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Cultura Viva

A Política Cultura Viva consolidou-se, nas últimas décadas, como uma das principais estratégias de democratização do acesso às políticas culturais , articulando Estado e sociedade civil por meio do reconhecimento e financiamento de iniciativas culturais de base comunitária. Em Minas Gerais, essa política ganhou estrutura própria a partir de legislações estaduais, regulamentações recentes e mecanismos participativos como editais públicos e o Comitê Gestor.

Em Minas Gerais, a Política Estadual de Cultura Viva está inserida no Sistema Estadual de Cultura e foi estruturada por um conjunto de leis e decretos recentes. Destacam-se:

  • A Lei nº 22.944/2018, que institui a política no estado
  • A Lei nº 24.462/2023, que reorganiza o Sistema Estadual de Cultura e integra a Cultura Viva ao modelo de financiamento cultural
  • O Decreto nº 48.819/2024, que regulamenta o sistema e a política, reforçando a articulação entre gestão pública e sociedade civil

Essa legislação define que a política visa garantir o exercício dos direitos culturais, promover o desenvolvimento social e fortalecer redes culturais locais.

Além disso, a normativa estabelece que o acesso a recursos públicos depende da participação em editais, mesmo para grupos já cadastrados .

 

Editais e financiamento

Os editais são o principal mecanismo de operacionalização da Cultura Viva em Minas Gerais. Por meio deles, o Estado seleciona e financia iniciativas culturais. Entre suas características:

  • Seleção pública de Pontos e Pontões de Cultura
  • Financiamento via fundos estaduais, como o Fundo Estadual de Cultura
  • Critérios definidos pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, com participação do Comitê Gestor

Os editais também funcionam como instrumento de descentralização, permitindo que recursos cheguem a territórios periféricos e interioranos.

 

Comitê Gestor: estrutura e funcionamento

O Comitê Gestor da Política Estadual de Cultura Viva é um dos principais pilares da governança participativa da política. Em Minas Gerais, sua estrutura está definida pelo Decreto nº 48.570/2023. A criação do Comitê em Minas Gerais está vinculada à implementação da política em 2018, sendo responsável por estruturar diretrizes e ampliar a participação social. 

 

Composição

O Comitê é formado por representantes do poder público e da sociedade civil:

  • 4 representantes do Estado
  • 3 representantes da sociedade civil indicados pelo Fórum dos Pontos de Cultura
  • 1 representante do Conselho Estadual de Política Cultural

Os membros têm mandato de dois anos, com possibilidade de recondução.

Entre suas atribuições estão:

  • definir critérios de inclusão no cadastro da política
  • acompanhar a execução das ações
  • contribuir para a elaboração do Plano Setorial de Cultura Viva
  • analisar relatórios de gestão

 

 

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