Minas Gerais viu esse potencial e criou o Programa PARC, com o objetivo de identificar as oportunidades de parcerias com a iniciativa privada nas UCs estaduais e explorar esse potencial, atraindo mais visitantes, além de aumentar os investimentos na infraestrutura dos parques estaduais”, afirmou Fernando Marcato, secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, também chamou a atenção para a alta demanda de visitantes em Minas, principalmente quando o assunto é natureza, e destacou o trabalho em conjunto entre o IEF, BNDES e as Secretarias de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), além da própria pasta de Cultura e Turismo (Secult), para potencializar a atividade turística no estado.

“As concessões permitem que haja investimento nos serviços de visitação das unidades de conservação, contribuindo com a proteção ambiental e impulsionando o turismo na região, considerando que, atualmente, 62% das buscas no Google por turismo em Minas são relacionadas à natureza”, ressaltou Leônidas.

O Parque Estadual do Ibitipoca está localizado nos municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca, na Zona da Mata mineira, a 70 quilômetros de Juiz de Fora. O parque, que fica próximo à Serra da Mantiqueira, é o mais visitado entre as unidades de conservação de Minas Gerais e o mais bem avaliado do estado na plataforma TripAdvisor.

Já o Parque Estadual do Itacolomi fica nas cidades de Ouro Preto e Mariana, região com alto potencial turístico, inclusive internacional. O espaço está a 100 quilômetros de Belo Horizonte, aproximadamente.

Geração de renda

Com a concessão da gestão dos parques, estima-se que seja gerada uma renda anual de R$ 2,57 milhões com a geração de empregos diretos. A previsão é que 85 vagas do tipo sejam criadas, além de outras 1.583 de forma indireta. O projeto também deve render uma média de arrecadação anual de tributos federais de R$ 1,59 milhão e de R$ 556 mil em tributos estaduais.

“No caso específico de Ibitipoca e Itacolomi, estimamos investimentos de mais de R$ 7 milhões em 4 anos. Além disso, a modelagem da concessão prevê que parte das receitas seja aplicada diretamente em ações que trarão benefícios para a comunidade local. Por isso, entendemos que a participação da comunidade e de todos os interessados nesta etapa de consulta pública e de audiências públicas é fundamental para que possamos aprimorar os projetos de concessões de parques”, analisou Pedro Bruno Barros de Souza, superintendente da Área de Governo e Relacionamento Institucional do BNDES.

Parte das receitas da concessão serão alocadasem benefícios sociais e ambientais, fomentando ações de educação ambiental, projetos de pesquisa, monitoramento ambiental, integração social e cultural do entorno, etc.

Primeira concessão

O primeiro contrato de concessão assinado no âmbito do Parc foi relativo à Rota das Grutas Peter Lund, roteiro este que engloba três unidades de conservação: o Parque Estadual do Sumidouro (Região Metropolitana de Belo Horizonte), o Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato e o Monumento Natural Estadual Peter Lund (ambos na Região Central).

O contrato, assinado em agosto, foi fechado com a Concessionária Rota das Grutas Peter Lund SPE, composta pelas empresas Urbanes e B21, que assumem a gestão da visitação nas unidades de conservação, logo no início de 2022.

O Parc prevê ainda outras 07 unidades de conservação com licitação de concessão concluída até o final de 2023, além da instituição de outras modalidades de parcerias com a iniciativa privada e terceiro setor visando a inovação na gestão das áreas protegidas do estado.

Presépios no Imaginário Mineiro Feed 01b

A tradição de montar presépios é reverenciada com a exposição “Presépios no Imaginário Mineiro”, que estará em cartaz de 4 de dezembro de 2021 a 16 de janeiro de 2022, na Sala de Exposições Temporárias do Centro de Arte Popular (CAP), no Circuito Liberdade.

A ação é do Centro de Artesanato Mineiro (Ceart/MG), em parceria com o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede), com apoio do Centro de Arte Popular e Sebrae Minas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e patrocínio da Cemig.

A mostra apresenta ao público 45 presépios de diversos estilos, confeccionados com as mais diversas matérias primas, produzidos por 39 artesãos de diversos municípios mineiros, representando a maioria das regiões geográficas de Minas Gerais.

A prática de montar presépios tem suas origens na Idade Média, quando, em 1223, São Francisco de Assis representou pela primeira vez a cena do nascimento de Jesus Cristo com figuras vivas. A encenação fez tanto sucesso que as pessoas passaram a produzir pequenas esculturas para representar o episódio do nascimento de Jesus.A palavra “Presépio” origina-se do verbete latino “Praesaepe” cujo significado relaciona-se ao curral onde fica o gado. Dentro da tradição cristã, “Presépio” passou a ser sinônimo da representação do nascimento de Jesus, que, segundo as escrituras sagradas, nasceu e passou seus primeiros dias em ambiente bastante simples. Assim, a palavra “Presépio” remonta à ideia de simplicidade, humildade e pobreza.

Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular (CAP), um equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), foi inaugurado em 19 de março de 2012 e exibe ao público a riqueza da cultura produzida pelos artistas populares de Minas Gerais. A instituição tem por objetivo divulgar a pluralidade e a diversidade cultural mineira, dinamizando a produção, o consumo e a fruição artística, além de atuar como poderoso agente de inclusão social.

O acervo do CAP é composto por objetos confeccionados em madeira, cerâmica, tecido, fibras naturais, pedras, além de outros suportes e linguagens. A originalidade e a criatividade do artista popular mineiro estão ao alcance dos olhos dos visitantes, assim como o domínio do fazer artístico sobre as matérias-primas proporcionadas pela natureza. 

Produzida de forma espontânea, sem determinação direta dos circuitos acadêmicos de transmissão de saberes e geralmente oriunda dos estratos populares da sociedade, a arte popular revela autonomia e capacidade de subversão em relação aos cânones ditados pelo saber erudito, a despeito do constante fluxo e das trocas que permeiam essas instâncias. 

A instituição conta com um programa de ação educativa permanente e produz exposições temporárias, oficinas e eventos diversos relacionados às diversas expressões da arte criadas pelo homem ao longo dos tempos no território que corresponde ao Estado de Minas Gerais.

O Centro de Arte Popular é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secult e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Serviço
EXPOSIÇÃO “PRESÉPIOS NO IMAGINÁRIO MINEIRO”

4 de dezembro de 2021 a 16 de janeiro de 2022

Horário de Visitação: Terça a Sexta-feira, das 12h às 18h30 (com permanência até às 19hs)/ Sábado, domingo e feriados, das 11h às 17h.

Local: Sala de Exposições Temporárias do Centro de Arte Popular – Rua Gonçalves Dias, 1608 – Funcionários – BH/ MG

Centro de Arte Popular

Facebook: https://www.facebook.com/centrodeartepopular.mg/

Instagram: https://www.instagram.com/centrodeartepopular/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCFQdK9LRHApuhDfTYtENLwg

POÇOS DE CALDAS Foto Gabriel Vallim

Iniciativa é inédita no país para projetos de promoção turística e apoio à comercialização

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), deu mais um passo em uma iniciativa inédita no país, o Edital do Reviva Turismo, destinado a execução de ações de apoio à comercialização e promoção de destinos e produtos turísticos mineiros. Nesta quinta-feira (30), a Superintendência de Planejamento, Gestão e Finanças realizou o pagamento de quase R$ 3 milhões para os projetos contemplados.

Dentre os Termos de Fomento firmados, foram pagos R$2.520.000,00 para projetos da categoria promoção turística e R$ 400.000,00 para iniciativas da categoria apoio à comercialização, totalizando um repasse de R$ 2.920.000,00, cujos recursos são oriundos do termo judicial de reparação dos impactos socioeconômicos e socioambientais gerados pelo rompimento das barragens do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Voltado a Organizações da Sociedade Civil (OSC), o objetivo do edital é fortalecer a competitividade turística de Minas Gerais, apoiar a promoção do potencial turístico de Minas Gerais, o aumento do número de visitantes ao estado e gerar, assim, mais empregos, renda e desenvolvimento socioeconômico.

Entre as ações de apoio à comercialização, estão previstos encontros de negócios, treinamentos e elaboração de roteiros turísticos em conjunto para operadores e agentes de viagens; além da criação, produção e divulgação online, seguindo a tendência de compra do turista.

Já em relação à promoção de destinos e produtos turísticos as ações são: criação, produção e divulgação online de materiais digitais, conteúdos promocionais para redes sociais, sites ou blogs, ações com influenciadores digitais, publicidade ou propaganda exclusivamente online; produção e aquisição de fotos e vídeos, de alta qualidade, para fins de promoção do destino ou produto turístico.

Reviva Turismo

Criado em março deste ano, o Reviva Turismo possui duas metas principais: garantir 100 mil empregos no ramo de turismo até o fim de 2022 e tornar Minas Gerais em um dos três principais destinos do Brasil. Esse segundo objetivo já foi alcançando apenas dois meses após a criação da iniciativa, conforme dados do IBGE.

O Reviva Turismo é baseado em quatro eixos: biossegurança, estruturação, capacitação e marketing do destino Minas Gerais. O programa foi desenhado conforme as múltiplas potencialidades turísticas do estado – paisagens naturais e urbanas exuberantes; a singular cozinha mineira; concentração de patrimônios históricos, culturais e da humanidade; complexo de águas e estâncias hidrominerais e toda a mineiridade representada pelo povo acolhedor.

Acesse o edital e seus anexos AQUI.

BELO HORIZONTE Gastronomia Foto Acervo Setur MG Assessoria de Comunicação 9

Projeto é coordenado pela Secult-MG, Iepha-MG e Instituto Periférico

Em celebração aos 301 anos de Minas Gerais, o Governo de Minas dá mais um passo importante para o reconhecimento da Cozinha Mineira como patrimônio cultural. A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), e o Instituto Periférico apresentam, nesta sexta-feira (3/12), ações do “Inventário da Cozinha Mineira”. O evento acontece no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, às 16h. 

O Inventário da Cozinha Mineira será composto pelo dossiê e por ações de salvaguarda e proteção da cozinha mineira. Nesse sentido, serão realizados estudos com a cadeia produtiva e afetiva da cultura alimentar mineira e também com relação ao conhecimento já sistematizado sobre o tema. Além da entrega do dossiê, o inventário prevê o desdobramento dos resultados da pesquisa em publicações que vão ajudar a promover a história, a diversidade e os protagonistas dos sabores e dos saberes da comida mineira, como vídeos, livretos, e um repositório digital na internet, incluindo também ações de capacitação como seminários e oficinas virtuais, para agentes culturais e turísticos, e palestras em escolas públicas.

“A Cozinha Mineira e todo o imaginário nela contido representam um diferencial para o posicionamento turístico de Minas Gerais e fortalecem a identidade cultural de todos os territórios do estado. A cozinha é um dos principais exemplos do que a promoção da transversalidade entre turismo e cultura pode fazer: fortalece a autoestima das pessoas envolvidas em sua cadeia produtiva, dá oportunidade para a inclusão econômica e traz à luz dois dos principais traços da mineiridade, que são o bem fazer e o bem receber”, afirma Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

A proposta de reconhecimento da cozinha mineira como patrimônio cultural integra o Plano Estadual de Desenvolvimento da Cozinha Mineira, importante instrumento para a articulação de políticas públicas e parcerias envolvendo gastronomia, cultura, turismo e desenvolvimento econômico, lançado em fevereiro deste ano pelo Governo de Minas. O caminho a ser trilhado segue exemplos de países como França, México, e o conjunto de sete países europeus banhados pelo Mar Mediterrâneo, que projetaram suas gastronomias no cenário internacional seguindo esta trajetória. 

Etapas do dossiê da Cozinha Mineira

O dossiê será produzido em três fases simultâneas e complementares. Dois documentos técnicos vão fornecer subsídios para a construção da proposta de reconhecimento. O primeiro documento apresentará a metodologia de trabalho e a fundamentação teórica sobre o conceito de cozinha mineira, primordial para a inclusão dos bens a serem estudados. 

O segundo apresentará a proposta e os mecanismos de participação e validação da sociedade no processo de reconhecimento e salvaguarda da cozinha mineira. O projeto prevê a formação de um comitê composto por pesquisadores, especialistas, grupos e instituições setoriais da cultura alimentar, e por comunidades e/ou indivíduos detentores de práticas e saberes ligados à cozinha.

Os estudos conceituais e as recomendações técnicas vão orientar as pesquisas interdisciplinares, empíricas e documentais sobre o conjunto de bens culturais que constituem a cultura alimentar tradicional de Minas Gerais. Nesta etapa, o inventário vai levantar e analisar os registros de bens realizados pelos municípios do estado, promover encontros com os públicos de interesse e produzir o mapeamento territorial e afetivo do universo que compreende as dimensões da culinária regional.

A equipe de pesquisadores, liderada pelo Iepaha-MG, será formada por historiadores, antropólogos, sociólogos, comunicadores, produtores, gastrônomos e nutricionistas, dentre outros, além de contar com a participação das comunidades nos territórios estudados. 

A iniciativa tem o patrocínio da Gerdau, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal, e parceria da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), firmada através de acordo de cooperação técnica entre o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e o Instituto Periférico.

Saberes e sabores de Minas celebrados

Na ocasião, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vem a Minas Gerais para comemorar, ao lado do Governo de Minas, a revalidação como Patrimônio Cultural do Brasil dos “Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal” inscrito no Livro dos Saberes do Iphan.

O projeto “Queijo Artesanal, saberes e sabores mineiros”, em fase final de tramitação na Lei Federal de Incentivo à Cultura, recebeu o patrocínio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), de Araxá, uma das seis regiões que serão visitadas para o levantamento de aspectos históricos, culturais, turísticos e técnicos sobre os modos de fazer do queijo.

Instituto Periférico

O Instituto Periférico é uma organização social civil, sem fins lucrativos, que atua no empreendedorismo social criativo por meio da realização de projetos e programas de cultura, educação, turismo e patrimônio. Criado em 1999, possui ampla experiência na gestão de parcerias público-privadas.

Serviço

Lançamento dos projetos inventário da Cozinha Mineira e Queijo Minas Artesanal

Dia 3 de dezembro de 2021, das 16h às 17h30.

Jardim do Palácio da Liberdade: Av. Cristóvão Colombo, s/n – Funcionários, Belo Horizonte.

Foto Peterson Bruschi
A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), informa que, no caso de devolução de recursos remanescentes da Lei Aldir Blanc (LAB), os mesmos deverão ser devolvidos via TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA OU DOC, para a conta bancária descrita abaixo:

LEI ALDIR BLANC – MINAS GERAIS

Banco do Brasil - 001

Agência: 3068-6

CC: 144.743-2

CNPJ: 19.138.890/0001-20

A título de registro e comprovação, os comprovantes deverão ser incluídos na prestação de contas.

Felipe Jose

A última apresentação é do violonista Felipe José com a clarinetista Joana Queiroz. Encontro acontece no palco do CCBB BH 

No dia 8 de dezembro, o BDMG Cultural realiza o último da série de shows com instrumentistas vencedores da 20ª edição do Prêmio BDMG Instrumental. O violonista Felipe José recebe a clarinetista carioca Joana Queiroz como convidada. Com ingressos gratuitos, a apresentação acontece às 20h, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB BH. 

O músico mineiro Felipe José é multi-instrumentista, compositor, professor, pesquisador e ativista cultural. Foi membro do Grupo Ramo e da Itiberê Orquestra Família. Participou de diversos grupos e gravou em inúmeros trabalhos da cena musical de Belo Horizonte. Seu primeiro disco, CIRCVLAR MVSICA, foi lançado em 2013, em Minas Gerais, São Paulo, Espanha e Portugal. O músico já trabalhou e colaborou com importantes nomes da música brasileira atual e atualmente é professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

Convidada da noite, Joana Queiroz é clarinetista, saxofonista e compositora carioca. Atualmente vive em São e já dividiu o palco e estúdios com Hermeto Pascoal, Arrigo Barnabé, Egberto Gismonti, Joyce, Ceumar, Virgínia Rodrigues, Carlos Aguirre e Gilberto Gil, entre outros. Também participa do quarteto Quartabê, do grupo Claras e Crocodilos, de Arrigo Barnabé, o sexteto do compositor Rafael Martini e seu próprio trabalho autoral, com os quais tem se apresentado em diversas cidades do Brasil e do exterior. Ao lado do músico Felipe José, integrou a Itiberê Orquestra Família. Tem quatro álbuns autorais gravados: Uma Maneira de Dizer, Boa Noite pra Falar com o Mar, Diários de Vento e Tempo sem Tempo.

"É uma enorme alegria poder compartilhar minha música com os ouvidos e corações das pessoas, além de poder realizar tudo isso ao lado de amigos tão queridos, inspiradores (e exímios) músicos. Emoções indescritíveis pelo fato de poder retornar aos palcos, após tanto distanciamento e sofrimento causados pelas crises que enfrentamos, através desta oportunidade de comunicação e partilha tão especial que é a música", comemora o músico Felipe José.

"Na época em que participei do BDMG instrumental com o Rafael Martini, eu estava numa relação bem intensa com Belo Horizonte e a cena musical da cidade, e retornar a este palco me traz lembranças muito boas desta conexão. Resgata um pouco algo que foi muito transformador pra mim", relembra Joana Queiroz. A artista convidada também fala sobre o reencontro com Felipe José. "Admiro muito a pessoa, o músico e a obra de Felipe José. Acho que ele cria um universo muito pessoal e profundo, com o qual me identifico muito. Fico muito feliz de podermos fazer música juntos novamente, o que sinto como uma continuação natural, uma manifestação desta conexão que já vem de muito tempo", completa.

Na apresentação, Felipe José e Joana Queiroz serão acompanhados pelos músicos Luka Milanovic (violino), Paulim Sartori (contrabaixo), Rafael Martini (acordeão e sintetizador) e Yuri Vellasco (bateria e percussão).

A série de shows do 20º Prêmio BDMG Instrumental começou em outubro com o Duo Foz, que recebeu Daniel Santiago e Alexandre Andrés como músicos convidados. Em novembro, foram duas apresentações: Pedro Gomes convidou Toninho Ferragutti e Felipe Continentino convidou Josué Lopez. Todos os shows foram gravados e serão transmitidos, em breve, na programação da Rede Minas e disponibilizados no canal do YouTube do BDMG Cultural. O instituto também lançará duas palestras - música instrumental brasileira e formação musical - com instrumentistas participantes desta edição do Prêmio, além de pesquisadores e profissionais da área musical.

O 20º Prêmio BDMG Instrumental é realizado pelo BDMG Cultural, com apoio do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do BDMG - Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais.

Evento com segurança

O CCBB BH estabeleceu normas para a volta das atividades de forma segura. Para evitar aglomerações, o teatro contará com sinalização nas áreas externas e internas. O uso de máscaras – tanto para visitantes quanto funcionários – será obrigatório do início ao fim do espetáculo. Todos os ambientes serão higienizados diariamente antes da abertura ao público. 

Circuito Liberdade

O Centro Cultural Banco do Brasil é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas. Acesse o site do CCBB em: bb.com.br/cultura.

Ingressos

Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pelo site bb.com.br/cultura

Serviço

Shows dos vencedores do 20º Prêmio BDMG Instrumental
Felipe José convida Joana Queiroz
Quando: 8 de dezembro – 20h

Onde: Teatro I do CCBB BH (Praça da Liberdade, 450 - Funcionários)

Classificação Livre

Ingressos gratuitos: bb.com.br/cultura

Card Portfolio 2021b

Iniciativa da Secult, publicação conta com oito categorias e aborda diferentes segmentos da atividade turística em Minas Gerais

Em continuidade a um projeto de reconhecimento das ações benéficas do turismo em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) apresenta a edição 2021 do portfólio “Boas Práticas Municipais do Turismo 2021”. Neste volume, estão reunidos projetos e ações implementadas pelos municípios mineiros que reforçam o desenvolvimento da atividade no Estado.

O objetivo do Portfólio de Boas Práticas Municipais do Turismo é reconhecer e divulgar iniciativas que tiveram bons resultados na gestão turística nos municípios do estado. As atividades elaboradas, em diferentes segmentos, têm colaborado para o desenvolvimento das cidades, a profissionalização do trade, bem como a consolidação e a difusão de políticas públicas que podem ser ampliadas em outras localidades.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, a aproximação entre a Secult e os municípios mineiros, além da união e do diálogo com o trade turístico e a cadeia produtiva da Cultura para retomar o desenvolvimento dos dois setores, foram fundamentais no cenário de recuperação diante da pandemia.

“A parceria entre Secult e gestores municipais e regionais, dentro do Programa Reviva Turismo e da Política de Regionalização, com o lançamento de mais um portfólio que reúne boas práticas em âmbito local, evidencia as ações diversas que fomentam as políticas públicas e estimulam a cadeia produtiva do turismo em várias regiões de Minas Gerais, especialmente as iniciativas realizadas com as Instâncias de Governança Regionais. As boas práticas apresentadas neste portfólio, considerando as características e particularidades de cada região do estado, são reflexo da variedade e potência que o segmento do turismo de Minas Gerais possui”, afirmou o secretário.

Portfólio

As iniciativas que compõem a edição 2021 do portfólio Boas Práticas Municipais do Turismo foram compiladas pela Superintendência de Políticas do Turismo (SPT) da Secult e avaliada em conjunto com a Câmara Temática de Segmentação e Regionalização do Turismo do Conselho Estadual de Turismo (CET). Ao todo, a publicação concentra oito categorias, incluindo ações ligadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 em Minas.

Na categoria “Informação Turística”, dentre outras iniciativas, o portfólio apresenta ações elaboradoras pelos municípios e que consistem na prestação de atendimento ao visitante por meio de plataformas digitais. Já as atividades ligadas à “Infraestrutura Turística” contam com projetos destinados ao aprimoramento do potencial turístico dos municípios inseridos nesta categoria do portfólio.

A publicação também traz exemplos de projetos ligados à promoção dos destinos mineiros e o apoio à comercialização, com ações que estimulam a economia local e contribuem para a geração de emprego e renda. Já a categoria “Empreendedorismo e Captação de Investimentos” reúne atividades ligadas à profissionalização dos trabalhadores que atuam nos diversos segmentos turísticos.

Em relação à pandemia, a publicação reúne, na categoria “Enfrentamento à Pandemia”, as principais medidas adotadas nas cidades com o intuito de promover a retomada segura das atividades turísticas. O portfólio conta, ainda, com outras iniciativas elaboradas para a promoção do Destino Minas Gerais, capacitação de empreendedores turísticos e outras atividades do setor.

Hernani de Castro Júnior, coordenador da Câmara Temática de Segmentação Turística e Regionalização reforça a participação do Conselho Estadual de Turismo e a importância do documento. “A política de regionalização do turismo segue em evolução e várias ações acontecem em seus diversos rincões, fomentando o trabalho realizado pelos gestores na ponta. Selecionamos, entre centenas de ações, as melhores boas práticas municipais, que mostram a diversidade, criatividade e esforços das Prefeituras e IGRs. São elas que motivam todos a seguir em frente. Parabéns a todos os envolvidos!”

O conteúdo completo do portfólio Boas Práticas Municipais do Turismo 2021 está disponível AQUI.

Marcelo Cordeiro 5 narrativas

Mostra acontece de forma híbrida, presencial e virtual, entre 01 e 15 de dezembro

A Fundação Clóvis Salgado promove, por meio do Centro de Formação Artística e Tecnológica – CEFART, o Programa de Residência em Pesquisas Artísticas, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa – FAPEMIG. Como parte das atividades exercidas pela Gerência de Extensão do Cefart, O Programa de Residência em Pesquisas Artísticas se dedica a promover uma visão investigativa da arte e do aprimoramento técnico por meio de uma pesquisa aprofundada em processos de criação e composição artística. Criado em 2015, têm por objetivo contribuir com a sistematização, inovação e promoção de conhecimentos nas diversas áreas artísticas no estado de Minas Gerais.
“A quinta edição da “Mostra Tátil” é uma forma de compartilhar a intensa produção de um conjunto de artistas das áreas de Artes da Cena, Artes Visuais, Música, Diversidade e Inclusão, Culturas Populares Tradicionais e Urbanas, Patrimônio Cultural Material e Imaterial, e Tecnologia da Cena” conta Gabriel Coupe, coordenador do programa. “Em função dos mais recentes protocolos de segurança sanitária, a programação desta Mostra será híbrida, com atividades virtuais e presenciais”, completa.
Haverá exibição de vídeo-danças e curtas metragens, aulas abertas, rodas de conversa, oficinas artísticas, exposições de artes visuais e interartes, lançamentos de EP’s, entre outras. Os processos artísticos realizados no período, também viram mostra, que segue em cartaz até 10 de janeiro.

A programação:
- 01 de dezembro (quarta-feira): a Sala João Ceschiatti abrigará uma Mostra de Cenas em Processo, aberta ao público;
- 02 de dezembro (quinta-feira): haverá programação Musical na Sala Juvenal Dias, aberta ao público.
- 03 de dezembro (sexta-feira): haverá uma Mostra de Video-Danças seguida de conversa com os artistas envolvidos.
- De 01 a 03 de dezembro: ocorrerão oficinas e minicursos na modalidade presencial e virtual nas dependências do Cefart.
- A partir do dia 01 de dezembro (quarta-feira) haverá uma Mostra Virtual e compartilhamento de processos no site e youtube da Fundação Clóvis Salgado.
- De 10 de dezembro a 10 de janeiro a Mostra Tátil ocupará a Galeria Mari’Stella Tristão com a exposição “Entrecaminhos: poéticas e processos”.
- 15 de dezembro (quarta-feira), às 19h acontece um compartilhamento de processos de criação da exposição “Entrecaminhos: poéticas e processos”.

Programação Detalhada
Programação Presencial
- 01 de dezembro
Teatro João Ceschiatti
20h - Mostra da Linha de Pesquisa - Artes da Cena + Debate
•        Depois do fim do mundo (Leitura dramática) - 30’
Ficha técnica: Bruna Félix, Carmem Marosa, Ellen Carolina, Y.UMI – interpretação; Patrícia Coelho – Dramaturgia.
Orientação: Júlio Vianna
Descrição: Depois do fim do mundo resta o que? Depois de vivenciarmos a grande guerra máquinas versus seres humanos e a extinção da espécie humana, uma Android percebe falhas em sua programação e começa a questionar sua própria natureza. A apresentação é um compartilhamento da criação dramatúrgica em processo e um convite ao encontro entre habitantes deste mundo que nos resta. Ainda restou alguém aí?
•        Nosotros - 15’
Ficha Técnica: Alexandre Tadra e Livia Ferreira - Coreografia e Interpretação; Gabriel Coupe - Trilha sonora; Gilberto Goulart – Vídeo; Ana Luíza Ribeiro – Iluminação; Agradecimentos a Rafael Alves.
Orientação: Bete Arenque
Descrição: Caráter. Do latim character, marca sulcada. Símbolos ou sinais impressos usados na escrita. Traços distintivos de uma pessoa, em forma de temperamento e couraças musculares. Nosotros investiga os imprints corporais, que constroem identidades e moldam relações. Um olhar sobre o contato, observando suas divisas e fusões. Cada parte do corpo nos é mensageira. Estamos atentos aos sinais?
•        Microondas de Rádio - 15’
Ficha Técnica: Roteiro e direção - Cora Rufino
Orientação: Cristiano Araújo
Descrição: O espetáculo é protagonizado pelo boneco Darcy, uma marionete em tamanho humano. Nessa dramaturgia Darcy comandará uma emissora de rádio pirata, feita em seu quarto, de onde enviará mensagens inspiradoras para os ouvintes e intermediará recados entre pessoas que se amam, mas que estão distantes e dependem desse locutor clandestino para enviar suas declarações.

02 de dezembro
Sala Juvenal Dias
20h - Mostra das Linhas de Pesquisa - Música e Culturas Populares
•        Vinícius Mendes IS - 40’
Ficha Técnica: Vinícius Mendes - saxofone tenor, clarone, flauta em G e composições; Evan Megaro - piano; Camilo Christófaro - baixo acústico; Estevan Barbosa - bateria; Vinícius Alves - Áudio; Gilberto Goulart - Vídeo.
Orientação: Camilo Christófaro
Descrição: Concerto com a última parte do repertório composto por mim para o programa de residência artística. Nesta última etapa, as composições abarcam o Brasil que admite sua mistura com o jazz, de maneira antropofágica, e a condição do músico instrumentista e compositor latino americano e brasileiro diante do “imperialismo cultural” e a globalização.
•        Show de Gravação do EP “Imbanda – Cantos de vida e morte” - 30’
Ficha Técnica: Maria do Rusá - Pesquisa, composição, voz e violão; Rosa Chico - Percussão e efeitos sonoros; Tomaz Mota - Operação de áudio;
Orientação: Tomaz Mota
Descrição: Show de gravação do EP “Imbanda – Cantos de vida e morte”, realizado através de projeto de pesquisa e composição musical inspirado no universo musical dos vissungos mineiros. Serão interpretadas as 5 faixas do EP que abordam a experiência do luto cantada e instrumentada através de uma investigação composicional que evoca os vissungos a partir de novos ambientes sonoros e outras experiências musicais ancoradas no contemporâneo, sem perder de vista as suas raízes ancestrais.

03 de dezembro
Cine Humberto Mauro
16h - Mostra de Vídeo Performances; Linha de Pesquisa - Artes da Cena e Patrimônio
•        Saias de Maria - 2’
Ficha Técnica: Rita de Souza – Produção de arte; Maria do Rusá – trilha sonora; Vinícius Alves – captação, mixagem e edição de áudio.
Orientação: Profa. Mara Tavares e Prof. Tomaz Mota; - Agradecimentos a Inês Maria, Renato Gaia e Rodrigo Antunes.
Descrição: Vídeo realizado a partir de animação de fotografias de 5 saias do trabalho “Saias de Maria” de autoria da artista plástica Rita de Souza. O trabalho procura abordar a relação entre cultura popular e contexto social brasileiro de violência contra a mulher. A trilha sonora do vídeo foi realizada pela musicista Maria do Rusá a partir de sua pesquisa e composição musical inspirado no universo musical dos vissungos mineiros.
•        Vissungos urbanos: Poesia ancestral no concreto - 3’
Ficha Técnica: Maria do Rusá - Roteiro, produção, trilha sonora e edição; Marcelo Cordeiro - Gravação.
Orientação: Tomaz Mota
Projeção: Coletivo de Artistas da Residência Artística CEFART.
Descrição: O curta-metragem “Vissungos urbanos: Poesia ancestral no concreto” apresenta uma composição audiovisual criada a partir da pesquisa sobre o universo musical dos vissungos mineiros, desenvolvida no âmbito da Residência Artística do CEFART e gravada durante a mostra “Projetemos” realizada em 2 de julho de 2021 na Praça da Estação (Belo Horizonte-MG) pelo coletivo de artistas residentes do CEFART.
•        Corpórea - 10’
Ficha Técnica: In Solo: Lobba, com a colaboração de Robert Fercor; Lobba, Robert Fercor e Uriel Marques - Imagens; Edição, música e trilha sonora - Lobba.
Orientação: Paulo Maffei
Descrição: materialização de processo,  quantos corpos são necessários para um monumento? Aqui, narrativa e música se misturam, assim como corpo e ação, patrimônio e ser, desaguando em sensações e imagens embaladas por sons inspirados no barroco mineiro. Vídeo, performance e questões. É no passado que mora o agora (?) e no hoje o que amanhã vai ser? Para no final sermos um pedacinho desse monumento que não deixa de ser a vida.
·      Fui uma Máquina de Fazer Sonhos – 11’
CLASSIFICAÇÃO: Livre
Ficha Técnica: Luciana Brandão - Criação, atuação e direção de Arte; Léo Kildare Louback - Dramaturgia; Henrique Botelli - Direção da versão final ; Mamé (Maria Amélia Ferrah) - Direção da versão de cena curta; Thiago Diniz - Trilha Sonora Original; Pâmella Rosa - Iluminação.
Orientação: Thálita Motta
Descrição: Uma obra cênica do tipo curta. Uma alquimia em que uma atriz compartilha certa visão, certa memória. Um tempo em que tudo se via pela primeira vez. Não. Não apenas pela primeira vez. Mas pela primeira vez haviam corpos que, ao verem um fenômeno ou um acontecimento eram atravessados na sua subjetividade. Inédito. Inédito, que dali tiveram por desejo transmitir a experiência. Pelos gestos, pelo som, pela linha, pelo espaço, pela matéria. Há na atriz um desejo de reconhecer-se inquieta como esses corpos. Como se ali nasceram os primeiros artistas. Jump cut. Há que se evocar que "nós devemos preservar os lugares de criação". Exatamente, Jean-luc Lagarce. Exatamente.
•        Nosotros - 13’
Classificação: Livre
Ficha Técnica: Alexandre Tadra e Livia Ferreira - Coreografia e Interpretação; Gabriel Coupe - Trilha sonora; Gilberto Goulart - Vídeo. Ana Luíza Ribeiro – Iluminação; Agradecimentos a Rafael Alves.
Orientação: Bete Arenque
Descrição: Caráter. Do latim character, marca sulcada. Símbolos ou sinais impressos usados na escrita. Traços distintivos de uma pessoa, em forma de temperamento e couraças musculares. Nosotros investiga os imprints corporais, que constroem identidades e moldam relações. Um olhar sobre o contato, observando suas divisas e fusões. Cada parte do corpo nos é mensageira. Estamos atentos aos sinais?
•        5 Narrativas - 26’ + 15’ Performance
Ficha Técnica: Marcelo Cordeiro - Roteiro e direção; Com Alex Silva, Aleixo da Cruz, Carlos Arão, Heloisa Domingues, Marise Dinis, Marcelo Cordeiro e Tuca Pinheiro;Javier Galindo, Gilberto Goulart, Byron O Neil e Marcelo Cordeiro - Imagens e edição; Lucia Pereira (URU), Giusi Merli (ITA), Lois Larimoor (EUA), Letícia Castilho (BRA) e Rosa Maria Villarial Tellez (CUB) - Participações especiais,(atrizes voz em off);  Vinicius Mendes - Músico convidado.
Orientação: Júlio Vianna
Descrição: Um filme de Arte, livremente inspirado em Italo Calvino. Simbologias poéticas e poetizadas. Cão é um personagem que vive entre o sonho e a realidade. Às vezes espectador de si, às vezes o mesmo em cada um de nós. Cão apenas é. Poderia ser você. Cão segue sem saber que segue, pára em movimento, dança. Cão dança, dança, dança, Cão dança. Visibilidade, Multiplicidade, Rapidez, Precisão e Leveza, Calvino apontou, Cão seguiu. Cão segue.

10 de dezembro a 10 de janeiro
Galeria Mari’stella Tristão
Abertura: 10 de Dezembro, 19h
•        Entrecaminhos: poéticas e processos (mostra coletiva)
Ficha Técnica: G. Costa, Julia Bernardes, Rafael Fernandes Alves, Rita de Souza (Artes Visuais); Vinícius Alves (Tecnologia da Cena), Maria do Rusá (Culturas Populares Tradicionais e Urbanas), Luciana Brandão (Artes da Cena), Jéssica Marroques (Patrimônio Artístico Material e Imaterial); Marcí Silva – Mediação e Orientação.
Orientação: Daniela Penna Nochi; Giovani Diniz; Mara Tavares; Renato Gaia; Thálita Motta; Tomaz Mota; Geraldo Octaviano
Descrição: Entrecaminhos. Entrelinhas.  Entrepassos. Nas interseções entre múltiplos processos e poéticas, esta mostra reúne cores, formas, texturas e sons captados no breve instante de um agora tão provisório quanto a matéria de que é feita a própria vida. Nas entrelinhas de processos de pesquisa tão diversos, mas ao mesmo tempo, tão sintonizados com o espírito de um tempo, do nosso tempo, oito artistas apresentam desejos, inquietações, fragmentos e transbordamentos partilhados ao longo de um ano de residência artística que instigou novos olhares para o mundo e para as artes, assim como novas perspectivas de criação coletiva que ressignificaram o sentido da palavra distância e superaram obstáculos quase intransponíveis em tempos pandêmicos de crise, morte e perplexidade. Para além de trajetórias singulares, a mostra “Entrecaminhos: poéticas e processos” aposta em encontros peculiares e inesperados, propondo diálogos polifônicos entre linguagens, abordagens e estéticas que, como paralelas no espaço-tempo, não se fundem numa única matéria, mas caminham juntas e revelam os milhares de mundos indizíveis que habitam nas encruzilhadas de tudo aquilo que se compõe a muitas mãos.•   
·      Performance “Canto de Maria”
Ficha Técnica: Maria do Rusá - Pesquisa; Maria do Rusá - Composição, voz e efeitos sonoros; Istéfani Pontes - Direção e preparação vocal; Rita de Souza - Figurino.
Orientação: Tomaz Mota;
Descrição: A performance “Canto de Maria” apresenta um cortejo cênico musical que evoca a memória das mulheres vítimas de feminicídio em suas lutas e dores. Com uma trilha sonora inspirada no universo poético dos cantos vissungos entoados em rituais funerários de origem banto-africana, a performance articula diversos elementos simbólicos das culturas tradicionais afro-mineiras num chamado que atravessa gerações e revela histórias de mulheres marcadas pela violência, mas também pela resistência, pela coragem e pela força.
·      Performance “Panfletária”
Ficha Técnica: Idylla Silmarovi - Concepção e Performance.
Orientação: Lucas Fabrício.
Descrição: Pan.fle.tá.ria. Que escreve panfletos; Panfletista. Referente a ou próprio do panfleto. Figura que se vale da ironia ou da sátira para criticar ou atacar algo ou alguém; de discurso crítico, irônico, satírico e mordaz. Figura que defende uma ideia, uma posição, doutrina ou movimento, etc de modo contundente e de extremada ênfase. Próprio de panfletário.

Oficinas Presenciais
CEFART – Sala Preta e Sala Branca

1 de dezembro
•        Arranjo de boca
Público-alvo: Livre
Horário: 15-17h
Local: Sala Preta
Docente responsável: Glaw Nader
Descrição: Inspirada na tradição dos grupos vocais brasileiros, Glaw Nader conduz uma vivência musical de experimentações, que combina voz, gesto e percussão corporal proporcionando trocas sonoras enquanto desperta a atenção, a consciência, a escuta e a percepção do outro, convergindo para a construção de arranjos vocais instantâneos, os famosos arranjos de boca, que comumente surgem nos próprios ensaios de grupos, sem a necessidade de uma escrita musical prévia. Um espaço de criação e aprendizagem coletivos.
2 de dezembro
•        Corpo-Menino
Público-alvo: Livre
Horário: 14-18h
Local: Sala Preta
Docente responsável: Mestre Gercino Alves Batista (Boi-da-Manta de Lagoa Santa)
Descrição: O objetivo da oficina é compartilhar com a comunidade do Cefart e com os interessados pelas Culturas Populares, a metodologia de treinamento e criação desenvolvida ao longo da trajetória de Mestre Gercino, que inclui a Capoeira Angola e a Dança Afro, do modo como é abordada pelo mestre João Angoleiro, em diálogo com o jogo brincante do Boi-da-Manta de Lagoa Santa e da Folia de Reis.
3 de dezembro
•        LAB 0: Corporear Monstros
Público-alvo: Livre
Horário/Local: 18h05 às 20:07h,
Local: Sala Branca
Docente responsável: Kami Soares e Erika Rohlfs
Descrição: Quais monstros habitam nossos guarda-roupas? Nossas gavetas? Se escondem debaixo das camas? Há monstros a espreita nas esquinas, monstros que se transfiguram em copos, monstros sentados em poltronas e trajando terno e gravata, e ainda aqueles que inventamos aos domingos. O que fazer ao se deparar com um monstro? Posso eu me transformar em um? O que um bando de monstros, acoplados em nossos próprios corpos, unidos em uma manada, é capaz de (des)fazer?
Aqui, não buscamos respostas. Experimentando, criando, vivendo, monstrificando, vamos, coletivamente, testar as potências desse encontro entre o eu e o monstro.
Esse é a reinvenção de um primeiro laboratório proposto pelas artistas e pesquisadoras Erika Rohlfs e Kami Soares, em busca das intercessões do esquizodrama com as artes da cena. Nos colocamos à disposição e em disposição para, em diálogo, pensar os fazeres instituídos e outros possíveis - dessa vez, de forma presencial, olho no olho (porém de máscara).

Programação Virtual
Site da Fundação Clóvis Salgado / Exposições Virtuais
01 de dezembro
•        DESPEDIDA (fotoperformance)
Ficha Técnica: Kami Soares - Concepção e performance; Duda Soares Freitas - Fotografia; Aléxia Lima, Vênus Soares e Mirna Soares Freitas - Apoio; Agradecimentos a Erika Rohlfs, Sofia de Lafuente, Yasmine Rodrigues, Maíra Tula, Gra Bohórquez, Júlia Campos (e todo o grupo Atuar-produzir).
Descrição: “A morte é uma pessoa.”
Despedida é ao mesmo tempo registro da obra e obra por si. A residência foi um movimento repleto de experiências - em especial rituais. Esses foram tempos de muitas passagens, de muita dor, a confusão no corpo de quem não pode enterrar seus mortos. E entre tanto caos, elas ainda existem: As partes de nós que precisam morrer. As células mortas que se desprendem a cada dia. Esse é um registro de um encontro com a morte - fazê-la amiga, ser entrega, deixar ir.
•        Exposição Fotográfica Virtual “Nagôgrafia – diásporas mineiras em cor e verso” e Caderno de Processos “Minerando Vissungos – Cantos de Vida e Morte”
Ficha Técnica: Maria do Rusá - Curadoria, montagem e produção; Vitú de Souza e Maria do Rusá - Fotografia, pesquisa e edição.
Orientação: Tomaz Mota
Descrição: A exposição fotográfica “Nagôgrafia: diásporas mineiras em cor e verso” resulta de um trabalho de pesquisa documental realizado em comunidades afrodescendentes mineiras pelos artistas visuais Maria do Rusá e Vitú de Souza. A exposição aborda as múltiplas dimensões do legado estético, simbólico e cultural da diáspora africana em Minas Gerais através de fotos-performances que articulam o universo da imagem e da poesia, revelando as relações entre espaço-tempo-movimento numa espiral de cores e palavras, gestos e versos. O caderno de processos “Minerando Vissungos – Cantos de Vida e Morte” registra o percurso da pesquisa sobre o universo musical dos vissungos mineiros, abordando as diferentes etapas do processo de criação que resultou na composição do EP “Imbanda – Cantos de vida e morte” e em diversos projetos audiovisuais desenvolvidos no âmbito da Residência Artística do CEFART (2021).
•        Saias de Maria - 2’
Ficha Técnica: Rita de Souza – Produção de Arte; Maria do Rusá – Trilha Sonora; Vinícius Alves – Captação, mixagem e edição de áudio. Agradecimentos a Inês Maria, Renato Gaia e Rodrigo Antunes.
Orientação: Profa. Mara Tavares e Prof. Tomaz Mota
Descrição: Vídeo realizado a partir de animação de fotografias de 5 saias do trabalho “Saias de Maria” de autoria da artista plástica Rita de Souza. O trabalho procura abordar a relação entre cultura popular e contexto social brasileiro de violência contra a mulher. A trilha sonora do vídeo foi realizada pela musicista Maria do Rusá a partir de sua pesquisa e composição musical inspirado no universo musical dos vissungos mineiros.
Canal de youtube da Fundação Clóvis Salgado
Estreias de Vídeos
01 de dezembro
•        Fui uma Máquina de Fazer Sonhos
HORÁRIO: 19h
CLASSIFICAÇÃO: Livre
Ficha Técnica: Luciana Brandão - Criação, atuação e direção de Arte; Léo Kildare Louback - Dramaturgia; Henrique Botelli - Direção da versão final ; Mamé (Maria Amélia Ferrah) - Direção da versão de cena curta; Thiago Diniz - Trilha Sonora Original; Pâmella Rosa - Iluminação.
Orientação: Thálita Motta
Descrição: Uma obra cênica do tipo curta. Uma alquimia em que uma atriz compartilha certa visão, certa memória. Um tempo em que tudo se via pela primeira vez. Não. Não apenas pela primeira vez. Mas pela primeira vez haviam corpos que, ao verem um fenômeno ou um acontecimento eram atravessados na sua subjetividade. Inédito. Inédito, que dali tiveram por desejo transmitir a experiência. Pelos gestos, pelo som, pela linha, pelo espaço, pela matéria. Há na atriz um desejo de reconhecer-se inquieta como esses corpos. Como se ali nasceram os primeiros artistas. Jump cut. Há que se evocar que "nós devemos preservar os lugares de criação". Exatamente, Jean-luc Lagarce. Exatamente.

02 de Dezembro
•        Estreia do Curta-Metragem “Vissungos urbanos: Poesia ancestral no concreto”
Horário: 18h
Classificação: Livre
Ficha Técnica: Maria do Rusá - Roteiro, produção, trilha sonora e edição; Marcelo Cordeiro - Gravação.
Orientação: Tomaz Mota
Projeção: Coletivo de Artistas da Residência Artística CEFART.
Descrição: O curta-metragem “Vissungos urbanos: Poesia ancestral no concreto” apresenta uma composição audiovisual criada a partir da pesquisa sobre o universo musical dos vissungos mineiros, desenvolvida no âmbito da Residência Artística do CEFART e gravada durante a mostra “Projetemos” realizada em 2 de julho de 2021 na Praça da Estação (Belo Horizonte-MG) pelo coletivo de artistas residentes do CEFART.
•        Estreia de “Saias de Maria” - 2’
Horário: 19h
Classificação: Livre
Ficha Técnica: Rita de Souza – Produção de Arte; Maria do Rusá – Trilha Sonora; Rodrigo Antunes - Edição; Vinícius Alves – Captação de áudio e edição. Agradecimentos a Inês Maria, Renato Gaia e Rodrigo Antunes.
Orientação: Profa. Mara Tavares e Prof. Tomaz Mota
Descrição: Vídeo realizado a partir de animação de fotografias de 5 saias do trabalho “Saias de Maria” de autoria da artista plástica Rita de Souza. O trabalho procura abordar a relação entre cultura popular e contexto social brasileiro de violência contra a mulher. A trilha sonora do vídeo foi realizada pela musicista Maria do Rusá a partir de sua pesquisa e composição musical inspirado no universo musical dos vissungos mineiros.
03 de dezembro
•        Processos criativos em música: “Por dentro do arranjo vocal”
Horário:  20h
Classificação: Livre
Ficha técnica: Glaw Nader - Pesquisa, produção, análise musical, narração e revisão; Samuel Ekel e Glaw Nader/QUINTESSÊNCIA Produtora - Edição de imagens;
Descrição: Através de uma pesquisa bibliográfica, histórica, e sociocultural perseguindo o fio da música vocal na MPB, mapeando os principais grupos e sua trajetória. O vídeo trará áudios e excertos de arranjos vocais com análise musical a fim de reconhecer os elementos que compõem a estrutura desse tipo de arranjo em música popular.

Roda de Conversa
07 de dezembro
•        Roda de conversa “Esmiuçando realidades - Uma conversa sobre performatividade e luta.”
         Horário/Local: 07/12 às 19h
         Participantes: Christina Fornaciari, Idylla Silmarovi e Lobba
Christina Fornaciari é professora no Curso de Graduação em Dança da Universidade Federal de Viçosa (MG). Atua também como artista independente e pesquisadora das Artes do Corpo. Sua trajetória une Performance e Direitos Humanos,     levando-a a desenvolver trabalhos com forte carga social e política. Seja via projetos em arte-educação, seja em suas performances, Christina busca abraçar as minorias, propondo instâncias de discussão e visibilização de povos originários, pessoas em situação de rua ou de cumprimento de pena, idosos, mulheres, entre outros.
Idylla Silmarovi é artista da cena e pesquisadora. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto. Investiga as interseções entre a arte e o ativismo dentro das artes cênicas, principalmente no que tange o debate em torno da memória como um direito negado pela colonialidade. É pesquisadora e atriz no projeto GUERRILHA – experimento para tempos sombrios. Faz parte do coletivo Academia TransLiterária. Busca afundar caravelas. Se interessa em coroar travestis e tombar monumentos coloniais. Acredita em guerrilhas.
Lobba é multiartista, atriz, performer, dj, sonoplasta e produtora cultural. Atuo nas     diversas linguagens artísticas desde 2011, quando comecei como dj, aí depois o teatro de         bonecos, a produção cultural, as artes cênicas e a música de forma mais complexa, com a sonoplastia e suas trilhas. Atualmente sou residente no Programa de Residências Artísticas do Palácio das Artes, além de me dedicar a outros projetos em videoperformances e comunicação. Aqui a arte é política e grita-se pela queda da herança opressora colonial.
15 de dezembro
Horário/Local: 15/12 às 19h
19h - Bate Papo | Entrecaminhos: poéticas e processos
Ficha Técnica: G. Costa, Julia Bernardes, Rafael Fernandes Alves, Rita de Souza (Artes Visuais); Vinícius Alves (Tecnologia da Cena), Maria do Rusá (Culturas Populares Tradicionais e Urbanas), Luciana Brandão (Artes da Cena), Jéssica Marroques (Patrimônio Artístico Material e Imaterial); Marcí Silva – Mediação e Orientação.
Orientação: Daniela Penna Nochi; Giovani Diniz; Mara Tavares; Renato Gaia; Thálita Motta; Tomaz Mota; Geraldo Octaviano
Descrição: conversa sobre processos artísticos e a prática de pesquisa em arte com os artistas integrantes da mostra coletiva "entrecaminhos: póeticas e processos" (Galeria Mari'stella Tristão).

Oficinas Virtuais
Aplicativo Zoom
•        Tecidos e Técnicas Têxteis na Arte Contemporânea
Data: 01 a 03 de dezembro, 09h às 11h, pela plataforma ZOOM Os projetos desenvolvidos ao longo do ano de 2021, em função da pandemia da COVID-19, são desenvolvidos, parcialmente ou em sua totalidade, em modalidade remota ou semipresencial, observando as medidas de prevenção à disseminação do vírus. O Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam Mostra Tátil 5ª edição com correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio máster da Cemig, AngloGold Ashanti e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, e patrocínio ouro da Codemge – Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais.   A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Diogo Nogueira 12 divulgação

Emissora exibe atração especial para garantir a festa da virada

Diogo Nogueira abre alas para o ano-novo na Rede Minas. A emissora pública mineira exibe show do sambista em programação especial e leva o palco do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, para a casa do telespectador. A  atração é exibida na TV aberta e pelo site da emissora (redeminas.tv) para garantir a alegria no réveillon. O artista promete uma festa com o repertório de “Samba de Verão”, indicado ao Grammy Latino de 2021. O projeto de Nogueira rendeu três álbuns: “Sol”, “Céu” e “Lua”. No repertório, clássicos do samba e músicas inéditas.

Cantor e compositor, Diogo Nogueira herdou do pai, João Nogueira, a paixão pelo samba e hoje é considerado um dos grandes nomes do gênero. Já lançou nove CDs e quatro DVDs que venderam mais de um milhão de cópias. A carreira de sucesso rendeu duas vitórias no Grammy Latino, prêmio no qual teve indicações de todos os seus álbuns lançados.

O “Especial Rede Minas Samba de Verão” com Diogo Nogueira vai ao ar na Rede Minas, nesta sexta (31), a partir das 23h. O público pode acompanhar a atração, também, pelo site da emissora: redeminas.tv.

COMO SINTONIZAR:redeminas.tv/comosintonizar

A Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF) ou 17 (UHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; One Seg (para celulares e portáteis) 9.3; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina.

Rafael Alberto Principal Percussionista da Filarmônica de Minas Gerais Rafael Motta 1

Concerto poderá assistir presencialmente e também será transmitido pelo YouTube e Rede Minas

A Orquestra Contemporânea encerra a série “Fora de Série” 2021 da Filarmônica de Minas Gerais, que, neste ano, contou a história da evolução das orquestras ao longo do tempo. Neste último concerto da série, dia 4 de dezembro, às 18h, na Sala Minas Gerais, o público apreciará o vigor rítmico de John Adams, em The Chairman Dances: Foxtrot para orquestra; a sensibilidade de Yoshimatsu no Concerto para marimba, op. 109, “Bird Rhythmics”, a ser interpretado pelo Principal Percussionista da Orquestra, Rafael Alberto; e Villa-Lobos com as Bachianas Brasileiras nº 2, o conhecido “O trenzinho do caipira”. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. 

O concerto terá presença de público e a venda de ingressos está disponível no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. O concerto também terá transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube e pela Rede Minas de Televisão.

A partir de dezembro, a Sala Minas Gerais volta a trabalhar com a ocupação total da sua capacidade, 1.493 lugares, como está autorizado pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Na Temporada 2021, a série Fora de Série conta a história do desenvolvimento das orquestras ao longo do tempo, em 9 concertos que abordam: Orquestra barroca, Orquestra pré-clássica, Orquestra clássica, Orquestra romântica I, II e III, Orquestra Moderna I e II e a Orquestra contemporânea.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais, Aliança Energia e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocinador: Mercantil do Brasil. Apoio: Rede Minas. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

Rafael Alberto, marimba

Rafael Alberto é Percussionista Principal da Filarmônica de Minas Gerais desde 2011. Natural de Santos (SP), iniciou seus estudos formais em música no Conservatório de Tatuí, sob orientação de Javier Calvino e Luis Marcos Caldana. Seguiu na Universidade Estadual Paulista (Unesp), graduando-se sob orientação de John Boudler, Carlos Stasi e Eduardo Gianesella. Em 2011, concluiu seu mestrado em música pela Stony Brook University, em Nova York, como aluno de Eduardo Leandro. Participou dos festivais Música nas Montanhas (sétima edição), em Poços de Caldas, de Música de Santa Catarina, de Inverno de Campos do Jordão (em quatro edições) e foi aluno da 33ª Cloyd Duff Timpani Masterclass, na Universidade da Georgia (EUA). Juntamente com Leonardo Gorosito, é membro-fundador do Desvio, grupo dedicado a compor e interpretar novas peças para percussão. O duo tem dois discos, sendo o segundo, Ritmos Brasileiros, lançado pelo selo Naxos. Suas peças têm sido executadas por músicos de países como Inglaterra, França, Bélgica, Japão, Singapura, Dinamarca e Estados Unidos. Como solista junto à Filarmônica, Rafael executou o Concerto para vibrafone, de Ney Rosauro, em 2012 e o Concerto para vibrafone, de Villani-Côrtes, em 2017.

Repertório

John Adams (Massachusetts, Estados Unidos, 1947) e a obra The Chairman Dances: Foxtrot para orquestra (1986)

Graças a um estilo dotado de riqueza musical e variedade estilística, John Adams conseguiu tornar-se um dos compositores norte-americanos mais tocados nas salas de concerto. De 1985, seu foxtrote para orquestra The Chairman Dances é uma peça representativa de sua linguagem, em que orquestração colorida e harmonias diatônicas convivem com passagens minimalistas e jazzísticas. A peça não é um “excerto” nem uma “fantasia sobre temas” de sua ópera Nixon na China, mas foi descrita pelo compositor como um aquecimento para embarcar na criação desse grande trabalho, uma resposta puramente musical à irresistível ideia de um jovem Mao Tsé-Tung dançando o foxtrote com sua amante Jiang Qing, atriz e futura Madame Mao, peça-chave na Revolução Cultural Chinesa e membro do Bando dos Quatro. Em um ensaio sobre The Chairman Dances escrito em 1999, John Adams escreveu: “Na surreal cena final da ópera, Madame Mao interrompe as entediantes formalidades de um banquete de estado, perturba o lento protocolo e convida o presidente (Chairman), presente somente por uma fotografia de 40 pés na parede, a ‘descer (...) e dançar’”. 

Programação

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Série Fora de Série – A orquestra contemporânea

4 de dezembro – 18h

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Rafael Alberto, marimba
 
ADAMS                            The Chairman Dances: Foxtrot para orquestra

YOSHIMATSU                 Concerto para marimba, op. 109, “Bird Rhythmics”

VILLA-LOBOS                  Bachianas Brasileiras nº 2

INGRESSOS:R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 60 (Balcão Palco), R$ 80 (Balcão Lateral), R$ 105 (Plateia Central), R$ 135 (Balcão Principal) e R$ 155 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

A bilheteria está funcionando em horário reduzido.— De terça-feira a sábado – 13h a 19h— Terça, quinta e sexta-feira com concerto – 15h a 21h

Cartões e vale aceitos:Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.

Sobre a Orquestra

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020. A recente premiação dada pela Revista Concerto teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica em 2020, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual. Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui nove álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado em 2020, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

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Procedimento de Manifestação de Interesse vai obter estudos para subsidiar a operação, manutenção e exploração comercial do espaço

A Fundação Clóvis Salgado, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), com o apoio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), lança Edital do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) FCS Nº 002/2021, cuja finalidade é obter estudos para subsidiar a modelagem da concessão para operação, manutenção e exploração comercial da Serraria Souza Pinto, localizada na cidade de Belo Horizonte.

Para participar, o público interessado precisa preencher e assinar o Formulário de Cadastramento, disponível no ANEXO III do EDITAL, acompanhado de documentos solicitados, até o dia 11 de janeiro de 2022. O edital e os anexos estão disponíveis no site da Fundação Clóvis Salgado: www.fcs.mg.gov.br.

O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) é um documento que orienta os interessados na estruturação de projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e de Concessões do Poder Executivo. O PMI pode ser utilizado pela Administração Pública antes do processo licitatório para obter estudos de viabilidade, levantamentos, projetos, informações técnicas e outros.

O objetivo deste PMI é fornecer projetos, levantamentos, investigações e estudos que subsidiarão a modelagem de concessão para operação, manutenção e exploração comercial da Serraria Souza Pinto. O Edital terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois anos.

Futura Concessão

Com a uma possível concessão, a Fundação Clóvis Salgado não deixará de ser responsável legal pela Serraria Souza Pinto. O que vai ocorrer é apenas a transferência da gestão, manutenção e exploração para uma empresa privada (por um período que ainda será definido).

Entre os benefícios esperados estão a ampliação e a qualificação dos serviços ofertados na Serraria, entre os quais estão oportunidades de convivência, cultura, lazer, entretenimento e integração da comunidade local. Espera-se, ainda, que a medida proporcione qualificação da área, com ampliação das condições de manutenção do equipamento.

Editais e anexos

Serraria Souza Pinto

Edificação remanescente dos primeiros tempos da cidade de Belo Horizonte, a Serraria Souza Pinto foi transformada em espaço cultural em 1997, quase um século depois de sua construção. A Serraria é um equipamento da Fundação Clóvis Salgado destinado principalmente à celebração e realização de grandes eventos, feiras, congressos e festivais.

Localizada na Avenida Assis Chateaubriand, no Centro da capital mineira, a Serraria Souza Pinto possui uma versatilidade estrutural marcada pelo caráter múltiplo de seu projeto arquitetônico, adequado à instalação e montagem para acolher eventos dos mais variados formatos artísticos, culturais, empresariais, sociais.

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No ano em que completa 53 anos de existência, a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) comemora seu processo de expansão por outros municípios mineiros. As regiões do Sul e do Noroeste de Minas se destacaram entre as novas parcerias, com as cidades de Paracatu e Guaxupé.

Em Guaxupé, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) assinou no último domingo (28/11), por meio da Faop, protocolo de intenções com a Prefeitura da cidade para a instalação de uma unidade da Faop no município, com o objetivo de oferecer cursos de restauração a estudantes da região, em mais uma ação para descentralizar a cultura em Minas Gerais. “Para se ter uma ideia, no estado, somente Belo Horizonte e Ouro Preto têm cursos de restauro, enquanto 62% do patrimônio histórico do Brasil está em terras mineiras. E a expansão da Fundação muda esse cenário, promovendo um novo tempo, para que nosso patrimônio possa ser restaurado, de uma forma acessível, com Guaxupé como polo irradiador de cultura”, enfatizou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

“É um momento de construir pontes, o começo de uma nova era para todos nós, nesse momento que estamos comemorando também o aniversário de 53 anos da Fundação de Arte de Ouro Preto”, disse o presidente da FAOP, Jefferson da Fonseca.

Em Paracatu, cidade que já abriga, desde setembro, a primeira unidade da Faop fora de Ouro Preto, as comemorações do aniversário ocorrem por meio da inauguração da exposição inédita “Fundação de Arte de Ouro Preto/FAOP: Saberes e Fazeres em Arte, Restauro e Ofícios”, que conta um pouco mais da história e do trabalho desenvolvido na Fundação. 

“É muito importante ter esse contato direto com a comunidade e começar a planejar as ações para 2022. Acredito que o público vai gostar muito da diversidade presente na exposição, já que ela apresenta as várias atividades que a fundação desenvolve na área da arte, do restauro e dos ofícios. Vejo a ação como uma oportunidade de aproximação e construção conjunta da FAOP unidade Paracatu”, diz Gabriela Rangel, diretora da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade.

A exposição acontece entre os dias 30 de novembro de 2021 e 4 de fevereiro de 2022, de segunda a sexta,  de 13h às 18h, na rua Temístocles Rocha,  nº 125, no centro de Paracatu (unidade da FAOP na cidade).

Parcerias

Na região metropolitana de Belo Horizonte, a Fundação está em tratativa avançada para parceria com Santa Luzia. A Faop também ampliou suas relações internacionais. Além da parceria com o Consulado Geral da Espanha para oferecer bolsas de mestrado aos professores e servidores, a fundação ficou mais próxima da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Para o presidente, Jefferson da Fonseca, comemorar o aniversário da FAOP não só em Ouro Preto, mas por todo o estado e com diálogos pelo mundo, representa uma vitória importante.

“A FAOP é uma instituição madura, que já superou imensos desafios para levar arte, cultura e preservação do patrimônio ao estado. E em meio a um momento atípico por conta da pandemia, a sua força foi reafirmada. A fundação se manteve firme e em pleno crescimento. Isso mostra que estamos no caminho certo e que os próximos anos tendem a ser ainda mais vitoriosos. A expansão é o resultado de um trabalho coletivo. Por isso, gostaria de agradecer a todos os colaboradores, conselheiros, moradores, alunos e professores que se empenham diariamente pela nossa FAOP”, celebra.

Histórico

Em 25 de novembro de 1968 nascia a Fundação de Arte de Ouro Preto — instituição que se tornaria uma das maiores referências em arte e restauro do estado de Minas Gerais. 

A Faop foi resultado da união de esforços de importantes nomes da arte nacional. O objetivo era criar em Ouro Preto um instrumento capaz de fomentar a cidade como polo irradiador de cultura, incentivando a produção de arte. Para isso, o então governador do estado de Minas Gerais, Israel Pinheiro, solicitou que Murilo Rubião fosse o responsável pela implantação da instituição.

Em 1969, a Faop integrou à sua estrutura a escolinha de arte, criada pelos artistas Nello Nuno e Annamélia Lopes, origem da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade (EARMFA). Poucos anos depois, o restaurador Jair Afonso Inácio criou, em conjunto com a EARMFA, o primeiro curso para a formação de conservadores e restauradores no Brasil.

A Fundação é uma entidade vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult).

Confira os principais serviços oferecidos pela FAOP:

● exposições gratuitas ao público na Galeria de Arte Nello Nuno;

● edital anual para ocupação da Galeria de Arte Nello Nuno;

● acervo com mais de 9 mil exemplares e computadores com acesso à internet na Biblioteca Murilo Rubião;

● cursos de Desenho, Pintura, Gravura, Cerâmica, Curtas, Video Arte, Violão e muitos outros;

● oficinas de Encadernação, Papel Marmorizado, Ofícios, Mosaico Mural e outros temas;

● seminários temáticos;

● formação de profissionais para atuação no campo da preservação do patrimônio cultural, do restauro, das artes e dos ofícios

● Programa de Formação em Arte;

● formação de Técnicos em Conservação e Restauro;

● conservação e restauração de acervos comunitários;

● prestação de serviços, laudos técnicos e diagnósticos na área de conservação e restauração de bens móveis, imóveis e integrados por meio do Laboratório de Conservação e Restauro Jair Afonso Inácio;

● Concurso Nacional de Presépios.

Programação natalina foi estendida até 6 de janeiro

O Coral Black to Black, com participação especial do vocalista da Banda Jota Quest, Rogério Flausino, encerrou em grande estilo a programação de cantatas do Natal Liberdade Cemig, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, na noite desse domingo (26). A ação foi promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), e patrocínio da Cemig.

A apresentação, que durou cerca de uma hora, foi acompanhada por uma multidão na escadaria em frente ao imóvel conhecido como Prédio Verde, sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG).

Rogério Flausino, que representa uma das principais bandas contemporâneas de Minas Gerais, afirmou que fez questão de participar do evento após ver uma das apresentações do coral. “Que seja um ano especial. Ainda estamos de máscara, mas todos em um momento de expectativa de dias melhores, como a gente fala. Eu acredito, sim, que estamos caminhando para um lugar bem bonito e logo, logo estaremos todos nos abraçando”, pontuou.
Já o regente do coral Black to Black, Bruno Graça, afirmou que foi uma oportunidade ímpar de estar no calendário cultural da cidade. “Esse circuito maravilhoso, onde colocamos a arte para fora do teatro. A gente ama isso. O Coral ama levar a arte para rua”, disse.

A iniciativa também buscou divulgar o Ano da Mineiridade, que será celebrado em 2022. Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, os dois programas principais da pasta, o Reviva Turismo e o Descentra Cultura, serão fundidos para a construção de novas políticas públicas para os setores.

“Esses dois grandes programas vão se unificar em torno do Ano da Mineiridade. Em todos os âmbitos do Sistema Estadual de Cultura e Turismo, unindo também o trade turístico e a cadeia produtiva da Cultura. Isso é, na prática, a transversalidade entre a Cultura e o Turismo. Depois de percorrer muitos caminhos por Minas Gerais, de muitas pesquisas feitas, ficou claro que nosso maior produto é a mineiridade, é a ideia de estar em Minas, do pertencimento, de ser mineiro, a nossa afetividade, o jeito de falar, a cozinha, a afromineiridade, as paisagens culturais e naturais”, explicou o secretário.

Programação estendida

A programação do Natal Liberdade Cemig, que estava prevista para encerrar neste domingo, foi estendida até 6 de janeiro, com a iluminação na Praça da Liberdade. Na data, está prevista uma celebração de Folia de Reis, vinda do município de Itapecerica, fechando as comemorações natalinas.

A iluminação nos mais de 35 mil metros quadrados da praça é composta por túneis de led, animais de arame iluminados e milhares de pontos de luz. As luzes se acendem por volta das 18h30. Parte da iluminação é apagada às 23h, enquanto o restante da praça fica aceso até mais tarde.

Ao todo, a programação aberta em 7 de dezembro contou com aproximadamente 60 atrativos distribuídos nos diversos espaços integrantes do Circuito Liberdade. A grade era composta por cantatas, apresentações musicais e teatrais, mostra de artes, exposição de presépios, entre outros. O destaque foi para a tradicional iluminação natalina na Praça da Liberdade.

Natal Liberdade Cemig
O Natal Liberdade Cemig se caracterizou, neste ano, pela diversidade de espaços e de celebrações, proporcionando segurança e seguindo os protocolos sanitários em consonância com o Plano Minas Consciente, diante de mais um ano atípico em razão da pandemia. O intuito foi levar ao público a esperança que vem junto com o Natal, além das ações de retomada do Turismo no estado. A população pode conferir as atrações de carro ou a pé, mantendo o distanciamento social e o uso de máscaras.

Entre os destaques, pela primeira vez os jardins do Palácio da Liberdade receberam decoração e iluminação natalinas especiais e foram abertos ao público para visitação. O Complexo Itamar Franco, que abriga a Sala Minas e a Orquestra Filarmônica, integrante do Circuito Liberdade, também recebeu decoração.

Já as alamedas da Praça da Liberdade tiveram instalações de arte digital com muitas luzes e cores. Projeções nas fachadas dos prédios históricos que compõem o conjunto arquitetônico do Circuito Liberdade também encheram os olhos do público, com o projeto Luzes da Liberdade, aproximando as gerações que visitam a praça nesta época do ano.

O Natal Liberdade Cemig acolheu manifestações artísticas e atrações gratuitas de música, dança, exposições, performances, oficinas, e as tradicionais Bandas da PMMG e Cantatas Natalinas, que ocorreram nos espaços dos equipamentos da rede do Circuito Liberdade.

A realização do evento contou com o patrocínio da Cemig e o apoio da UFRJ/Funarte, Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), Diretoria de Licenciamento de Atividades e Posturas da Subsecretaria de Regulação Urbana da PBH, Coordenadoria de Atendimento Regional Centro-Sul, BHTrans, SLU e Guarda Municipal.

Cantatadenatal

Guaxupé 01

A equipe da Secretaria também esteve em Monte Santo de Minas; Ações fazem parte do programa Secult no Município

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), dentro das ações de dinamização e interiorização do programa Secult no Município, esteve no Sul de Minas para uma série de encontros nas cidades de Monte Santo de Minas e Guaxupé.

Em Guaxupé, a Secult assinou no domingo (28/11), por meio da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), um protocolo de intenções com a Prefeitura de Guaxupé para a instalação de uma unidade da Faop na cidade, com o objetivo de oferecer cursos de restauração a estudantes da região, em mais uma ação para descentralizar a cultura em Minas Gerais. “Para se ter uma ideia, no estado, somente Belo Horizonte e Ouro Preto têm cursos de restauro, enquanto 62% do patrimônio histórico do Brasil está em terras mineiras. E a expansão da Fundação muda esse cenário, promovendo um novo tempo, para que nosso patrimônio possa ser restaurado, de uma forma acessível, com Guaxupé como polo irradiador de cultura”, enfatizou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

A Secult também abriu, dentro da programação do Natal Luz do município, o 1° Concurso Regional de Presépios, que reúne trabalhos de artesãos locais, e a Exposição Nacional de Presépios da Faop, com exemplares que se destacaram em edições passadas. Houve ainda a abertura da Feira de Artesanato do Natal Luz.

O evento contou com apresentação da Companhia de Reis Nossa Senhora Aparecida, além da presença do prefeito Dr. Heber Hamilton, o vice Rodrigo Borges, o secretário municipal de Cultura, Marcos Buled, o ator Marcos Frota, outros secretários municipais, representantes da sociedade civil e vereadores.

É um momento de construir pontes, o começo de uma nova era para todos nós, nesse momento que estamos comemorando também o aniversário de 53 anos da Fundação de Arte de Ouro Preto”, disse o presidente da FAOP, Jefferson da Fonseca. O prefeito Dr. Heber Hamilton declarou que “é um momento histórico para Guaxupé que, em um futuro próximo, terá mais força para capacitar e formar seus habitantes, com a vinda da Faop para nosso município, uma instituição de excelência em restauro e formação cultural”.

Agenda em Monte Santo

Em Monte Santo de Minas, o objetivo foi divulgar diversas ações da Secult, além de novos programas e projetos desenvolvidos pela pasta na região, que está localizada no extremo Sul de Minas. A Secult tem atuado nas cidades, em todas as regiões de Minas, próxima de gestores e das cadeias produtivas locais. Por meio de suas políticas públicas, com destaque para os projetos Reviva Turismo e Descentra Cultura, a Secult busca desenvolver o turismo e a cultura nos destinos mineiros, com geração de emprego e renda no período pós-pandemia.

A Secult participou de encontro, no sábado (27/11) com gestores públicos e representantes da cadeia produtiva da cultura e do turismo da cidade. A equipe da Secretaria foi recebida pela Banda Municipal Hilário Guidorizzi, composta por jovens do município. Durante o encontro foram anunciadas duas iniciativas importantes por parte da Secult: o investimento de R$ 500 mil para implantação do Sinal Digital de TV na cidade e a parceria para o desenvolvimento do Museu Municipal. Estavam presentes o prefeito Carlos Eduardo Donnabella, gestores e vereadores.

O secretário Leônidas Oliveira e equipe ainda se reuniram, em Monte Santo, com alunos do curso de Turismo Rural ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). “Em muitas cidades temos visto movimentos relacionados ao setor, mas fiquei surpreso ao ver uma capacitação como essa, voltada para a cadeia produtiva local. As atividades ao ar livre são tendência mundial e o turismo rural se destaca nesse sentido. Em Minas mais ainda, pelas experiências, modos de fazer e tradição envolvidos”, comentou o secretário.

Os principais atrativos da cidade também foram conhecidos, como o Sambódromo de Monte Santo, considerado o primeiro de Minas Gerais; a Casa Verde, prédio histórico doado recentemente pelo Estado ao município para ser um importante equipamento cultural; Biblioteca Municipal; Igreja Matriz de Monte Santo e a histórica Estação Ferroviária da cidade, que está sendo restaurada com verba do Fundo Municipal de Patrimônio Cultural. A prefeitura trabalha em um plano de ocupação para transformar o local em espaço cultural multiuso, com o objetivo de melhorar a vida da população por meio da arte, além de atrair turistas para conhecer a cultura da região. A Secult também esteve no Museu Municipal, onde foi possível sugerir melhorias nas ações de interpretação do acervo, e também na Igreja Matriz de São Francisco de Paula.

Arquivo CircuitoLiberdade

Até o dia 3 de abril de 2022 o público pode conferir, no Memorial Minas Gerais Vale, a exposição “Imaginante de Minas, século 20”, que marca o retorno das exposições presenciais e faz parte das comemorações dos 10 anos de atividade do espaço cultural. Com curadoria de Júlio Martins e Maria Angélica Melendi, foram reunidos mais de 30 artistas para traçar uma visão diversa das experiências em artes visuais desenvolvidas nas terras mineiras ao longo do século 20. . O título se inspira em uma série de pinturas de Alberto da Veiga Guignard, marco importante, mas não único da modernidade artística mineira, e aponta para desdobramentos improváveis nas poéticas dos artistas das décadas de 1960 a 1990.

O público pode ver seis obras de Guignard, três pinturas e três desenhos, e obras de Adalgisa Martins, Amílcar de Castro, Arlindo Daibert, Assis Horta, Beatriz Dantas e Paulo Emílio Lemos, Cao Guimarães, Celso Renato, Farnese de Andrade, Franz Weissmann, Genesco Murta, George Helt, G.T.O., Inimá de Paula, Jeanne Milde, Lorenzato, Lótus Lobo, Manfredo Souzaneto, Marco Sampaio, Marco Paulo Rolla, Marcos Benjamin, Marta Neves, Maria Lira Marques, Mary Vieira, Maurino de Araújo, Raymundo Colares, Renato de Lima, Roberto Vieira, Rosângela Rennó, Solange Pessoa e Zina Aita.

“Esta exposição foi pensada para celebrar os 10 anos do Memorial Minas Gerais Vale. Resgata uma memória da arte mineira do século 20 trazendo luz a obras importantes para o entendimento na nossa história”, observa o gestor do Memorial Vale, Wagner Tameirão.

Imaginante de Minas, século 20

O curador da exposição, Júlio Martins, explica que a intenção foi dar uma visão das artes plásticas do século 20 em Minas Gerais quando se implementa a modernidade em meados do século passado. “Buscamos em nossa curadoria colocar artistas que, de um lado, não têm uma descendência direta com Guignard, pouco estudados e pouco vistos nas narrativas oficiais, e de outro lado artistas que apontam grande inventividade nos seus processos para além daquilo que poderíamos esperar dentro da própria obra do Guignard”, detalha.

Sobre as obras de Guignard escolhidas, Júlio comenta que “é um Guignard surrealista, um Guignard que foi pouco visto, que nos surpreende, e é esse Guignard pouco conhecido que quisemos trazer para a exposição”.

Em fins dos anos 1940, Alberto da Veiga Guignard produziu algumas fotomontagens nas quais reiterava seu interesse pelo surrealismo, abordado em sua produção pictórica anterior à chegada em Belo Horizonte. Escassamente estudadas, essas e outras obras pouco conhecidas de Guignard impulsionaram a busca de outros rumos para além da configuração tradicional da paisagem como território imaginário.

O particípio presente "imaginante", recolhido de uma série de pinturas intitulada "Paisagem imaginante de Minas", aponta àquele que imagina, que inventa mundos. “A hipótese curatorial entende que o surrealismo escamoteado do mestre ajudou a diluir outras manifestações, deixou deslizar até o esquecimento alguns relatos, se desentendeu de outros...”, reflete Júlio Martins.

Artistas de várias décadas e gerações foram julgados na medida do seu pertencimento à descendência guignardiana. Grande parte da produção experimental das décadas de 1960 e 1970 pode ser interpretada como alternativa de resistência a essa referência. O mesmo pode-se dizer dos anos 1980 e 1990, quando a internacionalização da arte de Minas promoveu, novamente, a migração de muitos artistas aos grandes centros, como é recorrente em terras mineiras. Há ainda artistas como Zina Aita, Jeanne Milde e Renato de Lima que produziram dentro da esfera do modernismo no estado antes da chegada do mestre.

O que se entende como modernidade em Minas Gerais foi um movimento tardio, tutelado e conciliador. Guignard e Niemeyer são marcos únicos da historiografia oficial. O objetivo desta exposição reside em atravessar os relatos da história da arte mineira com um possível contrarrelato que não segue as trilhas já perseguidas, mas que explora outras, desviantes, abandonadas ou mesmo não percorridas, na hora de estabelecer os caminhos a seguir.

“Pretendemos trazer à luz obras que foram esquecidas nas reservas técnicas por décadas, que foram pouco expostas e muito pouco vistas. A propósito, nestes escuros tempos de pandemia a tarefa foi difícil, com acervos institucionais fechados e tempo escasso para a pesquisa, pelo que consideramos esta exposição um avanço, apenas, de um processo de investigação mais longo e apurado de reescrita das modernidades e não modernidades locais”, conclui a curadora Maria Angélica Melendi.

Ruy Othake2

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) lamenta o falecimento do arquiteto e designer brasileiro Ruy Ohtake.

Ruy Ohtake foi responsável por mais de trezentas obras realizadas no Brasil e no exterior. Em seus mais de 60 anos de carreira, assinou projetos marcados por linhas onduladas, que podem ser apreciados na cidade de São Paulo, como é o caso do Instituto Tomie Ohtake e dos hotéis Unique e Renaissance. Realizou obras de infraestrutura e equipamentos públicos e privados importantes em várias cidades do Brasil e do mundo, como a Embaixada Brasileira em Tóquio. 

Seus traços marcantes seguem a linha criativa de sua mãe, a artista Tomie Ohtake. 

Fica um legado de obras incríveis de design, arquitetura, além de um olhar diferenciado sobre a forma e a cor.

Foto: Divulgação

O Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo, receberá às 15h desta terça-feira (28), a apresentação do grupo de pastorinhas do Grupo Estrelas do Sertão da Associação dos Amigos doMuseu Casa Guimarães Rosa. O conjunto faz parte da tradição cultural popular de Cordisburgo e todos os anos, elas visitam lugares onde foram montados presépios e cantam louvores ao menino Jesus.

A apresentação durará cerca de 30 minutos. O grupo, composto por cerca de 30 senhoras bordadeiras entre 50 e 100 anos, realizará a visita no presépio no museu e depois cantarão louvores tradicionais da região. O ato remete a uma tradição de origem portuguesa, iniciada em Minas Gerais no século XVIII e que até hoje ganha força e espaço nas comunidades.

Estrelas do Sertão

O Grupo da Melhor Idade “Estrelas do Sertão” foi criado em 24 de fevereiro de 2003 pela Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa em Cordisburgo. Mães, tias, avós, irmãs são convidadas a se debruçarem sobre mais um desafio, criar um novo tecido, uma trama de um fio mais tênue: o da lembrança vivida.

Esse grupo de senhoras escolheu um nome que as destacasse dos demais grupos. Escolheram as estrelas, aquelas que convidam e guiam para uma visita em um local especial. O local escolhido foi o sertão, esse que ocupa nosso coração universal: “O coração do lugar”.

Essas mulheres da terceira idade se reúnem para conversar, trocar receitas, fazer  ginásticas, cantar, contar casos passados e bordar, bordar de uma maneira simples e afetuosa, frases e imagens extraídas dos textos, da vida e do imaginário das pessoas que fizeram parte da memória e da história.

Museu Casa Guimarães Rosa

MuseuCasaGuimaraesRosaO Museu Casa Guimarães Rosa está instalado na casa onde o escritor João Guimarães Rosa nasceu e passou seus primeiros nove anos de vida (1908 a 1917). Localizado na avenida Padre João, 744, no Centro de Cordisburgo, o espaço é um dos principais itens do seu acervo é justamente este imóvel, composto pela residência da família e pela venda mantida pelo seu pai, Florduardo Rosa, o “seu Fulô”. A venda, típico comércio do final do século XIX, tinha como público os vaqueiros que traziam as boiadas para o embarque nos trens da Central. Nessa venda o menino Joãozito conviveu com esses fregueses e pode ouvir suas pitorescas histórias, que certamente estimularam a viva imaginação do futuro escritor.

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Parceria da Secult, Sede, Seed e startups levam tecnologia e acessibilidade para o turismo mineiro

O Museu Mineiro e o site institucional da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (www.secult.mg.gov.br) ganharam acessibilidade para pessoas surdas. No Museu Mineiro, as obras expostas agora contam com QR Codes para vídeos explicativos em Libras. A iniciativa é um dos frutos de uma parceria da Secult com o Programa de Aceleração de Startups de Minas Gerais (SEED) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), que lançaram, nesta sexta-feira (26/11), quatro projetos de inovação em Turismo, dentro do Programa Reviva Turismo.

Os projetos tiveram como eixos centrais dois desafios. O primeiro, de tornar o turismo mais acessível, resultou na implantação dos vídeos contendo tradução em libras no site e no museu e também na virtualização de conteúdo do Parque Nacional da Canastra, gerando milhares de interações no meio digital desde sua disponibilização em julho de 2021. O segundo, para coletar e disponibilizar dados de qualidade sobre a oferta e a demanda do turismo, foi desenvolvido em parceria com o Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG) e já geram insights poderosos para a gestão.

Os projetos vão desde o georreferenciamento de destinos turísticos até o mapeamento de buscas no Google e outras plataformas para garantir informação acessível e de qualidade a todos. A parceria terá o prazo de duração de seis meses, sem custo para a SECULT.

Segundo a subsecretária de Turismo da Secult, Milena Pedrosa, a tecnologia é fundamental como ponte para o turismo acontecer. “Por isso estamos com a SEDE, justamente, para ter meios, para fazemos um turismo mais sustentável, consciente e também inteligente. Estamos lançando quatro projetos com startups nessa parceria, discutindo tanto sobre dados para os diagnósticos do turismo, quanto também a acessibilidade, seja em sites ou projetos. É o que chamamos de Minas Plural, pois queremos que nosso estado seja cada vez mais diverso”, afirmou.

O CEO da SignumWeb, Felipe Barros, startup que desenvolveu a acessibilidade no Museu Mineiro e no site da Secult, afirmou que a iniciativa nasceu da criação de um dicionário online em Libras, que evoluiu para uma plataforma web de intérpretes de Libras. Com a parceria com o Seed, a lingua de sinais agora é levada para o turismo e cultura, trazendo autonomia para outros públicos.Além da SignumWeb, que apresentou o projeto SW – Turismo e Cultura em Libras, as startups Sentimonitor, Guiia eXPR ProdutoFinal também lançaram os projetos inteligência artificial para insights a partir de conversas online, análise de mercado – turismo MG e Minas Conecta, respectivamente.Foi apresentado, ainda, oo painel Novo Caged 2021, elaborado pelo OTMG.

Parceria vai fomentar inovação no turismo

Os objetivos da parceria são criar um espaço de produção de conhecimento, fomento à inovação e articulação entre os profissionais do turismo e da área de inovação; fomentar a produção de projetos de maior assertividade e redução de custos; e incentivar o apoio do governo e da iniciativa privada para aumentar os estudos e investimentos na área de inovação em turismo.

O superintendente de Inovação Tecnológica da Sede, Pedro Emboava, falou da importância da parceria com a Secult. “Vários setores da economia estão passando por transformações, ainda mais durante a pandemia. Ciência, tecnologia e inovação serão uma tônica em todos eles, para que continuem junto à população, uma vez que estamos cada vez mais conectados pela internet e smartphones. Logo, para o turismo, que sofreu tanto, fica muito claro que a tecnologia é um ponto importante para a retomada, seja para tornar os destinos mais acessíveis ou mais visíveis”, explicou.

O subsecretario de Ciência, Tecnologia e Inovação da SEED, Felipe Attiê, ressaltou que as startups são a força motora das inovações e de solução de problemas. “Colaboramos com as Secretarias para dinamizar essas inovações para um caminho de sucesso, procurando um novo caminho para os mineiros”, pontuou.

“Por mais que eu queira pensar que estejas muito satisfeita aí, não posso acreditar que uma mineira, livre filha das montanhas, acostumada a respirar o ar livre de sua terra, possa viver suando 24 horas por dia e ouvindo as conversas estúpidas e insensatas dessas tagarelas fluminenses”. As palavras transcritas não deixam dúvidas do caráter sagaz e audacioso de sua autora, Constança Guimarães, uma jovem ouro-pretana que viveu no final do século XIX.

Constança nasceu em 11 de novembro de 1871, em Ouro Preto, então capital de Minas Gerais. Era filha do poeta e autor do romance A Escrava Isaura, o mineiro Bernardo Guimarães (1825-1884), e de Teresa Maria Gomes Lima. Bernardo Guimarães era ainda tio de Alphonsus de Guimaraens, que viria a se tornar um dos nomes expoentes da literatura simbolista brasileira. Neste ambiente familiar, informado pela literatura e pelas artes da escrita, Constança cresceu e desenvolveu sua escrita arguta e sua visão de mundo cirúrgica. 

Para explorar este universo de Constança Guimarães, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio da Diretoria de Museus (Dimus) e do Museu Casa Alphonsus de Guimaraens, realizam a exposição virtual De Tua, Constancinha - Cartas de Constança Guimarães. A exposição é ainda patrocinada pela Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O título da exposição remete à forma carinhosa com a qual Constança Guimarães encerrava as suas cartas. A exposição poderá ser acessada a partir do dia 28 de dezembro, data simbólica que marca o aniversário de morte da autora. 

Na juventude, Constança tinha o hábito de escrever para as suas primas no Rio de Janeiro. As cartas trazem notícias e visões sobre o cotidiano em Ouro Preto e sobre a vida na Escola Normal, onde estudou. Dessa forma, o material oferece uma rica oportunidade de compreender as visões de mundo de uma mulher jovem e letrada nas Minas oitocentistas.

Aos 13 anos de idade, Constança viveu a morte do pai, que foi vitimado pela tuberculose. Pouco tempo depois, Constança sucumbiu à mesma doença, aos 17 anos de idade. As cartas de Constança Guimarães foram conservadas e doadas nos anos 1970 ao Arquivo Público Mineiro, onde são preservadas e disponibilizadas para consulta ao público. Para saber mais sobre o acervo, clique aqui.

MUSEU CASA ALPHONSUS DE GUIMARAENS

Localizado no coração do centro histórico de Mariana (MG), o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens foi idealizado como uma forma de prestar homenagem ao escritor (Ouro Preto, 1870 – Mariana, 1921), considerado um dos principais autores do movimento simbolista no Brasil.

O Museu Casa Alphonsus de Guimaraens foi inaugurado em 1987, na casa onde o poeta residiu com a família, esposa e filhos, entre os anos de 1913 e 1921. O acervo da instituição é composto por objetos pessoais do escritor, objetos referentes à sua carreira como juiz, fotografias pessoais, sua biblioteca particular, além de documentos textuais, com destaque para os artigos publicados em periódicos, correspondências e versões manuscritas de poemas.

SERVIÇO:

Exposição Virtual “De tua, Constancinha - Cartas de Constança Guimarães”

Museu Casa Alphonsus de Guimaraens

Exposição virtual: http://detuaconstancinha.com.br/

Quando: a partir de 28 de dezembro de 2021

Museu Casa Alphonsus de Guimaraens

Endereço: Rua Direita, 35 – Centro – Mariana/MG. CEP: 35420-000

Contato: (31) 3058-1587| Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Facebook: https://www.facebook.com/museualphonsusdeguimaraens/

Instagram: https://www.instagram.com/museualphonsus/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCZ9YFazrZQpPTbtpKCG4REg

PARQUE ESTADUAL DO BIRIRI Cachoeira Sentinela Credito Evandro Rodney apenas Setur

Iniciativa está inserida no Programa Reviva Turismo e está orçada em R$ 10 milhões

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) divulgou, nesta quinta-feira (25), a listagem oficial do edital de R$ 10 milhões inédito no Brasil para o fomento do setor turístico mineiro, que faz parte do Programa Reviva Turismo.  Ao todo, foram selecionados 27 projetos de promoção e apoio a comercialização. A lista com os classificados e desclassificados no edital de chamamento público para seleção de organização da sociedade civil nº 001/2021 está disponível para consulta AQUI.

O objetivo é realizar investimentos de marketing para divulgar e promover o potencial turístico de Minas Gerais, o aumento do número de visitantes ao estado e gerar, assim, mais empregos, renda e desenvolvimento socioeconômico.

Comercialização e promoção de destinos

Dentre as ações de apoio à comercialização, a expectativa é sejam criadas ações como famtours; encontros de negócios; treinamentos e elaboração de roteiros turísticos em conjunto para operadores e agentes de viagens; além da criação, produção e divulgação online, seguindo a tendência de compra do turista.

Já dentre as ações de promoção de destinos e produtos turísticos as ações são: criação, produção e divulgação online de materiais digitais, conteúdos promocionais para redes sociais, sites ou blogs, press trips, ações de publicidade ou propaganda exclusivamente online; produção e aquisição de fotos e vídeos, de alta qualidade, para fins de promoção do destino ou produto turístico.

Os proponentes deverão ser organizações sociais que trabalham com turismo e possuam produtos turísticos já estruturados. Todos os projetos devem atuar com produtos turísticos mineiros com foco no turismo cultural, turismo de natureza, turismo de aventura, turismo gastronômico, turismo rural, turismo de negócios e eventos e cicloturismo.

Reviva Turismo

Criado em maio deste ano, o Reviva Turismo possui duas metas principais: garantir 100 mil empregos no ramo de turismo até o fim de 2022 e tornar Minas Gerais um dos três principais destinos do Brasil. Esse segundo objetivo já foi alcançando dois meses após a criação da iniciativa, conforme dados do IBGE.

O Reviva Turismo é baseado em quatro eixos: biossegurança, estruturação, capacitação e marketing do destino Minas Gerais. O programa foi desenhado conforme as múltiplas potencialidades turísticas do estado – paisagens naturais e urbanas exuberantes; a singular cozinha mineira; concentração de patrimônios históricos, culturais e da humanidade; complexo de águas e estâncias hidrominerais e toda a mineiridade representada pelo povo acolhedor.

Ao todo, 389 municípios foram habilitados em 2021; Repasses às cidades ocorrerão ao longo do próximo ano

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) disponibilizou, nesta quinta-feira (23/12), os índices definitivos do programa ICMS Turismo. Ao todo, dos 460 municípios inscritos, 389 foram habilitados na iniciativa, número recorde até hoje.

Os índices para distribuição dos recursos foram publicados nas páginas 14, 15, 16 e 17 do Diário Oficial do Estado. Os recursos serão repassados às cidades habilitadas no decorrer de 2022, tendo como base o ano de 2020.

O Programa ICMS Turismo tem a finalidade de promover o desenvolvimento turístico dos municípios mineiros, em conformidade com a Lei Estadual nº 18.030/2009, que redistribuiu as cotas de repasse financeiro do ICMS e do IPI, contemplando o setor do Turismo.

Assim, a criação de um critério de repasse financeiro, denominado ICMS Turismo, fortaleceu a política pública para o desenvolvimento da gestão turística nos municípios mineiros. O ICMS Turismo estimula a formatação e a implantação de programas e projetos voltados para o desenvolvimento do setor e das políticas públicas para o Turismo.

Para ter direito ao repasse, o município deve, anualmente, se enquadrar nos seguintes critérios obrigatórios: Participar de uma Instância de Governança Regional (IGR) certificada pela Secult, nos termos do Programa de Regionalização do Turismo no Estado de Minas Gerais; ter uma política municipal de Turismo elaborada e em implementação; possuir Conselho Municipal de Turismo (Comtur), constituído e em regular funcionamento; possuir Fundo Municipal de Turismo (Fumtur), constituído e em regular funcionamento.

Outras informações sobre o ICMS Turismo estão disponíveis AQUI.

 

 

23 12 2021 miniicms

Imagem: Patrick Grosner

ceschiatti chafariz foto Rodrigo Câmara SecultMG

 

Algumas das obras estão sendo exibidas publicamente pela primeira vez; mostra faz parte das celebrações do centenário da Semana de Arte Moderna

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), apresenta a exposição “Alfredo Ceschiatti - Recortes Modernos”, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, em cartaz a partir deste sábado (27/11).

A mostra conta com obras que compreendem o período de 1942 a 1969. São 13 esculturas de Ceschiatti, em um recorte especial da obra deste que é um dos mais notáveis expoentes nomes do modernismo brasileiro e mundial. A exposição, que integra o Plano Descentra Cultura, da Secult, é o marco, no Brasil, das comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 e poderá ser vista pelo público, de forma gratuita, até 13 de março de 2022.

A abertura ocorreu nesta quinta-feira (25/11), no Palácio da Liberdade, com a presença do vice-governador, Paulo Brant, do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, e de outras autoridades.

O secretário Leônidas Oliveira destacou a importância e o intuito da mostra: “Quando a Secult se propõe a falar da Semana de Arte Moderna de 1922, busca revisitar esse passado, mas queremos, também, reafirmar este presente, porque esta é a característica da modernidade. Quando colocamos as obras de Ceschiatti entrelaçadas com a história desse Palácio – tão significativo e símbolo do ecletismo, da junção de formas da arquitetura mineira – nós queremos que passado e presente se confluam, mas sem esquecer a vanguarda”.

Nesse sentido de ações de vanguarda, Oliveira menciona também o processo que a Secult conduz na internacionalização de Minas Gerais. “É por isso que temos firmado acordos internacionais importantes. No próximo ano, abriremos bolsas para que artistas mineiros possam participar de intercâmbios de experiências e residências artísticas. Primeiro, acordo com Luxemburgo, que abrigará a capital europeia da cultura em 2022, além de Portugal, França, outras nações da comunidade europeia e outros países fora desse eixo, de forma a permitir residências artísticas, para que possamos aprender, mas, também, para que o Brasil e sobretudo Minas Gerais possa ensinar o que é cultura da diversidade, coisa única e talvez exclusiva desse nosso país”, disse o secretário.

As obras são de propriedade da sobrinha do escultor, Angela Ceschiatti, que é guardiã de sua memória. Algumas delas são exibidas publicamente pela primeira vez, tais como “O Anjo” e “O contorcionista”.  Ambas as obras serviram como protótipos das obras finais realizadas para a Catedral de Brasília e o Teatro Nacional, em Brasília (DF).

A curadoria e expografia levam a assinatura de Rodrigo Câmara, superintendente de Bibliotecas, Museus, Arquivo Público e Equipamentos Culturais da Secult, que revela: “tenho a sensação de que o Palácio da Liberdade, em todo o seu ecletismo, encontra, nas obras de Ceschiatti, a modernidade e provocação que este importante movimento trouxe para o Brasil e para o mundo”.

O legado de Alfredo Ceschiatti
Artista plástico e escultor brasileiro nascido em Belo Horizonte (1918), Alfredo Ceschiatti ficou mais conhecido como criador de obras para decoração de prédios projetados por Oscar Niemeyer, de quem foi constante colaborador. Antes de se consagrar à escultura, viajou pela Europa (1938), especialmente pela Itália, de onde traz muita referência da produção escultórica romana. Voltou ao Brasil e entrou na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1940). Três anos depois começou a ser premiado e ganhou diversas medalhas na divisão moderna do Salão Nacional de Belas Artes, inclusive o de uma viagem ao exterior (1945) pelo baixo-relevo do batistério da igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte.

Deu início a sua colaboração com Niemeyer, inclusive com várias encomendas para a construção de Brasília, como “As banhistas” ou “As Iaras”, em bronze, no espelho d'água do Palácio da Alvorada; “A Justiça”, em granito, em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal; “Os anjos” e “Os evangelistas”, na catedral; e “As gêmeas”, em bronze, na cobertura do Palácio do Itamaraty. Na Nova Cap, também ensinou escultura e desenho na Universidade de Brasília (1963-1965). No Rio de Janeiro, cidade onde morreu (1989), fez as figuras representativas para as forças armadas no monumento aos mortos da segunda guerra mundial.

Visitação
A visitação pública à exposição “Alfredo Ceschiatti - Recortes Modernos” segue as normas de controle de acesso e quantidade de público de acordo com protocolos de segurança sanitária estabelecidos pelo Palácio da Liberdade. As obras estão expostas no hall interno do prédio, bem como no Salão de Honra, no segundo piso. Na área do jardim, no chafariz, a escultura “A Banhista”, de 1954, encontra seu lugar e complementa o cenário desenhado.

Dias de visitação pública: sábados e domingos. Ingressos são disponibilizados às quintas e sextas-feiras na plataforma SYMPLA, no seguinte endereço: https://www.sympla.com.br/appa

* Horários para visitação interna + jardins: 10h, 11h, 13h, 14h, 15h, com entrada de grupos limitados, em cumprimento ao protocolo de segurança sanitária. Duração de aproximadamente 40 minutos.

* Horários para visitação somente nos jardins: 10h15, 11h15, 13h15, 14h15, 15h15, também com entrada de grupos limitados, em atendimento ao protocolo de segurança sanitária. Duração máxima de 1h.

É necessário apresentar-se à recepção com 15 minutos de antecedência ao horário agendado e seguir as regras de visitação, disponíveis em: https://www.appa.art.br/palaciodaliberdade/regras-de-visitacao/

ceschiatti palacioliberdade foto Rodrigo Câmara SecultMG

Fotos: Rodrigo Câmara/Secult-MG

Atenção para os prazos: projetos devem ser executados até 31 de dezembro de 2021; Documentação deve ser entregue em 30 de janeiro de 2022 

Em conformidade com o Decreto Federal nº 10.683/2021, o prazo final para a execução dos projetos contemplados na Lei Aldir Blanc em Minas Gerais (LAB MG) é 31/12/2021, e a prestação de contas deve ser entregue até 30/1/2022

Para ajudar os proponentes contemplados na LAB MG, está disponível no site da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) um tutorial com orientações. O arquivo contém um passo a passo para a prestação de contas de projetos aprovados na Lei. No documento estão links de lives tira-dúvidas realizadas pela Secult durante a vigência da LAB-MG, além de uma cartilha explicativa sobre o processo de prestação de contas e pontos de atenção em itens dos editais elaborados com recursos da Lei Aldir Blanc.

Para fins de registro e comprovação, a documentação necessária deverá ser incluída por meio de Peticionamento Intercorrente no mesmo processo em que foi assinado o Termo de Compromisso de Emergência, via SEI!.

Faça o download do tutorial

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MURIAÉ Foto Acervo Setur MG Renato Fraga

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) participa, nesta sexta-feira (26), da V Conferência Municipal de Cultura e Turismo de Muriaé e Região. O evento é realizado no Anfiteatro da Faculdade Santa Marcelina (FASM) e é organizado pela Fundarte e Prefeitura de Muriaé.

A Conferência será aberta pelo subsecretário de Cultura de Minas Gerais, Maurício Canguçu, com a palestra ‘Contextualização das Políticas Públicas de Cultura e Turismo na Contemporaneidade’.

A conferência também contará com exibição de painéis, palestras, rodas de conversas, debates, sobre temas diversos dentro da Cultura e Turismo, envolvendo instituições, empresas, associações e organizações sociais, assim como conselhos, pontos de cultura, artistas, procuradores culturais e empreendedores do turismo, esporte e cultura regional.