
Ao comemorar um ano de sua inauguração, a PQNA Galeria do Palácio das Artes passa a se chamar, a partir de agora, PQNA Galeria Pedro Moraleida. O nome é uma homenagem ao jovem artista mineiro que integrou a edição 2017 do Programa ArteMinas. A solenidade de renomeação da PQNA foi realizada na quinta-feira (22) e contou com a presença do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, do presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes-Filho, dos pais de Moraleida, Luiz Bernardes e Nicéia Moraleida, além dos artistas Juçara Costa, Rodrigo Mogiz, Domingos Mazzilli, Leandro Gabriel, Paulo Roberto Lisboa e Miguel Gontijo.
Na ocasião, também ocorreu o lançamento do catálogo PQNA Ano Hum, publicação que reúne informações sobre as exposições Grandes Nomes: Acervo FCS; Borda!; Estórias Gravadas; O deserto não deixa pegadas e O que as vandas não contam, que passaram pela PQNA neste 1º aniversário. Inaugurada em fevereiro de 2017, a PQNA Galeria Pedro Moraleida é um espaço expositivo diferenciado no complexo cultural do Palácio das Artes e tem se consolidado como um importante local para as artes visuais em Minas Gerais.
Para Augusto Nunes-Filho, a FCS reafirma o seu compromisso com o estímulo às diferentes manifestações artísticas no Estado ao escolher homenagear o legado de Pedro Moraleida, dando seu nome à única galeria do Palácio das Artes que ainda não celebrava o trabalho de um artista. “Tão relevante quanto homenagear Pedro Moraleida é relembrar o poder transformador e multiplicador da arte. A potência e a importância do trabalho de Moraleida despertaram o interesse de um público diverso devido ao teor questionador de sua obra. Nada mais acertado do que reconhecer o legado desse artista ao dar o seu nome a uma Galeria do Palácio das Artes”, ressalta Augusto Nunes-Filho.
Na edição 2017, o programa ARTEMINAS abordou a vanguarda como tema. Fruto de um trabalho intenso e ousado, as 130 obras de Pedro Moraleida apresentadas na exposição Faça Você Mesmo Sua Capela Sistina, na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, foram produzidas nos mais variados suportes. Com curadoria de Augusto Nunes-Filho, colocou em evidência a importância da arte na sociedade contemporânea. A exposição atraiu 16.631 mil pessoas à Grande Galeria.
Luiz Bernardes e Nicéia Moraleida, pais do artista, elogiaram a inciativa da Fundação e se disseram emocionados e satisfeitos. “O acervo de Pedro não é somente afetivo, mas possui um alto valor cultural e artístico muito importante. Apesar de um artista muito novo e não amadurecido, seu trabalho era de alguém que possuía muito talento e tratava de temáticas muito atuais, tanto do ponto de vista formal quanto narrativo. Toda a repercussão de sua exposição faz com que o ato de materializar seu nome na PQNA Galeria seja uma vitória da luta contra o obscurantismo, contra a tentativa de restringir a liberdade de pensamento e criação artística. É possível derrotar isso com sensibilidade e percepção”, disseram.
Outros artistas que já expuseram trabalhos na PQNA também compareceram ao evento, como Domingos Mazzilli, Juçara Costa e Rodrigo Mogiz. Os três ocuparam a PQNA entre maio e junho de 2017 com a exposição Borda!, que apresentava os diferentes fazeres artísticos a partir do bordado. Para eles, muito mais do que uma homenagem a Moraleida, a renomeação do espaço simboliza a luta e a resistência das artes. “É uma homenagem muito oportuna, as outras galerias já tinham nomes de artistas importantes da cena mineira das artes plásticas. Diante de todo alvoroço que aconteceu no ano passado durante a exposição do Pedro, a mudança de nome mostra como ele é um influente artista, mesmo que não estando mais entre nós. Achamos super válido e importante dar o nome dele para uma galeria de arte”, comentaram os artistas.