
O projeto A Canção das Iluminaras, por meio da Orquestra Renascentista, apresenta o concerto “As Bodas de Canaa - Um Quadro e sua Música” neste domingo (17), às 11h, no Memorial Minas Gerais Vale. Composta por peças de compositores do século XVI, como Orlando de Lassus, Salomone Rossi, Il hebreu, o trabalho faz uma leitura musical da obra “As bodas de Canaa”, do pintor italiano Paolo Veronese. O repertório procura, por meio da música, trazer o público para dentro das alusões presentes no quadro, sejam elas religiosas, sensoriais ou morais. Na oportunidade, o Professor Rodrigo Vivas fará uma breve apresentação da obra. A entrada é gratuita.
"A Canção das iluminuras" é um grupo mineiro especializado na execução de músicas compostas entre os séculos X e XV, empregando cópias de instrumentos usados neste período e valendo-se de um trabalho de pesquisa e experimentação para abordar este riquíssimo e pouco divulgado repertório.
Seus integrantes são músicos com as mais diversas vivências musicais, incluindo jazz, música regional e folclórica e com experiência na interpretação da chamada Música Antiga.
O repertório abrange cinco séculos de música e traz à luz uma amostragem das mais importantes e expressivas composições do medievo espanhol, português e francês, cantadas em galego-português, castellano, latim e provençal, onde toda originalidade da música medieval é ressaltada pelas peculiaridades lingüísticas dos idiomas usados naqueles séculos.
Bodas de Caná, de Paolo Veronese
A pintura mostra as Bodas de Caná, a história de um milagre do Novo Testamento cristão. Na história, Jesus e os seus discípulos foram convidados para um casamento em Caná, na Galileia. Já perto do final da festa, quando o vinho começava a escassear, Jesus pediu aos serventes para encher os cálices com água, que depois ele transformou em vinho (o seu primeiro de sete milagres, como escrito no Evangelho de João).
Nas Bodas de Cana, os músicos /pintores e aqueles que servem o banquete por sua vez , se dispõe ao alto e em frente à figura de Cristo, para onde converge o foco desta pintura, seguido por uma série de outras figuras – humana e de animais.
Cada uma delas com seu próprio simbolismo, desde o casal de cães unidos por suas coleiras, significando a fidelidade, passando pelas figuras ricamente vestidas, evocando o requinte e a riqueza , até os serviçais que, acima das figuras centrais de Cristo e Maria, preparam o cordeiro – alusão ao sacrifício que se dará, de acordo com a história bíblica.
Em torno deste eixo central, centenas de personagens se dispõe, travando uma espécie de diálogo ou conversa, um burburinho, que emerge de maneira silenciosa, mas capaz de chegar aos ouvidos daqueles que observam o desenrolar da cena.
A pintura de Veronese emprega a linguagem do banquete e seu protocolo, para criar uma atmosfera que oscila, todo o tempo, entre o religioso e o secular, o real e o simbólico, a suntuosidade e a moderação, numa linguagem que atende , tanto ao entendimento monástico ( monges beneditistas que comissionaram o quadro) quanto ao leigo ( especialmente gente da nobreza, que era visitante frequente do mosteiro de Sao Giorgio Maggiore , em Veneza).
SERVIÇO
PROJETO A CANÇÃO DAS ILUMINARAS APRESENTA O CONCERTO “AS BODAS DE CANAA - UM QUADRO E SUA MÚSICA”
Data: 17/09/2017
Horário: 11h
Local: Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, sem número, esquina com Rua Gonçalves Dias, Belo Horizonte/MG)
Bodas de Caná, de Paolo Veronese
A pintura mostra as Bodas de Caná, a história de um milagre do Novo Testamento cristão. Na história, Jesus e os seus discípulos foram convidados para um casamento em Caná, na Galileia. Já perto do final da festa, quando o vinho começava a escassear, Jesus pediu aos serventes para encher os cálices com água, que depois ele transformou em vinho (o seu primeiro de sete milagres, como escrito no Evangelho de João).
Nas Bodas de Cana, os músicos /pintores e aqueles que servem o banquete por sua vez , se dispõe ao alto e em frente à figura de Cristo, para onde converge o foco desta pintura, seguido por uma série de outras figuras – humana e de animais.
Cada uma delas com seu próprio simbolismo, desde o casal de cães unidos por suas coleiras, significando a fidelidade, passando pelas figuras ricamente vestidas, evocando o requinte e a riqueza , até os serviçais que, acima das figuras centrais de Cristo e Maria, preparam o cordeiro – alusão ao sacrifício que se dará, de acordo com a história bíblica.
Em torno deste eixo central, centenas de personagens se dispõe, travando uma espécie de diálogo ou conversa, um burburinho, que emerge de maneira silenciosa, mas capaz de chegar aos ouvidos daqueles que observam o desenrolar da cena.
A pintura de Veronese emprega a linguagem do banquete e seu protocolo, para criar uma atmosfera que oscila, todo o tempo, entre o religioso e o secular, o real e o simbólico, a suntuosidade e a moderação, numa linguagem que atende , tanto ao entendimento monástico ( monges beneditistas que comissionaram o quadro) quanto ao leigo ( especialmente gente da nobreza, que era visitante frequente do mosteiro de Sao Giorgio Maggiore , em Veneza).