
O retrato do museólogo Antônio Joaquim de Almeida será inaugurado no Museu do Ouro, em Sabará, às 10h30m, da próxima segunda-feira, dia 9 de abril. Nascido em São Paulo, onde veio a falecer (1907-1996), o criador e primeiro diretor do Museu do Ouro dedicou-se de modo exemplar ao patrimônio cultural mineiro. Obteve a doação da Belgo-Mineira e acompanhou a restauração da antiga Casa da Intendência da Vila Real de Sabará, para que nela se instalasse, em 1946, o museu consagrado ao ciclo do ouro. Selecionou as peças que constituem o seu extraordinário acervo setecentista, tendo sido responsável pela museografia e desenvolvimento das atividades culturais. Criou, ainda, o Museu Regional de Caeté e atuou na direção do IPHAN em Minas Gerais. A cerimônia terá a presença do diretor do Museu do Ouro, Ricardo Rosa Carvalho, do prefeito de Sabará, Wander Borges, e do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, que ofereceu a fotografia, em nome das filhas Patrícia Machado de Almeida Penido e Mônica Machado de Almeida.
Antônio Joaquim de Almeida destacou-se no processo de criação do IPHAN e de seus primeiros museus, na década de 1940. Era irmão do poeta Guilherme de Almeida e casou-se com a escritora mineira Lúcia Machado de Almeida (1910-2005), irmã do escritor Aníbal Machado e autora dos “Passeios” a Sabará, Diamantina e Ouro Preto. O casal promoveu a construção do Edifício Niemeyer, na Praça da Liberdade, tendo residido no 12º andar e cobertura. Ali recebiam intelectuais mineiros e visitantes, numa espécie de salão cultural que marcou época em Belo Horizonte. Numerosas personalidades foram levadas por Antônio Joaquim de Almeida ao Museu do Ouro, conforme registra o livro de visitantes da instituição, como os pintores Guignard, Portinari e Maria Helena Vieira da Silva, o filósofo Jean Paul Sartre e os poetas Pablo Neruda, Gabriela Mistral, Murilo Mendes e Nicolas Guillén.
O secretário Angelo Oswaldo, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Museus, IBRAM, disse que a homenagem a Antônio Joaquim de Almeida vem perenizar a lembrança do criador do Museu do Ouro e admirável defensor do patrimônio cultural de Minas Gerais. “Devemos a Antônio Joaquim uma contribuição modelar à cultura de Minas Gerais e do Brasil e é importante que ele seja sempre lembrado, em especial no Museu do Ouro”, afirmou o secretário.