
O audiovisual volta a se reforçar como um dos mercados mais promissores da indústria criativa mineira. Em sua 4ª edição, a MAX 2019 - Minas Gerais Audiovisual Expo, entre os dias 28 e 29/11, na sede do Sebrae Minas, em Belo Horizonte, é palco de integração e oportunidades direcionadas aos produtores mineiros no mercado audiovisual brasileiro.
O evento, realizado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), Sebrae Minas e Sistema Fiemg, com presença da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), recebe os principais players e investidores com objetivo de promover negócios, atividades de capacitação profissional – cultural e educativa – debater políticas e apontar novos rumos para o incremento e avanço da indústria do país.
Na abertura oficial, nesta quinta-feira (28/11), auditório lotado e um público com olhares curiosos e ouvidos atentos marcaram a solenidade. A cerimônia contou com as presenças do diretor de Fomento à Indústria da Alta Tecnologia da Codemge, Ricardo Toledo, do superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha, e do secretário de Estado Adjunto de Cultura e Turismo, Bernardo Silviano Brandão. A Orquestra de Câmara SESIMINAS executou um repertório composto exclusivamente por trilhas sonoras de clássicos do cinema como “Alice no País das Maravilhas”, “O Poderoso Chefão”, “Titanic”, entre outros, sob a regência do Maestro Marco Antônio Maia Drumond.
O secretário-adjunto, Bernardo Silviano Brandão, destacou o audiovisual como uma área fundamental para o crescimento econômico de Minas Gerais. “A arte permite que nos encontremos no mundo como sujeitos ativos da história, tendo o Estado um papel relevante no crescimento econômico e social. Nós, da Secretaria de Cultura e Turismo, temos o desafio de criar políticas públicas não só de fomento, mas também de apoio na área do audiovisual, por meio dos instrumentos que dispomos – a Lei Estadual de Incentivo à Cultura e o Fundo Estadual de Cultura – para incentivar o desenvolvimento da cultura em Minas Gerais, considerando, ainda, a atual situação fiscal e econômica do Estado”, disse Brandão.
Democratização e avanço
Para o secretário-adjunto da Secult, é necessário trabalhar para democratizar a cultura em todos os sentidos. “Acreditamos que é principalmente pela cultura que vamos diversificar a economia de Minas Gerais, onde o audiovisual tem lugar de destaque diante de seu crescimento atual no mercado criativo. Precisamos ampliar o acesso aos bens culturais e instrumentos como as políticas e programas são um caminho nessa direção. Cito uma referência de Guimarães Rosa para ilustrar esse momento: ‘Sendo a vez, sendo a hora, Minas atende, entende, toma tento, avança, peleja e faz’. Com a MAX, o audiovisual hoje entendeu, atendeu, está avançando e está fazendo”, disse Brandão.
Um dos mais importantes eventos do setor no país, a MAX 2019 propõe uma nova dinâmica para as tendências e políticas de incentivo ao audiovisual e se consolida como uma plataforma de atualização da indústria criativa. A programação contou com rodadas de negócios, exposições, exibição de filmes e fóruns e debates diversos.
A importância da capacitação dos profissionais direcionada para o mercado audiovisual, além da formação técnica e o apoio do Sebrae ao audiovisual do país, foram temas ressaltados pelo superintendente do Sebrae Minas, Afonso Rocha. “O evento, sendo realizado pela primeira vez no Sebrae, mostra o apoio a esse segmento que envolve um trade com tantas especialidades. Temos trabalhado para que a economia do Estado cresça, através dos seus diversos segmentos, sustentada pela qualificação e preparação dos empreendedores no sentido de que esses negócios sejam, de fato, competitivos, em um mercado cada vez mais disputado”, frisou.
Segundo o diretor de Fomento à Indústria da Alta Tecnologia da Codemge, Ricardo Toledo, a Codemge trabalha em cinco verticais estratégicas, sendo uma delas a economia criativa e entre seus destaques, o audiovisual – além da moda, gastronomia, música, entre outros. “A MAX é um dos eventos mais importantes entre os setores da economia criativa da Codemge. Para esta edição, tivemos mais de 500 inscrições e somando as três anteriores realizamos mais de 1.350 encontros de negócios. Também estamos colhendo os resultados dos vários editais lançados com foco no desenvolvimento sustentável do audiovisual no país. É uma satisfação ser recebido pelo Sebrae e nossos vários parceiros”, destacou.
Políticas regionais e fomento
Durante o evento, a Secult participou também do “Fórum Políticas Públicas: políticas regionais e o fomento local”. Os debates contaram com a presença da subsecretária de Estado Cultura Rute Assis, com o representante do Polo Audiovisual da Zona da Mata, Cesar Piva, o secretário Municipal Adjunto de Cultura, Gabriel Portela, da Secretaria de Cultura de Belo Horizonte, e com o Gerente de Fomento e Incentivo da Codemge, Marcelo Braga.
“A Secult enfrenta com coragem o desafio de criar e manter políticas públicas culturais para o audiovisual, seja no sentido de fomentar a produção e projetos do setor através de editais ou no sentido de apoiar o setor de uma forma mais ampla, sempre na busca incessante pela democratização e descentralização do acesso”, pontuou Rute.
A subsecretária de Cultura também reconhece que os prêmios internacionais alcançados, recentemente, pelo cinema brasileiro e mineiro são frutos, dentre outros motivos, de um longo trabalho de estímulo e fomento ao audiovisual. Por isso, a Secult tem dialogado com vários representantes do setor para o aprimoramento das políticas públicas do Estado.
Diálogos e investimentos
Ao final do primeiro dia de programação da Max, a Secult ainda marcou presença na "Conversa Aberta – Minas de Audiovisual", um encontro coletivo para apresentar as possibilidades de fomento e linhas de crédito ao setor do audiovisual. O diálogo teve a participação da subsecretária de Estado de Cultura, Rute Assis, da diretora de Economia Criativa da Secult, Regina Faria, do presidente da Câmara de Comunicação e Audiovisual da Fiemg, Rodrigo Fernandes, e do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Rubens Amaral.
Fotos: Divulgação/Secult