
Como contrapartida aos recursos recebidos pelo Edital Música Minas, o grupo Olubatá Percussão Étnica fará duas apresentações gratuitas em Belo Horizonte neste fim de semana. Amanhã (24/06), o grupo promove uma roda de conversa musical sobre sua produção no Museu da Moda (Rua da Bahia, 1149, Centro), às 19h. Já no domingo, 25(/06), o grupo apresentará o samba de roda “Monjolo Encabulado”, no Centro de Referência de Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado (Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 900, Itapoã) a partir das 15h.
Para comemorar os 100 anos da gravação da música “Pelo Telefone”, primeiro samba registrado no Brasil, o grupo “Olubatá Percussão Étnica” apresenta ao público da capital o samba de roda “Monjolo Encabulado”. Sendo a primeira prática musical brasileira a ser registrada como patrimônio cultural imaterial pela UNESCO e estando sempre associado a uma dança, o samba de roda é inspirado nos diversos ritmos tribais africanos trazidos para o Brasil durante a escravidão.
A música é conduzida por um cantor, que é acompanhado por homens e mulheres que dançam e repetem os versos acompanhando com palmas ritmadas, formando uma roda. No centro da roda, sempre se dança sozinho e a “umbigada” marca a troca dos dançarinos do centro da roda. As sambadeiras tem presença marcante nesse tipo de samba, pois são elas que batem as palmas e geralmente saem na roda para sambar e responder às cantigas entoadas. As letras das cantigas traduzem toda o despojamento e espontaneidade desse estilo musical, misturando elementos da memória ancestral afrobrasileira a acontecimentos cotidianos e imediatos da performance musical.
O repertório do espetáculo é composto por várias cantigas reunidas pelo diretor do grupo, o cantor e percussionista Obaoyo, que nasceu e residiu no extremo sul da Bahia e teve a oportunidade de vivenciar todo o contexto musical do samba de roda. Acompanhado pelo monjolo e pela cabula, ritmos trazidos pelos africanos em seus navios negreiros, “Monjolo Encabulado” pretende levar ao público todo o colorido e alegria dessa rica manifestação popular, referência obrigatória para os amantes do samba.
Os eventos contam com o patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura do Governo de Minas Gerais e com o apoio cultural da Prefeitura de Belo Horizonte, Fundação Municipal de Cultura, Museu da Moda e do Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado.
Olubatá Percussão Étnica
O grupo “Olubatá Percussão Étnica”, criado em 2008 pelo percussionista Obaoyo, tem como proposta trabalhar a percussão étnica, sobretudo dos ritmos afrobrasileiros, em oficinas e apresentações, tendo se apresentado em importantes eventos que promovem a cultura afro, como o Festival de Arte Negra (FAN), em Belo Horizonte/MG, o Festival Clara Nunes, em Caetanópolis/MG, e a Festa de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia, em Ouro Preto/MG. O grupo também realiza parcerias com outras companhias artísticas, dentre elas a Associação Cultural Odum Orixás, Grupo Bataka e Companhia de Dança Evandro Passos, sediadas em Belo Horizonte.
SERVIÇO
Apresentações do grupo Olubatá Percussão Étnica
Dia 24/06, às 19 horas, no Museu da Moda (Rua da Bahia, 1149, Centro, BH/MG), com entrada franca sujeita à lotação do teatro (as senhas serão distribuídas 30 minutos antes da apresentação). Dia 25/06, a partir das 15 horas, no Centro de Referência de Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado (Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 900, Itapoã, BH/MG). Entrada franca.
Outras informações:
Facebook (@olubatapercussao), Instagram (@olubatapercussao), (31)97186-1912 (Renata Moreira – produção), (31)98614-0910 (Obaoyo – direção)