
O governador Romeu Zema e o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Marcelo Matte, visitaram nessa quarta-feira, 27, o Mercado Central de Belo Horizonte. Importante ponto turístico mineiro, o espaço está comemorando 90 anos de história em 2019. Eles foram recebidos pelo presidente da instituição, Geraldo Henrique Figueiredo Campos, pelo superintendente Luiz Carlos Braga e pelo diretor-secretário, Evando de Oliveira. A subsecretária de Cultura Solanda Steckelberg e a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Eliane Parreiras, também fizeram parte do grupo.
Geraldo Henrique pediu ajuda ao governador sobre a delicada questão de energia elétrica que o mercado enfrenta. São 386 lojas, com muitos equipamentos elétricos, consumindo cada vez mais. Existe uma certa apreensão e Romeu Zema concordou em ajudar. “O Mercado é um querido patrimônio cultural, que gera empregos e é parada obrigatória para turistas de todo o país”, lembrou Zema.
Marcelo Matte ressaltou a importância do Mercado para a Cultura e o Turismo de Minas. Ele chamou a atenção para a real vocação turística que ele apresenta, maior até que a vocação varejista: “O Mercado é um dos principais atrativos da cidade. Aqui estão as cores, os sabores e os cheiros de Minas”.
Como surpresa para o governador e o secretário, o coral do Palácio das Artes fez uma apresentação no espaço cultural do Mercado, cantando trechos das óperas “O Elixir do Amor”, “La Traviata” e Medley - Milton Nascimento. O grupo também caminhou pelos corredores, passando pela loja do Rei do Berrante, umas das mais antigas de artesanato, passou pela Praça do Abacaxi, fez uma breve parada na Padaria Du Pain & CA e, na Roça Capital, eles finalizaram a visita, degustando queijos e doces oferecidos como cortesia pelo proprietário.
90 anos de história
O Mercado foi inaugurado em 7 de setembro de 1929 com o nome de Mercado Municipal, no terreno que abrigava o campo do América Futebol Clube, localizado entre a Avenida Paraopeba (atual Avenida Augusto de Lima) e as ruas Goitacazes, Curitiba e Santa Catarina.
Em 1973 passou a ser denominado Mercado Central. Com a participação ativa dos comerciantes, ao longo dos anos ampliou suas atividades, expandiu seus negócios e se transformou em um centro comercial, não só de produtos alimentícios, mas também de artesanato e produtos típicos. Atualmente, emprega diretamente 2.850 funcionários. Aberto de domingo a domingo, recebe diariamente um público de 32 mil pessoas. É ponto de encontro dos belo-horizontinos e atrai, todos os dias, milhares de visitantes do Brasil e do mundo.