
A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, dá continuidade à mostra permanente Cinema e Psicanálise, resultado de uma parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise. Em sua quinta sessão, será exibido o drama O Casamento de Rachel (2009), do diretor estadunidense Jonathan Demme, que também dirigiu os consagrados O Silêncio dos Inocentes (1991) e Filadélfia (1993). A obra rendeu à protagonista da trama, Anne Hathaway, inúmeras indicações a prêmios de melhor atriz.
O filme será comentado por Lilany Pacheco, psicóloga e psicanalista doutora em Ciência da Saúde pela UFMG, especialista em temas ligados à clínica com adolescentes, toxicomania, alcoolismo, distúrbios alimentares, sexualidade contemporânea, dentre outros. A pesquisadora integra o Corpo Docente do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais e é membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise. Junto ao público, Lilany Pacheco abordará questões psicanalíticas presentes ao longo do filme.
A narrativa de O Casamento de Rachel traz Hathaway no papel de Kym, que está visitando sua família devido ao casamento de sua irmã, Rachel (Rosemarie DeWitt), do qual será madrinha. Após um longo período em uma clínica de reabilitação, Kym retorna à sua cidade natal para a comemoração e sua volta abre antigas feridas, abalando a harmonia da família e levando à tona um histórico carregado de conflitos pessoais e familiares.
Com a câmera quase todo o tempo de gravação na mão, Demme desenvolve uma direção naturalista que objetiva captar os personagens de forma íntima, revelando suas dificuldades e traumas.
Cinema e Psicanálise - Contemporâneos em seu nascimento, o cinema e a psicanálise se encontram primeiramente na dimensão do sonho. O pensamento transformado em imagens no sonho faz de cada sonhador o diretor de um filme que ele mesmo não compreende e precisa decifrar. O cinema, por sua vez é uma espécie de sonho coletivo que impregna de imagens e mensagens o psiquismo do espectador.
Psicanálise e cinema trabalham, cada um a seu modo, com a verdade em sua estrutura de ficção na construção de suas narrativas. Para Lacan, a tela de cinema seria “o revelador mais sensível” que permite mostrar, a um olhar oblíquo, marcas do que é assunto intocável para cada um. “Assim como a escuta psicanalítica nos conduz a observar fenômenos normalmente desapercebidos, tais como os atos falhos, os lapsos, os erros de memória ou mesmo um chiste, o cinema desperta um modo particular de percepção ao destacar, graças ao grande plano e à câmara lenta, elementos ocultos ao olhar imerso no fluxo contínuo do cotidiano”, explica Bruno Hilário, coordenador de cinema da Fundação Clóvis Salgado.
SERVIÇO
Cinema e Psicanálise – O Casamento de Rachel
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes- Av. Afonso Pena, 1537
Dia: 4 de agosto (sexta-feira)
Horário: 19h30
Entrada gratuita, com retirada de ingressos 30 min antes de cada sessão
Informações para o público: (31) 3236-7400
Informações para a imprensa:
Júnia Alvarenga l (31) 3236-7419 l (31) 98408-7084 l Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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