
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) comemora 46 anos de trabalho de preservação e promoção do patrimônio cultural de Minas Gerais. Em quase meio século, o Instituto já realizou 143 tombamentos e reconheceu quatro bens de natureza imaterial. Por meio dos seus programas, acompanha e realiza obras de restauração de bens culturais, implementa ações de cooperação municipal, por meio do ICMS Patrimônio Cultural, e produz inventários, dossiês de registro e tombamento, além das ações de salvaguarda do patrimônio de todo do Estado.
O Iepha-MG, em sua trajetória, vem ampliando a escuta junto aos coletivos de cultura e às comunidades locais fortalecendo a participação no reconhecimento do patrimônio cultural do Estado. Nos últimos três anos, a equipe do Iepha-MG esteve presente nos 17 territórios regionais com a Rodada do Patrimônio Cultural e reuniu, neste período, cerca de dois mil gestores municipais para discutir políticas públicas de patrimônio. A última edição da Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais também apresenta números significativos para o estado, foram mais 1.500 atividades em 641 municípios mineiros.
Entre suas ações de preservação, o Iepha-MG está recuperando três bens culturais centenários em Minas Gerais: a Igreja Nossa Senhora do Rosário em Brejo do Amparo, no distrito de Januária, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Matias Cardoso, ambas no Norte de Minas, a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, em Jequitibá e a Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale, somando aproximadamente R$6 milhões.
Patrimônio material – bens tombados
Atualmente, Minas Gerais possui 143 bens tombados, situados em 72 municípios diferentes. Os mais recentes ocorreram em dezembro de 2016 e junho de 2017, quando o Conselho de Patrimônio Cultural de Minas Gerais – Conep, aprovou o tombamento de três pontos turísticos: o Túnel da Mantiqueira, localizado no município de Passa Quatro e a Serra de São Domingos, na cidade de Poços de Caldas, ambos localizados no sul de Minas, e o centro histórico de Grão Mogol, no norte do estado.
Para Michele Arroyo, presidente do Iepha-MG, esses tombamentos foram ações importantes do instituto em relação às expectativas das comunidades. “Essas demandas estavam no Iepha-MG há muito tempo e, com os tombamentos aprovados pelo Conep, dividimos com os municípios a preservação desses espaços, agora reconhecidos como patrimônio cultural”, disse a presidente do Iepha-MG.
Patrimônio imaterial – bens registrados
A equipe do Iepha-MG trabalha para reconhecer mais dois bens culturais de natureza imaterial de Minas Gerais e se juntarem ao “Modo artesanal de fazer o queijo da região do Serro”, à “Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte”, aos “Arturos”e às “Folias de Minas”.
Lançado em setembro deste ano, durante a Feira de Artesanato de Almenara, o projeto “Arte em Barro: a Cerâmica do Vale do Jequitinhonha” se encontra na primeira etapa, que é a realização de um cadastro dos artesão/ceramistas por meio de um formulário disponível no portal da instituição.
Já a pesquisa sobre “As violas: os modos de fazer e tocar em Minas”, que contou com um seminário ocorrido em março de 2017, está na fase final e será apresentado ao Conep no final do deste ano.
Novo site
Outra importante ação do Iepha-MG nos últimos anos foi o lançamento do novo site do instituto, que traz uma linguagem atual que busca acompanhar as inovações tecnológicas. O novo portal eletrônico e está disponível desde junho, e foi planejado para atender às necessidades dos diferentes perfis de usuários, que poderão acessá-lo de qualquer lugar pelo tablet ou smartphone. Além do aprimoramento do leiaute, o cidadão conta ainda com um rico acervo fotográfico dos diversos bens culturais espalhados por Minas Gerais.
Dia do Patrimônio
Desde 2015, o Iepha-MG celebra o Dia do Patrimônio, comemorado em 17 de agosto, com um seminário promovido pelo instituto para discutir gestão compartilhada das políticas públicas de cultura e patrimônio cultural. Os encontros são realizados no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, e reúne representantes do poder público e da sociedade civil.
Revista Óculo
O Seminário Estadual do Patrimônio Cultural: Circuitos Culturais e as Cidades, realizado na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, em agosto de 2015, primeiro ano do atual governo e da gestão do Circuito Liberdade, resultou na publicação da Óculo – Revista do patrimônio cultural de Minas Gerais: Circuitos de Cultura, lançada juntamente com as atividades do Dia do Patrimônio deste ano.
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