A visita foi realizada nas três unidades da Instituição - a Casa Bernardo Guimarães, a Casa do Rosário e o Núcleo de Arte
A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) recebeu, nesta quarta-feira (4/3), a visita do secretário de Estado adjunto de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bernardo Silviano Brandão Vianna. Ao lado da chefe de gabinete da Secretaria, Marina Emediato Lara Carvalho, o secretário adjunto foi recebido pela presidente da FAOP, Júlia Mitraud.
A visita foi realizada nas três unidades da Instituição, em Ouro Preto: a Casa Bernardo Guimarães, onde está localizada a sede administrativa e também o Núcleo de Conservação e Restauração; a Casa do Rosário, composta pela Galeria de Arte Nello Nuno, pelo Laboratório de Conservação e Restauro Jair Afonso Inácio (Labor), pela Assessoria de Promoção e Extensão Cultural, e pela Assessoria de Comunicação; e o Núcleo de Arte, onde são realizados os cursos livres de arte e também o Programa de Formação em Arte da FAOP.
Bernardo Silviano Brandão Vianna explicou que a ideia foi conhecer não só a estrutura da FAOP, como todo o trabalho que está sendo realizado, pela importância que a instituição tem para o Sistema Estadual de Cultura. “Em um estado que concentra mais de 60% do patrimônio cultural do Brasil, a FAOP é fundamental, uma vez que capacita profissionais e ensina práticas artísticas, como oportunidade de desenvolvimento econômico e como democratização do acesso à cultura”, afirmou.
A presidente da FAOP, Júlia Mitraud, entende que “o encontro foi propício para apresentarmos a infraestrutura da FAOP, assim como os nossos servidores, indispensáveis para a realização das atividades desenvolvidas. Estamos em constante diálogo com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, e também com outras instâncias do governo, na busca por uma excelência das nossas ações”, ressalta.

A FAOP
A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), unidade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), nasceu em 1968, da união dos esforços do poeta Vinicius de Moraes, da atriz Domitila do Amaral, do escritor Murilo Rubião e do historiador Afonso Ávila, como espaço para produzir e absorver arte. Com vistas a oferecer à cidade de Ouro Preto um instrumento capaz de incentivar o papel de polo irradiador de cultura, o então governador de Minas Gerais, Israel Pinheiro, confiou a Murilo Rubião a tarefa de implantar a FAOP.
No ano seguinte à sua inauguração, em 1969, a Fundação integrou à sua estrutura a Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade (EARMFA), criada pelos artistas Nello Nuno e Annamélia Lopes, oferecendo um variado leque de cursos de arte. Ainda neste primeiro momento, o restaurador Jair Afonso Inácio teve a iniciativa de organizar, junto à EARMFA, o primeiro curso para a formação de conservadores e restauradores no Brasil.
No decorrer de mais de meio século de existência, a FAOP vem atuando, por meio de políticas públicas e parcerias, em ações de conservação, restauração, fazeres tradicionais e da arte contemporânea em seus mais diversificados suportes e linguagens, consolidando sua capacidade de formação, educação e transformação social.
Fotos: Filipe Barboza / Ascom FAOP