Maior parte dos projetos inscritos no segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) são do interior de Minas (Foto: Ascom/Secult)
O Conselho Estadual de Política Cultural (Consec) iniciou um percurso de reuniões itinerantes pelo estado de Minas Gerais, a partir de Poços de Caldas, que sediou o primeiro encontro dessa iniciativa, na última quinta-feira (7). Na ocasião, foram apresentados resultados e discutidos os rumos das políticas culturais no estado.
Um dos temas destacados foi o impacto das estratégias traçadas pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em diálogo com a sociedade civil, para os mecanismos de fomento à cultura no estado, como os editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Ao longo da reunião, foram apresentados painéis estratégicos da execução da PNAB em Minas Gerais, demonstrando o avanço da descentralização dos recursos e a ampliação da participação de agentes culturais do interior.
O mapeamento realizado pela Secult-MG demonstrou que no primeiro ciclo da PNAB, 81,77% dos recursos foram destinados a projetos selecionados do interior do estado, um marco para a política de democratização do acesso aos mecanismos de fomento. Já o ciclo 2, que está em vigência, também representa outro avanço, com 82,17% das propostas inscritas oriundas do interior de Minas Gerais.
Outro destaque é o perfil diverso dos inscritos. Entre os participantes, 60,82% se autodeclaram pessoas negras e 51,90% são mulheres, o que evidencia o alcance social das políticas de fomento e a ampliação da participação de grupos historicamente sub-representados na cultura. Para o secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a itinerância do conselho fortalece a territorialização.
“Quando a cultura chega aos territórios, ela transforma realidades, amplia pertencimentos e fortalece identidades. Os resultados da PNAB em Minas mostram que estamos consolidando uma política cultural verdadeiramente descentralizada, construída em diálogo com a sociedade civil e capaz de alcançar o interior do estado, os pequenos municípios e grupos historicamente pouco acessados pelos mecanismos de fomento”, avalia o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.
“A itinerância das reuniões do Consec reforça justamente esse compromisso: ouvir os territórios, compreender suas singularidades e garantir que a cultura seja exercida, de fato e de direito, em toda Minas Gerais”, acrescenta.
O encontrou contou também com a participação da subsecretária de Cultura, Maristela Rangel, do secretário municipal de cultura de Poços de Caldas, Luiz Fernando Gonçalves e do presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), Rodrigo César Câmara Baia.
Além dos avanços da PNAB, o encontro também reforçou a importância da integração entre cultura, patrimônio e turismo por meio do programa Minas Essencial, que propõe conectar de uma forma transversal a riqueza cultural e histórica com o desenvolvimento econômico do turismo no estado. A realização da reunião em Poços de Caldas simboliza esse movimento de aproximação entre o poder público, os agentes culturais e os territórios, fortalecendo uma política cultural cada vez mais democrática, diversa e descentralizada em Minas Gerais.
Reconhecimento
A abertura da reunião foi marcada pela apresentação dos Ternos de Congos e Caiapós de Poços de Caldas, que durante o evento receberam a Declaração de Patrimônio Cultural, concedida pelo Instituto Estadual de Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas (Iepha-MG). O cadastro do Patrimônio Cultural reconhece os grupos como detentores dos Caminhos, expressões e celebrações do Rosário em Minas Gerias e bem cultural protegido.

