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A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que a reavaliação de todas as propostas inscritas no Edital PNAB nº 11/2024 – Mostras e Festivais foi concluída. O procedimento confirmou a integridade do resultado já amplamente divulgado, não tendo sido constatado nenhum equívoco que pudesse alterar a seleção final.

A medida preventiva anterior de suspensão temporária, adotada em observância ao princípio da autotutela administrativa (Súmula 473 do STF), cumpriu plenamente seu objetivo de assegurar a transparência do processo e a segurança jurídica do certame.

Com a confirmação da regularidade do resultado, a Secult-MG reafirma seu compromisso com a boa gestão dos recursos públicos e autoriza a retomada da execução dos projetos aprovados, garantindo a continuidade das políticas culturais do Estado.

 

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Cinco chefs de cozinha mineiros e de outras regiões do Brasil vão conhecer as histórias, ingredientes e pessoas que constroem a identidade da gastronomia do território

De 31 de agosto a 4 de setembro de 2025, o Sebrae Minas e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) promovem uma expedição gastronômica aos municípios de Januária e Itacarambi, localizados no território do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no Norte de Minas Gerais. Seis chefs de cozinha participam da ação: os mineiros Maria Clara Magalhães, do Restaurante Matula, e Flavio Trombino, do Restaurante Xapuri; João Diamante, do Restaurante Dois de Fevereiro, do Rio de Janeiro, além de Fabi Rodrigues, Lara Calazans e Lucas Amadeu.

O objetivo da expedição é divulgar a cultura alimentar local, a história, os ingredientes e as pessoas que constroem a identidade da gastronomia local. Além da imersão gastronômica, a programação incluirá vivências na Praia de Rio do São Francisco e visita ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu — um dos mais importantes destinos de natureza de Minas Gerais, recentemente reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Unesco.

Esta ação faz parte dos nossos esforços para estruturar e promover o turismo na região, impulsionando os pequenos negócios e o desenvolvimento econômico local”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.

Os chefs convidados visitarão pequenos produtores de cachaça, polpas, doces e geleias feitos com frutos típicos da região, como umbu, coquinho azedo e maracujá do mato, além de empreendedores familiares de cozinhas tradicionais e comunidades que expressam o sabor singular da região. “Esta expedição integra os esforços do Governo de Minas para consolidar o estado como referência em turismo cultural e potencializar a cozinha mineira. A ação permite troca de experiências, mas sobretudo apresenta os sabores e saberes locais que vão influenciar e inspirar chefs que representam a cozinha contemporânea. Uma iniciativa que movimenta a economia da criatividade e contribui para o desenvolvimento econômico regional, sempre em sintonia com o patrimônio natural e cultural”, afirma o secretário de Estado, Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

A expedição integra os programas Prepara Gastronomia, que impulsiona pequenos negócios do setor de alimentação por meio de capacitações e conexões com os territórios, e Check-in Turismo, que valoriza destinos turísticos mineiros com foco na autenticidade, na identidade cultural e em experiências transformadoras.A expedição integra os programas Prepara Gastronomia, que impulsiona pequenos negócios do setor de alimentação por meio de capacitações e conexões com os territórios, e Check-in Turismo, que valoriza destinos turísticos mineiros com foco na autenticidade, na identidade cultural e em experiências transformadoras.

Patrimônio mundial

Em julho deste ano, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no Norte de Minas foi reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Unesco. Localizado nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, o parque é um dos patrimônios naturais mais importantes do Brasil e do mundo, com vestígios de ocupação humana que datam de 12 mil anos atrás. O local compreende um conjunto de sítios arqueológicos e pinturas rupestres com mais de 1.000 cavernas com área total de 56 mil hectares.Em julho deste ano, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no Norte de Minas foi reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Unesco. Localizado nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, o parque é um dos patrimônios naturais mais importantes do Brasil e do mundo, com vestígios de ocupação humana que datam de 12 mil anos atrás. O local compreende um conjunto de sítios arqueológicos e pinturas rupestres com mais de 1.000 cavernas com área total de 56 mil hectares.Um dos destaques do parque é a Gruta do Janelão que, com altura e largura que chegam a 100 metros. Neste atrativo está a Perna da Bailarina, estalactite que defende o título de maior do mundo, com 28 metros de comprimento

.Impulso ao turismo e à gastronomia

A região do Vale do Peruaçu, onde está localizado o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, é um território de grande diversidade natural e cultural. Sua gastronomia é marcada por preparos ancestrais, saberes tradicionais e ingredientes únicos do cerrado e das margens do São Francisco — como pequi, buriti, mel de abelhas nativas, cachaça, quitandas, derivados da mandioca, além de pescados e pratos típicos preparados por famílias barranqueiras.

É nesse contexto que o Sebrae Minas atua desde 2007, promovendo ações de fortalecimento do turismo, da gastronomia, do artesanato e do empreendedorismo regional.

O resultado desse trabalho, realizado em parceria com o Governo de Minas, por meio da Secult, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prefeituras, empresários e instituições locais, já pode ser visto com o aumento do fluxo de turistas na região, que passou de 500 visitantes em 2014 para quase 15 mil até o fim de 2024, de acordo com dados do ICMBio, gestor da unidade de conservação.

IMG 8173 LeoBicalhoEstado promove a única cordilheira do Brasil como destino internacional de turismo de experiência, cultura e natureza (Fotos Leo Bicalho)

Minas Gerais apresenta ao Brasil e ao mundo um novo e extraordinário destino turístico: a Cordilheira do Espinhaço. Neste terça-feira (24), no Palácio da Liberdade, o Governo de Minas lançou a campanha nacional de promoção do destino, a qual será conduzida pelas Secretarias de Estado de Cultura e Turismo e de Comunicação, em parceria com os 172 municípios da Cordilheira e as 22 Instâncias de Governança Regionais (IGRs).

A iniciativa celebra também os 20 anos do reconhecimento da região como Reserva da Biosfera da UNESCO (2005). Única cordilheira do país, o território onde nasceu o barroco mineiro e que abriga um dos maiores patrimônios naturais e culturais das Américas passa agora a ser promovido como um dos grandes ícones do turismo de experiência e sustentabilidade internacional.

“A Cordilheira do Espinhaço é um território onde nascem o barroco, a arquitetura, a arte alimentar e um dos maiores patrimônios naturais do Brasil. Ela é um elo entre os territórios de Minas, das serras do centro-sul aos sertões do Norte. É também um espaço de criação contemporânea, onde tradição e inovação se encontram”, afirmou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Nova marca

Durante o evento, secretária adjunta de Comunicação de Minas Gerais, Bárbara Botega, apresentou a nova marca que promoverá amplamente o destino turístico Cordilheira do Espinhaço. A identidade visual será de uso livre e foi elaborada para traduzir a diversidade dos territórios que abrange essa região.

“Essa marca foi feita para todos e foi feita para durar. Apesar de ter sido promovida e construída pelo Governo do Estado, ela é uma marca que foi pensada para não ficar vinculada a um mandato, mas que tenha perenidade e atravesse gerações por sua importância. Esse é um projeto estrutural para o turismo de Minas Gerais”, reforçou.

Além da marca, ações em feiras de turismo, campanha com foco na comunicação digital e press trips estão entre as ações de promoção do destino Cordilheira do Espinhaço.

“Vejo este como um dos momentos mais importantes do turismo em Minas Gerais. E eu tenho certeza que, com a união dos prefeitos e prefeitas, com essa conexão com o Governo do Estado, de todo o trade turístico e da imprensa, toda essa união é que vai de fato transformar a Cordilheira do Espinhaço em uma das principais rotas turísticas do Brasil”, ressaltou o prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto.

O presidente do Sebrae Minas e da Câmara de Dirigentes Lojistas de BH (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, também destacou a importância dessa integração entre as intituições públicas e privadas em prol da consolidação do destino Cordilheira do Espinhaço e do desenvolvimento da atividade turística no estado.

"Juntos, estamos estruturando destinos, apoiando empreendedores locais, valorizando os saberes, a gastronomia, as tradições e a natureza exuberante dessa região. Tudo isso com foco na geração de emprego, renda e na preservação da identidade e do patrimônio", completou.

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Protocolo de intenções

Na ocasião, os municípios Botumirim, Bocaiúva, Cristália, Grão Mogol, Itacambira e Turmalina também assinaram um protocolo de intenções para formação de consórcio intermunicipal com o objetivo de realizar o desenvolvimento turístico da Cordilheira do Espinhaço de forma integrada nos municípios consorciados.

Única no Brasil

Com 1.200 km de extensão, a Cordilheira do Espinhaço percorre Minas Gerais de Sul a Norte, atravessando 172 municípios e integrando territórios diversos, das serras centrais aos sertões do norte, dos antigos caminhos do ouro aos caminhos de ocupação do sertão mineiro, como Grão Mogol.

Nela nasceram o barroco mineiro e as vilas do ouro e dos diamantes, um dos maiores legados históricos e artísticos das Américas. A Cordilheira também abrange uma das maiores reservas naturais e culturais do Brasil: centenas de sítios arqueológicos e arte rupestre, três biomas (Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga), rios formadores de grandes bacias e milhares de cachoeiras.

Além disso, destacam-se cinco Patrimônios Culturais da Humanidade: Ouro Preto, Diamantina, o Conjunto Arquitetônica da Pampulha e Congonhas (Santuário do Bom Jesus de Matosinhos) e o Queijo Minas Artesanal, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2024.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) atualiza a informação sobre a suspensão temporária da execução dos projetos contemplados no Edital PNAB nº 11/2024 - Propostas de Mostras e Festivais.

A medida tem caráter preventivo, adotada com o objetivo de resguardar a Administração Pública e os agentes culturais, garantindo que todos os procedimentos do certame estejam devidamente adequados e juridicamente respaldados.

A Secult-MG identificou possíveis equívocos no procedimento de seleção regulamentado pelo edital e, em observância ao princípio da autotutela administrativa (Súmula 473 do STF), iniciou as verificações necessárias.

O processo será conduzido no menor prazo possível, de modo a permitir que os agentes culturais possam retomar com segurança a execução de seus projetos. Enquanto isso, a
execução permanece suspensa.

A Secult-MG manterá todos os participantes e contemplados informados sobre o andamento, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a continuidade responsável das políticas culturais.

foto sanderson pereiraIniciativa é publicada semanalmente no perfil oficial @visiteminasgerais e busca fortalecer o turismo regional
(Foto Sanderson Pereira)

Com o objetivo de valorizar a diversidade expressões culturais, como as manifestações populares, a fé, a cozinha mineira, além da natureza exuberante, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) lançou o Agenda Minas, uma nova vitrine digital para ampliar a visibilidade à pluralidade de eventos que movimentam nosso território ao longo do ano.

Publicada semanalmente no perfil oficial @visiteminasgerais no Instagram, a Agenda Minas reúne e destaca os principais eventos culturais, religiosos, gastronômicos e de natureza realizados nos municípios mineiros, com o objetivo de fortalecer o turismo regional por meio de uma divulgação inteligente, acessível e continuada.

Essa é uma ação estratégica para amplificar o alcance das manifestações culturais locais, transformando-as em oportunidades de geração de renda, pertencimento e valorização do patrimônio imaterial e ambiental de Minas.

Uma convocação aos gestores públicos e às IGRs

As prefeituras, por meio das secretarias municipais de Cultura e Turismo, e as Instâncias de Governança Regionais (IGRs) podem participar e contribuir para o conteúdo da Agenda Minas. Essa ferramenta é gratuita e poderosa. Ao reunir, em um só espaço digital, os eventos que contam a história viva de Minas Gerais, ampliamos o fluxo de visitantes e movimentamos a economia local, impactando positivamente setores como hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços.

Como participar

Para que seu evento ganhe destaque no perfil @visiteminasgerais, é essencial que ele esteja cadastrado na Plataforma Integrada do Turismo, com informações completas, linguagem atrativa e imagens de qualidade. O conteúdo preenchido será replicado nas redes sociais, por isso o cuidado com a apresentação faz toda a diferença.

Além disso, está disponível até o dia 30 de junho de 2025 o formulário online para o mapeamento e planejamento do Calendário Anual de Eventos de Minas Gerais. Para acessá-lo, clique aqui.

Mais de 400 municípios já aderiram à proposta, colaborando ativamente para a construção de uma agenda estadual de divulgação cultural e turística integrada e qualificada.

 

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Cozinha Mineira, turismo e tradição: Minas apresenta ícones de nossa mesa, destinos incríveis e mapeamento com mais de 570 festas de peão realizadas no estado

Destaque da edição histórica da 70ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, o estande de Minas Gerais recebe milhares de visitantes que puderam vivenciar de perto a força da cultura mineira, sua hospitalidade e sua rica cozinha. O maior evento de rodeio da América Latina, realizado entre 21 e 31 de agosto de 2025, no interior de São Paulo. O estande do Governo de Minas, organizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) foi concebido como uma vitrine sensorial e interativa, unindo tradição e inovação. O projeto destaca as montanhas características do estado e nas paredes, imagens transportam o visitante para as riquezas culturais e naturais de presentes em Minas. 

Para receber o público com o que Minas tem de melhor está sendo oferecido degustações de queijos artesanais premiados, doces típicos, licores e cachaças reconhecidas mundialmente.

A cozinha mineira é nossa anfitriã preferida. Feito na hora, as apresentações de cozinha viva atraem um grande número de pessoas interessadas em experimentar receitas icônicas, como pão de queijo com pernil, tropeiro e canjiquinha, preparadas ao vivo pelo chef André Paganini (@chicodede).Atendimento ao público e ao trade turístico, com informações sobre roteiros e destinos mineiros.

Além das atrações, o estande foi espaço de encontro e articulação, reunindo autoridades e visitantes de todo o país, que puderam conhecer mais sobre o potencial cultural e turístico de Minas.Portifólio das Festas de Peão

Com a presença do governador Romeu Zema foi lançado, oficialmente, o Portfólio das Festas de Peão de Minas Gerais, no último sábado, 23 de agosto. O levantamento inédito reúne mais de 570 festas de peão, rodeios e exposições mapeadas em 350 municípios mineiros, consolidando o estado como protagonista nacional do calendário sertanejo.“Barretos é o palco perfeito para mostrar ao Brasil e ao mundo a potência de Minas. O lançamento do Portfólio das Festas de Peão coloca o estado como líder desse segmento, reforçando nossa tradição sertaneja e ampliando o turismo regional. Nossa gastronomia, nossa cultura popular e nossos patrimônios naturais formam um mosaico único, capaz de emocionar e atrair visitantes em busca de experiências autênticas”, destacou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

O Portfólio das Festas de Peão de Minas Gerais é fruto de um mapeamento inédito realizado pela Secult em 2025, e se consolida como instrumento estratégico para fortalecer o turismo regional, valorizar tradições sertanejas e ampliar a competitividade econômica em dezenas de municípios. Ele pode ser acessado no portal Turismo em Minas Gerais | Festas de Peão em Minas Gerais.

Mais que uma presença institucional, a participação mineira em Barretos reafirma a mineiridade como força cultural e econômica, transformando a tradição em motor de desenvolvimento sustentável.

2 2 junho Turismo Rural 2 jun25Minas Gerais levou ao evento seu olhar plural e territorializado, reconhecendo o turismo rural como uma das vocações mais promissoras para o desenvolvimento sustentável dos territórios mineiros (Foto Secult-MG)

 

Minas Gerais foi um dos destaques no 1º Encontro Nacional de Técnicos em Turismo Rural da Extensão Rural Oficial, realizado entre os dias 10 e 12/7, em Curitiba, no Paraná. Representando a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), a diretora de Produtos Turísticos, Emanuelle Aparecida de Oliveira, participou do painel Políticas públicas para o turismo rural, ao lado de técnicos dos estados de Santa Catarina e Paraná. A Emater-MG também integrou a equipe mineira, contribuindo com a troca de experiências e a apresentação de práticas bem-sucedidas no apoio a produtores rurais que atuam com turismo.

Com o tema “Fortalecendo o turismo rural através da extensão e inovação”, o evento reuniu técnicos da extensão rural de todo o país na Universidade Federal do Paraná (UFPR), promovendo o intercâmbio de experiências e práticas sustentáveis no campo. A iniciativa foi coordenada pela Asbraer, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Emater-MG e outras instituições estaduais.

Durante sua participação, Emanuelle destacou a relevância da integração entre políticas públicas, cultura local e valorização do território para impulsionar o turismo rural mineiro. “Minas Gerais é um celeiro de experiências autênticas no meio rural, que conectam o visitante à história, à gastronomia e ao modo de vida das comunidades. Estar neste encontro reforça nossa convicção de que o turismo rural é estratégico para a geração de renda, preservação cultural e permanência das famílias no campo”, afirmou.

Ruralidade Viva: turismo de experiência e valorização da agricultura familiar

A atuação da Emater-MG no evento fortaleceu a presença técnica de Minas Gerais e reafirmou o papel da assistência técnica como elo fundamental entre o poder público e os produtores. A instituição contribuiu com relatos de campo, metodologias aplicadas e estratégias de valorização de produtos e experiências rurais mineiras.

Em maio, a Emater participou do estande de Minas Gerais na Wine Trade Fair São Paulo 2025, com o lançamento de dois importantes projetos: o Catálogo Ruralidade Viva e o É do Campo. O primeiro apresenta 137 propriedades rurais abertas à visitação, oferecendo experiências que vão da colheita de frutas às vivências gastronômicas, trilhas, cavalgadas, turismo agroecológico e circuitos de cachoeiras. A proposta é conectar o visitante à essência do campo mineiro, aliando turismo, natureza e tradição.

Enquanto o É do Campo promove a inserção da agricultura familiar no comércio eletrônico. Com 116 lojas virtuais ativas e mais de 900 produtos cadastrados, a plataforma permite que pequenos produtores comercializem diretamente com o consumidor, fortalecendo sua autonomia econômica e a presença no mercado digital.

Programação

A programação contou com painéis temáticos, visitas a propriedades de agroturismo em municípios da Região Metropolitana de Curitiba, experiências gastronômicas e rodas de debate sobre inovação, marketing digital, produtos turísticos e financiamento de projetos no setor. Ao longo dos três dias, os participantes também construíram coletivamente uma carta de diretrizes para fortalecimento do turismo rural, a ser encaminhada ao Ministério do Turismo e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Minas Gerais levou ao evento seu olhar plural e territorializado, reconhecendo o turismo rural como uma das vocações mais promissoras para o desenvolvimento sustentável dos territórios mineiros. A participação técnica da Secult-MG e da Emater-MG evidencia o compromisso do Estado com a capacitação de profissionais e a construção de políticas públicas que dialoguem com os pequenos produtores, artesãos e empreendedores da zona rural, promovendo o protagonismo das comunidades.

 

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Estado se consolida como protagonista nacional do calendário sertanejoEstado se consolida como protagonista nacional do calendário sertanejo 

Minas Gerais terá destaque na 70ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos – o maior rodeio da América Latina – entre 21 e 31 de agosto de 2025. No evento histórico, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), apresenta ao país um estande interativo e impactante, que une cozinha mineira, turismo, cultura e patrimônio mundial, com destaque para o lançamento do Portfólio das Festas de Peão de Minas Gerais, que reúne mais de 570 eventos em todo o estado.
 
O levantamento inédito coloca Minas como líder nacional em número de festas de peão, consolidando a tradição sertaneja mineira como motor do turismo regional e da economia criativa.
 
O estande mineiro foi concebido como uma vitrine sensorial, onde o público poderá degustar queijos artesanais premiados, goiabada cascão, doce de leite, licores e cachaças reconhecidas mundialmente. A Cozinha Show completa a experiência, com chefs mineiros preparando ao vivo pratos típicos como pão de queijo com pernil, tropeiro e canjiquinha.
 
Além da força das festas de peão e da culinária, Minas também destaca seus ícones naturais e culturais: a Cordilheira do Espinhaço, onde a natureza encontra a aventura e a cultura se transforma em emoção, a Serra da Canastra, berço do Queijo Minas Artesanal, e o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, que em julho de 2025 foi reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela UNESCO.
 
O espaço contará ainda com a presença de autoridades, incluindo o governador Romeu Zema, que visita o estande no dia 23 de agosto.
 
Minas em Barretos – Experiências imperdíveis
 
Degustação de queijos, doces, licores e cachaças premiadas.
Cozinha Show com chefs mineiros preparando pratos típicos ao vivo.
Lançamento do Portfólio das Festas de Peão de Minas Gerais, com mais de 570 eventos mapeados.
Valorização da Serra da Canastra e do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.
Atendimento ao público e ao trade turístico com informações sobre destinos.
Presença de autoridades estaduais, incluindo a visita do governador Romeu Zema (23/08).
 
Barretos é o palco perfeito para mostrar ao Brasil e ao mundo a potência de Minas. Nossa gastronomia, nossa cultura popular e nossos patrimônios naturais formam um mosaico único, capaz de emocionar e atrair visitantes em busca de experiências autênticas. Minas Gerais é tradição, é liberdade, é diversidade”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.
 
Com essa participação estratégica, Minas não apenas marca presença em Barretos: apresenta ao mundo a grandiosidade de suas mais de 570 festas de peão e a autenticidade da mineiridade.

foto SecultMGProposta do encontro foi mais do que apresentar dados ou discursos: foi valorizar os sabores, os saberes e as histórias que moldam o espírito do Vale do Rio Doce (Foto Secult-MG)

Minas Gerais celebrou em Guanhães, no dia 11/6, mais que um encontro: viveu um gesto simbólico de pertencimento, identidade e futuro. O evento Na Mineiridade das Trilhas do Rio Doce reuniu representantes públicos, especialistas e lideranças do turismo para consolidar a força cultural e econômica do território do Vale do Rio Doce, com a participação da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG).

Representando a Secult-MG, o superintendente de Políticas do Turismo e Gastronomia, Petterson Tonini, integrou o painel que discutiu políticas públicas e a regionalização do turismo como pilares do desenvolvimento sustentável. “Esse evento é uma oportunidade singular de escuta, troca e construção. As IGRs têm papel estratégico, porque traduzem o projeto do Governo de Minas em ação concreta nos territórios. Especialmente para os gestores que iniciam agora seus mandatos, é um momento de aproximação com o modelo mineiro de regionalização do turismo”, afirmou Tonini.

A proposta do encontro foi mais do que apresentar dados ou discursos: foi valorizar os sabores, os saberes e as histórias que moldam o espírito do Vale do Rio Doce. Com destaque para a gastronomia como expressão da identidade, a programação contou com a Cozinha Show do chef Edson Puiati, que defendeu a culinária mineira como vetor de desenvolvimento e encantamento. “Comer em Minas é, antes de tudo, um ato de cultura”, disse.

O evento também lançou luz sobre temas estratégicos com as palestras de Tiago Akira, abordando o “marketing de dentro para fora”, e de Cristiano Lopes, sobre o turismo como instrumento de transformação territorial. Foram momentos de provocação, formação e inspiração para gestores públicos, empresários e representantes das Instâncias de Governança Regionais (IGRs).

Para Teresa Lemos, presidente da Fecitur (Federação das Instâncias de Governança Regional de Minas Gerais), o evento representa “o coroamento de um trabalho diário das IGRs com os municípios. São os conselhos municipais, os secretários e prefeitos, todos unidos por um objetivo comum: fazer do turismo um caminho real para a prosperidade”.

A realização foi coordenada pela IGR Trilhas do Rio Doce, que abrange 52 municípios em sete territórios mineiros. Seu trabalho reafirma o compromisso com uma política pública estruturada, participativa e conectada com a diversidade do estado.

Na travessia mineira entre tradição e inovação, o turismo é ponte. E Minas, mais uma vez, convida o Brasil a conhecer a si mesmo, olhando para dentro e celebrando aquilo que nos faz únicos: a mineiridade.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que, temporariamente, está suspensa a execução de todos os projetos contemplados no Edital PNAB nº 11/2024 - Propostas de Mostras e Festivais.

A medida atende a decisão judicial decorrente de ação do Ministério Público, que determinou a reclassificação dos projetos selecionados. Até a conclusão desse processo, nenhuma atividade prevista nos projetos poderá ser executada.

A Secult-MG compromete-se a manter todos os participantes e contemplados informados, com atualizações sobre o andamento no menor prazo possível, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a transparência na execução das políticas culturais.

Sempre vivas2 Foto Acervo IephaAtividade “Jardim Mineiro” convida público a bordar a riqueza botânica do estado em tecido (Foto Acervo Iepha-MG)

 

Neste sábado (21/6), o Centro de Arte Popular promove a oficina “Jardim Mineiro”, ministrada pelas artistas Amandita Santos e Emily Carneiro. A atividade convida o público a criar estandartes inspirados na flora mineira, com destaque para as sempre-vivas e outras plantas de uso medicinal e religioso.

Utilizando técnicas de costura experimental, bordado e recorte de tecidos, os participantes criarão “bandeiras” que celebram a biodiversidade e a cultura mineira. A proposta é transformar plantas como as sempre-vivas, típicas de cerrados e campos rupestres, em insígnias artísticas, refletindo sobre sua importância simbólica e utilitária.

Com vagas limitadas (15 participantes), a oficina acontecerá das 14h às 17h. Os interessados devem retirar senha a partir das 13h, no local.

Patrimônio Cultural Imaterial:

Em junho de 2023, o Sistema Agrícola Tradicional das Apanhadoras e Apanhadores de Flores Sempre-Vivas foi declarado patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais. O Sistema Agrícola Tradicional das Apanhadoras e Apanhadores de Flores Sempre-Vivas compreende um conjunto de saberes desenvolvidos por comunidades tradicionais territorializadas na região da Serra do Espinhaço Meridional, que historicamente desenvolvem, em interação com os diversos ambientes, um modo de vida estruturado no cultivo de plantas, na criação de animais e no manejo de recursos naturais, dentre os quais as flores sempre-vivas.

Tal estrutura é conformada por um extenso conteúdo de saberes e de técnicas tradicionais, de práticas culturais e de modos de organização sócio-políticos, além de celebrações, rituais, expressões culturais e lugares de referência.

Sobre as artistas:

Amandita Santos (Betim/Divinópolis) é graduanda em Artes Visuais pela UFMG e trabalha com têxtil, escrita e escultura. Emily Carneiro (Matozinhos) também estuda Artes Visuais na UFMG e explora linguagens escultóricas em suas obras. Juntas, elas conduzem uma experiência que une arte, botânica e tradição.

Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular apresenta um amplo panorama de obras que privilegiam a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho de criadores que traduzem no barro, na madeira e em outros materiais o universo em que vivem. Sua edificação principal foi construída para uso residencial na década de 1920, tendo sido também a sede do antigo Hospital São Tarcísio.

No ano de 2012, a edificação foi adaptada para abrigar o CAP, onde o público pode conhecer obras de artistas de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto, Sabará e outras, entrando em contato com elementos representativos da pluralidade da cultura mineira. O edifício possui quatro salas de exposição permanente, uma para exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e ainda um pátio interno.

Serviço:

Oficina de Estandarte "Jardim Mineiro"
Data: 21/6 (sábado)
Horário: das 14h às 17h
Vagas: 15 participantes (senhas distribuídas a partir das 13h)
Classificação: Livre
Local: Centro de Arte Popular (Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes)

5 CAP DivulgacaoPúblico poderá acompanhar de perto o processo criativo do artista, que leva para o museu um painel inspirado nas manifestações populares de Minas Gerais (Foto: CAP/Divulgação

 

A presença da cultura popular mineira ganha novas cores e dimensões no pátio interno do Centro de Arte Popular, em Belo Horizonte. O artista visual e muralista Caio Ronin está trabalhando na pintura de um grande painel no espaço, cuja finalização está prevista para esta sexta-feira (22). A ação é aberta ao público, que pode acompanhar de perto o processo criativo do artista.

O mural traz como figura central um capitão de guarda do Congado, retratado em uma procissão de Nossa Senhora do Rosário na cidade de Santa Luzia, onde Ronin reside. Mais do que a representação de uma cena, a pintura carrega a energia da fé, da resistência e da tradição, reafirmando o lugar das culturas populares como potência de expressão e arte.

Mesclando referências do urbano e da tradição (grafite, breaking, rap, funk, congadas e benzimentos), Caio Ronin constrói uma poética própria, marcada por retratos, elementos populares, plantas e animais. Essa fusão dá origem a obras que ultrapassam a tela e o muro, projetando sentidos de presença, memória e coletividade.

“Receber o convite para pintar um painel no Centro de Arte Popular é mais que uma honra, é um encontro com a memória viva do nosso povo. Um espaço que carrega a missão de preservar e propagar os saberes, os gestos, memórias e as tradições que moldam a arte popular mineira”, afirma o artista.

Além da produção artística, Caio Ronin mantém iniciativas voltadas para a educação e a comunidade. Criador do Projeto FloreSer, sem fins lucrativos, o artista desenvolve oficinas e atividades culturais para crianças e jovens, ampliando o alcance da arte e fortalecendo vínculos com as tradições populares.

Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular, integrante do Circuito Liberdade, apresenta um amplo panorama de obras que privilegiam a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho de criadores que traduzem no barro, na madeira e em outros materiais o universo em que vivem. Sua edificação principal foi construída para uso residencial na década de 1920, tendo sido também a sede do antigo Hospital São Tarcísio.

No ano de 2012, a edificação foi adaptada para abrigar o CAP, onde o público pode conhecer obras de artistas de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto, Sabará e outras, entrando em contato com elementos representativos da pluralidade da cultura mineira. O edifício possui quatro salas de exposição de longa duração, uma para exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e um pátio interno.

Serviço:

Caio Ronin pinta mural no Centro de Arte Popular
Finalização: 22/08
Horário de visitação: Terça a sexta: das 12h às 18h30; sáb., dom., e feriados: das 11h às 17h
Local: Centro de Arte Popular (Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes)
Entrada franca

IMG 6851 leobicalhoIniciativa integra a cultura afro-mineira das Congadas à política de turismo da fé que já movimenta R$ 5,5 bilhões por ano no estado (Fotos Leo Bicalho)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, lançou nesta quarta-feira (19/6), no Palácio da Liberdade, o projeto Caminhos do Rosário, uma iniciativa pioneira que integra as Congadas e festas do Rosário à política pública de turismo da fé, que movimenta R$ 5,5 bilhões ao ano no estado.

O lançamento ocorre logo após o reconhecimento, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), dos Saberes e Práticas do Reinado e das Congadas em devoção a Nossa Senhora do Rosário como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Minas Gerais agora apresenta ao mundo o maior trajeto festivo de Congadas do país: são 701 festas mapeadas em 332 municípios, com mais de 1.100 celebrações anuais realizadas por 1.170 grupos ativos, incluindo congadeiros, moçambiqueiros, catopês e tamborzeiros. A cultura afro-mineira, já reconhecida como patrimônio estadual, ganha nova projeção como expressão viva de identidade, fé e pertencimento.

“Minas oferece ao Brasil e ao mundo um patrimônio que é arte, fé, cultura e território. O Caminhos do Rosário reforça a transversalidade entre cultura e turismo, entre proteção do patrimônio e valorização das comunidades tradicionais”, reforça o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira,

O projeto faz parte do programa Afromineiridades e visa fortalecer as comunidades tradicionais, gerando visibilidade nacional e internacional, além de transformar Minas em referência no afroturismo de base comunitária.

Caminhos do Rosário oferecerá, assim, um calendário oficial das festas, roteiros integrados de turismo da fé, conteúdo educativo sobre história afrodescendente e ações de capacitação e promoção, com lançamento da plataforma digital no portal minasgerais.com.br

Os próprios grupos e também os municípios poderão realizar os cadastros nesse site, o que t contribuirá para o mapeamento das comunidades e dos territórios. Concomitantemente com essa possibilidade de criação de roteiros turísticos, as ações de capacitação e formação serão fundamentais para que a atividade turística nesses territórios seja realizada de forma respeitosa e consciente em relação a importância dessas tradições.

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Turismo da fé

Com um turismo em franca expansão, mais de 32 milhões de visitantes em 2024, Minas amplia a visibilidade aos roteiros que unem experiência e espiritualidade. O Caminhos do Rosário soma-se a eventos como a Semana Santa, o Jubileu de Congonhas, as Romarias da Piedade e de Bom Jesus da Lapa.

Exemplos de destaque incluem: as Congadas de Uberlândia (50 mil pessoas), de Poços de Caldas (20 mil), de São Sebastião do Paraíso (150 anos de história), além de Betim, Contagem, Itaúna, Divinópolis e festas nos Vales, Jequitinhonha, Norte, Mantiqueira e Centro-Oeste mineiro.

As comunidades tradicionais são protagonistas dessa política. São elas que mantêm a oralidade, os trajes, a música e a fé das festas do Rosário, agora reconhecidas, protegidas e promovidas como ativos culturais e turísticos de impacto regional.

Investimento histórico nas culturas populares

O lançamento dos Caminhos do Rosário ocorre também em meio a um marco histórico de investimentos na cultura popular. Entre 2024 e junho de 2025, o Governo de Minas pagou mais de R$ 49 milhões em editais via Fundo Estadual de Cultura (FEC) e Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Em julho de 2025, novos editais voltados para as culturas populares serão lançados, reafirmando o compromisso de Minas Gerais com a cultura afro-mineira.

Vinho mineiro Foto Epamig DivulgacaoIniciativa fortalece turismo enogastronômico em Minas, reposicionando o estado no mapa do vinho nacional (Foto: Epamig/Divulgação)

 

De 28 a 31/08, o Palácio da Liberdade será palco do Uai Wine – Festival de Inverno dos Vinhos Mineiros, iniciativa gratuita que reúne capacitação técnica, feira de vinhos, gastronomia autoral, música e experiências culturais. A expectativa é atrair cerca de 20 mil pessoas em quatro dias, consolidando Belo Horizonte como referência no setor e reposicionando Minas no mapa do vinho brasileiro.

O lançamento oficial do festival ocorreu durante o 8º Encontro de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais, realizado dentro da Travel Next Minas. O evento reforçou a integração entre cultura, turismo e desenvolvimento econômico, apresentando o Uai Wine como uma plataforma estratégica para impulsionar toda a cadeia produtiva da vitivinicultura no estado.

De acordo com subsecretária de Turismo de Minas Gerais, Patrícia Moreira, o Uai Wine representa um marco para o setor: “Um evento como esse é muito importante para a cultura de Minas Gerais. Além de reunir vinhos premiados do estado, o festival promove palestras e debates sobre o futuro do turismo enogastronômico. Hoje já temos experiências que aproximam o visitante das vinícolas, como hospedagens e vivências dentro das propriedades, o que fortalece esse segmento. Receber um festival desse porte significa divulgar e promover o turismo de Minas não só para o Brasil, mas também para o mundo”, destacou.

A programação será dividida em dois momentos. Nos dias 28 e 29, quinta e sexta-feira, a agenda é voltada ao público técnico, com palestras, painéis e rodada de negócios promovida pelo Sebrae. Entre os temas, destaque para a História dos Vinhos Mineiros, Enoturismo em Minas, Indicação de Procedência, Panorama da Produção de Uva e Vinho e a Experiência do Vinho em Portugal. À noite, os jardins do Palácio abrem-se ao público em geral, com feira de vinhos, gastronomia e shows.

No fim de semana, 30 e 31, o festival terá programação inteiramente aberta, com feira de produtores, apresentações musicais e o Espaço Cozinha Show, que trará chefs renomados criando receitas harmonizadas com rótulos mineiros. Restaurantes de Belo Horizonte também participarão com menus especiais, sob curadoria da Abrasel-MG, valorizando a diversidade gastronômica e sua integração ao vinho.

O evento reunirá vinícolas de diferentes regiões do estado, como Andradas, Serra da Mantiqueira, Barbacena, Diamantina, Fortaleza de Minas e Santana dos Montes, além de coletivos como a Assolive (olivicultores), a AmiQueijo (produtores de queijo artesanal) e o Empório dos Vales.

A realização no Palácio da Liberdade, edifício histórico e símbolo da capital mineira, une tradição e inovação. O espaço receberá tanto a feira e os shows em sua área externa quanto experiências sensoriais em ambientes internos, reforçando o caráter cultural da iniciativa.

A base científica do crescimento da vitivinicultura em Minas também será destacada. Pesquisas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) impulsionaram a adoção da técnica da dupla poda, que revolucionou a produção no Sul de Minas e se espalhou para outras regiões, garantindo vinhos premiados internacionalmente e fortalecendo o enoturismo.

Com 436 hectares de vinhedos em produção, 124 produtores ativos e uma movimentação econômica anual de R$ 120 milhões, Minas Gerais desponta como protagonista no setor. O Uai Wine chega para celebrar essa conquista, ao mesmo tempo em que projeta o futuro da vitivinicultura mineira, integrando ciência, tradição e hospitalidade.

PHOTO2 Consuelo AbreuPNAB também já alcança 60% dos pagamentos e garante 100% da execução dos recursos em 2025  (Foto Consuelo Abreu)

Minas Gerais está vivendo uma revolução silenciosa e profunda: pela primeira vez, a cultura chegou com força total a todas as regiões do estado. Com o programa Descentra Cultura, aprovado em 2023, o Governo de Minas inverteu a lógica histórica de concentração de recursos na capital e promoveu a maior descentralização cultural já registrada em território mineiro.

O resultado é inédito: 100% dos recursos disponíveis da Lei Estadual de Incentivo à Cultura foram captados em 2025, um marco histórico que comprova a força e a eficácia do Descentra Cultura. Antes de sua criação, mais de R$ 100 milhões deixavam de ser utilizados todos os anos por falta de acesso e estrutura nos municípios do interior.

Em pouco mais de um ano de vigência, o Descentra Cultura já transformou a geografia do fomento cultural no estado: se antes 95% dos recursos estavam concentrados na capital, hoje 60% dos projetos incentivados estão no interior. A cultura, enfim, se tornou um direito acessível a todos os territórios, do Jequitinhonha à Zona da Mata, do Norte ao Sul de Minas.

“Minas está corrigindo uma injustiça histórica. Estamos democratizando o acesso aos recursos, valorizando a diversidade e reconhecendo que a cultura nasce e vive em todos os cantos deste estado”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

PNAB

Em paralelo, o estado comemora outro feito histórico: a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) já atingiu 60% de execução financeira dos R$ 136 milhões repassados pelo Governo Federal, o que garante a plena utilização dos recursos até o fim de 2025. Com um ritmo acelerado e transparente, Minas já assegurou 100% da execução da PNAB, tornando-se referência nacional em gestão cultural eficiente e descentralizada.

“Com o Descentra Cultura e a execução exemplar da PNAB, Minas se consolida como o estado que mais investe, descentraliza e transforma a cultura em política pública real e estruturante”, afirma a subsecretária de Cultura, Maristela Rangel.

IMG 1763Lançamento da Rota Caminho da Agonia e da Rota dos Caminhos Franciscanos é um dos destaques destaque da participação mineira na principal feira B2B do turismo em Minas Gerais (Foto: Leo Bicalho)

 

Minas Gerais chegou à Travel Next 2025, maior evento B2B de turismo do estado e um dos mais relevantes do Brasil, com uma participação estratégica, marcada pelo lançamento de duas novas rotas turísticas que prometem transformar a experiência dos visitantes: a Rota Caminho da Agonia, que percorre municípios da Mantiqueira, e a Rota dos Caminhos Franciscanos, no Vale do Mucuri. A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, e do Sebrae Minas.

O Caminhão da Agonia é um trajeto de pouco mais de 60 quilômetros, na Serra da Mantiqueira, que oferece aos peregrinos, desde o início, um momento de fé, reflexão e contato direto com a natureza. A rota integra quatro cidades da região: Cristina, Maria da Fé, Pedralva e Itajubá, propícias para caminhadas, cicloturismo e contemplação das paisagens.

Já os Caminhos Franciscanos, localizados no Vale do Mucuri, foi criado em 2019. O projeto se consolidou após o mapeamento técnico que valoriza o potencial religioso, os atrativos naturais, culturais e gastronômicos da região, além da produção artesanal e do turismo de base comunitária. A rota passa pelas cidades de Teófilo Otoni, Itambacuri, Lajinha e Frei Gaspar, em um percurso de 42 quilômetros.

“O lançamento dessas duas rotas é um marco na consolidação de Minas como destino plural e competitivo. Elas traduzem a essência da nossa mineiridade, ao mesmo tempo em que oferecem experiências únicas que conectam espiritualidade, natureza, cultura e história. A Travel Next é a vitrine onde Minas se apresenta para o Brasil e o mundo, mostrando que o turismo é uma das grandes forças de desenvolvimento econômico e social do estado”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

As duas rotas religiosas foram estruturadas por meio do programa Check-In Turismo, do Sebrae Minas, lançado em 2021. A iniciativa tem foco na melhoria da competitividade dos pequenos negócios locais, na estruturação produtos e destinos turísticos, qualificação dos empreendedores e fortalecimento das cadeias relacionadas ao turismo.

Durante a Travel Next Minas, empreendimentos que integram as rotas religiosas terão oportunidades de se conectar às agências de viagens, operadoras com chances de apresentar as experiências e fomentar negócios para impulsionar o turismo. “O Sebrae Minas tem papel estratégico na estruturação dos destinos turísticos religiosos em todo o estado. Em parceria com o Governo do Estado, atuamos desde o planejamento e qualificação dos empreendimentos locais até a promoção e comercialização dos destinos, garantindo experiências autênticas e bem estruturadas para os visitantes. Essa iniciativa contribui para valorizar tradições, ampliar o fluxo de turistas e impulsionar o desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.

A Travel Next Minas será segue com programação até esta quarta-feira (20/08), no Expominas, em Belo Horizonte, reunindo mais de 6 mil profissionais do setor e 800 marcas expositoras.

 

 

 

Minas Gerais se prepara para um momento histórico: a 109ª Reunião do Conselho Consultivo do Iphan poderá reconhecer oficialmente os Saberes do Rosário – Reinados, Congados e Congadas – como Patrimônio Cultural do Brasil. A reunião acontece na próxima terça-feira, dia 17 de junho, às 14h, na sede da Superintendência do Iphan em Minas Gerais, em Belo Horizonte, com transmissão pelo YouTube.
 
O reconhecimento é fruto de um extenso processo de pesquisa e instrução técnica conduzido ao longo de quase duas décadas, envolvendo as comunidades detentoras, pesquisadores, agentes públicos e instituições do patrimônio. Somente em Minas Gerais, os Saberes do Rosário estão presentes em mais de 330 municípios, com mais de 1.100 grupos ativos de congadeiros, moçambiqueiros, catopês, marujos, candombes e guardas diversas, compondo uma das expressões mais profundas da cultura afro-brasileira e da fé popular no Brasil.
 
Para o Secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, trata-se de um reconhecimento histórico e reparador:
 
“O Rosário é onde a cultura, a fé e a arte do povo negro de Minas e do Brasil se unem em uma sabedoria ancestral. O reconhecimento nacional desses saberes como patrimônio do Brasil é o reconhecimento de uma história de resistência, beleza e humanidade. Minas é terra-mãe desse patrimônio vivo, e os Congados são sua alma.”
 
A Rainha Conga de Minas Gerais, Isabel Casimira das Dores Gasparino, que também participou da redação do dossiê do Iphan, destaca a importância do reconhecimento para as futuras gerações:
 
“Esse reconhecimento não é só para nós, é para os nossos antepassados e para os nossos filhos. A coroa que carregamos é de dignidade, e o Rosário é nosso modo de viver, de rezar, de ensinar. É hora de o Brasil enxergar que nós sempre estivemos aqui, com nossos tambores, nossas danças e nossa fé.”
 
O Presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), João Paulo Cunha, reforça que o reconhecimento pelo Iphan dialoga com a política de valorização da cultura afro-mineira promovida pelo estado:
 
“Minas tem liderado a valorização das culturas afromineiras com políticas públicas concretas. O reconhecimento nacional dos Saberes do Rosário se soma ao registro estadual realizado em 2024 e fortalece a identidade, o direito e a memória dos povos afrodescendentes. É um passo fundamental para recontar a história do Brasil com justiça e beleza.”
 
A reunião do Conselho Consultivo do Iphan será transmitida ao vivo no canal oficial do instituto: youtube.com/IphanGovBr.
 
SERVIÇO
📅 Data: 17 de junho de 2025 (terça-feira)
⏰ Horário: 14h
📺 Transmissão online: YouTube.com/IphanGovBr

pedrovilela centro histrico so joo del rei mg 39972033425 oMaterial informativo já está disponível gratuitamente no site Secult; e aulões começam a partir do dia 11/09 (Foto: Pedro Vilela)

 

Parte do projeto Caminhos do Turismo: uma jornada para novos gestores, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), por meio da Diretoria de Qualificação e Capacitação, realiza o lançamento da Cartilha de Orientação para Gestores do Turismo de Minas Gerais e o 2º ciclo dos Aulões do Turismo, durante o 8º Encontro de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

A Cartilha tem por objetivo auxiliar os gestores públicos municipais mineiros e demais interessados no desenvolvimento do turismo local e regional. Ela fornece, de maneira simplificada, informações e conteúdos úteis e práticos sobre formalização, gestão, planejamento, instrumentos e políticas para a organização do turismo no contexto da administração pública.

Além disso, para aqueles que desejam aprofundar os conhecimentos e implementar as orientações apresentadas, ela também reúne uma seleção de materiais complementares, incluindo vídeos, artigos e documentos oficiais, acessíveis por meio de links.

A Cartilha está disponível para download no site da Secult-MG por meio deste link

2º ciclo dos Aulões do Turismo

Após sucesso expressivo do primeiro ciclo de Aulões, que contou com a participação de gestores de Moçambique, de 15 estados de todas as regiões do Brasil e 384 municípios mineiros, dentre os quais 95% consideraram o conteúdo “totalmente relevante”, a Secult promove o 2º ciclo dos Aulões do Turismo. Esta etapa tem como foco a continuidade das capacitações, com a participação de especialistas convidados.

Os temas abordados anteriormente serão retomados de forma transversal, conectando-se a novos assuntos igualmente importantes para a formulação e gestão de políticas públicas de turismo. Além disso, foram incorporadas pautas sugeridas pelos participantes do primeiro ciclo, garantindo que os conteúdos reflitam as demandas reais dos gestores e promovam a articulação entre as duas etapas dos Aulões, de modo a ampliar a troca de experiências e o repertório técnico das equipes das secretarias municipais.

Os Aulões serão ao vivo e online, sempre às terças e quintas, entre os dias 11/09 a 09/10, das 10h às 11h30min. O link de acesso às aulas será enviado por e-mail antes de cada encontro e haverá emissão de certificado aos participantes. Inscrições no Sympla por meio deste link.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones (31) 3915-9558 ou (31) 3915-4641.

Programação:

11/09 - Aulão "Como as Políticas Públicas Estaduais Transformam os Destinos Mineiros"
Secretária-Adjunta Josiane de Souza (Secult-MG)

16/09 - Aulão "Turismo Responsável"
Leilianne Barreto (UFRN)

18/09 - Aulão "Nova Lei Geral do Turismo: Mudanças e Benefícios"
Wilken Souto (MTur)

23/09 - Aulão "Segurança Turística"
Marcelo Taveira (UFRN)

25/09 - Aulão "Sinalização e Estradas Turísticas"
Matheus Afonso (Secult-MG)

30/09 - Aulão "Importância do COMTUR para o Desenvolvimento Turístico Municipal"
Mariela França (IGR Grutas)

02/10 - Aulão "Captação de Recursos para o Turismo"
Marco Henrique Borges (MTur)

07/10 - Aulão "Organização de Eventos"
Karla Delfim (Casa do Turismo BH)

*Programação sujeita a alterações.

IMG 5277“Leitor, leve o SLMG por aí!” convida o público a retirar gratuitamente edições do tradicional periódico mineiro (Foto Leo Bicalho)

 

Com o objetivo de ampliar o acesso à literatura e fortalecer a difusão da produção cultural de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Superintendência de Bibliotecas, Museus, Arquivo Público e Equipamentos Culturais, lança a campanha “Leitor, leve o SLMG por aí!”. A iniciativa oferece ao público a possibilidade de retirar, gratuitamente, exemplares do suplemento, que há quase seis décadas é referência nacional em literatura e artes.

A campanha está aberta a leitores em geral, educadores, instituições culturais e demais interessados em utilizar as edições do Suplemento em ações de leitura, projetos educativos ou acervos pessoais. Para participar, basta preencher o formulário online disponível clicando neste link.

É possível solicitar um exemplar individual, um pacote com 50 unidades (ou 60, no caso da edição especial Afromineiridades), ou ainda montar um combo personalizado com as edições favoritas. A distribuição será realizada conforme a ordem de solicitação e a disponibilidade dos títulos escolhidos.

A retirada dos exemplares acontece presencialmente na Portaria da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, localizada na Praça da Liberdade, nº 21, em Belo Horizonte, sempre às terças-feiras úteis, das 8h às 18h. O serviço é gratuito, e a responsabilidade pela retirada é do próprio solicitante.

59 anos de história

Criado em 1966, o Suplemento Literário de Minas Gerais consolidou-se como um dos mais importantes veículos de difusão literária do país, tendo reunido ao longo de sua história nomes como Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Henriqueta Lisboa, Murilo Mendes e Nélida Piñon, além de apresentar ao público brasileiro autores internacionais como Jorge Luis Borges e Gabriel García Márquez. Com curadoria atenta à diversidade de estilos, temas e autores, o SLMG oferece espaço tanto para consagrados quanto para novos talentos, reafirmando seu papel como vitrine da criação artística e literária de Minas Gerais.

 

IMG 9775 Leo BicalhoNos dias 19 e 20 de agosto, a programação segue no Expominas, integrada à Travel Next Minas (Fotos: Leo Bicalho)

 

Belo Horizonte se tornou, nesta segunda-feira (18/08), o grande ponto de encontro da cultura e do turismo do estado. Com a abertura oficial do 8º Encontro de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais, gestores municipais, autoridades estaduais, artistas e representantes do setor se reuniram na Sala Minas Gerais para iniciar três dias de intensa programação sob o tema “Minas do Futuro: Gestão que Transforma”.

Durante a abertura, a secretária adjunta de Comunicação do Estado, Bárbara Botega, anunciou o investimento de R$ 4,8 milhões destinado às Instâncias de Governança Regional (IGRs) por meio de parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). A notícia foi recebida com entusiasmo pelos participantes, que reconheceram na medida um avanço para a descentralização e o fortalecimento das políticas públicas de cultura e turismo em todas as regiões do estado.

“Esses recursos representam um passo muito importante para o fortalecimento das Instâncias de Governança Regional em Minas Gerais. Cada IGR receberá R$ 100 mil para investir em ações estratégicas, que vão desde a promoção e divulgação dos destinos até projetos de sinalização turística e iniciativas de valorização da cultura local. Esse investimento garante mais autonomia e capacidade de ação para as regiões, descentralizando as políticas públicas e permitindo que cada território desenvolva seu potencial de forma única. Minas é um estado plural, e apoiar as IGRs é investir diretamente nessa diversidade que nos torna tão fortes no turismo e na cultura”, explicou a secretária.

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Após o credenciamento e a cerimônia de abertura, o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, conduziu a palestra magna “Correntes Artísticas do Século XX: Modernismo, Barroco e Brasilidades”. A manhã ainda contou com aulões de orientação para gestores municipais, ministrados por técnicos da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG).

À tarde, os debates se concentraram em mesas e painéis que abordaram desde a cultura como vetor de desenvolvimento humano, com a presença de nomes como Sérgio Rodrigo Reis, Carlos Bracher, Pedro Paulo Cava e Ataíde Miranda, até a diversidade e práticas culturais, sob a condução de Adriano Maximiano, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

O primeiro dia também trouxe reflexões sobre a preservação do patrimônio como estratégia de desenvolvimento econômico, com representantes do Iepha-MG, da Fundação de Arte de Ouro Preto e do Instituto Espinhaço.

Nos dias 19 e 20 de agosto, a programação segue no Expominas, integrada à Travel Next Minas, com dois auditórios temáticos – AMA (Ano Mineiro das Artes) e TEM (Turismo Experiência e Mineiridade). Estão previstas palestras, oficinas e mesas-redondas sobre bibliotecas, museus, arquivos, editais culturais, turismo criativo, sustentabilidade e experiências autênticas que valorizam a mineiridade.

Para o secretário Leônidas de Oliveira, o encontro reafirma Minas como referência nacional: “Minas Gerais tem hoje um dos ecossistemas culturais e turísticos mais consolidados do Brasil. O Encontro de Gestores é um marco anual que articula, capacita e impulsiona políticas públicas inovadoras, descentralizadas e sustentáveis. A partir da gestão local, com o apoio do Estado, estamos projetando um futuro em que a cultura e o turismo mineiros se tornam ainda mais protagonistas, dentro e fora do Brasil”, destacou.

Foto Helena Borges Acervo PessoalPoeta carioca radicada em BH apresenta seu segundo livro na 11ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas (Foto Acervo Pessoal)

O Centro de Arte Popular recebe, nesta quinta-feira (12/6), o lançamento do livro “Ossos e Corais”, da poeta e artista visual Helena Borges. O evento integra a programação da 11ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas e acontece no Espaço de Convivência do museu, a partir das 18h, com entrada gratuita.

Publicado pela Editora Urutau, “Ossos e Corais” é o segundo livro de poesia de Helena Borges, autora carioca radicada em Belo Horizonte. A obra se estrutura em quatro atos, conduzindo o leitor por uma escrita fluida que aborda temas como a filosofia da natureza, os relacionamentos amorosos contemporâneos, reflexões sobre o ato de escrever e até mesmo lições de pintura, propondo uma espécie de pedagogia do concreto.

Nascida no início da primavera de 1993, Helena Borges é graduada em Artes Plásticas pela Escola Guignard e em Práticas Artísticas Contemporâneas pela EAV Parque Lage. Em 2019, estreou na literatura com seu primeiro livro pela mesma editora e, em 2021, publicou “Artistas da Chácara”, obra infantil ilustrada em aquarela.
Atualmente, divide seu tempo entre a criação artística e as aulas de pintura em seu ateliê na capital mineira. Sua pesquisa transita entre luta de classes, vida e morte, agroecologia e afetos contemporâneos, explorando as relações entre seres humanos e outras espécies.

O lançamento de “Ossos e Corais” promete ser um encontro marcado pela poesia, arte e diálogo, reforçando o papel dos espaços culturais como lugares de troca e reflexão.

Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular apresenta um amplo panorama de obras que privilegiam a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho de criadores que traduzem no barro, na madeira e em outros materiais o universo em que vivem. Sua edificação principal foi construída para uso residencial na década de 1920, tendo sido também a sede do antigo Hospital São Tarcísio.

No ano de 2012, a edificação foi adaptada para abrigar o CAP, onde o público pode conhecer obras de artistas de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto, Sabará e outras, entrando em contato com elementos representativos da pluralidade da cultura mineira. O edifício possui quatro salas de exposição permanente, uma para exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e ainda um pátio interno.

Serviço:
Lançamento do livro “Ossos e Corais” – Helena Borges
Data e horário: 12/6 (quinta-feira), às 18h
Local: Centro de Arte Popular – Espaço de Convivência (Rua Gonçalves Dias, 1.608 – B. Lourdes)
Entrada gratuita

Galeia 1 Ana Luiza RodriguesComo parte da agenda comemorativa, estão em cartaz três exposições simultâneas na galeria (Foto: Ana Luiza Rodrigues)

 

A Galeria de Arte Nello Nuno, da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), completou 50 anos de existência como um dos mais importantes espaços de difusão da arte e da cultura em Minas Gerais no dia 12/08. Fundada em 1975, a galeria nasceu com o propósito de valorizar a produção artística contemporânea, incentivar e dar visibilidade à novos artistas e contribuir para a preservação do patrimônio cultural brasileiro, missão que segue até hoje.

Para comemorar a data, a Faop realiza uma palestra comemorativa com a pesquisadora e curadora Gabriela Rangel, filha do artista Nello Nuno, homenageado que dá nome ao espaço. O evento, intitulado “Ouro Preto, os artistas e a Faop: um olhar possível”, acontecerá no dia 20/08, às 15h, na própria galeria, com entrada gratuita.

A coincidência de datas torna a comemoração ainda mais simbólica para Gabriela.“A Galeria de Arte Nello Nuno foi inaugurada no ano do falecimento do meu pai e completa 50 anos justamente no dia do aniversário dele. Para nossa família, é uma forma muito significativa de manter viva sua memória e seu legado, permitindo que novas gerações conheçam seu trabalho”, disse.

Ao longo de seus 50 anos, a Galeria de Arte Nello Nuno foi palco de inúmeras exposições, encontros e ações educativas. Desde 2016, está localizada na Casa do Rosário da Faop, no centro histórico de Ouro Preto, onde segue oferecendo ao público um ambiente aberto à reflexão, à experimentação e à fruição estética.

Gabriela lembra que, apesar de ter convivido pouco tempo com o pai, a obra e as histórias dele sempre estiveram presentes: “O legado dele moldou minha trajetória profissional e pessoal. Minha vida está profundamente entrelaçada com a história dele e com a da própria Faop”.

A comemoração integra a programação do Agosto das Artes, iniciativa estadual que valoriza a cultura e a identidade mineira por meio de uma série de atividades em diversas cidades.

Como parte da agenda comemorativa, estão em cartaz três exposições simultâneas na galeria: “Sertões”, de Riciere Teixeira, “Uma Celebração à Afro-Mineiridade”, de Aline coStela e “Brasilidades”, de Gabriela Luiza. As mostras podem ser visitadas até 20 de setembro, com entrada gratuita.

Para Gabriela, estar presente neste momento é também uma forma de retribuir. “É um momento de gratidão, de rever toda essa trajetória e entender como as questões que ele pensava e discutia continuam tão presentes no universo da arte. Fico feliz em poder compartilhar essa história e apresentar sua obra para quem ainda não teve a oportunidade de conhecê-lo”.

Sobre Nello Nuno

Nello Nuno de Moura Rangel (1939–1975) foi pintor, desenhista, professor e cofundador da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade (EARMFA). Autodidata, viveu em Ouro Preto a partir dos anos 1960, lecionou na Faop e na Escola Guignard, em Belo Horizonte, e, em 1974, foi bolsista da Fundação Guggenheim, em Nova York. Sua obra, marcada pela síntese de formas e cores, é considerada um marco na arte moderna mineira.

Serviço

“Ouro Preto, os artistas e a Faop: um olhar possível”
Data e horário: 20/08, às 15h
Local: FAOP - Galeria de Arte Nello Nuno (R. Getulio Vargas, 185, Rosário, Ouro Preto)
Entrada grauita

IMG 3594 foto eduardo queirogaExposição no Museu Mineiro, com curadoria da Profa. Dra. Verona Segantini e alunos da museologia da UFMG, celebra mulheres negras como guardiãs da tradição do samba em BH (Foto Eduardo Quiroga)

 

O Museu Mineiro, integrante do Circuito Liberdade, recebe, a partir desta quinta-feira (12/6), a exposição “PRETAgonistas: trajetórias mulheristas no samba”, uma iniciativa que coloca em evidência o papel fundamental das mulheres na construção e preservação do samba mineiro. Com curadoria da Profa. Dra. Verona Segantini e dos alunos da 13ª turma do curso de Museologia da UFMG, a mostra será inaugurada às 18h, integrando a programação da 11ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas. A entrada é gratuita, e a visitação segue até 20 de julho.

Samba mineiro sob o olhar das mulheres

O samba, reconhecido como patrimônio imaterial de Belo Horizonte em 2024, é um espaço de resistência e ancestralidade, mas sua narrativa em Minas Gerais tem sido predominantemente masculina. A exposição “PRETAgonistas” surge para corrigir essa lacuna, destacando as vozes e trajetórias de cantoras, compositoras, sambadeiras, pesquisadoras e produtoras que mantêm viva essa tradição.

Por meio de registros audiovisuais, depoimentos, objetos afetivos e documentos históricos, a mostra revela como essas mulheres sustentaram – muitas vezes nos bastidores – a cultura do samba, seja nas rodas de terreiro, nas escolas de samba ou nos quintais. Entre as homenageadas estão nomes como Dona Eliza, Margô Barroso, Sandra Veneno, Mãe Belinha, Cida Reis e Ekedji Alessandra Gomes, cujas histórias ilustram a força matriarcal do samba como instrumento de cura, resistência e identidade negra.

Um processo curatorial afetivo e colaborativo

A concepção da exposição partiu de um processo imersivo dos estudantes de Museologia, que mergulharam na cultura do samba por meio de rodas de terreiro, visitas a comunidades tradicionais e diálogos com a Velha Guarda do Samba de BH. A turma também contou com a colaboração de consultoras e co-curadoras como Magna Oliveira, Camila Costa e Kely de Oliveira, referências nas lutas feministas e antirracistas.

A produção audiovisual, realizada em parceria com o NAVI (Núcleo de Audiovisual da UFMG), captura a essência dessas trajetórias, enquanto a cenografia convida o público a adentrar o universo afetivo do samba mineiro.

Programação especial na abertura

A noite de inauguração (12/06) terá apresentações da Velha Guarda do Samba de BH, contação de histórias com Magna Oliveira e uma roda de samba com o grupo Yiaminas, liderado pela Ekedji Kely de Oliveira. A programação reforça o caráter celebrativo da exposição, que não apenas homenageia o passado, mas também fortalece o samba como expressão viva e coletiva.

Serviço:

Abertura da exposição “Pretagonistas: trajetórias mulheristas no samba”
Data e horário: 12/6, às 18h
Visitação: 12/6 a 20/7/25, de 3ª a 6ª, das 12h às 19h; sáb., dom., e feriados das 11h às 17h
Local: Museu Mineiro (Av. João Pinheiro, 342 – Circuito Liberdade Belo Horizonte)

Mirante Capitolio foto Rodrigo Zeferino03Único no país a adotar essa política, estado consolida-se como um exemplo de como o investimento estratégico pode alavancar o setor (Foto: Rodrigo Zeferino)

Minas Gerais alcança um marco no repasse de recursos aos municípios por meio do ICMS Turismo. O estado se prepara para injetar o número recorde de R$ 90 milhões no setor em 2025, com 605 municípios habilitados no programa. Este valor representa um aumento significativo em relação aos R$ 81 milhões transferidos no ano anterior, demonstrando um compromisso crescente em estabelecer o turismo como um pilar de desenvolvimento.

O crescimento da iniciativa, que alcançou o maior número de municípios habilitados em sua história, é um reflexo direto do fortalecimento da política de incentivo estadual. Cada real investido é um impulso direto para o crescimento das economias locais, gerando empregos e valorizando o imenso patrimônio cultural e natural de Minas Gerais.

Único no país a adotar essa política, Minas Gerais consolida-se como um exemplo de como o investimento estratégico pode alavancar o turismo e impulsionar o desenvolvimento local e regional.

Novos horizontes para o setor

O programa de ICMS Turismo celebra, ainda, a entrada de 30 novos municípios, com um desempenho notável: 26 deles já alcançaram a pontuação máxima em sua primeira avaliação. Esse sucesso imediato comprova o engajamento e a profissionalização das gestões municipais, que estão alinhadas com as diretrizes do estado para o crescimento sustentável do setor.

Para mais informações e a lista completa dos municípios habilitados, visite: www.icmsturismo.mg.gov.br

Josiane de Souza Foto Leo Bicalho Secult MGCom arte, tradição e paisagens únicas, campanha do Governo de Minas, lançada nesta quarta-feira (11/6), destaca a força do turismo de inverno no estado (Foto Leo Bicalho/Secult-MG)

A campanha Inverno em Minas 2025, lançada nesta quarta-feira (11/6) pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), posiciona o estado como destino nacional do frio, com experiências que unem gastronomia, montanhas, cultura e hospitalidade, com altitude, silêncio, lareira acesa e pão de queijo saindo do forno à lenha. O estado oferece ao viajante três grandes territórios de inverno: a Cordilheira do Espinhaço, a Mantiqueira de Minas e o Caparaó Mineiro. A campanha conta com a participação de mais de 300 municípios, com expectativa de 350 festas e eventos de junho a setembro. A expectativa é de um fluxo turístico de 7 milhões de pessoas nesse período.

Entre os destaques estão os festivais de inverno de cidades como Ouro Preto, Mariana, Tiradentes e Lima Duarte. O Inverno Cultural em Gonçalves, Poços de Caldas e Santa Rita do Sapucaí. Feiras de inverno no Palácio da Liberdade com vinhos, queijos e doces de tacho. O Festival Caparaó Blues, festas e manifestações culturais e comunitárias como vesperatas, encontros de bandas, reinados, festivais gastronômicos e musicais, além de programações especiais nos museus do Circuito Liberdade e da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop).

"O inverno mineiro é mais do que uma estação, é uma expressão da nossa mineiridade. Minas oferece ao Brasil um frio que tem paisagem, cultura, tradição e afeto. Nossas montanhas, nossas lareiras, nossos vinhos e cafés especiais são convites a viver o tempo de forma mais lenta, profunda e verdadeira", ressalta o secretário de Estado da Secult-MG, Leônidas de Oliveira.

Cordilheira do Espinhaço: frio das alturas e da liberdade

A Cordilheira do Espinhaço, que atravessa Minas Gerais de Norte a Sul, inclui Belo Horizonte como porta de entrada, com o Circuito Liberdade e sua programação cultural, e abriga alguns dos destinos mais simbólicos do inverno brasileiro. A região combina patrimônio histórico, espiritualidade, ecoturismo, arte popular e o frio de montanha.  Santuário do Caraça, Serra da Moeda, Catas Altas, Caeté e Santa Bárbara oferecem hospedagens históricas e clima serrano, vesperatas em Diamantina, boleratas no Serro, visitas à vinícolas emergentes e experiências com queijos artesanais se destacam na programação.

Mantiqueira de Minas: as cidades mais frias do Brasil

Monte Verde, Maria da Fé e Gonçalves estão entre as cidades mais frias do Brasil, com temperaturas que podem chegar a níveis negativos. Elas oferecem experiências gastronômicas e sensoriais, com vinhos de altitude, fondue, azeites artesanais e cafés premiados. Destaque para a Rota Vulcânica em Poços de Caldas e Andradas e gastronomia de inverno em Santa Rita do Sapucaí, Extrema, Baependi e Carmo de Minas.

Monte Verde Foto Ricardo CozzoMonte Verde, distrito de Camanducaia, no Sul de Minas, é um dos destinos procurados pelos turistas na estação mais fria do ano (Foto Ricardo Cozzo)

Caparaó Mineiro: silêncio e contemplação do frio

No Caparaó Mineiro, com o Pico da Bandeira a 2.892 metros de altitude, a mais imponente montanha do Sudeste brasileiro, o frio é intenso, silencioso e sagrado. A região se destaca por suas trilhas no Parque Nacional do Caparaó, cafés especiais, vinhos artesanais e experiências de interiorização. A Rota Caparaó Mineiro, que abrange os municípios de Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Caparaó e Espera Feliz, oferece ainda alambiques centenários e vinícolas encantadoras entre montanhas, unindo tradição e paisagens deslumbrantes.

Campanha nacional e experiências reais

O Inverno em Minas 2025 ainda inclui parcerias com agências e operadoras para criação de pacotes, roteiros com vinícolas, cafés, queijarias e pousadas com lareira, press trips com jornalistas e influenciadores, além de ampla divulgação dos destinos na plataforma www.minasgerais.com.br e redes sociais @visiteminasgerais e @culturaeturismomg.

IMG 7375Iniciativa inédita de entrega domiciliar fica disponível mediante cadastro na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Foto: Leo Bicalho)

 

O Governo de Minas lançou um serviço inédito de empréstimo de livros em Braille e de audiolivros, com entrega gratuita em domicílio para pessoas com deficiência visual, um marco na ampliação da democratização e acesso aos livros no estado.

O projeto Ler Para Ver (Braille Delivery) foi inaugurado, nessa segunda-feira (11/8), pelas secretarias de Estado de Governo (Segov) e de Cultura e Turismo (Secult), na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em uma cerimônia que incluiu a apresentação musical do coral de integrantes do Instituto São Rafael. O novo serviço expande o alcance das ações da biblioteca, permitindo que usuários cadastrados recebam obras diretamente em casa, sem necessidade de deslocamento.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e pelo telefone (31) 2128-8248.

O idealizador do projeto, Glicério Ramos Silva, é o coordenador do setor Braille, que completa 60 anos, dentro dos 71 anos de história da Biblioteca Pública Estadual, consolidando-se como referência nacional na produção e no empréstimo de livros acessíveis.

“Essa iniciativa surgiu da necessidade de trazer novos leitores para a biblioteca e há muitos com deficiência visual que não conhecem o setor Braille ou têm dificuldade para acessá-lo”, explicou Glicélio Ramos Silva.

"O Braille Delivery busca, então, facilitar o caminho para essas pessoas e democratizar o acervo. Nós temos aqui livros clássicos e contemporâneos e, inclusive, lançamentos recentes. Por exemplo, ‘Em Agosto Nos Vemos’, livro de Gabriel García Márquez, lançado em 2024, já está disponível no setor Braille", exemplificou Glicélio.

Nesta primeira fase, o atendimento será realizado com entregas quinzenais, no período da manhã, em Belo Horizonte e nos municípios de Contagem, Betim, Ibirité, Rio Acima, Nova Lima, Raposos, Sabará, Santa Luzia e Ribeirão das Neves.

Ampliação das políticas de inclusão

O secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro, elogiou o trabalho e a iniciativa de Glicélio Ramos Silva, reforçando o poder transformador da leitura, e ressaltou que o programa se soma às inúmeras ações que o Governo de Minas tem feito para as pessoas com deficiência e doenças raras, dentro do Programa Mineiro de Acessibilidade, Inclusão e Saúde (Promais).

"Essa iniciativa começa em Belo Horizonte mas queremos, em um futuro breve, ampliá-la para o estado inteiro. É mais uma política pública voltada à pessoa com deficiência e que faz parte do nosso programa Promais, que é hoje referência no Brasil de políticas públicas para pessoas com deficiência", afirmou Marcelo Aro.

O acervo reúne cerca de 6,3 mil títulos, sendo 3,3 mil em Braille, 3 mil audiolivros e cem filmes com audiodescrição, incluindo romances, literatura infantil e juvenil, obras de referência e títulos técnicos. Para se inscrever, é necessário apresentar documento de identidade e comprovante de endereço. No caso de pessoas com baixa visão, também é solicitado o laudo oftalmológico.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, pontuou que "o Braille Delivery é mais do que um serviço, é um gesto de cuidado e de reconhecimento da dignidade de cada leitor. É levar histórias, saberes e sonhos até quem, muitas vezes, enfrenta barreiras para chegar à biblioteca".

"Ao colocar o livro na porta da casa de cada pessoa, levamos também a certeza de que ela pertence plenamente ao universo da cultura e da cidadania. Isso é Minas: fazer da cultura um direito vivo, que chega onde as pessoas estão", destacou Leônidas de Oliveira.

Investimentos e modernização

Nos últimos anos, o setor Braille passou por uma modernização inédita, com investimento de aproximadamente R$ 400 mil provenientes da Associação de Amigos da Biblioteca, do Instituto Periférico, via Lei de Incentivo à Cultura, e de emendas parlamentares.

Foram adquiridos 120 novos livros em braille e equipamentos de tecnologia assistiva, como impressora Braille de alta performance, linha Braille para leitura de conteúdos digitais, cinco óculos OrCam (que transformam texto em áudio em tempo real) e uma impressora 3D para produção de réplicas táteis de monumentos históricos de Minas Gerais.

Museu Casa Guimarães Rosa Cordisburgo Foto Ronaldo AlvesO Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo, participa da 11 Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, nesta quinta-feira (12/6) (Foto Ronaldo Alves/Divulgação)

Nesta quinta-feira, 12 de junho, Dia dos Namorados, Minas Gerais se transforma em um grande palco de celebração cultural com a realização da 11ª edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas (NMMB). Com atividades gratuitas em 62 municípios, o evento amplia o horário de funcionamento de 79 equipamentos culturais – entre bibliotecas, museus e casas de cultura – em diversas regiões do estado, oferecendo ao público uma programação diversificada que inclui exposições, shows, saraus literários, oficinas, exibições de filmes e intervenções artísticas.

Nesta edição, o clima romântico da data inspira atividades temáticas em cidades como São Francisco, Pedralva e Oliveira, com vivências literárias, exibição de filmes e apresentações musicais para casais. A iniciativa reforça o papel desses espaços como guardiões da memória e da identidade mineira, promovendo acesso democrático à cultura.

Destaques

Em São Francisco, na região norte de Minas, a Biblioteca Municipal Dr. Geraldo Ribas promove “Um Romance na Biblioteca”, com exposição de obras literárias românticas e música ao vivo, às 19h.

No Sul de Minas, no município de Pedralva, a Biblioteca Otto Joseph Van Wijk prepara uma “Noite Romântica” com filme temático e decoração especial para casais, às 19h. Em Oliveira, a 165 km da capital Belo Horizonte, o Coral “Vozes Em Canto” sobe à sacada da Casa da Cultura Carlos Chagas para um show de amor e música, às 18h (transmissão pelo Instagram @casadacultura_carloschagas).

Em Belo Horizonte, o Circuito Liberdade também se integra à programação da 11ª edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas com atrações na Biblioteca Pública Estadual, Museu Mineiro, Centro de Arte Popular e também na sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). 

Sobre a Noite Mineira de Museus e Bibliotecas

A Noite Mineira de Museus e Bibliotecas (NMMB) é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, coordenada pela Superintendência de Bibliotecas, Museus e Economia da Criatividade e executada pelo Sistema de Museus e Sistema Estadual de Bibliotecas. O projeto tem como objetivo promover o uso noturno de museus, bibliotecas e outros equipamentos culturais, ampliando o acesso da população à cultura em horários alternativos.

Realizada a cada dois meses, a NMMB estimula que os espaços culturais ofereçam programações gratuitas à noite, como exposições, rodas de conversa, saraus, oficinas, visitas guiadas, apresentações artísticas, entre outras ações. O projeto fortalece o papel dos equipamentos culturais como espaços de convivência, formação e cidadania.

Serviço

11ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas
Data: Nesta quinta-feira (12/6), das 18h às 22h

Municípios participantes: Belo Horizonte, Bom Despacho,Bueno Brandão, Cachoeira da Prata, Campanha, Cedro do Abaeté, Conceição do Mato Dentro, Conselheiro Pena, Contagem, Cordisburgo, Cristina, Diogo de Vasconcelos, Divinópolis, Dores do Indaiá, Fernandes Tourinho, Formiga, Governador Valadares, Guanhães, Guaranésia, Guarda-Mor, Guaxupé, Guiricema, Ibirité, Inhapim, Itaguara, Itambacuri, João Pinheiro, Juiz de Fora, Lagoa da Prata, Lagoa Formosa, Lambari, Leopoldina, Luz, Mariana, Mateus Leme, Matozinhos, Minas Novas, Monte Santo de Minas, Muriaé, Nova Era, Oliveira, Ouro Preto, Papagaios, Paracatu, Patrocínio, Pedralva, Pitangui, Poços de Caldas, Presidente Kubitschek, Salinas, São Francisco, São Gonçalo do Sapucaí, São João del Rei, São José do Alegre, São Lourenço, Silvianópolis, Taiobeiras, Tumiritinga, Uberaba, Uberlândia, Vespasiano e Viçosa.

IMG 8061 Leo BicalhoMaior edição do projeto integra o Agosto das Artes com 139 atividades gratuitas em 131 espaços culturais diferentes; 38 municípios participam pela primeira vez (Foto: Leo Bicalho)

 

Minas Gerais viverá uma noite histórica nesta terça-feira (12/08): a 12ª edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas (NMMB) será a maior já realizada, com 109 municípios participantes, 139 atividades cadastradas e 131 equipamentos culturais envolvidos. O evento amplia o horário de funcionamento de equipamentos culturais, entre bibliotecas, museus e casas de cultura, oferecendo ao público uma programação diversificada que inclui exposições, shows, saraus literários, oficinas, exibições de filmes e intervenções artísticas.

A programação completa pode ser conferida neste link.

A data escolhida, 12/08, o Dia Nacional das Artes, marca o ápice do Agosto das Artes, iniciativa promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, e transforma o mês de agosto em uma extensa programação cultural gratuita e descentralizada, com atividades em todas as regiões do estado.

38 cidades participam pela primeira vez

A 12ª edição reforça o compromisso da Noite Mineira com a valorização dos equipamentos culturais como espaços de conhecimento e memória. Com 38 cidades estreantes, a iniciativa demonstra seu crescimento e capilaridade, promovendo inclusão e engajamento comunitário. Esta é uma noite para celebrar a diversidade e a potência criativa de Minas Gerais, levando cultura a todas as regiões do estado.

Sobre a Noite Mineira de Museus e Bibliotecas

A Noite Mineira de Museus e Bibliotecas é promovida pela Secult-MG, com coordenação da Superintendência de Bibliotecas, Museus e Economia da Criatividade e execução do Sistema de Museus e Sistema Estadual de Bibliotecas. O projeto tem como objetivo promover o uso noturno de museus, bibliotecas e outros equipamentos culturais, ampliando o acesso da população à cultura em horários alternativos.

Realizada a cada dois meses, a Noite Mineira estimula que os espaços culturais ofereçam programações gratuitas à noite, como exposições, rodas de conversa, saraus, oficinas, visitas guiadas, apresentações artísticas, entre outras ações. O objetivo é fortalecer o papel dos equipamentos culturais como espaços de convivência, formação e cidadania.

Serviço:

12ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas
Data: 12/08 (terça-feira)
Horário: 18h às 22h

Biblioteca Foto Secult MG Divulgação 1Eventos na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais acontecem nesta quinta-feira (12/6), a partir das 19h, e têm entrada gratuita (Foto Secult-MG/Divulgaçã)

Nesta quinta-feira (12/6), a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais promove uma programação especial e participa da 11ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas com duas atrações. Para os apaixonados por história, cultura e livros, a Visita Guiada ao Setor de Obras Raras e Coleções Especiais, com o tema “A trajetória do livro impresso: Séculos XV a XVII”, acontece das 19h às 21h. A participação é gratuita e haverá emissão de certificado de 2h/aula.

O público será conduzido por uma viagem no tempo, acompanhando a evolução do livro desde a sua invenção no século XV até os desdobramentos nos dois séculos seguintes. Entre os tesouros que serão apresentados ao público estão preciosidades como “Concordia discordantium canonum”, publicado em 1493, e “Fide Atque Auctoritate decem librorum manuscriptorum opera”, de 1566, exemplares que testemunham a riqueza e a complexidade da história da impressão.

A coordenadora do Núcleo da Biblioteca Pública Estadual, Eliani Gladyr, avalia que “a Noite Mineira tem se consolidado como um evento importante na difusão da cultura em Minas Gerais. É uma alegria estender o nosso horário de funcionamento para colaborar com essa ação”. A programação da 11ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas integra o programa AMA – Ano Mineiro das Artes, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG).

A Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, promovido pelo Governo de Minas, por meio da Secult-MG, propõe a extensão do horário de funcionamento dos equipamentos culturais até 22h para que visitantes que trabalham ou estudam em horário comercial não fiquem de fora de uma programação cultural gratuita e variada, que inclui exposições, saraus literários, oficinas, apresentações artísticas e rodas de conversas.

Autoconhecimento

Também na noite desta quinta-feira (12/6), às 19h, para quem busca um encontro com o autoconhecimento e a inteligência emocional, o Espaço Geek recebe a palestra “E(u)mocional: Como lidar com as emoções frente aos desafios do dia a dia”, ministrada pelo neuropsicanalista e escritor Renato Lisboa. O evento tem entrada gratuita e os participantes terão direito a certificado de três horas/aula e vão concorrer a sorteio de brindes.

Reconhecido internacionalmente pela Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, Lisboa é autor de best-sellers como “E(u)mocional” e “Três Segundos: Escolhas que transformam a vida”. Sua trajetória é marcada pela atuação multidisciplinar, que integra direito, psicanálise, coaching e saúde mental.

IMG 1810 Leo BicalhoEvento reúne especialistas, gestores e lideranças para impulsionar inovação, sustentabilidade e experiências autênticas em todo o estado (Foto: Leo Bicalho)

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), realiza, entre os dias 18 e 20/08, o 8º Encontro de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais, em Belo Horizonte. O evento, que se consolida como o principal espaço de articulação, formação técnica e cooperação federativa dos setores em nível estadual, trará uma programação robusta sob o tema “Minas do Futuro: Gestão que Transforma”.

Após credenciamento e abertura oficial na Sala Minas Gerais, o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, realizará a palestra magna “Correntes Artísticas do Século XX: Modernismo, Barroco e Brasilidades”. Ainda pela manhã, haverá Aulões para Orientação dos Gestores Municipais, conduzidas por técnicos da Diretoria de Capacitação e Qualificação e da Superintendência de Políticas do Turismo e Gastronomia.

A tarde será dedicada a reflexões e debates. A mesa “Cultura, Desenvolvimento e Transformação Humana” reunirá nomes como o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, e os artistas Carlos Bracher, Pedro Paulo Cava e Ataíde Miranda. Em seguida, o painel “Diversidade e Práticas Culturais” contará com a participação do diretor de Proteção e Memória do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Adriano Maximiano.

Performances artísticas marcam o intervalo, antes de o público acompanhar o painel “Preservação do Patrimônio como Economia e Estratégia de Desenvolvimento”, com os presidentes da Fundação de Arte de Ouro Preto, Wirley Reis; do Iepha-MG, João Paulo Martins; e do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio Oliveira. O encerramento do dia trará o painel “Fortalecimento das Redes Culturais, Consórcios Públicos, Circuitos Regionais e Cooperação entre Municípios”, apresentado por Cleide Fernandes, do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.

Nos dias 19/08 e 20/08, a programação se desloca para a Travel Next Minas, que será realizada no Expominas. Haverá dois auditórios: AMA – Ano Mineiro das Artes e TEM - Turismo Experiência e Mineiridade com uma série de palestras, painéis, mesas-redondas e oficinas, pensadas para fortalecer a atuação dos gestores de cultura e turismo em Minas.

No espaço AMA, por exemplo, haverá apresentações sobre o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Comunitárias, o programa Minas Literária, o Sistema Estadual de Museus e será abordada a Gestão Arquivística Municipal. A importância dos sistemas e processos de atualização cadastral e a obtenção da Declaração de Acervos Culturais (DAC) para bibliotecas, museus e arquivos serão detalhados.

A programação segue com a explanação sobre o Fundo Estadual de Cultura e seus editais, um momento tira-dúvidas, além da Rodada Cultural Iepha-MG. Os dois blocos finais serão dedicados à apresentação de cases de sucesso na gestão cultural, reunindo experiências inspiradoras de diferentes municípios mineiros.

“Minas Gerais tem hoje um dos ecossistemas culturais e turísticos mais consolidados do Brasil. O Encontro de Gestores é um marco anual que articula, capacita e impulsiona políticas públicas inovadoras, descentralizadas e sustentáveis. A partir da gestão local, com o apoio do Estado, estamos projetando um futuro em que a cultura e o turismo mineiros se tornam ainda mais protagonistas, dentro e fora do Brasil”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Entre os destaques da agenda do turismo no espaço TEM estão a mesa redonda “Destinos Criativos e Inteligentes”, sobre uso de tecnologia na gestão e promoção cultural; o painel “A Arte de Criar Roteiros e Experiências Autênticas”, com exemplos de sucesso no turismo e na gastronomia; a palestra “Comunicação Estratégica e Promoção de Experiências no Turismo”; a mesa “Turismo Verde e Experiências Sustentáveis”; e a palestra “Mineiridade – O Luxo da Experiência Autêntica”, que propõe posicionar Minas no segmento de turismo de luxo valorizando a hospitalidade e a gastronomia mineira.

As inscrições estão abertas, são gratuitas e podem ser realizadas por meio deste link.

Foto5 SecultMGSecult-MG participou de encontro regional em São João Nepomuceno e reafirmou compromisso com o fortalecimento das IGRs como instrumentos de desenvolvimento territorial, cultural e sustentável (Foto Secult-MG)

 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) participou, no dia 4 de junho, do Seminário Regional de Turismo e 2º Encontro de Prefeitos e Lideranças da Instância de Governança Regional (IGR) Caminhos Verdes de Minas, realizado no município de São João Nepomuceno.

O evento reuniu gestores públicos, lideranças comunitárias, representantes do trade turístico e autoridades de 19 municípios da região, com o objetivo de impulsionar políticas públicas que reconheçam no turismo um caminho de pertencimento, sustentabilidade e desenvolvimento.

Representando a Secult-MG, a subsecretária de Turismo, Patrícia Moreira, reforçou a importância das IGRs como expressão viva da política de regionalização do turismo em Minas Gerais:

“A força do turismo está nos territórios e nas pessoas. Fortalecer as IGRs é reconhecer que cada região tem sua identidade, vocações e potencialidades únicas. Caminhos Verdes de Minas é um exemplo de como a união entre municípios pode gerar resultados concretos para o desenvolvimento local. Turismo, aqui, é instrumento de cidadania e de justiça territorial.”

Ao longo da programação, especialistas convidados abordaram temas como inovação, sustentabilidade e promoção turística, ampliando o debate sobre modelos que respeitam os ecossistemas culturais e naturais de cada região. Um dos pontos altos do evento foi a apresentação da Ciclorrota Descaminhos do Ouro — um percurso de 420 km que atravessa 15 municípios da Zona da Mata, conectando a memória dos antigos caminhos coloniais com o presente do cicloturismo e do turismo de experiência. Uma jornada que une história, esporte e paisagem.

A IGR Caminhos Verdes de Minas é composta pelos municípios de Bicas, Chácara, Chiador, Coronel Pacheco, Descoberto, Goianá, Guarani, Mar de Espanha, Maripá de Minas, Pequeri, Piau, Rio Novo, Rio Pomba, Rochedo de Minas, São João Nepomuceno, Senador Cortes, Tabuleiro, Tocantins e Ubá. Juntos, esses municípios formam um território rico em belezas naturais, tradições culturais, gastronomia afetiva e festas populares, promovendo um turismo vivo, plural e gerador de oportunidades.

Foto Acervo da BibliotecaProdução será exibida nesta quinta-feira (07/08), às 20h, no Cine Humberto Mauro com entrada gratuita (Foto: Acervo da Biblioteca)

 

Para celebrar os 70 anos da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, completados em 2024, será realizada nesta quinta-feira (07/08), no Cine Humberto Mauro, a estreia do documentário “Biblioteca Pública de MG – 70 MAIS!”. O filme revisita essa trajetória dedicada à cultura, à educação e à democratização do acesso aos livros e ao conhecimento.

Criada em 1954, no governo de Juscelino Kubitschek, a instituição é referência para os sistemas de leitura nos 853 municípios mineiros. Todo esse legado é ressaltado no documentário por meio de depoimentos de frequentadores e servidores da casa. Projetada por Oscar Niemeyer, a sede da Biblioteca está localizada na Praça da Liberdade e integra o Circuito Liberdade, ao lado do Anexo Professor Francisco Iglesias, na Rua da Bahia.

Com um acervo que ultrapassa 500 mil itens, a Biblioteca vai além da guarda e preservação de obras: é um espaço vivo de cultura, informação e cidadania. O documentário percorre seus diversos setores, como empréstimo, referência, braile, obras raras e a Biblioteca Infantojuvenil (Biju), e valoriza seus espaços culturais: o teatro, as galerias e o Teatro de Arena. A produção também evidencia projetos de incentivo à leitura e inclusão, como o Carro-Biblioteca e a Caixa-Estante.

Uma história com o Circuito Liberdade

A estreia do documentário na prestigiosa sala de cinema do Palácio das Artes, Cine Humberto Mauro, é resultado da articulação em rede do Circuito Liberdade. Ao rememorar sete décadas de história da Biblioteca, o documentário abrange 15 anos em que a instituição passou a integrar o Circuito Liberdade, fundado em 2010.

O filme reforça o papel da Biblioteca como um centro cultural aberto ao público e lugar onde a história é preservada enquanto se desenvolve novas ideias e projetos para o futuro. n

Serviço

Estreia do documentário “Biblioteca Pública de MG – 70 MAIS!”
Data: 07/08 (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro)
Entrada gratuita, sujeita à lotação da sala

Foto6 SecultMGDurante o 1º Seminário sobre Desenvolvimento Econômico através do Turismo, Minas Gerais apresentou a cozinha como território cultural, vetor de pertencimento e chave para o desenvolvimento sustentável (Foto Secult-MG)

Minas Gerais, onde o sabor é memória e a mesa é altar da cultura, mais uma vez afirmou seu protagonismo ao colocar a cozinha mineira no centro das estratégias de promoção turística. No dia 4 de junho, durante o 1º Seminário sobre Desenvolvimento Econômico através do Turismo, realizado em Poços de Caldas, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) compartilhou suas diretrizes para o fortalecimento da gastronomia como ativo identitário e econômico.

Representando a Secult-MG, o superintendente de Marketing Turístico, Thiago Ferreira, apresentou a palestra “A cozinha como centro na promoção turística de Minas Gerais”, revelando como o Estado tem reposicionado sua culinária não apenas como atrativo, mas como expressão viva do território, do afeto e da tradição.

“A cozinha mineira é chão, é tempo, é casa. É memória e também futuro. Por isso, ela ocupa o centro da nossa política de promoção turística — está presente nos estandes mundo afora, nas redes que conectam afetos, e nas rotas que unem saberes e sabores. Minas se apresenta ao mundo pelo caminho do paladar, pelo gesto generoso de pôr a mesa”, afirmou Ferreira.

A abordagem foi apresentada como uma das estratégias mais consistentes da Secult-MG para consolidar Minas como destino autêntico, plural e perene, em todas as estações do ano.

Poços de Caldas na rota da cozinha mineira

O seminário, promovido pela Prefeitura de Poços de Caldas, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, em parceria com o Sebrae e o Circuito Turístico Caminhos Gerais, reuniu gestores públicos, especialistas, empreendedores e entidades do setor. Entre os temas discutidos estavam o desenvolvimento territorial, place branding, concessões de atrativos e rotas temáticas, além do lançamento oficial do projeto “Mesa de Minas – Poços de Caldas”, que integra o município ao movimento estadual de valorização da cozinha como patrimônio cultural imaterial.

O prefeito Paulo Ney de Castro Júnior destacou o significado simbólico e prático do momento vivido pelo município: “Este é um marco para a cidade. Foram anos de trabalho até alcançarmos um novo patamar de profissionalização do turismo. Agora, com iniciativas como o Mesa de Minas, Poços reafirma sua identidade e se projeta como destino que encanta pelo sabor, pela história e pelo acolhimento. O turismo transforma — movimenta a economia, valoriza a cultura e conecta o passado ao futuro”.

Mesa de Minas: Águas que curam, mesas que encantam

O projeto “Mesa de Minas – Poços de Caldas” nasce com a proposta de posicionar o município como referência nacional em turismo gastronômico. Sob o lema “Águas que curam, mesas que encantam”, a iniciativa propõe a integração entre poder público, restaurantes, produtores, setor hoteleiro e instituições de ensino para fazer da cozinha um instrumento de desenvolvimento, qualificação e geração de renda.

A proposta inclui certificação de estabelecimentos, criação de rotas gastronômicas, oficinas de formação em cozinha mineira contemporânea, um passaporte turístico temático e o Festival Mesa de Minas. Restaurantes participantes serão identificados com sinalização exclusiva e pratos típicos receberão a bandeira de Minas Gerais nos cardápios.

Com iniciativas como essa, Minas reafirma: a cultura não é adorno, é alicerce. E a cozinha, mais do que um atrativo, é caminho de afeto, pertencimento e prosperidade.

Ao integrar Poços de Caldas ao Mesa de Minas, o Governo de Minas reitera seu compromisso com uma política turística que respeita o tempo do território, valoriza os saberes locais e transforma a tradição em horizonte de futuro. A mesa mineira é, antes de tudo, lugar de encontro — entre gerações, entre regiões, entre visitantes e anfitriões.

Poços de Caldas, com suas águas que curam e mesas que encantam, mostra que o turismo não se faz apenas com infraestrutura, mas com alma, comunidade e sentido de lugar. Cada receita, cada ingrediente, cada história contada ao redor de um fogão aceso é uma forma de Minas dizer ao mundo: aqui se vive com sabor, se acolhe com coração e se promove desenvolvimento com raízes e visão.

Nesse movimento, o turismo não apenas gera renda — ele devolve dignidade, celebra a identidade e alimenta o que temos de mais essencial: o pertencimento.

 

Sandro Ka Aparicao 2023 credito do autor 1Primeira individual do artista em Belo Horizonte reúne obras produzidas entre 2007 e 2025 e apresenta trabalhos inéditos que dialogam com o acervo do museu e e espaços da cidade (Imagem: Reprodução)

 

Sandro Ka, artista visual e professor da Escola de Belas Artes da UFMG, inaugura a exposição “O Estado das Coisas”, nesta quinta-feira (31/07), às 19h, no Museu Mineiro. Com curadoria de Janaina Melo e assistência curatorial de Thalita Amorim, a mostra reúne lambes, fotografias, objetos e instalações produzidas em diferentes momentos da pesquisa do artista e estabelece um vibrante diálogo com a exposição de longa duração do Museu Mineiro.

Esta é a primeira exposição individual de Sandro Ka em Belo Horizonte. O artista apresenta um panorama de sua produção iniciada nos anos 2000, em Porto Alegre, em conjunto com trabalhos inéditos produzidos em diálogo com o acervo do Museu Mineiro e com diferentes locais da cidade, em especial, o Mercado Central. A exposição é, portanto, não só um convite para conhecer suas pesquisas, mas também para perceber como o artista olha para a produção cultural da cidade.

Artista percorre o universo do lúdico com brinquedos, bibelôs e artigos populares, ao mesmo tempo em que dialoga com ícones da arte ocidental, como “David”, de Michelangelo.

A obra de Sandro vai além dos gestos de apropriação e acrescenta novas camadas de sentido aos objetos a partir da relação com as peças do museu. “O artista se apropria dos objetos para promover deslocamentos que parecem borrar os limites e produzir outros significados. Aciona, portanto, o território do interdito, isto é, aquele que vai do lúdico ao erotismo, do movimento aparentemente dócil a uma crítica aguçada”, pontua a curadoria.

Interações com o acervo: o museu como campo de criação

Sandro Ka também fez um mergulho na reserva técnica do Museu Mineiro para essa exposição. Entre as propostas, além de observações junto à coleção de arte sacra, o artista propõe uma discussão sobre o acervo de pinturas de paisagem, esse estilo tão marcante e canônico nas artes visuais, sob novas estratégias de montagem. Vale a pena acessar a exposição de longa duração e ver como o artista opera diálogos e relações que revisitam e aguçam o nosso olhar sobre as coleções.

A mostra pode ser visitada até 14/09 na Sala de Exposições Temporárias do museu e nas salas de exposição de longa duração. Durante o período expositivo, serão realizadas atividades de ativação, como visitas mediadas e bate-papo com artista e curadoria. A entrada é gratuita.

SANDRO KA (Porto Alegre/RS, 1981)

Artista visual e pesquisador, professor de Artes Visuais (EBA/UFMG). Doutor e mestre em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS). Desde 2003, realiza exposições individuais e participa de mostras coletivas no Brasil e no exterior, desenvolvendo produções nos campos da escultura, desenho, instalação e intervenção urbana.

Serviço:

Exposição “O Estado das Coisas – Sandro Ka”
Abertura: 31/07, às 19h
Período de visitação: 31/07 a 14/09, de 3ª a 6ª, das 12h às 19h; sáb., dom., e feriados, das 11h às 19h
Local: Museu Mineiro (av. João Pinheiro, 342, Funcionários)
Entrada gratuita

Foto4 SecultMGIniciativa inédita com descontos em energia para o setor cultural e turístico é um dos primeiros frutos de estratégia integrada de sustentabilidade para o turismo (Foto Secult-MG)

Minas Gerais dá mais um passo decisivo na construção de um futuro sustentável, criativo e justo. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), firma parceria com a Cemig SIM. A iniciativa inédita é um dos primeiros frutos do Plano Diretor do Turismo Verde — uma estratégia integrada que coloca a sustentabilidade no centro do desenvolvimento turístico mineiro.

Energia limpa para o turismo e a cultura

A parceria firmada com a Cemig SIM passa a oferecer descontos significativos na tarifa de energia elétrica para empreendimentos e profissionais das cadeias produtivas da cultura e do turismo. Os descontos podem chegar a 16% com a adoção da energia fotovoltaica, promovendo um setor mais competitivo, ecológico e resiliente.

Essa ação é pioneira no país e se conecta aos programas Inteligência de Dados e Talentos e Capital Criativo, estruturantes do Plano Diretor do Turismo Verde. A energia solar passa a ser um instrumento não apenas técnico, mas simbólico, de transformação e pertencimento.

O projeto se sustenta em seis principais aspectos:

1. Sustentabilidade Energética: ao utilizar energia limpa, o turismo mineiro contribui para a redução da pegada de carbono, alinhando-se aos compromissos globais de preservação do meio ambiente.

2. Economia e Viabilidade: a redução nos custos operacionais fortalece empreendimentos turísticos, tornando o setor mais viável e preparado para o futuro.

3. Inovação e Eficiência: a energia fotovoltaica dialoga com as novas tecnologias de monitoramento e gestão inteligente do consumo, promovendo a cultura da inovação e da eficiência.

4. Turismo de Propósito: cada vez mais, o turista busca experiências alinhadas aos seus valores. Minas se coloca como destino comprometido com o futuro, acolhedor e consciente.

5. Protagonismo Comunitário: projetos solares em comunidades locais promovem inclusão social e capacitação, fortalecendo os talentos e saberes que fazem da cultura mineira um patrimônio vivo.

6. Gestão Ecossistêmica: o turismo sustentável é, sobretudo, respeito ao ecossistema. A energia solar se integra à paisagem de forma harmônica, favorecendo práticas que conservam a natureza e a diversidade dos territórios.

“Minas é terra de paisagens que emocionam, de culturas que curam e de saberes que resistem. Com o Plano Diretor do Turismo Verde, damos um passo civilizatório: fazer do turismo um instrumento de equilíbrio entre o humano e a natureza. A parceria com a Cemig SIM traduz em ação aquilo que defendemos em essência — a sustentabilidade como caminho e a cultura como horizonte”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Sobre o Plano Diretor do Turismo Verde

Inspirado pelos princípios da inovação, da inclusão e do respeito ao território, o plano tem como eixos estruturantes: promover a sustentabilidade em todas as dimensões do turismo; desenvolver produtos turísticos inovadores, criativos e responsáveis; e posicionar Minas Gerais como referência nacional em turismo sustentável.

Mais do que diretriz técnica, o Plano Diretor do Turismo Verde é um chamado à integração de saberes: une o poder público, a iniciativa privada e as comunidades, valorizando a identidade cultural e ambiental dos territórios mineiros. É a cultura do cuidado traduzida em política pública.

Soprano Sylvia Klein e baixo barítono Stephen Bronk Ópera Cavalleria Rusticana Crédito Glenio CampregherIniciativa integra o Ano Mineiro das Artes – AMA 2025 e transforma o mês em um grande circuito cultural, com atrações gratuitas e descentralizada (Foto: Glenio Campregher)

 

Minas Gerais viverá, em agosto, um de seus momentos mais intensos de celebração da diversidade cultural com a realização do Agosto das Artes, ação promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG). Parte do calendário oficial do Ano Mineiro das Artes – AMA 2025, o projeto propõe uma programação plural, gratuita e descentralizada, com mais de 200 eventos realizados em 120 municípios do estado.

O cadastro ainda está aberto, e agentes culturais interessados em integrar a programação podem inscrever suas ações ao longo de todo o mês no site: www.minasgerais.com.br.

Durante todo o mês, oficinas, exposições, apresentações artísticas, festivais, rodas de conversa e encontros formativos movimentarão praças, centros culturais, museus, bibliotecas e outros espaços públicos, promovendo o encontro entre tradição e contemporaneidade, cultura popular e arte urbana, memória e inovação.

“Minas é território da criação, onde a arte pulsa em cada município, em cada pessoa. O Agosto das Artes revela essa pulsação coletiva e faz da cultura um elo entre passado, presente e futuro. Ao ocuparmos nossas ruas, praças, museus e espaços simbólicos com música, literatura, gastronomia, cinema, saberes e celebrações, reafirmamos que a cultura é a alma viva de Minas Gerais, e a arte, o caminho que nos une”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Diversidade cultural e artística em destaque

O Agosto das Artes também reconhece e fortalece os festivais tradicionais, festas populares e demais celebrações culturais promovidas pelos municípios, integrando essas expressões ao calendário oficial do projeto. A ação se consolida, assim, como um grande mosaico da produção artística e cultural mineira, valorizando as identidades e saberes de cada território.

Na capital mineira, o público poderá prestigiar a aclamada ópera “Cavalleria Rusticana”, uma produção da Fundação Clóvis Salgado, em cartaz no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, de 06 a 10/8. Com direção musical de Lígia Amadio e participação da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais, o espetáculo leva ao palco um clássico da ópera italiana, com ingressos a preços populares.

A já consagrada Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, em sua 12ª edição, será o ponto alto do Agosto das Artes. O evento acontecerá em 12/08, no Dia Nacional das Artes, mobilizando instituições culturais em todas as regiões do estado, com programações especiais noturnas, homenagens e atividades interativas.

Também em Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH), o público poderá conferir festivais de cinema e gastronomia. Em Contagem, o festival de cinema tem início em 22/08 de agosto; já em Paraopeba, o festival gastronômico começa no dia 23/08.

Em Rio Manso, a tradicional Festa de Nossa Senhora do Rosário ocorrerá de 30/08 a 1º de setembro, com desfiles de Congado e Moçambique, além de momentos de fé e celebração comunitária.

No Sul de Minas, a cidade de Machado inaugura, no dia 1º de agosto, o espaço “Machadenses nas Artes Brasileiras...”, na Casa da Cultura, em homenagem a dez artistas locais de projeção nacional. A cidade também realiza a 109ª Festa de São Benedito, de 15 a 26/08, com atrações religiosas, culturais e afro-brasileiras.

Carvalhópolis sediará o 1º Festival de Viola, nos dias 2 e 3/08, com 20 duplas se apresentando em praça pública. Já Muzambinho promove o FELIM – Festival Literário de Muzambinho, de 11 a 16/08, com oficinas, lançamentos literários e sessões de contação de histórias.

Em Varginha, acontece a Mostra de Cinema e Gastronomia Rural Mineira, nos dias 27 e 28/08, promovendo o encontro entre cinema, música, sabores da roça e cultura popular. Já em Campestre, o XLI Festival Marieta Vianna, no dia 27/08, reúne poesia, música e artes visuais, em diálogo com as raízes culturais da cidade.

Na Zona da Mata, o município de São João Nepomuceno realiza, mensalmente, até dezembro, o Encontro de Violeiros na Praça da Estação. A edição de agosto, a partir do dia 22/08, destaca a valorização da música sertaneja de raiz e da cultura local. O evento é gratuito e aberto à comunidade.

Na região das Vertentes, o tradicional Festival de Música de Prados chega à sua 46ª edição, em 02/08, com concertos, oficinas e recitais, consolidando-se como um dos eventos musicais mais respeitados do estado.

A programação completa está disponível no portal Minas Gerais.

Lançamento Infraturismo Foto Leo Bicalho Secult MGCom o Infraturismo, lançado nesta segunda-feira (9/6), secretarias de Cultura e Turismo e de Infraestrutura e o DER-MG se unem para fortalecer destinos turísticos com mais de 1.300 km de obras em rodovias estratégicas (Foto Leo Bicalho/Secult-MG)

Uma iniciativa que une desenvolvimento da infraestrutura viária com a valorização do turismo regional. Assim é definido o programa Infraturismo – Minas é o Caminho, lançado, nesta segunda-feira (9/), pelo Governo de Minas, em coletiva de imprensa no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG), em conjunto com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), o programa tem como foco principal melhorar o acesso a destinos turísticos estratégicos, promovendo não apenas a mobilidade de visitantes, mas também a qualidade de vida da população mineira.

Com investimento superior a R$ 1,5 bilhão, o Infraturismo contempla 35 rodovias que somam mais de 1.300 km de intervenções, entre obras de pavimentação e recuperação funcional. A proposta é clara: antes de atrair turistas de fora, criar melhores condições para que os próprios mineiros redescubram o estado, impulsionando a economia local, a cultura regional e o sentimento de pertencimento. Ao todo, 26 regiões turísticas serão beneficiadas, abrangendo diferentes territórios de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha e Mucuri, Serras Verdes do Sul de Minas, Trilhas do Rio Doce, Mar de Minas, Caminhos da Mantiqueira, entre outros.

“O Infraturismo integra a infraestrutura ao planejamento turístico, conectando pessoas, cidades e oportunidades de forma inteligente e sustentável. Estamos falando de um programa com potencial de transformar o jeito de fazer turismo em Minas Gerais”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno de Souza.

Para o diretor-geral do DER-MG, Rodrigo Tavares, “trata-se de um pilar fundamental, pois influencia diretamente na acessibilidade, no conforto e na segurança dos visitantes, estimulando o crescimento da atividade turística e melhorando a experiência dos viajantes”.

Destaques

Com previsão de execução até 2026, o programa também atua como indutor de desenvolvimento econômico regional, contribuindo para geração de emprego, renda e para o fortalecimento da economia da criatividade em mais mais de 47 municípios e áreas de abrangência de 26 Instâncias de Governança Regionais (IGR´s).

Entre os destaques do programa estão rodovias que conectam importantes atrativos naturais, culturais e religiosos, como o Santuário da Padroeira de Minas em Caeté, o Parque Estadual do Rio Doce, o Centro Histórico de Diamantina, o Parque Nacional da Serra do Cipó, além de cidades turísticas como Monte Verde (Camanducaia), Conceição do Mato Dentro, Gonçalves e Serro.

Marco para o turismo

Com cerca de 32 milhões de turistas em Minas somente em 2024, dos quais 78% se locomovem por via terrestre, o fortalecimento das rodovias é estratégico. O programa ainda reforça a diretriz de valorização do turismo interno: 61% dos turistas em Minas são os próprios mineiros.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, o Infraturismo é uma política pública ampla que promove a cidadania e reforça o papel do turismo como vetor de desenvolvimento humano, cultural e econômico “O Infraturismo representa um marco para o turismo em Minas Gerais. Não estamos apenas abrindo caminhos para o visitante, estamos fortalecendo as rotas do afeto, do pertencimento e da memória dos mineiros. É um projeto que conecta pessoas, valoriza o território e transforma a infraestrutura em ponte para a cidadania”, conclui Oliveira.

MG 060 Papagaios Pompéu Imagens Seinfra MG DviulgaçãoA MG-060 liga Papagaios a Pompéu e integra o programa infraturismo (Foto Seinfra-MG/Divulgação)

WhatsApp Image 2025 07 25 at 15.22.28As inscrições vão até o dia 28/07 para os cursos de Turismo de Aventura e Captação de Recursos; já o curso de Infográficos para Dados Turísticos permanece com vagas abertas até 04/08 (Foto: Ouro Branco Ecoturismo)

 

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), está com inscrições abertas para dois cursos gratuitos e on-line voltados à qualificação de profissionais da cadeia turística. As formações integram o programa Rotas do Conhecimento, que visa fortalecer o setor por meio da capacitação técnica e da democratização do acesso ao conhecimento.

O curso “Turismo de Aventura: Técnicas e Boas Práticas para Profissionais e Gestores”, com 260 vagas, é indicado para quem deseja atuar com mais segurança, sustentabilidade e eficiência nesse segmento em constante crescimento. A formação aborda aspectos técnicos, normativos e operacionais fundamentais para a qualificação do turismo de aventura em Minas Gerais.

Já o curso “Captação de Recursos no Turismo: Estratégias Eficazes para o Desenvolvimento”, que oferece 450 vagas, tem como objetivo capacitar profissionais a identificar e acessar fontes de financiamento público e privado, promovendo projetos voltados ao desenvolvimento local e regional.

Ambos os cursos têm carga horária de 40 horas, são inteiramente on-line e destinados a pessoas com mais de 16 anos, com ensino fundamental completo e residência em Minas Gerais. Os participantes receberão certificado gratuito de conclusão. As aulas ocorrerão de 04 de agosto a 07/09/25, e a seleção será realizada por sorteio eletrônico, conforme critérios estabelecidos no edital.

Inscrições até 28/07: www.ifsuldeminas.edu.br

Curso Extra: Infográficos para Dados Turísticos

Outra oportunidade imperdível é o curso “Aprenda a Elaborar Infográficos para Dados Turísticos Utilizando Ferramentas Gratuitas”, oferecido pela Plataforma EaD Minas Cultura e Turismo. Com 1.000 vagas, essa formação tem 20 horas de carga horária, início em 05 de agosto, e é voltada a profissionais e estudantes que desejam transformar dados em visualizações acessíveis e eficazes para apoiar a gestão turística.

Inscrições até 04/08: https://ead.secult.mg.gov.br

IMG 9131 Tunay XavierEvento no dia 10 de junho une arte, cultura popular e reflexões sobre a exposição que celebra o cotidiano do Bairro Nova Conquista (Foto Tunay Xavier)

Nesta terça-feira (10/6), às 19h, o Centro de Arte Popular (CAP) recebe um bate-papo descontraído com o artista Caio Ronin e o curador Marcos Esteves, mediando um diálogo sobre a exposição “Das Margens à Fonte”, em cartaz até 29/6 no CAP. O encontro, que acontecerá no Espaço de Convivência do CAP, promete revelar os bastidores da construção da mostra, que transforma o cotidiano do Bairro Nova Conquista, em Santa Luzia, em obras que unem delicadeza e potência.

Com uma trajetória que transita entre o mural e o cavalete, Caio Ronin mistura influências urbanas e tradicionais – como grafite, rap, funk, congadas e benzimentos – para criar retratos, elementos populares e naturezas reimaginadas. Além de produzir arte, o artista mantém o Projeto FloreSer, iniciativa sem fins lucrativos que oferece oficinas, atividades culturais e sessões educativas para crianças e jovens.

A exposição “Das Margens à Fonte” é uma celebração visual da vida na periferia, onde Ronin vive e busca inspiração. Suas pinturas traduzem o olhar sensível sobre o território, revelando histórias muitas vezes invisibilizadas.

Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular apresenta um amplo panorama de obras que privilegiam a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho de criadores que traduzem no barro, na madeira e em outros materiais o universo em que vivem. Sua edificação principal foi construída para uso residencial na década de 1920, tendo sido também a sede do antigo Hospital São Tarcísio.

No ano de 2012, a edificação foi adaptada para abrigar o CAP, onde o público pode conhecer obras de artistas de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto, Sabará e outras, entrando em contato com elementos representativos da pluralidade da cultura mineira. O edifício possui quatro salas de exposição permanente, uma para exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e ainda um pátio interno.

Serviço:

Bate-papo com Caio Ronin e Marcos Esteves, artista e curador da exposição “Das margens à fonte”
Data e horário: 10/6 (terça-feiria), às 19h
Local: Centro de Arte Popular – Espaço de Convivência (Rua Gonçalves Dias, 1.608 – B. Lourdes)
Entrada gratuita

iniciativa é voltada a organizações da sociedade civil interessadas em desenvolver ações conjuntas com a FundaçãoDSC 6476Iniciativa é voltada a organizações da sociedade civil interessadas em desenvolver ações conjuntas com a Fundação (Foto: Ana Luiza Rodrigues)

 

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) está recebendo inscrições de iniciativas que se alinhem com os objetivos da instituição por meio do Edital de Chamamento Público nº 04/2025, que visa selecionar propostas para formar um Banco de Projetos Culturais com Potencial de Cooperação com a Faop.

Esse edital não oferece repasse de recursos financeiros, mas permite que projetos culturais sejam desenvolvidos em parceria com a Faop, por meio de um Termo de Cooperação Cultural. Isso significa que os projetos selecionados poderão contar com apoio institucional, uso de espaços da Faop, divulgação e outras formas de colaboração. Para o presidente da Faop, Wirley Reis, a proposta é ampliar a presença da Faop em diferentes territórios do estado, fortalecendo políticas públicas de preservação, formação e difusão cultural.

“O lançamento deste edital reafirma o compromisso da Faop com a democratização da cultura em Minas Gerais. Nossa intenção é ampliar o potencial da instituição na estruturação de políticas que valorizem e reconheçam a diversidade cultural do povo mineiro. Ao capilarizar as ações e fortalecer projetos que já atuam em prol da cultura em todo o estado, reafirmamos nosso papel de zelar pela identidade cultural de Minas e de nossa gente”, comentou.

A iniciativa é voltada a organizações da sociedade civil interessadas em desenvolver ações conjuntas com a Fundação. Podem participar pessoas jurídicas (com ou sem fins lucrativos), que atuem na área cultural e tenham projetos já inscritos ou aprovados em mecanismos públicos de fomento, como Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet), Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, Leis municipais de incentivo à cultura, Plataformas de fomento, como a Plataforma Semente, entre outras.

Além disso, as propostas devem estar alinhadas com as áreas de atuação da Faop, que envolvem promoção e acesso à cultura, formação e intercâmbio artístico-cultural; preservação do patrimônio cultural, e assessoria técnica especializada em arte e patrimônio.

O que é um Banco de Projetos?

É um cadastro formado pelas propostas culturais que forem aprovadas na seleção. Esses projetos ficam aptos a serem chamados para assinatura de termo de cooperação cultural com a Faop, por meio do marco regulatório de fomento cultural (Lei 14.903/2024), de acordo com a disponibilidade da instituição e o alinhamento com sua programação.

Nem todos os projetos aprovados no banco serão necessariamente executados, mas estarão aptos para possível convocação, de acordo com critérios de prioridade e viabilidade definidos no edital.

Como funciona a inscrição?

As inscrições são feitas online, em fluxo contínuo, ou seja, sem data final definida, por meio de um formulário eletrônico que estará disponível no site da Faop.

Será necessário preencher o formulário com informações sobre: O projeto (objetivo, público, ações previstas etc.), a instituição proponente (dados jurídicos e documentos obrigatórios) e
comprovação de inscrição do projeto em leis de incentivo ou plataformas públicas.

A lista completa dos documentos exigidos está disponível no edital.

Como será feita a seleção?

A cada dois meses, as propostas serão analisadas por uma comissão técnica da Faop, que irá avaliar critérios como: Compatibilidade com a missão da Faop; Qualidade e viabilidade do plano de trabalho; Impacto sociocultural do projeto; Ações de acessibilidade e formação de público; tividades de retorno social previstas (oficinas, exposições, atividades gratuitas etc).

Cada proposta receberá uma pontuação. Serão aprovadas aquelas que atingirem pelo menos 70 pontos.

O que a FAOP oferece?

Se o projeto for selecionado e posteriormente convocado para cooperação, a Faop poderá oferecer: uso de espaços físicos da Fundação, inclusão do projeto na programação institucional, apoio institucional para articulação e divulgação, apoio técnico não financeiro, conforme viabilidade.

A Faop não oferecerá recursos financeiros para a realização dos projetos, e o proponente deve ter o projeto aprovado ou inscrito em um mecanismo público de fomento. A parceria será formalizada por meio de um Termo de Cooperação, sem transferência de verbas públicas, e apenas propostas com execução prevista em Minas Gerais poderão participar.

Informações e dúvidas: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

festur Secult MGEstado participou do evento com estande próprio e painel estratégico sobre regionalização do turismo (foto Secult-MG)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), participou da 5ª edição do Festival Internacional de Turismo e Cultura de Ouro Preto – FESTUR 2025 – com estande próprio e uma programação estratégica, diversificada e enraizada nos territórios mineiros.

O evento aconteceu de 4 a 6 de junho no Centro de Artes e Convenções da UFOP, reunindo gestores públicos, profissionais do setor, operadores, estudantes e apaixonados por turismo e cultura, promovendo conexões, lançamentos e experiências que refletem a riqueza cultural e turística do Estado.

Turismo como política pública estruturante

A participação de Minas no FESTUR reafirma o compromisso do Estado com a regionalização do turismo como política pública de desenvolvimento. A aposta na valorização das identidades locais, no fortalecimento das Instâncias de Governança Regionais (IGRs) e na atuação integrada com os municípios torna o turismo um vetor estratégico para geração de renda, inclusão e sustentabilidade.

“O FESTUR reafirma o papel do turismo como política pública de desenvolvimento em Minas. Não se trata apenas de atrair visitantes, mas de revelar o valor de nossos territórios, de nossas culturas e de nossa gente. Cultura e turismo, juntos, são forças transformadoras, capazes de gerar renda, pertencimento e futuro. Minas é um destino de alma, que pulsa em cada cidade, em cada sabor e em cada memória”, reforça o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

Entre os destaques da programação, o Fórum Estadual de Empreendedores, Secretários de Turismo e Cultura abriu o evento com o tema “Gestão Pública de Resultados e Investimento no Turismo”, com palestra de abertura conduzida por Thiago Akira, especialista em marketing digital com foco em posicionamento estratégico no setor.

Painéis estratégicos: identidade, sustentabilidade e transformação

O Painel 1, com o tema “Identidade, Sustentabilidade e Desenvolvimento – A Política de Regionalização do Turismo em Minas Gerais”, contou com a participação do superintendente de Políticas do Turismo e Gastronomia da Secult-MG, Petterson Tonini, ao lado de Rodrigo Cezário (Congresso Nacional de Turismo e Cultura Sustentável) e Flávio Malta (Secretário de Cultura e Turismo de Ouro Preto).

“Estar no FESTUR é estratégico para fortalecer a regionalização do turismo em Minas. Estamos construindo o futuro com base nas nossas identidades, vocações e territórios, valorizando a governança e as pessoas”, destaca Petterson Tonini.

Já o Painel 2, “O Turismo que Transforma: O Poder do Desenho de Experiências na Valorização dos Territórios”, foi mediado por Nádia Giannini (Sebrae-MG) e teve participação de Thaís Miranda (Secult-MG), com a apresentação do projeto estratégico de diversificação da oferta turística, além de Leonardo Esteves (Brumatur Viagens), com o case Destino Veredas.

Estande de Minas: experiências, encontros e território

O estande de Minas Gerais funcionou como um espaço de vivências criativas e afetivas. Com oficinas, experiências gastronômicas e lançamentos de roteiros turísticos, o ambiente valorizou o fazer mineiro e a diversidade dos territórios.

“A participação de Minas no FESTUR é uma vitrine estratégica para mostrar a diversidade dos nossos destinos e o impacto concreto das políticas públicas de regionalização. Cultura e turismo são pilares do desenvolvimento sustentável dos municípios mineiros”, afirma a subsecretária de Turismo de Minas Gerais, Patrícia Moreira.

ComoOlharJunto StillVideo CameraPatriciaBlackProjeto “Como Olhar Junto” propõe reflexões sobre memória, pertencimento e resistência (Foto: Patricia Black)

Nesta quinta-feira, dia 24/07, às 19h, a artista visual Luiza Baldan apresenta, no Museu Mineiro, a performance “Como Olhar Junto”, acompanhada do lançamento do livro homônimo, ao lado do artista sonoro Nico Espinoza. A atividade, que começou em Lisboa (Portugal), marca o início da programação brasileira do projeto e propõe uma investigação sensível e colaborativa sobre paisagens afetivas, deslocamento e vínculos com o território.

Na sequência, o projeto percorrerá outras cidades do Brasil entre julho e setembro de 2025, promovendo uma série de ações em diálogo com cada contexto local. Além de Belo Horizonte, a agenda passa por Rio de Janeiro, São Paulo e Cabo Frio (RJ), com performances, exposições fotográficas, sala de vídeo e rodas de conversa.

“Como Olhar Junto”

O projeto teve como ponto de partida diálogos realizados em Cova do Vapor, um povoado com pouco mais de cem anos, localizado em Portugal. “Comecei o projeto propondo encontros semanais de partilha de histórias de vida, e fui conhecendo as ruas e casas da Cova do Vapor, por intermédio dos próprios moradores, de forma gradual, com o intuito de encontrar as casas que haviam sido transferidas para outros lugares para fugirem do avanço do mar”, relata Luiza Baldan.

Os encontros eram realizados na Biblioteca do Valor, fruto de um projeto comunitário. Aos poucos, os encontros na biblioteca tornaram-se também momentos de convivência e afeto, com comidas, bebidas e conversas que iam além das histórias: falava-se de desejos, anseios, política, música e das muitas pessoas que compõem a história da Cova do Vapor, uma aldeia de pouco mais de cem anos. As conversas eram gravadas para que trechos pudessem ser ouvidos posteriormente e integrados ao projeto.

Sobre o livro

O livro reúne imagens do arquivo pessoal e familiar da artista e da Biblioteca do Vapor, além de uma série fotográfica de retratos e paisagens realizada desde 2023 como parte de uma pesquisa relacional e comunitária na Cova do Vapor. É um livro rizomático, que se compõe a partir de um texto polifônico escrito por Baldan e se ramifica em registros da memória material e arquitetônica em transformação, incluindo retratos específicos para o projeto em lugares de relevância escolhidos pelos retratados.

A publicação revisita situações e cartografias afetivas que criam uma ponte entre Cabo Frio, no Brasil, atravessando a história de vida da autora e a zona litorânea de bifurcação entre o Rio Tejo e o Oceano Atlântico, onde se situa a Cova do Vapor. Ambos os lugares são territórios de pertencimento.

O livro também documenta algumas atividades realizadas com os moradores, incluindo duas performances e uma mostra de retratos impressos em tecido e expostos na beira da praia, e conta com textos escritos por colaboradores do projeto, como Eduardo Gomes (Biblioteca do Vapor), Cristiana Tejo (NowHere Lisboa), Maria do Socorro e Manuela Fidalgo.

Sobre a artista

Luiza Baldan é artista visual, pesquisadora e curadora. Ela desenvolve, desde o ano 2000, uma prática baseada em exercícios de observação multissensorial, muitas vezes realizados em residências temporárias ou em deslocamentos. Seus trabalhos resultam em fotografias, textos, instalações de áudio e vídeo, incluindo projetos colaborativos.

Sua pesquisa e produção artística se concentram especialmente nas relações entre moradia, deslocamento e memória, explorando os vínculos entre pessoas, espaços e histórias. Suas obras integram importantes coleções públicas e privadas, e têm sido amplamente exibidas, premiadas e publicadas.

Serviço:

Projeto “Como Olhar Junto” - Luiza Baldan
Data: 24/07 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Museu Mineiro ( Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, BH-MG)
Entrada gratuita

 

Foto2 SecultMGReconhecimento oficial valoriza a gestão, profissionaliza as entidades e impulsiona o turismo nos municípios mineiros (Foto Secult-MG)

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) publicou a Resolução SECULT nº 33, que estabelece os novos procedimentos para certificação das Instâncias de Governança Regionais (IGRs) como executoras, interlocutoras e articuladoras da descentralização e regionalização do turismo em Minas Gerais, conforme o Decreto nº 48.804 de 25/04/24.

A medida representa um avanço estratégico para o setor e traz impactos positivos diretos para os gestores públicos, o trade turístico e, principalmente, para a economia mineira.

Com a nova resolução, as IGRs passam a ter reconhecimento oficial do Estado por meio de um certificado de reconhecimento, que fortalece institucionalmente essas entidades como protagonistas na articulação do turismo regional.

A certificação comprova a capacidade técnica, jurídica, financeira e de gestão das IGRs, valorizando o trabalho conjunto entre municípios e promovendo um ambiente mais qualificado para o desenvolvimento turístico regional. Além disso, facilita o acesso a recursos estaduais, federais e parcerias estratégicas com o setor privado.

O novo sistema de certificação é o resultado de um trabalho que vem sendo feito conjuntamente entre a Secult-MG e IGRs desde 2023, com o compromisso de desburocratizar o processo. A nova versão traz mais clareza e segurança jurídica às entidades interessadas, além de integrar com eficiência a Política Estadual de Regionalização do Turismo ao Mapa do Turismo Brasileiro.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, "a certificação garante que as IGRs estejam preparadas para atuar de forma técnica, organizada e eficiente, ampliando os benefícios da regionalização e conectando os municípios às políticas públicas de fomento, promoção e qualificação do turismo em Minas Gerais".

A certificação será realizada bienalmente, com inscrições abertas a partir de 1º de agosto de 2025, por meio de um sistema exclusivo da Secult. Para ter acesso à plataforma e iniciar o processo, os representantes legais das entidades devem encaminhar ofício com nome e e-mail do responsável técnico para o endereço: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Todas as exigências estão detalhadas na Resolução, que foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais, e está disponível também no site da Secult.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais informa que, conforme previsto no Art. 129, §4º do Decreto nº 48.819/2024, as Declarações de Incentivo (DIs) que foram protocoladas, mas não homologadas, em razão do esgotamento dos recursos destinados ao Incentivo Fiscal à Cultura (IFC) no exercício de 2024, serão indeferidas.

“Na hipótese de esgotamento do volume de recursos disponibilizados para o IFC [...], a DI protocolada e ainda não homologada será indeferida, podendo ser apresentada no exercício seguinte, desde que o projeto cultural esteja com prazo de captação vigente.”

Nesse sentido, os empreendedores deverão reapresentar a DI no próximo exercício, acompanhada de toda a documentação necessária, observando que o projeto deverá estar com prazo de captação vigente para viabilizar a nova análise.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Diretoria de Fomento Cultural no e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Leônidas de Oliveira no Assembleia Fiscaliza Foto Alexandre Netto ALMG 2Nesta quinta-feira (5/6), a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo apresentou os resultados do primeiro ciclo de 2025, destacando os avanços da Lei Descentra Cultura, a adesão histórica à PNAB e a interiorização dos investimentos culturais (Foto Alexandre Netto/ALMG)

Minas Gerais, terra de saberes e fazeres, volta a afirmar seu protagonismo nacional ao colocar a cultura e o turismo no centro da agenda do desenvolvimento humano, social e econômico. Nesta quinta-feira (5/6), durante o Assembleia Fiscaliza, realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) apresentou os resultados do primeiro ciclo de 2025, com foco nos avanços da Lei Descentra Cultura, política pública estruturante que tem promovido uma verdadeira transformação na forma como os recursos culturais chegam aos territórios: com justiça, pluralidade e protagonismo municipal.

A descentralização se consolidou como marca do tempo presente em Minas. Pela primeira vez, 61% das inscrições da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 2024 vieram do interior, um marco histórico. Foram 13 editais lançados, 4.200 projetos contemplados e 18.369 inscrições, oriundas de 537 municípios – um aumento de 47% no número de cidades participantes em relação à edição anterior.

A Lei Estadual de Incentivo à Cultura, um dos pilares da política de descentralização da Secult-MG, também apresentou resultados notáveis. De janeiro a maio de 2025, 420 projetos foram aprovados para captação de recursos, dos quais 236 localizados em Belo Horizonte e Região Metropolitana, e 184 no interior do estado. Dos R$ 179,4 milhões disponíveis neste exercício, R$ 133,2 milhões já foram captados até maio, demonstrando a força da cadeia cultural e a confiança dos investidores no setor.

Pela primeira vez no Brasil, Minas Gerais se torna o primeiro estado a assegurar que 30% dos recursos da Lei de Incentivo sejam destinados às culturas populares e tradicionais — aquelas que mantêm acesa a alma mineira nos terreiros, nas serras, nos quintais, nas memórias e nos saberes transmitidos de geração em geração. Serão R$ 85 milhões investidos nesses grupos no biênio 2024-2025. Outro marco: os 853 municípios mineiros aderiram à Política Nacional Aldir Blanc, assegurando plena participação no programa ao longo de 2025.

“Minas vive um momento histórico. Com a Lei Descentra Cultura, garantimos que a arte e o fazer cultural floresçam em todos os cantos do estado. Isso não é apenas política pública: é justiça cultural, é cidadania, é desenvolvimento. Em Minas, cultura não é privilégio, é direito, é política de Estado”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Investimentos estruturantes

Ao todo, R$ 386,2 milhões foram investidos nos setores da cultura e do turismo, somando recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, ICMS Patrimônio Cultural, ICMS Turismo e Política Nacional Aldir Blanc. Os repasses constitucionais continuam fortalecendo as bases municipais: o ICMS Turismo transferiu R$ 19,3 milhões até março, com 581 municípios habilitados. Já o ICMS Patrimônio Cultural destinou R$ 54,9 milhões entre janeiro e abril, beneficiando 840 cidades que preservam a memória, o patrimônio e as identidades locais.

Cultura e turismo como vetores de emprego e renda

Os setores da cultura e do turismo continuam a se afirmar como eixos econômicos estratégicos. Entre abril de 2024 e março de 2025, foram criados 13.457 empregos formais no turismo. Hoje, são 433.858 postos de trabalho ativos, um crescimento de 2,58% em um ano. Na cultura, são 368 mil empregos formais registrados em março de 2025, com crescimento de 1,1%.

Programas que integram cultura e turismo seguem movimentando a economia mineira. O Carnaval da Liberdade 2025, por exemplo, mobilizou 13,2 milhões de foliões e gerou um impacto econômico de R$ 5,3 bilhões. Já o Minas Santa 2025 atraiu 550 mil visitantes e fiéis durante a Semana Santa, movimentando R$ 1,9 bilhão.

CAPITOLIO Lago de Furnas Credito Hermeson Manoel 3Estado já possui cerca de 35 mil embarcações de lazer e esporte registradas, superando inclusive estados do Nordeste (Foto: Hermerson Manoel)

 

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), leva ao Salão Náutico Capitólio, a mineiridade em sua essência, com experiências sensoriais, cozinha mineira, e a força dos destinos de água doce. Reconhecido como a principal vitrine do setor náutico brasileiro, o evento reúne investidores, empreendedores, turistas e apaixonados pelo estilo de vida ao ar livre entre os dias 24 e 27/07, em Escarpas do Lago, em Capitólio.

Minas Gerais reafirma sua vocação para o turismo de experiências ao participar da terceira edição do Salão Náutico Capitólio. Com cerca de 35 mil embarcações de esporte e lazer registradas até 2023, o estado figura dentre os seis do país com mais embarcações.

Represas monumentais como a de Furnas, o chamado “Mar de Minas”, transformaram o cerrado em balneário. A paisagem que antes era sinônimo de montanha e cafezal, hoje abriga marinas, jet skis, iates e veleiros que movimentam uma economia pujante, do turismo ao comércio náutico, das pousadas flutuantes às habilitações de arrais, que cresceram 19% em apenas um ano, segundo dados da Capitania Fluvial de Minas Gerais.

Com uma frota interiorana robusta, com presença marcante no Rio São Francisco, na represa de Três Marias e no Lago de Furnas, Minas já ultrapassa alguns estados litorâneos em registros náuticos, algo impensável há duas décadas. 

Neste cenário estratégico, a Secult participa do evento com um estande imersivo, com projeções audiovisuais e ambientação sonora, inspirado nas paisagens da região do Mar de Minas. A ambientação privilegiada evoca o movimento das águas, cores que traduzem a natureza mineira e ativações que unem tradição e inovação.

“O ‘Mar de Minas’ é símbolo do nosso potencial turístico náutico. Mas é também ponto de partida para um projeto maior: transformar Minas em destino de natureza e cultura com alto valor agregado. O Salão Náutico é uma plataforma de projeção nacional e internacional, onde Minas reafirma sua identidade, sua criatividade e sua capacidade de gerar oportunidades para os territórios”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

Minas na rota dos grandes destinos náuticos

A participação da Secult no Salão Náutico 2025 integra a política estratégica do Estado de valorização dos territórios, fomento à economia da criatividade e promoção de destinos sustentáveis. Os grandes espelhos d’água, como o Lago de Furnas e os cânions de Capitólio são verdadeiros tesouros turísticos, e sua visibilidade nacional é fundamental para alavancar o fluxo de visitantes e gerar desenvolvimento regional.

Entre os territórios que ganham protagonismo nesse novo ciclo de valorização turística, está a Serra da Canastra, berço do Rio São Francisco e guardiã de uma das paisagens mais emblemáticas do Brasil. Suas trilhas, cachoeiras e paredões naturais compõem um santuário ecológico de rara beleza, ideal para o ecoturismo, o turismo de aventura e o turismo de contemplação. A conexão da Canastra com o Lago de Furnas e as regiões vizinhas formam um circuito integrado de altíssimo potencial.

Outro ícone da região é o Queijo Canastra, orgulho da cozinha mineira e cujos Modos de Fazer foram reconhecidos como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco. Durante o Salão Náutico, o público poderá degustar diferentes versões do Canastra, em harmonização com cafés especiais, cachaças e outros produtos que traduzem o sabor e a alma de Minas.

A região do Mar de Minas e da Serra da Canastra é um dos destinos mais procurados do Brasil. De acordo com dados do Observatório do Turismo de Minas Gerais, nos principais feriados do ano, a região registra 100% de ocupação hoteleira, evidenciando a força do destino e o impacto direto do turismo na economia local.

Outras cidades com grande potencial turístico, como São Roque de Minas, Delfinópolis, Piumhi, Vargem Bonita e São João Batista do Glória também integram a região contemplada pelo Salão de Capitólio.

Foto Marlene Aranã à esquerda e Tânia Caçador Foto Centro de Arte Popular DivulgaçãoAtividade, coordenada por Marlene Aranã (à esquerda) e Tânia Caçador, integra a programação da exposição "Antes de mim, falaram os meus ancestrais", em cartaz até 29 de junho (Foto Centro de Arte Popular/Divulgação)

Neste sábado (7/6), o Centro de Arte Popular (CAP) será palco da oficina “Ervas Medicinais e Monotipias com Urucum”, ministrada pelas artistas Marlene Aranã e Tânia Caçador. A atividade, que começa às 14h, é um desdobramento da exposição “Antes de mim, falaram os meus ancestrais”, em cartaz no local até 29 de junho, e integra o AMA – Ano Mineiro das Artes, programa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Com vagas limitadas, os interessados devem retirar senha gratuita a partir das 13h. A oficina convida o público a explorar os usos medicinais de plantas tradicionais e a experimentar a técnica da monotipia utilizando urucum, corante natural carregado de simbolismo nas culturas indígenas.

Marlene Aranã, artista visual indígena do Vale do Jequitinhonha, e Tânia Caçador, artista plástica e jornalista, trazem em suas trajetórias um diálogo entre tradição e contemporaneidade. Ambas integram a exposição em cartaz, que reúne 32 obras de seis artistas mineiros, revelando a cosmovisão de famílias Pataxó Ha Hã Hãe em Minas Gerais.

“Antes de mim, falaram os meus ancestrais”

A exposição, que segue em cartaz até o dia 29/6, com entrada gratuita, convida o público a mergulhar na potência estética e simbólica das culturas indígenas contemporâneas. Com entrada gratuita, a mostra apresenta mais de 20 obras criadas por seis artistas mineiros – Cacique Paulino Aranã, João Aranã Moreira Índio (João Índio), Márcia Martins, Marlene Aranã, Mônica Mendes e Tânia Caçador – por meio de técnicas diversas como pintura a óleo, aquarela, lápis de cera, técnica mista e instalações.

A mostra é fruto de um projeto que buscou ouvir as vozes das famílias indígenas Pataxó Ha Hã Hãe que engloba diversas etnias: Aranã, Maxacali, Kamakã, Tupinambá, Kariri-Sapuyá, Gueren, que vivem nos municípios de Esmeraldas e Juatuba, com o objetivo de tornar visível para o público em geral onde vivem essas famílias, como trabalham, como mantém suas tradições culturais mesmo distantes de suas terras, como dialogam com a comunidade de não indígenas do entorno, o que produzem artisticamente, como se veem e qual a sua cosmovisão.

Aglutinar diferentes percepções dos saberes/fazeres indígenas para os não-indígenas, foi um exercício criativo árduo, mas enriquecedor e urdiu: o poder das ervas curativas, as pinturas corporais e os voos dos pássaros, como exuberâncias temáticas jorradas dos ventres das artistas Márcia Martins, Mônica Mendes e Tânia Caçador, interconectadas como em um ritual de passagem.

Serviço

Oficina "Ervas Medicinais e Monotipias com Urucum"
Data: Neste sábado (7/6), às 14h
Local: Centro de Arte Popular (Espaço de Convivência) – Rua Gonçalves Dias, 1.608 – Lourdes
Senhas gratuitas a partir das 13h (vagas limitadas)

TBC 2 julho25 Lucas XavierIniciativa consolida política de turismo sustentável e inclusivo no estado e foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Estadual de Turismo (Foto: Lucas Xavier)

 

Minas Gerais dá um passo histórico e pioneiro rumo a um turismo mais inclusivo, solidário e sustentável com a criação da Câmara Temática de Turismo de Base Comunitária (TBC), aprovado em essão ordinária do Conselho Estadual de Turismo (CET), promovida no dia 14, no Palácio da Liberdade.

Estiveram presentes o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, a secretária adjunta, Josiane de Souza, a subsecretária de Turismo, Patrícia Moreira, além de conselheiros e membros do Poder Público e de instituições representativas do setor, como Instâncias de Governança Regionais (IGRs), entidades comerciais, empresariais, redes de turismo criativo, universidades e representantes da sociedade civil.

A nova câmara temática nasce com a missão de fortalecer e regulamentar a Política Estadual de Turismo de Base Comunitária, instituída pela Lei nº 23.763/2021, que reconhece os povos e comunidades tradicionais como protagonistas de um modelo de turismo centrado na sustentabilidade, no respeito à diversidade e na valorização das práticas locais. A iniciativa também está em total sintonia com as diretrizes do Plano Diretor do Turismo Verde, voltado para o desenvolvimento integrado e sustentável da atividade turística em Minas Gerais.

“Ao acolher as vozes das comunidades tradicionais e inseri-las no centro do debate sobre o turismo, Minas reafirma seu compromisso com uma política pública que transforma vidas, estimula o pertencimento e gera desenvolvimento com respeito e equidade”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

A Câmara Temática de TBC integrará a estrutura do Conselho Estadual de Turismo como uma instância estratégica de articulação interinstitucional, planejamento e proposição de ações voltadas ao turismo de base comunitária. Ela será responsável por promover o diálogo com comunidades, mapear desafios e oportunidades, apoiar a estruturação de experiências turísticas autênticas e propor políticas de fomento alinhadas à realidade dos territórios.

A criação desta Câmara representa não apenas um passo estratégico e essencial para o fortalecimento e desenvolvimento sustentável da cadeia do turismo comunitário em Minas Gerais, mas também uma ação de vanguarda na política pública de turismo no país, com a implementação de políticas de incentivo e fomento à inclusão e a participação de comunidades tradicionais e grupos populares no turismo do estado.

Arraiá em Tupaciguara Foto Acervo Prefeitura de TupaciguaraGestores municipais já podem cadastrar seus eventos no portal oficial do turismo de Minas Gerais e promover os arraiás que movimentam a economia e celebram as tradições do estado (Foto Acervo/Prefeitura de Tupaciguara)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), convida gestores municipais a participarem ativamente da campanha Minas Junina 2025, fortalecendo a valorização da cultura popular e impulsionando o turismo local. Para isso, os municípios devem cadastrar suas festas juninas e manifestações tradicionais no portal oficial do turismo do Estado: www.minasgerais.com.br. O Minas Junina, lançado no dia 26/5, dentro da política pública estruturante DescentraCultura, celebra as tradições em devoção a Santo Antônio, São João e São Pedro, por meio de arraiás, quadrilhas, fogueiras, procissões, forrós e festas populares. O portfólio de eventos pode ser acessado neste link.

Em 2025, mais de 400 municípios deverão participar das comemorações, que devem atrair cerca de 3,3 milhões de pessoas em todo o estado. E o melhor: ao cadastrar seu evento, o município ainda soma pontos para o ICMS do Patrimônio Cultural, recurso fundamental para fomentar a cultura local com autonomia. Além de garantir visibilidade estadual e nacional para os eventos, o portal se torna uma vitrine digital para turistas que desejam vivenciar as tradições mineiras. É também uma importante ferramenta de divulgação que valoriza o trabalho de artistas, quadrilhas, comunidades e produtores locais.

Como cadastrar: veja o passo a passo

Acesse www.minasgerais.com.br/admin/login. Se já possui cadastro, entre com seu usuário e senha. Caso contrário, clique em “Quero me cadastrar” e crie seu acesso. Após o login, clique em “Eventos” e cadastre sua programação. Na classificação do evento, selecione Minas Junina 2025. Preencha todos os campos com atenção: título e descrição curta (impactante e objetiva); descrição completa (programação, datas, local, atrações), foto de capa obrigatória e com boa qualidade; por fim, coloque os canais de contato: site, redes sociais, e-mail, telefone.

A campanha contempla festas de todos os portes e manifestações culturais relacionadas ao ciclo junino. Cadastrar seu evento é garantir que ele esteja no maior roteiro junino já realizado em Minas Gerais. Para mais informações ou dúvidas, confira o guia de instruções. Clique aqui para acessar o material completo.

São Thome das Letras John BrandãoInscrições podem ser realizadas até o dia 04/08 no site da Plataforma EaD Minas Cultura e Turismo (Foto: John Brandão)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, está com mil vagas abertas para o curso Aprenda a Elaborar Infográficos para Dados Turísticos usando Ferramentas Gratuitas, oferecido pela Plataforma EaD Minas Cultura e Turismo. A formação é gratuita, online e integra o programa estadual Cria.Forma – Formação em Turismo e Cultura.

A iniciativa tem como objetivo capacitar profissionais, estudantes e agentes do setor turístico para a transformação de dados em visualizações atrativas e acessíveis, contribuindo para uma comunicação mais eficaz e qualificada das informações territoriais.

As inscrições vão desta segunda-feira (27) a 04/08, no site da Plataforma EaD Minas Cultura e Turismo. Para se inscrever, basta fazer o login ou criar uma conta gratuita, confirmar o e-mail e realizar a inscrição.

As aulas começam no dia 05/08, com carga horária de 20 horas, divididas em quatro unidades ao longo de cinco semanas. Participantes que concluírem o curso receberão certificação gratuita.

A formação apresenta técnicas e práticas para o uso de ferramentas digitais gratuitas na criação de infográficos voltados para dados turísticos, contribuindo com a profissionalização do setor e o fortalecimento da gestão pública.

“Capacitar é uma forma de incluir. Com o Cria.Forma, estamos democratizando o acesso ao conhecimento técnico e impulsionando a profissionalização da Cultura e do Turismo em Minas Gerais. Formar é uma das faces mais nobres da política pública”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

A ação reafirma o compromisso do Governo de Minas com a qualificação profissional, a democratização do saber e o desenvolvimento sustentável do turismo como vetor de crescimento regional.

Foto3 SecultMGPrimeira iniciativa em curso: a Serra da Canastra está sendo dialogada com as comunidades para ser reconhecida como Paisagem Cultural (Foto Secult/MG)

Minas Gerais, o estado com o maior número de bens reconhecidos pela UNESCO no Brasil, dá mais um passo à frente na vanguarda da proteção patrimonial. O Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (CONEP) aprovou, na última terça-feira (3), a Deliberação CONEP Nº 01/2025, que institui a Declaração da Paisagem Cultural de Minas Gerais.

Esta cria seu catálogo oficial e estabelece diretrizes para seu reconhecimento, gestão e promoção. Proposta pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), a medida representa um marco na política de preservação cultural brasileira.

A Declaração da Paisagem Cultural adota os conceitos mais atuais da Convenção do Patrimônio Mundial da UNESCO, ao reconhecer a paisagem como expressão viva da interação entre o ser humano e o meio ambiente, onde se entrelaçam natureza, cultura, modos de vida e simbologias coletivas.

“Em Minas, a paisagem tem cheiro, sabor, som e calor humano. É o campo florido, mas também a mesa posta, a hospitalidade silenciosa e o sincretismo das festas. Reconhecer isso como patrimônio é um gesto de modernidade e profundidade. É proteger o visível e o invisível. É colocar o afeto como parte do território”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo e presidente do CONEP, Leônidas de Oliveira.

O texto aprovado define paisagem cultural como "qualquer parte do território de Minas Gerais, tal como percebida pelas populações, cujo caráter é o resultado da ação e interação de fatores naturais e humanos ao longo do tempo". Entre os critérios estão o valor histórico e cultural, a relevância simbólica para a identidade local, a presença de práticas culturais vivas e a contribuição para o desenvolvimento sustentável.

“Este é um instrumento que permite compreender o território em sua totalidade e complexidade”, afirma o presidente do Iepha-MG, João Paulo Martins. “Não estamos falando apenas de monumentos ou marcos naturais, mas de tudo que configura o modo de viver e sentir mineiro: o café no fogão a lenha, a fé nas encruzilhadas, o Congado no adro da igreja, o cheiro do queijo fresco, o acolhimento generoso das nossas comunidades. Tudo isso é paisagem.”

A transversalidade do conceito transforma a paisagem cultural em eixo estruturador de diversas políticas públicas, articulando cultura, meio ambiente, turismo e desenvolvimento regional. O novo instrumento dialoga diretamente com o turismo cultural e de natureza, a gastronomia mineira, os ofícios tradicionais, o acolhimento afetivo e a sustentabilidade como projeto de futuro.

A primeira iniciativa concreta já está em curso: a Serra da Canastra está sendo dialogada com as comunidades para ser reconhecida como Paisagem Cultural, com a construção participativa de um Plano de Gestão Territorial Sustentável. A proposta busca proteger a beleza cênica da região, garantir o ordenamento das novas intervenções, valorizar os modos de vida locais e fomentar o turismo responsável e integrado à natureza e à cultura.

O reconhecimento também prevê a concessão do Selo de Paisagem Cultural de Minas Gerais às localidades que elaborarem e implementarem seu plano de gestão. As paisagens inscritas no Catálogo poderão contar pontos nos critérios de repasse do ICMS Patrimônio Cultural e do ICMS Turismo, reforçando os incentivos para a preservação com base no pertencimento e na corresponsabilidade.

Minas Gerais reafirma, com essa iniciativa, seu lugar de vanguarda na proteção do patrimônio e propõe ao Brasil um modelo contemporâneo de gestão dos territórios: afirmando que a paisagem é tudo aquilo que nos liga ao lugar – o que se vê e o que se sente.

0ea32147 204e 4836 89fb 33eb5836e79aCultura e patrimônio mineiro fortalecidos com políticas públicas de descentralização e fomento direto (Foto: Leo Bicalho)

 

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), da Fundação Clóvis Salgado (FCS) e da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), vinculada à Secretaria de Estado de Comunicação, anuncia o lançamento dos editais do Fundo Estadual de Cultura (FEC), com investimento total de R$ 22,5 milhões.

São 13 editais que contemplam diferentes linguagens, territórios e expressões culturais do estado. As inscrições serão realizadas exclusivamente pela Plataforma Digital de Fomento e Incentivo à Cultura, com início nesta segunda-feira (21/07) e encerramento em 11/08.

Essa ação integra a política descentralizadora do Governo de Minas, prevista na Lei  Descentra Cultura, sancionada em 2023, que institui o fomento direto aos agentes culturais, sem a necessidade de captação de recursos, como ocorre na Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LEIC).

 “Saberes Gerais”: o reconhecimento da cultura afro-mineira

Entre os destaques, o edital Saberes Gerais valoriza a cultura popular e tradicional mineira, premiando mestres e mestras por sua trajetória e contribuição significativa ao desenvolvimento artístico e cultural do estado. Esse edital vai premiar pessoas físicas como artesãos e artesãs; mestres e mestras das culturas, saberes, fazeres e ofícios populares e tradicionais; artistas circenses, da arte contemporânea, das cantorias e música popular; mestres e mestras da cozinha e gastronomia mineiras; detentores de saberes de ofícios de cura, entre outros ofícios, saberes e fazeres tradicionais e populares que tenham prestado relevante contribuição ao desenvolvimento artístico ou cultural do estado de Minas Gerais.

“Estamos falando de reconhecer a oralidade, o saber tradicional, as raízes mais profundas da mineiridade. Saberes Gerais é o nosso compromisso com quem constrói cultura todos os dias, com as mãos, a fé e a memória”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

No mesmo escopo, também serão lançados os editais Afromineiridades — que contemplam 49 grupos culturais ligados ao Congado, às Folias, à Capoeira, aos Quilombos, aos Terreiros — e o inédito Rainha Conga, voltado exclusivamente às mulheres que são mestras e guardiãs dessas tradições.

“Restaura Minas”: patrimônio como vetor de identidade e turismo

Já o edital Restaura Minas investe diretamente na preservação do patrimônio cultural mineiro, abrangendo obras de restauro, reparos, adaptações e manutenções de bens tombados ou inventariados. O edital é voltado exclusivamente para municípios e entidades públicas municipais, diretas e indiretas.

“É mais que preservação, é sobre futuro. Ao restaurar igrejas, casarões, arquivos e museus, garantimos que a história mineira continue viva — como patrimônio e como ativo turístico”, destaca João Martins, presidente do Iepha-MG.

Fomento ao audiovisual: presença mineira no Brasil e no mundo

Também faz parte do pacote o edital Circula Minas Audiovisual, que apoiará a difusão de obras audiovisuais mineiras em mostras, festivais e eventos no Brasil e no exterior.

“Todas as propostas deverão ser de realizadores mineiros. Criamos critérios de avaliação que consideram a diversidade e o equilíbrio territorial. Obras de municípios com baixo IDHM, dirigidas por negros, indígenas, mulheres, pessoas com deficiência, LGBTQIAPN+ e idosos terão pontuação adicional. É uma política afirmativa de inclusão”, explica Gustavo Mendicino, presidente da EMC.

Fomento direto, oportunidades reais

O modelo de financiamento do FEC representa uma mudança de paradigma na política cultural de Minas Gerais, ao garantir recursos públicos diretamente para os fazedores de cultura, em todas as regiões do estado.

 

 

Comunidade dos Arturos Foto Isa de Oliveira Acervo Iepha MGEm decisão unânime, o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural aprovou a revalidação do reconhecimento da Comunidade Quilombola dos Arturos como Patrimônio Cultural Imaterial (Fotos Isa de Oliveira/Acervo IEPHA-MG)

Em um gesto que celebra a resistência, a ancestralidade e a riqueza da cultura negra de Minas Gerais, o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou, por unanimidade, a revalidação do reconhecimento da Comunidade Quilombola dos Arturos como Patrimônio Cultural Imaterial do estado. A decisão foi anunciada na tarde desta terça-feira (3/6), durante reunião realizada na sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA-MG), em Belo Horizonte.

Representantes da Comunidade Quilombola dos Arturos e do Comitê de Salvaguarda da Comunidade dos Arturos acompanharam a sessão. “É um dia de muita alegria e emoção. Temos o direito de ir e vir, de cantar, de fazer nossas tradições”, destaca o Mestre José Bonifácio, conhecido como Bengala. Segundo Everton Eustáquio da Silva, “esse reconhecimento do Estado é de extrema importância, um momento muito marcante para nossa comunidade”.

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, celebrou a revalidação do registro da Comunidade dos Arturos como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais. “É o reconhecimento da força, da história e da resistência de um povo que mantém vivas tradições ancestrais e fundamentais para a nossa identidade. Os Arturos, guardiões de saberes, celebrações e modos de vida, ajudam a contar a verdadeira história de Minas e do Brasil”, ressalta a secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Josiane de Souza.

Segundo o presidente do IEPHA-MG e secretário executivo do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural, João Paulo Martins, A revalidação é um momento importante previsto na legislação, pois avalia as ações de salvaguarda realizadas nos últimos 10 anos e também marca o reconhecimento das tradições afromineiras”. Na reunião desta terça-feira (3/6), o Conep também aprovou a criação do Catálogo da Paisagem Cultural de Minas Gerais, documento que será elaborado pelo Iepha-MG com o objetivo de promover e valorizar o patrimônio cultural do estado.

Histórico

Em maio de 2014, a Comunidade Quilombola dos Arturos foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, sendo o primeiro registro de uma comunidade tradicional dentro da categoria de lugares. Em 2024, foi elaborado um Relatório de Reavaliação para o Conep, exigido a cada 10 anos para verificar a continuidade e transformações do bem cultural. O documento resultou de parceria entre os Arturos, o IEPHA-MG e a Diretoria de Memória e Patrimônio da Secretaria de Cultura de Contagem, com base em pesquisas, entrevistas com lideranças, registro da Festa de Nossa Senhora do Rosário e a realização de um seminário pelos 10 anos do título, entre outras iniciativas.

História centenária

A história da Comunidade Quilombola dos Arturos, localizada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, teve início há 140 anos, fruto da união de Arthur Camilo Silvério e Carmelinda Silva, descendentes de escravos negros africanos que viviam e trabalhavam na região dos atuais municípios de Contagem e Esmeraldas. Desde então, a Comunidade, atualmente composta por cerca de 230 famílias, preserva e atualiza diversas tradições da cultura negra mineira e brasileira.

Reunião Conep 03 06 25 Foto Isa de Oliveira Acervo IEPHA MGReunião do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) foi realizada na terça-feira (3/6), na sede do do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA-MG), em BH

Imagens Secult DivulgacaoCom o “Bar de Favela”, espaço apresentará projetos voltados à arte urbana, histórias de vida e gastronomia popular (Imagem: Secult/Divulgação)

 

Nos dias 18 e 19 de julho de 2025, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, participa da edição mineira Expo Favela Innovation Minas Gerais, com um estande autoral e vibrante: o “Bar de Favela”. Inspirado nos espaços populares que reúnem afeto, resistência e criatividade nas periferias urbanas, o estande reafirma o compromisso do Estado com o turismo inclusivo, sustentável e representativo.

A ação integra a estratégia de consolidar Minas Gerais como um destino cultural de excelência, em que “A Liberdade Mora em Minas” e a mineiridade é celebrada em toda a sua diversidade.

Organizada pela associação Marianas – Mulheres que Inspiram, a Expo Favela Innovation é a maior feira de negócios e inovação das comunidades periféricas do país. Realizada no SEBRAE Minas, em Belo Horizonte, das 14h às 22h, a edição mineira de 2025 trará uma programação intensa, com palestras, workshops, rodadas de negócios, exposições culturais, mentorias, cursos, experiências gastronômicas e apresentações de startups, revelando a força criativa, econômica e turística das favelas.

Além de dar visibilidade ao potencial empreendedor das comunidades, o evento também reforça práticas sustentáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e se conecta à agenda climática da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), com foco em bioeconomia e sustentabilidade. Este ano, a Expo Favela integra oficialmente a programação do Ano Cultural Brasil–França, e contará com a presença de chefs franceses oriundos das periferias em um rico intercâmbio gastronômico.

“Bar de Favela”: turismo com identidade e afeto

O estande de Minas Gerais foi concebido como um ambiente de acolhimento e vivência. Inspirado nos bares das periferias – pontos de encontro, música e memória coletiva – o espaço apresentará projetos voltados à arte urbana, histórias de vida e gastronomia popular. O visitante encontrará ali empresas de turismo receptivo, projetos sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese) que evidenciam o valor das comunidades enquanto destinos turísticos autênticos e criativos.

Uma das atrações será a experiência “Belos Horizontes Negros: Rota Artes Negras”, conduzida pela agência Sensações Turismo no estande da Secult. A caminhada guiada revela Belo Horizonte sob a perspectiva das artes negras, passando por locais históricos como o coreto da Praça da Liberdade, o Largo do Rosário e o Parque Municipal, com homenagens a Lélia Gonzalez e a Carolina Maria de Jesus e à Rua Sapucaí, primeiro Mirante de Arte Urbana do Mundo.

Painel “Afromineiridades” valoriza o protagonismo negro

Um dos pontos altos será o painel “Afromineiridades: Experiências que Recontam a História”, no dia 18/07. A conversa será conduzida pela diretora de Produtos Turísticos da Secult, Emanuelle Aparecida de Oliveira, e por Lucas Xavier, da Sensações Turismo.

Emanuelle abordará as afromineiridades como eixo estruturante do turismo mineiro, destacando o valor da ancestralidade, da oralidade e das manifestações culturais afro-brasileiras como patrimônio vivo. Já Lucas apresentará a caminhada “Belos Horizontes Negros”, mostrando como o turismo pode ser um instrumento de reinterpretação e reparação histórica.

Expo Favela Innovation Minas Gerais 2025
18 e 19 de julho | das 10h às 18h
Local: Sebrae Minas (avenida Barão Homem de Melo, 329, Nova Granada - Belo Horizonte)
Entrada gratuita
Saiba mais: www.expofavela.com.br

Alexandre Gismonti Foto reprodução Instagram alexandre.gismontiO violonista, compositor e pesquisador Alexandre Gismonti é um dos destaques da programação (Foto Reprodução Instagram @alexandre.gismonti)

Nesta semana, entre terça (3/6) e quarta-feira (4/6), o Museu Mineiro será palco de parte da programação do Colóquio Internacional de Violão e Composição, evento promovido pelo projeto de pesquisa e extensão PIC/PANDORA, vinculado à Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), por meio da iniciativa UEMG+. Voltado para a música contemporânea e o violão percussivo, o Colóquio reúne artistas-pesquisadores, compositores e intérpretes em uma rica troca de saberes que transita entre a prática instrumental e a reflexão acadêmica.

As atividades, que integram o programa AMA – Ano Mineiro das Artes, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, são gratuitas e acontecerão na Sala das Sessões, em uma oportunidade única para estudantes, artistas e interessados em processos criativos e novas abordagens musicais. A programação do Museu Mineiro traz quatro eventos voltados à música e à criação artística. Nesta terça (3/6), das 14h às 18h, acontece o minicurso “Entre cordas, truques e batuques: ideias e processos criativos ao violão”, conduzido pelo compositor e improvisador Prof. Ms. Felipe José (UFSJ).

Com uma abordagem não linear e não hierárquica sobre criação, a oficina propõe (De)Limitações, conversões de valores musicais, jogos e batuques: um convite a novos olhares sobre um velho amigo, o violão. A atividade é voltada a violonistas com alguma experiência, compositores e demais interessados.

Encerramento

Já na quarta-feira (4/6), às 9h, será realizada a conferência-oficina “Fluxo na Performance”, com o Prof. Dr. Marcos Araújo (UFRGS). A atividade investiga a experiência do estado de fluxo ou “flow” na prática musical, conceito desenvolvido pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi. Serão discutidos os seguintes elementos centrais do flow: equilíbrio entre desafio e habilidade, concentração, clareza de metas, feedback imediato, fusão entre ação e consciência, controle, perda da autoconsciência e noção de tempo alterada. A oficina também apresenta ferramentas práticas baseadas nas pesquisas do ministrant

Na parte da tarde, das 14h às 17h, será realizada uma masterclass de composição com o Prof. Dr. Roberto Victorio (UFMT), referência nacional em música contemporânea. A sessão será dedicada à escuta crítica, análise e orientação de obras autorais em desenvolvimento. Encerrando a programação da quarta-feira (4/6), às 17h, acontece o lançamento do livro de composições de Alexandre Gismonti – violonista, compositor e pesquisador com carreira internacional. A publicação reúne parte de sua produção autoral e será apresentada pelo próprio artista, que também irá comentar seu processo criativo e trajetória.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais informa que o cronograma dos editais 03 e 04 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 2024 foi atualizado. Confira abaixo as datas previstas para a continuidade das etapas de análise e publicação dos resultados dos dois editais que têm foco no fortalecimento da rede de Pontos e Pontões de Cultura no estado:

05/08 - Publicação do Resultado Preliminar
06 a 08/08 - Fase de Recursos
11 a 20/08 - Análise dos Recursos
22/08 - Publicação do Resultado Final
25 a 29/08 - Fase de Habilitação
26/08 - Início dos Pagamentos

Lançamento Festivale 2025 Foto Leo Bicalho Secult MGFestivale 2025 será realizado em Diamantina, de 27 de julho a 2 de agosto, com programação gratuita, diversa e repleta de arte, memória e identidade do Vale (Foto Leo Bicalho/Secult-MG)

O Festivale – Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha chega à sua 40ª edição reafirmando sua importância como um dos maiores símbolos de valorização e difusão da cultura popular em Minas Gerais. O evento será realizado de 27 de julho a 2 de agosto, em Diamantina, e teve sua edição histórica lançada nesta segunda-feira (2/6), pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, pela Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha (Fecaje) e pela Prefeitura de Diamantina. A cerimônia de apresentação do 40º Festivale, realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, foi conduzida pelo poeta e apresentador Gonzaga Medeiros, teve apresentação do coral da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) e reuniu representantes das entidades culturais do Vale do Jequitinhonha.

O Festivale levará ao público apresentações musicais, cortejos de grupos de cultura popular, noites literárias, feira de artesanato, mostra de teatro, exibição de documentário, lançamento de livros, oficinas e debates, além de mais uma edição do Festival da Canção. A programação, gratuita e diversa, será disponibilizada no perfil da Fecaje no Instagram. “O Festivale é um patrimônio vivo da cultura mineira. Celebrar esta edição tão especial é reafirmar o compromisso do Governo de Minas com a valorização dos artistas e das culturas populares que fazem do Vale do Jequitinhonha um celeiro de memória, criatividade e resistência. O Vale pulsa arte e o Festivale é o grande palco onde essa riqueza se revela”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

A maior parte das atividades será realizada em praças públicas e espaços culturais de Diamantina, democratizando o acesso à arte e promovendo o encontro entre tradição e contemporaneidade. Mais do que um festival, o Festivale é um ato de afirmação cultural, um espaço onde o povo do Jequitinhonha reconhece e compartilha sua identidade. Neste marco da 40ª edição, a festa se torna ainda mais simbólica.

“Receber esse festival tão emblemático é, acima de tudo, reconhecer o valor da nossa história, da nossa gente e das expressões artísticas que tornam o Vale do Jequitinhonha um território único. Diamantina se orgulha de ser palco dessa celebração que emociona, transforma e fortalece a identidade cultural do nosso estado”, ressalta o prefeito de Diamantina, Geferson Burgarelli.

Segundo o diretor executivo da Fecaje, Renato Paranhos, “o Festivale é uma construção fundamental para o Vale do Jequitinhonha, que é o Vale da cultura, Vale da arte. Hoje foi um dia muito importante, o lançamento no Palácio da Liberdade é um ato de pertencimento aos espaços”.

Celebrando 40 anos

O Festivale será realizado em Diamantina pela segunda vez em sua história. A edição de 2025 comemora quatro décadas de tradição, arte, memória e pertencimento, reafirmando o papel fundamental do evento na perpetuação das manifestações culturais do Vale do Jequitinhonha.

Ao longo dos anos, o Festivale construiu sua trajetória em formato itinerante, passando por dezenas de cidades do Vale, como Pedra Azul, Itaobim, Araçuaí, Salinas, Serro, Jequitinhonha, Grão Mogol, entre outras. Em cada edição, o festival fortalece a economia criativa, fomenta o turismo cultural e gera trabalho e renda para centenas de artistas, artesãos e profissionais da região.

 IMG 3246 LeoBicalhoAto simbólico foi realizado com execução de hinos, apresentação da Banda da Polícia Militar de Minas Gerais e, na sequência, programação cultural até 19h (Foto Leo Bicalho)

Uma réplica da bandeira dos Inconfidentes foi hasteada junto à execução dos hinos do Brasil e de Minas Gerais na tarde desta quarta-feira (16), no pátio do Palácio da Liberdade. O ato simbólico contou com a apresentação da Banda da Polícia Militar, marcando a celebração do Dia de Minas em Belo Horizonte com uma programação cultural que se estendeu, ao longo da tarde, por outros espaços, como a Praça da Estação, o Museu Mineiro e a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais.

“Esse é um dia muito importante para o povo mineiro, e como não mecionar as nossas belezas, as nossas riquezas culturais e naturais dos 853 municípios. Lembramos que no último domingo recebemos, com o reconhecimento do Vale do Peruaçu, o nosso primeiro título de Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, como não honrar esse título e tudo o que ele representa. Viva a Minas Gerais, a nós mineiros e a nosso orgulho da mineiridade”, celebrou a subsecretária de Turismo, Patrícia Moreira.

Bandeira dos Inconfidentes

A cor verde foi inicialmente escolhida pelos Inconfidentes para preencher o triângulo que marca a bandeira. Associando a forma geométrica, símbolo de razão, equilíbrio e justiça, herança do pensamento iluminista, com o verde da esperança, os Inconfidentes criaram um ideal político e social para o estado.

Depois da escolha inicial pelo verde, a bandeira assimilou o vermelho, para representar o ideal revolucionário de que haveria se imbuído a Inconfidência Mineira. Em 1963, uma lei formalizou a adesão a esta cor. “Essa dualidade cromática do verde e do vermelho nos revela que, mais do que uma cor, a bandeira de Minas carrega o ideal que permanece: a liberdade”, ressaltou o coordenador executivo do Circuito Liberdade, Lucas Amorim.

Dia de Minas

O Dia de Minas foi institucionalizado em 1969, com o objetivo de reforçar a tradição política e cultural do estado. A data relembra a fundação de Mariana, em 1696, a primeira vila e capital de Minas. Resgatando a Inconfidência Mineira, movimento que tinha o objetivo de emancipar Minas Gerais do governo de Portugal, a Banda da Polícia Militar de Minas Gerais executou repertório que homageou a trajetória de Tiradentes.

IMG 3203 LeoBicalho

Arte e história

Realizada pelo Circuito Liberdade e pelo Arquivo Público Mineiro, uma exposição no Palácio da Liberdade promove uma reflexão sobre o que caracteriza o mineiro nos aspectos político, social e culturalmente. Um dos destaques é a apresentação do Termo de Criação da Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo (atual cidade de Mariana), datado de 1711.

Também estão expostos o original da lei que criou o Dia de Minas, em 1979, além do livro "A Bandeira de Minas Gerais", de Waldemar de Almeida Barbosa, publicado em 1961.

A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais realizou a ação “A Biblioteca e a Cidade”, na Praça da Estação. Houve distribuição de livros com temática mineira, exemplares do Suplemento Literário (edição especial “Afromineiridades”), além de materiais produzidos pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.

Na sede da Biblioteca, a programação seguiu com uma roda de leitura infantojuvenil dedicada às obras do escritor e ilustrador mineiro Marcelo Xavier, conduzida por Luiza Xavier, e com o Sarau Minas de Poesias.

Já no Museu Mineiro, houve visitas mediadas à exposição "Minas das Artes, Histórias Gerais". Objetos históricos dividem espaço com pinturas monumentais, como "Cena de Garimpo", de Di Cavalcanti e "Guerra dos Emboabas", de Carybé, além de obras de arte sacra datadas dos séculos XVIII e XIX.

Vapor Foto Ronan Rocha 3Cerimônia na manhã deste domingo (1º/6) às margens do Rio São Francisco inaugura nova fase para o turismo e o patrimônio cultural no estado (Foto Ronan Rocha)

Minas Gerais viveu, neste domingo (1º/6), um momento histórico. Às margens do Rio São Francisco, em Pirapora, no Norte do estado, foi realizada a cerimônia oficial de entrega do Vapor Benjamim Guimarães, totalmente revitalizado após um rigoroso e delicado processo de restauração. Trata-se de um marco na preservação do patrimônio cultural brasileiro e na valorização da identidade mineira. O Benjamim Guimarães, única embarcação a vapor em operação no mundo, é mais do que um bem material: é símbolo vivo da cultura fluvial, da memória coletiva e do espírito resiliente de Minas. Sua restauração representa um compromisso com o passado, mas também com o futuro – com o turismo sustentável e com o fortalecimento da economia da criatividade.

As obras de revitalização envolveram a substituição completa do casco, revisão do maquinário, restauro da chaminé, camarotes, rodas de pás e demais sistemas originais da embarcação – um trabalho minucioso que respeitou a história e a alma do vapor. Este retorno simbólico marca também o aniversário de 113 anos de Pirapora, celebrados neste domingo. O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), e a Prefeitura de Pirapora, proprietária da embarcação, participaram da cerimônia de entrega do Vapor Benjamim Guimarães.

“Hoje, Minas Gerais escreve mais uma página de sua história com orgulho. A entrega do Vapor Benjamim Guimarães restaurado é um gesto de cuidado com nossas raízes, mas também um investimento no futuro”, ressalta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

“Para o Iepha, a restauração do Vapor não é apenas um trabalho técnico, é um compromisso com a preservação da história viva de Minas Gerais, com o reconhecimento da força simbólica do patrimônio que pulsa na vida do nosso povo”, diz João Paulo Martins, presidente do Iepha-MG. Segundo o prefeito de Pirapora, Alex Cesar, “este é um dia histórico, de emoção e de celebração. O Vapor Benjamim Guimarães voltou ao nosso convívio como patrimônio vivo, e Pirapora está de braços abertos para compartilhar essa alegria com todos”.

Histórico

Construído em 1913 nos Estados Unidos, o vapor tem 43,85 metros de comprimento e três decks. Após operar no Mississippi e no Amazonas, estabeleceu-se em Pirapora em 1920, tornando-se parte inseparável da paisagem e da vida local. Agora, em pleno aniversário de 113 anos da cidade, a entrega da embarcação revitalizada celebra também o renascimento de um de seus maiores símbolos históricos.

O projeto de revitalização é fruto de um convênio firmado em 2019 entre o Iepha-MG e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com recursos do Ministério de Minas e Energia, via Eletrobrás, totalizando um investimento de R$ 5,8 milhões. A restauração, iniciada em 2020, foi conduzida pela INC Indústria Naval Catarinense, com acompanhamento técnico do Iepha, da Marinha do Brasil, da Delegacia Fluvial de Pirapora e da Prefeitura de Pirapora.

Tramas de Afeto Foto Stella FigueiredoMostra que entra em cartaz Centro de Arte Popular ressalta os diferentes papéis, modos de viver e perspectivas das mulheres do Vale (Foto Stella Figueiredo)

 

O Centro de Arte Popular (CAP) inaugura, nesta quinta-feira (17), a partir das 19h, a exposição “Tramas de afeto: as mulheres no acervo do Centro de Arte Popular”. Idealizada pelo coletivo de curadoras formado por Anna Carolina Oliveira, Bia Pimentel, Deise Joana Tomé da Silveira e Stella de Figueiredo Silveira, a mostra evidencia o protagonismo feminino a partir de um recorte do próprio acervo do CAP.

A partir de um conjunto de cerâmicas, a curadoria buscou destacar a figura feminina do Vale do Jequitinhonha, trazendo para o centro de reflexão os diferentes papéis das mulheres do Vale, os diversos modos de viver e as diferentes perspectivas de vida da região, jogando luz para a trajetória dessas mulheres e para a coletividade feminina que se instaura nas olarias. Além disso, o coletivo de curadoras quis ressaltar a visão do protagonismo feminino, confrontando o imaginário de um Jequitinhonha “pobre”.

Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais em 2018, a arte em barro do Vale do Jequitinhonha, seus saberes e seu ofício são uma importante referência cultural para o estado. De tradição familiar, e geralmente produzida por mulheres, a cerâmica do Vale é mais do que só uma fonte de renda, é também uma força de ancestralidade cultural para a população local. É por meio do barro que se tem as mais diversas expressões artísticas, que se transmite a força e o afeto.

A mostra reúne obras de Aneli; Glória Maria Andrade; Irene Gomes; Maria Lira; Mercinda S.B. e Amadeu S.B; Noemisa Batista dos Santos; Placidina; Raimunda de Almeida Martins; Zezinha; Girlande Damásio Viana, João Alves, João Pereira de Andrada e Tunay Xavier. São peças que convidam os visitantes para um passeio em diferentes cotidianos e recortes sociais, onde os artistas possuem uma preocupação central: retratar a figura feminina no Vale do Jequitinhonha.

A exposição fica em cartaz até o dia 07/09 e tem entrada gratuita.

Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular, integrante do Circuito Liberdade, apresenta um amplo panorama de obras que privilegiam a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho de criadores que traduzem no barro, na madeira e em outros materiais o universo em que vivem. Sua edificação principal foi construída para uso residencial na década de 1920, tendo sido também a sede do antigo Hospital São Tarcísio.

No ano de 2012, a edificação foi adaptada para abrigar o CAP, onde o público pode conhecer obras de artistas de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto, Sabará e outras, entrando em contato com elementos representativos da pluralidade da cultura mineira. O edifício possui quatro salas de exposição de longa duração, uma para exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e um pátio interno.

Serviço:

Exposição “Tramas de afeto: as mulheres no acervo do Centro de Arte Popular”
Abertura: 17/07, às 19h
Visitação: 17/07 a 07/09, de 3ª a 6ª-feira, das 12h às 18h30; sáb., dom., e feriados: das 11h às 17h
Local: Centro de Arte Popular (Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes)
Entrada franca

Secult em Montes Claros Foto André Lourenço Secult MGO encontro, na última sexta-feira (30/5), marcou mais uma ação da Secult-MG com os municípios do Norte de Minas, reforçando o compromisso com o desenvolvimento cultural e turístico em todo o estado (Foto André Lourenço/Secult-MG)

Em uma agenda voltada ao fortalecimento do diálogo com os territórios nas mais diversas regiões, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, se reuniu na última sexta-feira (30/5), em Montes Claros, com gestores e representantes da cultura e do turismo da região. O encontro marcou mais um passo nas ações da Secult-MG com os municípios do Norte de Minas, reforçando o compromisso com o desenvolvimento cultural e turístico em todo o estado. A visita, que integra o programa Secult no Município, reuniu representantes de 13 municípios da Instância de Governança Regional (IGR) Sertão Gerais, em uma agenda com foco em troca de experiências, escuta dos desafios locais e fortalecimento das políticas públicas voltadas à cultura e ao turismo na região.

A agenda incluiu visitas a importantes pontos culturais, como o Corredor Cultural Padre Dudu, o Museu Regional do Norte de Minas e o Mercado Central – símbolos da riqueza histórica e criativa da cidade. “É fundamental trabalharmos em sintonia com os gestores, com a IGR, para a cultura e o turismo da região serem cada dia mais potente. Estar aqui, conversar com vocês, conhecer de perto os espaços e os projetos que movimentam a economia da criatividade é reafirmar o compromisso do Governo de Minas com cada região do nosso estado”, destaca a secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Josiane de Souza

Souza também reforçou a importância da participação dos municípios em programas como o ICMS Turismo, mecanismo que reconhece e incentiva a atuação municipal no setor. Durante o encontro, foi destacado ainda o papel transformador do turismo em eventos como o Carnaval e o programa Minas Santa, que, em 2025, movimentaram mais de R$ 5 bilhões na economia mineira. “As políticas públicas só têm sentido quando chegam nos municípios e impactam a vida das pessoas”, acrescenta Souza.

Montes Claros: cultura viva

Montes Claros é um importante polo cultural no Norte de Minas, com uma cultura viva e pulsante e eventos que colocam a cidade na rota dos turistas, entre eles o Festival do Pequi e o Festival Internacional de Danças Folclóricas. O município também conta a presença de Congados e Reinados, declarados Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais em 2024. Localizada no interior da única cordilheira do Brasil, Montes Claros também é um dos principais destinos mineiros para o ecoturismo, o turismo de aventura, o cicloturismo e o turismo de experiência.

image0 1Grupo reúne prefeitos e secretários de 34 municípios da região metropolitana que integram a Granbel (Foto Leo Bicalho)

 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) promoveu, na última terça-feira (15), uma reunião com representantes de municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Na ocasião, foi reativado o Fórum Metropolitano de Cultura e Turismo, foram anunciados recursos para a área, e o reforço da qualificação para gestores municipais sobre captação de recursos públicos.

O encontro, realizado no Palácio da Liberdade, reuniu o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira; o presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), o prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez; além de outros chefes de Executivo, secretários e gestores municipais de 32 das 34 cidades integrantes da Granbel.

"É um momento que vai inaugurar um novo tempo, com recurso, com possibilidade de editais, com cooperação. A gente escuta muito vocês (gestores municipais), o que vocês querem, pois é muito importante atender e trabalhar com vocês, da região metropolitana da capital de Minas Gerais, esse grande estado que tem se despontado na matriz econômica da cultura, da economia da criatividade, liderando os números do IBGE, do turismo", declarou Leônidas de Oliveira.

Fórum reativado

A principal deliberação do encontro foi a reativação dos fóruns temáticos permanentes da Granbel. A entidade, que faz a interlocução de 34 municípios da RMBH com os governos estadual e federal, voltou com os grupos de discussão pela área cultural e turística, com a retomada do Fórum Metropolitano de Cultura e Turismo.

Os representantes dos municípios celebraram a importância do retorno do fórum. "Interações como essas nos permitem ampliar ainda mais o nosso conhecimento sobre as formas de captar recursos. A gente valoriza muito a oportunidade de reativar esses fóruns", afirmou João Marcelo Dieguez.

Também foram definidos os representantes oficiais do Fórum: na presidência do grupo, Soraia Cálife dos Santos, de São José da Lapa; Daniel Nunes Batista, de Esmeraldas, na vice-presidência; e Ana Rita Viana Silva, de Vespasiano, como secretária.

Aulões

Outro destaque é a ampliação dos chamados "aulões", que são qualificações virtuais e presenciais oferecidas pela Secult a gestores culturais municipais com a finalidade de auxiliar que esses agentes apresentem projetos para captação de recursos liberados em leis de incentivo, como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e Paulo Gustavo (LPG), além do Fundo Estadual de Cultura (FEC).

Somente nos primeiros seis meses de 2025, a Secult realizou 27 ações de qualificação desse tipo. A ideia é aumentar esse número nesse segundo momento, focando as aulas na preparação de projetos para cultura, turismo e patrimônio histórico. O estudo terá início em setembro.

Foto Josuan Moraes Jr. Imprensa MGO Vapor Benjamim Guimarães, única embarcação a vapor em operação no mundo, volta a navegar nas águas do Rio São Francisco após cinco anos de cuidadosa restauração (Foto Adalberto Mateus/Acervo IEPHA-MG)

Neste domingo (1º/6), às 10h, às margens do Velho Chico, em Pirapora, no Norte de Minas, o tempo reencontra o seu curso: o Vapor Benjamim Guimarães, patrimônio vivo da navegação fluvial e única embarcação a vapor em funcionamento no mundo, volta a cortar as águas do Rio São Francisco. É mais que um retorno: é um reencontro com a memória, com o patrimônio que pulsa, move e transforma. A ação é fruto do compromisso do Governo de Minas Gerais com a preservação de seus bens culturais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), e da Prefeitura Municipal de Pirapora.

Após cinco anos de um meticuloso processo de restauração – conduzido com rigor técnico, sensibilidade histórica e respeito à alma da embarcação – o Benjamim Guimarães volta a navegar como testemunho das águas que contam a história de um povo. As intervenções contemplaram desde a substituição do casco até a revisão completa do maquinário, passando pela recuperação da chaminé, dos camarotes, da roda de pás e de todos os sistemas que compõem sua estrutura centenária.

Este retorno simbólico marca também o aniversário de 113 anos de Pirapora. A cidade celebra não apenas mais um ano de existência, mas o renascimento de um dos seus maiores símbolos: um vapor que transporta, além de passageiros, as narrativas de um território ribeirinho moldado pela cultura das águas.

Construído em 1913, nos Estados Unidos, o Benjamim Guimarães tem 43,85 metros de comprimento, três decks, capacidade para 28 toneladas de combustível e propulsão por roda de pás – um verdadeiro monumento flutuante. Após servir no Rio Mississippi e, posteriormente, no Amazonas, estabeleceu-se no São Francisco em 1920. Desde então, tornou-se parte indissociável da paisagem e da história de Pirapora.

Como afirma João Paulo Martins, presidente do Iepha-MG, “entregar o Benjamim Guimarães restaurado é reafirmar que o patrimônio não é apenas o que se preserva, mas o que se vive, o que se sente e o que se transforma em memória coletiva.” Em dezembro de 2019, foi firmado um convênio entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Iepha-MG, com recursos do Ministério de Minas e Energia, por meio da Eletrobrás, totalizando um investimento de R$ 5,8 milhões.

As obras tiveram início em novembro de 2020, sob a responsabilidade da empresa INC Indústria Naval Catarinense, com acompanhamento técnico do Iepha-MG, da Delegacia Fluvial de Pirapora, da Marinha do Brasil e da Prefeitura Municipal de Pirapora, proprietária da embarcação.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, o momento é histórico: “A entrega do Vapor Benjamim Guimarães é um reencontro com a alma do povo mineiro e ribeirinho. Ele carrega memórias, histórias de fé, de luta e de esperança que navegam junto com o Velho Chico. É um patrimônio que não repousa: segue em movimento, como a própria cultura.”

Patrimônio cultural e motor do turismo

O retorno do vapor representa também um importante impulso para o turismo cultural na região. Mais que um passeio, embarcar no Benjamim Guimarães é navegar pela história de Minas, sentir o cheiro da madeira antiga, ouvir o sopro das caldeiras e experimentar a travessia do tempo. Com ele, o Rio São Francisco ganha novamente um emblema que valoriza o território, promove o desenvolvimento sustentável e fortalece a identidade de Pirapora e das comunidades que vivem às suas margens.

“Convidamos toda a população e a imprensa para participar desta celebração tão significativa. Pirapora está pronta, com sua hospitalidade e sua beleza, para acolher os que vêm reverenciar este símbolo do nosso passado e do nosso presente”, ressalta o prefeito Alex Cesar.

Centro de Arte Popular BH Foto Leo Bicalho 1A próxima edição acontecerá excepcionalmente na terça, dia 12 de agosto, durante o Dia Nacional das Artes (Foto Leo Bicalho)

 

Estão abertas as inscrições para a 12ª edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas, que será realizada no próximo dia 12 de agosto, Dia Nacional das Artes. Gestores culturais de todo o estado têm até o dia 23 de julho para cadastrar seus equipamentos na programação, por meio do formulário disponibilizado neste link.

A participação traz visibilidade para os museus e bibliotecas locais, gerando engajamento comunitário, promoção do turismo cultural e fortalecimento das identidades locais. Além disso, dependendo da atividade a ser realizada, ela pode ser apresentada na Declaração de Acervos Culturais como democratização do acesso.

12ª edição: expressão da mineiridade

A 12ª edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas acontecerá, excepcionalmente, em uma terça-feira, dia 12 de agosto, em referência ao Dia Nacional das Artes. A proposta é que a programação valorize os artistas mineiros, promovendo o reconhecimento dos saberes, fazeres, pessoas e vivências que expressam a nossa mineiridade.

Noite Mineira de Museus e Bibliotecas

A Noite Mineira é um conjunto de eventos culturais realizados em diversos municípios de Minas Gerais, com o objetivo de ampliar o horário de funcionamento de museus e bibliotecas uma vez a cada dois meses. Durante o período noturno, esses espaços oferecem ao público uma programação cultural gratuita e diversificada, que pode incluir exposições, saraus literários, oficinas de arte, exibições de vídeos, instalações culturais, shows, apresentações de dança, espetáculos teatrais, entre outras atividades.

A iniciativa busca valorizar os museus e bibliotecas como espaços de conhecimento, memória e identidade, promovendo o engajamento da comunidade e a ampliação do acesso à cultura de forma inclusiva e democrática. Por meio dessas ações, a Noite Mineira reforça a importância desses equipamentos culturais na vida das pessoas e no fortalecimento da herança cultural mineira.

A Noite Mineira de Museus e Bibliotecas é uma ação realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, com coordenação da Superintendência de Bibliotecas, Museus e Economia da Criatividade e apoio da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) e da Diretoria de Museus (DIMUS).

12ª NOITE MINEIRA DE MUSEUS E BIBLIOTECAS
Data do evento: 12 de agosto de 2025
Horário: 18h às 22h
Período de inscrições: Até 23 de julho de 2025

PED03837Mais de 1.100 profissionais do trade turístico sul-americano foram capacitados durante o evento (Foto B2Live/Divulgação)

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) participou, pela primeira vez, da 7ª edição do B2LIVE Te Lleva a Brasil, o maior roadshow de promoção turística do Brasil na América do Sul, levando os atrativos e a hospitalidade mineira a quatro países estratégicos: Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina. O evento, realizado de 12 a 21 de maio, capacitou mais de 1.100 profissionais do trade turístico sul-americano, incluindo agentes de viagem, operadores de turismo e representantes do setor.

O evento, realizado de 12 a 21 de maio, capacitou mais de 1.100 profissionais do trade turístico sul-americano, incluindo agentes de viagem, operadores de turismo e representantes do setor.

Para quem não está familiarizado, um roadshow é uma série de eventos itinerantes, realizados em várias cidades ou países, com o objetivo de apresentar e promover produtos ou destinos. Nesse caso, trata-se de uma ação coordenada para divulgar os principais destinos turísticos brasileiros no exterior e gerar oportunidades reais de negócios para o setor.

Representando o estado, a diretora de Produtos Turísticos da Secult-MG, Emanuelle Oliveira, participou das ações nas seis cidades do circuito, promovendo Minas Gerais como destino para todas as estações do ano, além de divulgar roteiros temáticos, experiências culturais e a Cozinha Mineira. Minas se destacou entre os 13 destinos brasileiros participantes, ganhando visibilidade como novidade desta edição e destino em ascensão no turismo internacional.

Durante o evento foi disponibilizado um guia de viagens em espanhol para todos os participantes, que pode ser acessado clicando aqui.

"Participar do Roadshow 'B2Live te lleva ao Brasil' é uma oportunidade estratégica para apresentar Minas Gerais como um destino plural, autêntico e cheio de experiências transformadoras. Reforçando o nosso compromisso de posicionar Minas Gerais no mercado internacional, ampliando conexões e gerando valor para toda a cadeia produtiva do turismo", destaca Emanuelle.

Com voos diretos de Belo Horizonte para Buenos Aires e Santiago, Minas Gerais se apresenta como uma opção viável, acessível e encantadora para o público latino-americano. A presença no roadshow foi fortalecida pela participação das companhias aéreas Azul, LATAM, JetSmart, Sky Airlines e Aerolíneas Argentinas, além do apoio das embaixadas do Brasil nos quatro países.

A iniciativa é estratégica para fortalecer a imagem de Minas Gerais no mercado internacional, atrair turistas estrangeiros, gerar novas receitas para a economia mineira e estimular o setor de serviços em diversas regiões do estado. Com o aumento no fluxo de visitantes, há impactos positivos diretos no comércio local, na geração de empregos, na valorização da cultura regional e no desenvolvimento de pequenos negócios ligados ao turismo.

A ação internacional também beneficia a população mineira, ao promover oportunidades de empreendedorismo e aumentar o reconhecimento do estado como um destino rico em história, natureza e gastronomia. Ao internacionalizar a marca Minas, o estado se posiciona de forma competitiva e sustentável em um mercado em constante crescimento.

 

foto danieledomingosAtividades para toda a família incluem oficinas, exposições, contações de histórias e ações educativas com foco em arte, leitura e patrimônio cultural (Foto Daniele Domingos)

 

Durante as férias escolares de julho, o Circuito Liberdade, um dos maiores complexos culturais da América Latina, promove uma programação especial que contempla dezenas de atividades gratuitas e acessíveis a públicos de todas as idades. Até o dia 02/08, quem estiver na capital mineira poderá aproveitar oficinas, exposições, saraus, visitas mediadas, lançamentos de livros e contações de histórias em diversos equipamentos que integram o circuito, dentre eles a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, o Palácio da Liberdade, o Centro de Arte Popular e o Museu dos Militares Militares Mineiros.

De acordo com Lucas Amorim, coordenador executivo do Circuito Liberdade, as férias são uma oportunidade de valorizar a cultura local e criar experiências significativas para moradores e visitantes. “Convidamos o público a explorar os espaços em pequenos roteiros, aproveitando a proximidade e a diversidade de atrações. O Circuito é uma experiência viva da arte e da mineiridade”, destaca.

A programação completa pode ser conferida neste link.

Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais

A Biblioteca, situada na Praça da Liberdade, oferece ao longo de todo o mês uma intensa programação voltada à valorização da literatura, da memória e do encontro com a arte.

Entre os destaques está a exposição “Homenagem a Marcelo Xavier” (até 31/7), no Setor Infantojuvenil, que celebra o universo do escritor e ilustrador mineiro. Oficinas criativas como a de Mangá (14/7) e Origami (22/7) são atrações voltadas para crianças de 7 a 12 anos. Além disso, contação de histórias com Beatriz Myrrha (24/7), encontros literários com autoras como Cleuza Guimarães Teixeira (14/7) e Rosa Maria Miguel Fontes (22/7), e o Sarau Minas de Poesias (16/7), com feira literária e microfone aberto, convidam o público a interagir e celebrar a literatura.

As exposições “Jornal O Universal: 2 séculos de memórias” e “Bernardo Guimarães – Bicentenário” completam a agenda.

Palácio da Liberdade

O projeto “Férias no Palácio” oferecerá uma programação gratuita e acessível para todas as idades, que inclui oficinas criativas, visitas temáticas e experiências educativas. Conduzidas por educadores especializados, as atividades convidam o público a explorar a história, a arquitetura e os jardins do antigo palácio governamental, reafirmando o compromisso com a democratização da cultura, o acesso à memória e a valorização do patrimônio.

Entre os destaques estão as oficinas “Detetives da Liberdade: Investigando Alegorias” (19, 20 e 27/7), “Construindo Vitrais” (23/7), “Memória Postal” (19/7), “Jardineiros da Liberdade” (20/7), “Jardins que viram arte” (25/7) e “Desenhando Jardins” (26/7), que propõem experiências sensoriais, lúdicas e artísticas a partir dos elementos históricos e naturais do espaço. A iniciativa é realizada pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, com apoio de instituições parceiras e patrocínio da Copasa, integrando o programa Minas Criativa.

Centro do Patrimônio Cultural CEMIG

Entre os dias 23 e 25 de julho, o Educativo do Centro do Patrimônio Cultural, em parceria com o Iepha-MG, também realizará uma série de oficinas lúdicas e educativas no Pátio do Prédio Verde. Voltadas para crianças de 7 a 12 anos, as atividades abordam temas como arte, história e literatura: “Cores do Patrimônio” (23/7) propõe uma oficina de vitrais com papel celofane; “Inventários do Patrimônio” (24/7) convida as crianças a identificarem e desenharem bens culturais do cotidiano; “Contando histórias de BH” (25/7) une literatura e jogos da memória para reforçar a identidade cultural local. As oficinas são gratuitas, com vagas limitadas e inscrições online.

 

Serviço

Férias no Circuito Liberdade
Período: até 02/08/25
Equipamentos do Circuito Liberdade (BH)
Atividades gratuitas e algumas com inscrição antecipada
Mais informações: www.circuitoliberdade.com.br

Cine Pojichá em Ataléia Foto Instituto In Cena DivulgaçãoMinas Gerais consolida liderança nacional no fomento cultural com fortalecimento das culturas populares e ampliação do acesso no interior (Foto Instituto In-Cena/Divuglação)

Minas Gerais se tornou um dos primeiros estados do país a garantir a adesão integral de todos os seus 853 municípios à Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) 2025, conforme dados do Ministério da Cultura. A conquista inédita reafirma o protagonismo mineiro na construção de uma política cultural democrática, descentralizada e permanente, com atenção especial às tradições populares e à diversidade dos territórios.

Com previsão de repasse de cerca de R$ 266 milhões no biênio 2024/2025, Minas terá 30% dos recursos – aproximadamente R$ 80 milhões – destinados exclusivamente às culturas populares e tradicionais. Congadas, folias de reis, capoeira, maracatu, artesanato e outras expressões que compõem a identidade do povo mineiro serão fortalecidas por essa política que reconhece a cultura como direito e vetor de desenvolvimento.

A mobilização que garantiu a adesão completa dos municípios é resultado direto do trabalho articulado da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG). Por meio de suporte técnico, capacitações regionais, produção de materiais de orientação e atendimento individualizado às prefeituras, a Secult assegurou que cada gestão municipal estivesse apta a acessar os recursos da PNAB.

“Minas mais uma vez demonstra sua grandeza, sua capacidade de mobilização e seu compromisso com a cultura como vetor de desenvolvimento, cidadania e pertencimento. Essa conquista é coletiva e traduz a força do interior, a vitalidade das tradições e a potência criadora dos territórios”, afirma Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

O avanço também se reflete nos números da própria PNAB em 2024: foram 18.369 propostas enviadas por agentes culturais de 537 municípios mineiros — um crescimento de 47% no número de cidades participantes em relação à edição anterior. A maior parte das propostas, 60,9%, veio do interior do estado. Com essa adesão histórica, Minas reafirma seu papel como referência nacional em políticas públicas de cultura, conduzindo um projeto que valoriza as raízes, promove a equidade e aposta na potência criativa dos territórios para transformar realidades.

Protagonismo do interior na PNAB 2024

O balanço das inscrições da PNAB em Minas Gerais revela avanço expressivo na participação cultural em todo o estado. Foram 18.369 propostas enviadas por agentes culturais de 537 municípios – um aumento de 47% no número de cidades participantes em relação à edição anterior.

Esse resultado é fruto das ações de descentralização promovidas pela Secult-MG, que vêm ampliando o acesso à cultura no interior. Prova disso é que 60,9% das propostas vieram de fora da capital, marcando uma participação histórica de agentes culturais do interior. A diversidade também foi um destaque: entre os inscritos, estão 7.353 pessoas negras, 8.901 mulheres, 3.600 LGBTQIAPN+, 2.609 pessoas idosas, 752 pessoas com deficiência e 183 indígenas.

foto2 marcelobarbosaMinas Gerais amplia sua liderança cultural e ambiental com a conquista do sexto título mundial e reafirma o protagonismo do Norte de Minas no Brasil e no mundo (Foto Marcelo Barbosa)

 

O Vale do Peruaçu, localizado no Norte de Minas Gerais, foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela Unesco neste domingo (13). Para celebrar essa conquista, o Governo de Minas Gerais realizou, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, uma homenagem à região que se consagra pela importância global de um território onde natureza, ancestralidade e cultura se entrelaçam em formações geológicas monumentais, arte rupestre milenar e modos de vida profundamente conectados à terra.

“O título da Unesco é um reconhecimento ao valor universal do Peruaçu e ao trabalho conjunto do povo mineiro. Hoje, o mundo reconhece a grandiosidade de um território que sempre foi sagrado para nós, mineiros”, afirma o governador Romeu Zema.

Com essa conquista, Minas Gerais passa a ser o estado brasileiro com o maior número de bens reconhecidos pela Unesco, totalizando seis títulos mundiais: Ouro Preto, Congonhas, Diamantina, Conjunto Moderno da Pampulha, o Queijo Minas Artesanal e agora, o Vale do Peruaçu. O estado abriga ainda a Reserva da Biosfera da Cordilheira do Espinhaço, a cidade de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia, o Geoparque de Uberaba, e os sistemas tradicionais de cultivo de Sempre-Vivas no Vale do Jequitinhonha, reconhecidos como Patrimônio Agrícola Global.

Ações integradas de promoção turísticas

O Governo de Minas já desenvolve um plano integrado para a promoção do turismo na região, com foco em turismo de base comunitária, realização de press trip, participação em feiras, capacitação de turismo de natureza, formação de guias locais, incentivo à economia da criatividade e preservação ambiental participativa.

A conquista do título fortalece ações como o projeto Caminhos do Norte de Minas, o Afromineiridades, o programa TEM – Turismo, Experiência e Mineridade, e a integração à Estrada Cênica da Cordilheira do Espinhaço.

“A consagração do Peruaçu como Patrimônio Natural da Humanidade é um marco civilizatório para Minas e para o Brasil, e é também a oportunidade de ampliar o turismo sustentável e transformar o Norte de Minas num destino internacional de natureza e ancestralidade”, ressalta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

Minas: liderança nacional na proteção do patrimônio

O título internacional reconhece também o esforço de Minas Gerais na preservação ambiental e valorização de seus territórios culturais. Em 2024, foram investidos R$ 150 milhões para reestruturar sete parques naturais, com destaque para o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. As ações incluíram sinalização ecológica, sistemas de energia solar e comunicação, além de reforço nas trilhas, centros de visitantes e fiscalização.

Essa conquista soma-se a outras recentes lideradas pelo Governo de Minas, como o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade para o Queijo Minas Artesanal, consolidando o estado como referência global em cultura, natureza e sustentabilidade.

“Essa conquista é fruto de uma política ambiental séria e integrada, que alia preservação da biodiversidade, valorização dos povos tradicionais e compromisso com o futuro. O Peruaçu é exemplo mundial de conservação e educação ambiental, e agora também será símbolo de orgulho e desenvolvimento para a região”, acrescenta a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Melo.

O presidente da Associação dos Sindicatos Rurais do Norte de Minas, Astério Itabayana Neto, também destaca a importância do reconhecimento para a região. “Essa é uma conquista de muitas mãos que pode servir de estímulo ao diálogo construtivo entre todas as partes interessadas, sempre em busca da aliança entre a proteção do patrimônio natural e o respeito aos direitos legítimos de quem vive e produz nesta terra. Que ela traga mais visibilidade, desenvolvimento sustentável e respeito à nossa gente e à nossa história”.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, reforça a oportunidade que o título “O reconhecimento da Unesco aumenta a visibilidade local, coloca nosso estado em um novo patamar e fortalece ainda mais a oferta de experiências e empreendimentos turísticos na região”, destaca também o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.

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Cia de Dança Palácio das Artes Foto Thamiris RezendeDescentra Cultura consolida Minas Gerais como referência em valorização das expressões populares e fortalecimento das artes em todo o estado (Foto Thamiris Rezende)

Minas Gerais inaugura uma nova era de justiça cultural, desconcentração e democracia com a consolidação do Descentra Cultura, política pública inédita no Brasil que visa descentralizar os investimentos em cultura, ampliar o acesso ao fomento em todas as regiões do estado e valorizar, como nunca antes, as expressões populares, tradicionais e as artes visuais, cênicas, musicais e literárias que moldam a identidade mineira. Em 2024, ano de regulamentação do Descentra Cultura, dois marcos fundamentais definiram essa transformação. 

O primeiro foi o reconhecimento oficial das Congadas como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG). Herdeiras das tradições afrodescendentes, as Congadas reúnem fé, cultura e arte em centenas de municípios mineiros e agora são reconhecidas como parte essencial da memória coletiva e do patrimônio vivo do estado.

O segundo marco foram os editais pioneiros voltados às Afromineiridades, como parte do Programa de Proteção da Cultura Afro de Minas Gerais, fortalecendo o papel das comunidades negras, quilombolas e de terreiro na formação da cultura mineira. Esses editais destinaram recursos da ordem de R$ 3,9 milhões, assegurando apoio direto a projetos de tradição, inovação e expressão artística enraizados nos territórios. Outro avanço decisivo foi a captação recorde de cerca de R$ 159 milhões via Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LeiC) em 2024, conforme dados da Diretoria de Economia da Criatividade da Secult-MG.

Ações de valorização em 2025

Em 2025, as ações de valorização seguem com força total: editais exclusivos para as culturas tradicionais e afrodescendentes, projetos de arte contemporânea em diálogo com o território, apoio técnico, formação continuada e investimento direto nas comunidades e artistas. O reconhecimento das Congadas não se limita ao título – é acompanhado de política pública efetiva, com recursos, planejamento e estrutura para sua continuidade. Proposto pelo Executivo e aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o Descentra Cultura resulta de uma construção coletiva que envolveu secretarias de Estado, prefeituras, artistas, produtores culturais e, sobretudo, o Conselho Estadual de Política Cultural. Até 2022, a maior parte dos recursos se concentrava na capital e nos grandes centros. A partir de 2023, as prioridades foram revistas com base em escuta pública e pactuação institucional.

“Com o reconhecimento das Congadas como patrimônio imaterial e a interiorização dos recursos culturais, Minas repara uma dívida histórica com todas as expressões afrodescendentes e tradicionais. Estamos promovendo justiça cultural de verdade – não apenas no discurso, mas na prática, no orçamento e na política pública”, afirma Leônidas de Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

Em 2024 e 2025, o interior do estado representou 61% do total de inscrições, alcançando 537 municípios nas 13 regiões intermediárias de Minas Gerais. Pela primeira vez, uma diretriz das conferências estaduais de cultura foi plenamente aplicada: 30% dos recursos do fomento foram destinados às culturas populares, artes tradicionais, patrimônio, culturas indígenas e afro-brasileiras, incluindo congadas, folias, maracatus, reinados, capoeiras, benzedeiras, mestres de tradição e também manifestações contemporâneas ancoradas nos territórios.

“Minas Gerais demonstra que é possível aliar cultura, arte e desenvolvimento econômico com justiça social. A economia da criatividade hoje é pilar estratégico de geração de emprego e renda para milhares de mineiros, e o Descentra Cultura é a base dessa transformação”, afirma José de Oliveira Júnior, diretor da Economia da Criatividade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG).

Mapeamento

A diretoria também conduz o Plano Estadual de Desenvolvimento da Economia da Criatividade, que mapeia investimentos, eventos culturais, ocupações criativas e promove políticas transversais que ampliam o impacto social e econômico da cultura no estado. Dois eixos adicionais sustentam essa nova fase da política cultural mineira. O primeiro é a estruturação de um sistema robusto de dados e indicadores culturais, que há três anos permite conhecer com mais precisão os grupos vulneráveis e formular políticas específicas.

Na PNAB (Política Nacional Aldir Blanc), por exemplo, Minas coletou e analisou dados sobre pessoas negras, indígenas e com deficiência – incluindo também idosos, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. Entre os inscritos, 40% se declararam negros e 44% mulheres, permitindo desenho de políticas mais inclusivas e responsivas. O segundo eixo é a revisão do Plano Estadual de Cultura, em curso desde 2022, com previsão de conclusão em 2026. Esse processo, orientado por dados e pela escuta social, garantirá a atualização das metas e estratégias de cultura para a próxima década.

O Descentra Cultura consolida Minas Gerais como referência nacional em política cultural democrática, inclusiva, baseada em escuta ativa e construída com os territórios. Um novo tempo em que a cultura é tratada como direito, a arte como linguagem de emancipação e a diversidade como fundamento da mineiridade contemporânea.

IMG 7686Cursos, oficinas, mesas-redondas e debates vão acontecer até o fim do ano, revisitando a história do APM e seu importante trabalho (Foto Leo Bicalho)

 

O Arquivo Público Mineiro (APM) celebrou 130 anos de atuação contínua na preservação da memória documental de Minas Gerais na última sexta-feira (11/7). Unidade que integra a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), o APM preparou uma programação especial que se estende por todo o ano, com oficinas, cursos, conferências e homenagens voltadas ao público especializado e à sociedade em geral.

Fundado em 1895 na cidade de Ouro Preto e posteriormente transferido para Belo Horizonte, o APM é um dos mais antigos arquivos públicos do Brasil. Consolidou-se como referência nacional nas áreas de conservação documental, gestão de arquivos e acesso à informação. Sua história se confunde com a própria trajetória político-administrativa de Minas Gerais, sendo hoje um repositório essencial para a pesquisa histórica e a garantia da transparência pública.

Programação dos 130 anos: memória em movimento

Até dezembro, o APM promove uma programação comemorativa que contempla diversas dimensões do universo arquivístico. As atividades incluem cursos de paleografia (junho e setembro), voltados à leitura de documentos manuscritos dos séculos XVIII e XIX; ciclo de conferências e mesas-redondas “Cultura Escrita e suas interfaces”, com módulos dedicados à paleografia, conservação e história; mesa-redonda “Do APM para a História”, com historiadores que desenvolveram pesquisas de referência no acervo da instituição.

Além disso, oficinas de gestão documental, preservação digital e conservação de acervos, destinadas a servidores públicos e pesquisadores; a realização do V Fórum Estadual de Gestão de Documentos, com debates sobre políticas públicas arquivísticas; e a solenidade comemorativa no dia 11/7, em parceria com a Associação dos Amigos do Arquivo Público Mineiro (ACAPM), com homenagens a servidores e colaboradores.

O fechamento das comemorações será com o lançamento do vídeo “130 anos de memória”, com depoimentos de servidores e imagens históricas do acervo em dezembro.

“Nós estamos preparando uma programação durante todo o ano para congregar essa festividade importante em prol dessa instituição que guarda a memória, preserva a história e garante os direitos dos cidadãos de Minas Gerais”, ressalta o diretor do APM, Bruno Balista.

Acervos históricos de relevância mundial

A riqueza do Arquivo Público Mineiro reside em seu vasto e diversificado acervo, que cobre desde o período colonial até o século XXI. Entre os conjuntos mais relevantes, destaca-se a documentação do século XVIII, em especial aquela produzida pela Secretaria de Governo da Capitania de Minas Gerais, essencial para compreender a formação das primeiras vilas e a organização político-administrativa da região.

Também compõem o acervo três conjuntos documentais reconhecidos internacionalmente pelo programa Memória do Mundo da Unesco: os documentos da Câmara Municipal de Ouro Preto, fundamentais para a história local e nacional; a documentação sobre a construção de Belo Horizonte, repartida entre o APM, o Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH) e o Museu Histórico Abílio Barreto; e o acervo do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), fonte essencial para os estudos sobre repressão política e direitos humanos no Brasil do século XX.

Além desses, merecem destaque os documentos avulsos da Capitania de Minas, com textos clássicos da historiografia mineira, e a Biblioteca do APM, que abriga uma expressiva coleção de obras raras, fundamentais para pesquisas em diversas áreas do conhecimento.

“Aqui estão guardados os documentos de caráter permanente do poder Executivo estadual de Minas Gerais e também os acervos privados de interesse público e social. A instituição está de portas abertas para receber os pesquisadores, os interessados e os amantes da história. É aqui que temos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o que já aconteceu em Minas Gerais, sobre o trabalho das gestões públicas e sobre a nossa identidade como povo”, frisa o diretor do APM.

A programação completa está disponível neste link.

Grão Mogol Foto Solon QueirozConceição de Ibitipoca, Delfinópolis e Grão Mogol (foto) estão entre as oito vilas brasileiras selecionadas para a premiação “Melhores Vilas Turísticas”, da ONU Turismo (Foto Solon Queiroz/Acervo Secult)

Minas Gerais se consolida, mais uma vez, como protagonista do turismo sustentável e de experiência no Brasil. Das oito vilas brasileiras selecionadas para concorrer ao prestigiado prêmio “Melhores Vilas Turísticas”, promovido pela ONU Turismo, três estão localizadas em território mineiro: Conceição de Ibitipoca, Delfinópolis e Grão Mogol. O reconhecimento destaca a força do interior de Minas como guardião de paisagens naturais, práticas culturais centenárias e hospitalidade singular. Além das vilas mineiras, foram indicadas Antônio Prado (RS), Cocanha (SP), Leoberto Leal (SC), Linha Bonita (RS) e Piraí (SC).

“Esse resultado confirma que Minas tem um papel central na construção do turismo de futuro: sustentável, enraizado na cultura local e comprometido com o bem-estar das comunidades. Conceição de Ibitipoca, Delfinópolis e Grão Mogol simbolizam essa nova fase do turismo mineiro, que une natureza, tradição e inovação”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

A premiação da ONU Turismo tem como objetivo reconhecer destinos rurais que adotam práticas sustentáveis e contribuem para o desenvolvimento social, econômico e ambiental. Os vencedores serão anunciados em novembro de 2025, durante a Assembleia Geral da ONU Turismo. Atualmente, a rede global conta com 254 vilas reconhecidas em todo o mundo.

Delfinópolis

Delfinópolis, localizada na região da Serra da Canastra, no Centro-Oeste do estado, é conhecida como “paraíso ecológico” devido a suas matas ciliares que abrigam diversas espécies em extinção. As cachoeiras são o principal atrativo do município. As mais famosas são a Claro, com quatro quedas; do Luquinha, com três quedas; do Paraíso, com seis quedas. Destaque também para o Complexo Paraíso, que abriga os encantos de oito cachoeiras. Para os motociclistas que gostam de aventura, a cidade oferece diversas trilhas, como Casinha Branca, Pico Dois Irmãos, Chora Mulher e Chapadãozinho.

Grão Mogol

No final do século XVII, a procura por diamantes atraiu para o Arraial de Serra de Grão Mogol diversas pessoas, inclusive estrangeiros interessados no garimpo. A exploração alavancou o crescimento da cidade e destacou-a como a mais importante cidade da região Norte de Minas Gerais. O destino ainda preserva as construções e manifestações culturais da época da mineração.

Os conjuntos arquitetônicos da Avenida Beira-Rio, da Rua Cristiano Belo e da Rua Juca Batista levam o turista de volta ao passado. A cidade simples, tranquila e autêntica oferece também aos visitantes locais com paisagens como as da Serra Geral, da Trilha do Barão, da Cachoeira do Inferno e da Gruta Lapa da Água Fria. O centro histórico de Grão Mogol é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) desde 2016.

Conceição de Ibitipoca

Charmoso distrito do município de Lima Duarte, na Zona da Mata mineira, conhecido por sua atmosfera rústica, tranquilidade e natureza exuberante. Situado nas proximidades do Parque Estadual do Ibitipoca, o vilarejo atrai visitantes em busca de trilhas, cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego, como a Janela do Céu e a Cachoeira dos Macacos. Suas ruas de pedra, pousadas aconchegantes e opções de gastronomia local criam um ambiente acolhedor, ideal para quem busca contato com a natureza e experiências autênticas no interior de Minas. O clima ameno, aliado à hospitalidade dos moradores, faz de Ibitipoca um destino cada vez mais procurado por turistas brasileiros e estrangeiros.

3 1 Maria Lira Marques Borges Foto Lori FigueiroExposição que entra em cartaz no CAP a partir deste sábado (12) reúne livros, objetos pessoais e lançamento de livro com a presença de Maria Lira e do Coral Trovadores do Vale (Foto Lori Figueiro)

O Centro de Arte Popular inaugura a partir deste sábado (12/07), às 14h, a exposição temporária “Sacralização da Vida: Do Rosário ao Jequitinhonha”, que realiza uma homenagem ao pensamento e à obra do frade holandês Frei Chico (Francisco Van der Poel), pesquisador incansável da cultura e da fé popular da região.

A abertura contará com a presença especial da artista e ceramista Maria Lira Marques, colaboradora fundamental nas pesquisas de Frei Chico, e do Coral Trovadores do Vale, grupo fundado pelo próprio frei em 1970. Durante o evento, também será promovido o lançamento do livro “Palavras Avoam – Bilhetes sobre a Mesa”, uma compilação de anotações manuscritas deixadas pelo frade, publicada pelo Selo Editorial Starling.

A exposição é promovida em parceria com o Museu de Araçuaí e exibe livros originais escritos por Frei Chico, como “Ritual de Bênçãos Simplificado” e “Dicionário da Religiosidade Popular”, além de objetos pessoais, como seu hábito bordado, viola, rabeca e tambor.

Frei Chico

Holandês de nascimento e brasileiro de coração, Frei Chico (1923-2014) foi um frade franciscano que dedicou sua vida à pesquisa e valorização da cultura e religiosidade popular do Vale do Jequitinhonha. Com um coração aberto ao diálogo e uma mente curiosa, mergulhou nas tradições locais, estudando cantos, danças, festejos e ritos, sempre com profundo respeito pela sabedoria do povo.

Pesquisador incansável, deixou um legado de livros, como “Dicionário da Religiosidade Popular” e “Ao Homens da Dança”, e fundou o Coral Trovadores do Vale, grupo que preserva a música tradicional da região. Sua vida foi marcada pela simplicidade franciscana, pela escuta atenta e pela crença de que cultura e fé caminham juntas.

Como ele mesmo dizia: “Palavras avoam, a escrita fica”, e sua obra permanece, inspirando novos olhares sobre a riqueza sagrada e cotidiana do Jequitinhonha.

Museu de Araçuaí - Vale do Jequitinhonha (MG)

O museu possui um valioso acervo que permite conhecer a história de Araçuaí e da região, os usos e costumes, as manifestações culturais, a religiosidade popular e a arte regional. Seu acervo começou a ser reunido na década de 70 por Frei Chico e Lira Marques, que após entrar no Coral Trovadores do Vale, passou a contribuir no trabalho de pesquisa, catalogação e registro dos cantos e danças populares. Sua missão é historicizar a cultura do povo do Vale do Jequitinhonha, com especificidade para o município de Araçuaí.

Coral Trovadores do Vale

Criado por Frei Chico em agosto de 1970, é formado por pessoas que se reúnem para ensaiar para as celebrações da missa e para apresentações quando convidados. O repertório contempla cantos de canoeiros, tropeiros, boiadeiros, machadeiros, lavadeiras, penitências, excelências, louvor de anjos, benditos, folias, vilão, contradança, batuques, tecedeiras e muitos versos relacionados ao trabalho, namoro, saúde e o cotidiano do povo do Vale do Jequitinhonha.

Serviço:

Exposição “Sacralização da vida: do rosário ao Jequitinhonha”
Data: 12/07 
Horário: 14h
Período de Visitação: 12/07 a 28/09 
Local: Centro de Arte Popular - Espaço de Convivência (Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes)

Lapinha da Serra CezarFelix 1 1A carga horária é de 30 horas, distribuídas em três módulos ao longo de quatro semanas, com direito a certificação (Foto Cezar Felix)

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), por meio da Diretoria de Capacitação e Qualificação, ofertará 1.000 vagas para o curso “Operacionalização da Plataforma Integrada do Turismo”. O curso tem por objetivo capacitar profissionais do setor turístico, empreendedores e gestores públicos no uso da Plataforma Integrada do Turismo.

As inscrições estão abertas do dia 26 de maio a 08 de junho e podem ser feitas no site da Plataforma de Ensino à Distância Minas Cultura e Turismo. O início das aulas está previsto para o dia 10/06/2025 e será oferecido de forma online e gratuita. A carga horária é de 30 horas, distribuídas em três módulos ao longo de quatro semanas, com direito a certificação aos concluintes.

O curso abordará a importância do Inventário da Oferta Turística como instrumento de planejamento voltado para o desenvolvimento do setor turístico nos municípios. O participante aprenderá como inserir as informações do inventário e a usar os dados coletados de maneira dinâmica, simples e inteligente, utilizando a Plataforma Integrada do Turismo.

Para se inscrever basta acessar este link e se cadastrar com login e senha. Para quem já possui cadastro na Plataforma EaD, basta entrar com o login e senha que o curso está disponível na página inicial.

A iniciativa faz parte do programa estadual de qualificação Cria.Forma: Formação em Turismo e Cultura, coordenado pela Diretoria de Capacitação e Qualificação da Secult-MG. O programa visa propor ações de capacitação, alinhada às demandas do mercado de trabalho do estado.

Essa ação reafirma o compromisso do Governo de Minas, por meio da Secult, com a qualificação profissional e o desenvolvimento do turismo no estado, ao democratizar mais oportunidades de acesso à informação e ao aprendizado.

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O projeto Sextas Abertas, da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), terá edição especial no distrito de Cachoeira do Campo, nesta sexta-feira (11/07). A programação, que acontece das 9h às 22h, traz uma diversidade de atividades culturais, incluindo shows, oficinas e a tradicional feira de arte e gastronomia do Sextas.

A edição de 2025 levará o Sextas Abertas a três distritos de Ouro Preto: Cachoeira do Campo, Antônio Pereira e Santo Antônio do Leite. A coordenadora do Núcleo de Arte e Ofícios da Faop, Rachel Falcão, comemora a possibilidade da iniciativa sair da sede. “Além de Cachoeira do Campo, temos muita satisfação em dizer que estaremos, no mês de outubro, em Antônio Pereira e, em dezembro, em Santo Antônio do Leite. O apoio que recebemos, desde o ano passado, da Cemig, enquanto patrocinadora, e da IRENI - Inteligência em Eventos, enquanto produtora, proporcionou uma ampliação e um fortalecimento do Sextas Abertas, e isso é muito gratificante”, disse.

O destaque da noite será o show da cantora Silvia Gomes, que apresenta seu espetáculo Para o Mundo Ser, às 20h, na Praça Felipe dos Santos. Antes dela, às 18h, a banda Forró da Lu dará início à noite de apresentações. Ao longo do dia, o público também poderá participar de oficinas de gastronomia, dança, arte e muito mais.

Esta edição do Sextas Abertas marca a ampliação do projeto para além do centro histórico de Ouro Preto. Assim, enquanto Cachoeira do Campo recebe a maior parte da programação cultural do dia, o Núcleo de Arte e Ofícios da Faop, no bairro Antônio Dias, também abriga uma das oficinas formativas.

Confira a programação abaixo:

Casa de Cultura de Cachoeira do Campo (Praça Felipe dos Santos, 39)

Manhã
10h às 13h – Oficina de XEQUERÊS / AGBÊS – PARTE I (história e movimentos), com AGBELAS – a partir de 12 anos

Tarde
13h às 17h – Oficina de Gastronomia TESOUROS DA TERRA (caldos, cremes e espetinhos com produtos regionais), com Karina Moreira (Olaria Cozinha e Café) – a partir de 14 anos
13h às 17h – Oficina de HIP-HOP PARA CRIANÇAS (dança, música, arte visual e atitude), com MAJUMA e VILA POBRE – para crianças de 7 a 12 anos
14h às 17h – Oficina de XEQUERÊS / AGBÊS – PARTE II (ritmos, prática e cortejo), com AGBELAS – a partir de 12 anos

Praça Felipe dos Santos (Cachoeira do Campo)
A partir das 16h – Feira de Arte, Artesanato e Gastronomia
17h – HISTÓRIAS DE ALÉM-MAR, com Cia. Ajayô Teatro em Pé
17h30 – Exibição do documentário Mestres de Saberes da Terra, de Nayara Trevisani e Emília Alcântara
18h – Forró da Lu
20h – Show Para o Mundo Ser, com Silvia Gomes

Núcleo de Arte & Ofícios da Faop (Praça Antônio Dias, 80, Ouro Preto)

Manhã e Tarde
9h às 13h – Oficina CONTRACARTOGRAFIAS E ARTIVISMOS URBANOS – PARTE I (contextualização e referências), com Ângela Poletto – a partir de 16 anos
14h às 18h – Oficina CONTRACARTOGRAFIAS E ARTIVISMOS URBANOS – PARTE II (exercício prático), com Ângela Poletto – a partir de 16 anos

Serviço:
Sextas Abertas – Edição 2025
Data e horário: 11/07, das 9h às 22h
Locais: Casa de Cultura de Cachoeira do Campo (Praça Felipe dos Santos, 39) Praça Felipe dos Santos (Cachoeira do Campos) Núcleo de Arte & Ofícios da Faop (Praça Antônio Dias, 80, Ouro Preto)

Foto: Prefeitura de Ouro Preto

Inauguração Vila Galé Ouro PretoO prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, o presidente do Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, o governador de Minas, Romeu Zema, e o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, durante a cerimônia de inauguração do Vila Galé Collection Ouro Preto (Fotos Cristiano Machado/Imprensa MG)

 Minas Gerais deu um passo decisivo na consolidação de sua vocação histórica para o turismo cultural, patrimonial e sustentável com a inauguração do Vila Galé Collection Ouro Preto, no distrito de Cachoeira do Campo, em Ouro Preto, realizada nesse sábado (24/5), com a presença do governador Romeu Zema. Essa é a primeira unidade da segunda maior rede hoteleira de Portugal em território mineiro, o 12º resort do grupo no Brasil, e representa um movimento estratégico de Minas rumo ao protagonismo no mercado turístico internacional.

O empreendimento é resultado de uma política pública estruturada, conduzida de forma integrada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e sua vinculada Invest Minas, e pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), que reposicionou Minas Gerais como um destino competitivo, seguro e acolhedor. O governador comemorou a chegada do Grupo Vila Galé e enalteceu a importância que este novo empreendimento vai proporcionar para o turismo no estado.

"Estamos extremamente felizes em termos aqui esta unidade do Vila Galé em Ouro Preto, que é um dos municípios do estado de Minas Gerais que mais atrai turistas. Esse empreendimento é muito bem-vindo. Sempre tenho conversado com empreendedores, que atuam no setor de turismo, lembrando que Minas Gerais é um excelente estado para se fazer investimento, e está no centro do Brasil", enfatizou o governador Romeu Zema.

Geração de empregos

Com investimento de R$ 180 milhões, o resort gerou 120 empregos diretos e mais de 600 postos de trabalho indiretos, impactando positivamente a economia local e regional. Instalado no imóvel histórico, que abrigou o 1º Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais (1779) e, posteriormente, o Colégio Dom Bosco, o Vila Galé Collection Ouro Preto é um exemplo de como o turismo pode ser vetor de desenvolvimento com preservação do patrimônio.

Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), o espaço foi cuidadosamente recuperado pela rede portuguesa, especializada em integrar hospitalidade e memória. As tratativas para a instalação começaram em 2021, durante missão oficial do Governo de Minas à BTL Lisboa. Em 2022, a interlocução com os salesianos, então proprietários do imóvel, viabilizou a apresentação do projeto a grupos hoteleiros.

"Sabíamos do potencial desse espaço e da expertise do Vila Galé em requalificar imóveis históricos. Dois meses depois, Jorge Rebelo (presidente do grupo) já estava em Minas com um pré-projeto. Hoje, temos um empreendimento que transforma a região, valorizando nosso patrimônio, gerando emprego, renda e oportunidades para o povo mineiro", afirma a secretária-adjunta de Comunicação Social de Minas Gerais, Bárbara Botega.

A Sede e a Invest Minas atuaram na intermediação junto aos salesianos e à Prefeitura de Ouro Preto, bem como outras entidades governamentais, como as secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de Fazenda (SEF/MG), Iepha-MG, Cemig e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

"Essa articulação é fundamental para a realização de empreendimentos como este no estado, e o Governo de Minas tem sido um ator fundamental para agilizar essas interlocuções. Ficamos entusiasmados em ver os patrimônios da cultura mineira sendo valorizados. Isso movimenta o turismo no estado e gera empregos para a população", destacou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.

Vila Galé Ouro Preto

“Equipamentos turísticos como o Vila Galé geram empregos, movimentam a economia e ajudam a recontar nossa história de forma viva. A recuperação de um prédio histórico com esse nível de investimento mostra como é possível conciliar preservação do patrimônio com desenvolvimento. Minas tem vocação para receber bem e iniciativas como esta transformam essa vocação em negócios concretos”, frisou o diretor-presidente da Invest Minas, João Paulo Braga.

Projeto

O resort conta com 311 quartos, vinhedo, haras e centro de convenções com sete salas, além de uma imensa lista de atrações que incluem dois restaurantes, dois bares, um auditório, uma capela, biblioteca, sala de jogos, spa Satsanga com piscina interior aquecida e sauna, clube infantil com parque aquático, lago, ecoturismo, tirolesa, biblioteca, plantio de azeitonas e uvas, entre outros.

Todo este projeto reafirma o modelo mineiro de integrar cultura, natureza e hospitalidade, ressaltado pelo secretário de Estado de Cultura e Turismo Leônidas de Oliveira. "Estamos assistindo à formação de uma nova potencialidade econômica baseada na cultura, na hospitalidade e na identidade mineira. Minas acolhe, preserva e, ao mesmo tempo, inova. Esse é o futuro que já está em curso, com trabalho sério, visão estratégica e amor pelo que somos", afirmou Leônidas de Oliveira.

Vila Galé em Brumadinho

Durante a solenidade de inauguração do Vila Galé Ouro Preto, o Governo de Minas e a rede hoteleira anunciaram a expansão do investimento do grupo em Minas Gerais com a construção da sua segunda unidade no estado, na cidade de Brumadinho. O município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) abriga o Instituto Inhotim, um dos maiores museus a céu aberto do mundo.

Cavernas do Peruaçu Foto Lucas Ramos MendesPrevisão é que a avaliação ocorra na tarde de sábado (12) ou domingo (13), durante a 47ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em Paris (Foto Lucas Ramos Mendes)

 

Minas Gerais pode conquistar, neste final de semana, um feito inédito: o título de Patrimônio Mundial Natural da Humanidade da Unesco para o Vale do Peruaçu, localizado no Norte do estado.

A candidatura será analisada durante a 47ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada até o dia 16/07, na sede da Unesco, em Paris. A previsão é que a avaliação do Peruaçu ocorra na tarde de sábado (12) ou domingo (13).

Um título histórico para Minas e para o Brasil

Se aprovada, essa será a primeira vez que Minas Gerais recebe um título de Patrimônio Mundial Natural, somando-se aos quatro bens já reconhecidos como patrimônios culturais (Ouro Preto, Congonhas, Diamantina e Pampulha).

Será também a segunda conquista internacional consecutiva do estado junto à Unesco, após o reconhecimento, em 2024, dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Minas se tornará, assim, o único estado brasileiro a conquistar dois títulos da Unesco em dois anos consecutivos.

A candidatura do Vale do Peruaçu é resultado de um sólido trabalho conjunto realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), e pelo do Governo do Brasil, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Delegação Permanente do Brasil junto à Unesco.

O barroco da natureza

Localizado entre Januária, Itacarambi e São João das Missões, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é um dos mais impressionantes sítios naturais e arqueológicos do Brasil com cânions e cavernas monumentais, com mais de 500 formações catalogadas.

Ali também encontra-se a estalactite conhecida como “Perna da Bailarina”, com 28 metros, arte rupestre com mais de 12 mil anos de história, ecossistemas entre Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, além de território de comunidades tradicionais e indígenas, como o povo Xacriabá.

Impulso na atividade turística com a chancela da Unesco

A chancela da Unesco ao Vale do Peruaçu deverá representar um divisor de águas para o turismo no Norte de Minas Gerais. A expectativa é de um aumento expressivo na visitação nacional e internacional, com impactos diretos na geração de emprego e renda nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, além de toda a região do Médio São Francisco.

Estudos comparativos com outros sítios reconhecidos pela Unesco no Brasil indicam um crescimento de até 30% no fluxo turístico nos primeiros três anos após a titulação, com maior permanência média, atração de investimentos em infraestrutura, fomento ao turismo de base comunitária e valorização dos modos de vida tradicionais.

Além de fortalecer o turismo de natureza, o título deverá consolidar o Peruaçu como um destino de turismo arqueológico, cultural, indígena e ecológico.

“Minas é terra de memória, de pedra e de gente. Em menos de dois anos, os nossos queijeiros e queijeiras, com seus modos de fazer passados de geração em geração, e as comunidades do Norte de Minas, guardiãs do Vale do Peruaçu, colocaram o estado no centro do mapa mundial do patrimônio. O queijo e o cânion, o sabor e a paisagem, a cultura e a natureza — tudo fala de um mesmo povo”, reflete o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

“O reconhecimento do Peruaçu pela Unesco será também um marco para o turismo sustentável de Minas. Significa atrair o mundo para conhecer nossos biomas, nossas tradições e nossa paisagem sagrada. O turismo, aqui, é parte da preservação”, completa.

Lançamento Minas Junina 2025 Foto Leo Bicalho Secult MGTerceira edição do programa, lançada nesta segunda-feira (26/5), irá gerar uma movimentação turística de 3,3 milhões de pessoas em todo o estado (Foto Leo Bicalho/Secult-MG)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, lançou, nesta segunda-feira (26/5), o Minas Junina 2025 como uma política pública estruturante que celebra, valoriza e promove a cultura popular e tradicional em todas as regiões do estado. Integrado ao DescentraCultura – programa inédito no Brasil –, o projeto assegura uma descentralização efetiva da promoção cultural e fortalece a transversalidade entre cultura e turismo, articulando os municípios, artistas e comunidades no maior circuito junino já realizado no estado. Mais de 400 municípios mineiros participarão das celebrações em 2025 com apoio do Estado, seja por meio do fomento direto via editais regionais, da valorização dos patrimônios imateriais, ou através de recursos do ICMS Cultural, que garantem autonomia e protagonismo às cidades na preservação e ativação de seus bens culturais e festejos tradicionais.

O Minas Junina é também uma política de desenvolvimento. Em 2024, segundo dados da Diretoria de Economia da Criatividade da Secult-MG, a captação via Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LeiC) chegou a R$ 159 milhões, mobilizando centenas de projetos em festas populares, quadrilhas, reinados, congados, folias e as mais diversas áreas e expressões artísticas. Essa força econômica traduz-se em empregos, turismo local, valorização da identidade mineira e dinamização das cadeias produtivas da cultura.

Na capital, o Arraiá da Liberdade, promovido pela Fundação Clóvis Salgado e instalado nos jardins do Palácio da Liberdade, será, nos dias 27, 28 e 29 de junho, o palco simbólico dessa integração entre capital e interior. Dezenas de grupos de quadrilha, congos, catopês e outras expressões vindas de todas as regiões do estado ocuparão o espaço, celebrando o ciclo junino como momento de encontro, fé, arte e mineiridade.

O Minas Junina 2025 reforça ainda o reconhecimento das Congadas como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, título conquistado em 2024. Em 2025, o Estado amplia os investimentos nas tradições afro-mineiras com editais exclusivos e apoio técnico por meio do Programa de Proteção da Cultura Afro e do DescentraCultura.

“O DescentraCultura é mais que uma política de fomento: é uma política integral, que vai da base – com o apoio técnico e os editais – até a promoção, comunicação e valorização da cultura nos palcos da capital e do interior. É uma engrenagem viva que movimenta todo o sistema de cultura e turismo de Minas Gerais, unindo planejamento, diversidade, protagonismo territorial e mineiridade”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

Com a destinação inédita de 30% dos recursos públicos para a cultura popular e tradicional, Minas Gerais se afirma como referência nacional em políticas culturais democráticas, inclusivas e territorializadas.

O protagonismo do interior

É no interior que o Minas Junina revela seu poder de transformação social e cultural. Em Pavão, no Vale do Mucuri, o Forró do Regaço movimenta moradores e visitantes com shows, danças e comidas típicas. Piranguinho, no Sul de Minas, orgulhosamente realiza a XVIII Festa do Maior Pé de Moleque do Mundo, celebração reconhecida como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais. O Festival Junino de Paraopeba, na Região Central, já se consolidou como evento de grande apelo regional, enquanto o 1º Juninão na Praça, em Rio Paranaíba, estreia com expectativa de se tornar referência no Alto Paranaíba.

Municípios como Itinga, Janaúba, Jequitinhonha, Lagoa da Prata, São João Nepomuceno, Pedra Azul, Monte Azul e tantos outros mostram a força das manifestações culturais locais, com festas que unem fé, música, dança e identidade.

Carmo de Minas 01 Renata Costa PradoDados do Observatório do Turismo de Minas Geras indicam que mais de 4 milhões de turistas devem circular pelo estado nesta temporada (Foto Renata Costa Prado)

 

O mês de julho reafirma Minas Gerais como um dos principais destinos turísticos do Brasil. De acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), feito com base em dados do Observatório do Turismo, as projeções indicam que mais de 4 milhões de turistas devem circular pelo estado durante este mês, superando em mais de 20% o fluxo registrado no mesmo período do ano passado.

Os dados apontam para uma alta generalizada em todos os indicadores do setor. O número de pousos e decolagens deve ultrapassar a marca dos 13 mil voos, refletindo um crescimento estimado de 11,5% em relação a julho de 2024. Já o fluxo de passageiros internacionais nos aeroportos mineiros deve atingir 70 mil viajantes, o que representa um salto de 26% na comparação anual.

A taxa de ocupação hoteleira, por sua vez, caminha para atingir os 80%, consolidando a recuperação do setor de hospedagem e refletindo a força dos eventos culturais, do turismo rural e do patrimônio histórico que marcam o inverno mineiro.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, os números são reflexo de uma política pública estratégica, que valoriza o território, a diversidade cultural e o desenvolvimento regional.

“Minas se afirma, a cada temporada, como um destino de experiências autênticas, com hospitalidade, cozinha e paisagens que tocam a alma. Esses dados mostram que o nosso trabalho de interiorização do turismo, aliado à força do nosso patrimônio cultural, está gerando emprego, renda e identidade. Julho será um mês histórico”, afirmou o secretário.

O fluxo rodoviário também segue em curva ascendente: são esperados mais de 1 milhão de passageiros nos terminais intermunicipais do estado, e mais de 730 mil apenas na rodoviária de Belo Horizonte, acompanhando a alta demanda provocada pelas férias escolares, festivais de inverno e eventos culturais em todas as regiões.

A tendência de crescimento deve se manter ao longo do segundo semestre, com impacto direto no fortalecimento das economias locais e no posicionamento estratégico de Minas como destino de viagem para os turistas.

pedrovilela inhotim brumadinho mg 26996011488 o 1aaaaaaaaaProjeto reforça protagonismo do estado no turismo cultural e sustentável com investimentos, geração de empregos e valorização do território mineiro (Foto Pedro Vilela)

 

Após inaugurar com grande destaque o Vila Galé Collection Ouro Preto nesse sábado (24/5), o grupo português Vila Galé confirmou sua expansão em Minas Gerais com o anúncio da construção de um novo empreendimento hoteleiro no município de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A novidade foi anunciada durante a cerimônia oficial de inauguração do resort em Ouro Preto, que contou com a presença do governador Romeu Zema, secretários de Estado e lideranças do setor turístico.

O novo hotel será instalado na Serra da Conquistinha, em área próxima ao Instituto Inhotim e à BR-381, em um terreno que será cedido pela Prefeitura de Brumadinho por meio de termo de cooperação com o grupo Vila Galé.

A expectativa é que a obra comece em 2026, com conclusão prevista para 2027, gerando 300 empregos diretos e indiretos. Além disso, o município investirá cerca de R$ 10 milhões em infraestrutura, com a duplicação da estrada que liga Brumadinho a São José de Bicas, facilitando o acesso ao novo empreendimento e à região onde está sendo construído um novo aeroporto em Betim.

O chefe do Executivo estadual destacou a atração de investimentos como um dos principais como um dos principais compromissos dessa gestão, e reforçou o apoio do Governo de Minas à nova iniciativa.

"O turismo tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento do estado. Tivemos a confirmação do Vila Galé II, na cidade de Brumadinho e, com certeza, vários outros no estado nos próximos anos. O Vila Galé tem um potencial enorme. Realmente um presente excepcional que vai fazer com que o turismo de Minas avance ainda mais. A minha gestão tem a marca registrada da atração de investimentos e geração de emprego e renda para o mineiro", disse Romeu Zema.

"Minas tem mostrado sua força como destino turístico internacional, e empreendimentos como o Vila Galé em Ouro Preto e agora em Brumadinho consolidam essa nova fase que une patrimônio, inovação e geração de oportunidades. Estamos assistindo à formação de uma nova economia mineira, baseada na cultura, na identidade e na hospitalidade do nosso povo", afirmou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

Com localização estratégica e sinergia direta com o turismo de natureza, arte e cultura promovido pelo Instituto Inhotim, o futuro Vila Galé Brumadinho reforça o modelo de turismo sustentável adotado pelo Governo de Minas, por meio da Secult-MG, Invest Minas e Sede-MG, em parceria com o setor privado e os municípios. Trata-se de mais um passo decisivo no processo de descentralização de investimentos e valorização dos territórios, missão assumida pela atual gestão.

"A chegada de mais um empreendimento da rede Vila Galé, agora em Brumadinho, é a prova concreta do nosso compromisso em diversificar e fortalecer a economia mineira. Abrindo diálogo com grandes empreendedores do mundo temos trabalhado para que também o turismo, assim como outros setores estratégicos, se torne um polo de atração de investimentos que além de gerar novos empregos também oferte oportunidades de desenvolvimento e renda às diferentes regiões de Minas", analisa a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.

A instalação do novo resort é mais um símbolo da política pública integrada adotada por Minas, capaz de atrair R$ 5 bilhões em investimentos no setor de turismo, por meio de mais de 60 projetos apoiados pela Invest Minas, sendo 25 deles exclusivamente voltados ao turismo.

foto SecultMGIniciativa apresenta um panorama das vivências e saberes do interior mineiro, ressaltando esse esse tipo experiência turística como vetor de desenvolvimento sustentável (Foto Secult-MG)

 

Em celebração ao Dia do Produtor Rural, comemorado nesta segunda-feira (07/07), o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), divulga o Catálogo de Produtos e Experiências Turísticas da Agricultura Familiar e Produtores Rurais – Ruralidade Viva. A publicação apresenta um panorama das vivências e saberes do interior mineiro, reconhecendo o turismo rural como eixo estratégico da economia criativa e sustentável no estado.

Disponível para acesso gratuito no site da Emater-MG, o catálogo reúne produtos típicos e experiências que vão de visitas a queijarias e colheitas em lavouras de café a degustações, trilhas e oficinas de saberes tradicionais. A proposta é conectar turistas, agentes do trade e consumidores a roteiros autênticos da vida no campo, promovendo a integração entre cultura, turismo, agricultura familiar e meio ambiente.

Minas Gerais se consolida como o segundo maior destino brasileiro em turismo rural, com destaque para experiências ligadas à Cozinha Mineira – como os modos de fazer do Queijo Minas Artesanal, reconhecidos como patrimônio cultural – e para regiões produtoras de café, cachaça, vinhos, doces e azeites. “A ruralidade mineira é viva, generosa e profundamente cultural. Ao visitarmos essas regiões, não consumimos apenas produtos. Acessamos modos de vida que refletem a alma de Minas”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Segundo dados da Emater-MG, mais de 5 mil famílias em todo o estado atuam diretamente com atividades ligadas ao turismo rural, incluindo hospedagens, venda de produtos artesanais, roteiros gastronômicos e experiências imersivas. O impacto social, ambiental e econômico da atividade é significativo, promovendo a permanência das famílias no campo, a geração de emprego e o fortalecimento da identidade local.

Um dos exemplos citados pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Garcia, é a Rota Terroir Vertentes, na região de São João del-Rei. O roteiro reúne produtores de queijo, doces, cachaça e artesanato, que recebem turistas em suas propriedades. “Em muitos casos, as experiências turísticas já superam em retorno à atividade produtiva tradicional, como a fabricação de queijos”, observa.

Além do Caminho dos Diamantes e do Circuito das Águas – regiões que associam turismo histórico, gastronômico e terapêutico –, o Catálogo Ruralidade Viva busca mapear e dar visibilidade a novas iniciativas pelo estado, contribuindo para a diversificação da oferta turística e a valorização da agricultura familiar.

“O turismo rural é um ativo estratégico de Minas Gerais. Ele protege paisagens culturais, fortalece a economia e preserva saberes ancestrais. A cada queijo, café ou doce, conta-se uma história; e é isso que nos torna um destino único”, acrescenta o secretário Leônidas de Oliveira.

A publicação também valoriza propriedades que adotam práticas sustentáveis e oferecem ao visitante uma oportunidade de reconexão com a terra. “Essa é uma agenda do futuro. Estamos diante de uma forma de turismo que integra tradição e inovação, com impactos reais na qualidade de vida das comunidades”, completa Oliveira.

Foto Canastra Eko Resort DivulgaçãoEmpreendimento é novo ícone do turismo sustentável e religioso de Minas Gerais, projetando o estado para o Brasil e o mundo (Imagem EkoResort Canastra/Divulgação)

 

Minas Gerais reafirma sua posição de destaque no turismo nacional com o lançamento oficial do EkoResort Canastra, ocorrido nesta sexta-feira (23), em Cássia, no Sul do estado, durante a Semana de Santa Rita de Cássia — celebração que movimenta o maior santuário do mundo dedicado à santa.

A iniciativa consolida a Serra da Canastra como um dos territórios mais promissores do turismo integrado no país, ampliando as oportunidades para o turismo religioso, ecológico, gastronômico e de eventos.

“O EkoResort Canastra nasce entre as águas, os montes e a fé. Une o espiritual, o ecológico e o econômico com um padrão de excelência. Minas vive um novo tempo no turismo, com investimentos, empregos e autoestima recuperada”, ressalta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

Com mais de 50% das unidades comercializadas no lançamento, o empreendimento nasce como referência em turismo sustentável, termal, religioso e de alto padrão, ocupando mais de 300 mil m² de área total, dos quais 160 mil m² serão construídos em uma obra com entrega prevista em 4 anos.

A expectativa é de que o resort gere cerca de 200 empregos diretos durante a construção e, após sua conclusão, outros 300 postos de trabalho permanentes, além de estimular o surgimento de novos negócios locais nos setores de gastronomia, transporte, serviços e comércio.

Às margens do Lago de Peixoto — continuação do Lago de Furnas — o EkoResort integra hotel de luxo, bangalôs, residências exclusivas, sistema de multipropriedade, marina, heliponto, centro de convenções, beach club, acqua park e 1 km de praia privativa. Além disso, está interligado a uma rede global de mais de 6 mil hotéis parceiros, posicionando Minas Gerais na rota internacional do turismo de experiência.

O anúncio do Canastra Eko Resort integra um momento histórico para o turismo mineiro. Em 2024, o estado ultrapassou a marca de 32 milhões de turistas, com crescimento de 11,8% na atividade turística, mais que o dobro da média nacional, de acordo com dados do IBGE e do Observatório do Turismo de Minas Gerais.

Um estado que se reinventa com o turismo

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), tem adotado uma política de fomento estruturada, com ênfase na descentralização e na valorização das vocações regionais. O ICMS Turismo, por exemplo, já destinou mais de R$ 81 milhões a 513 municípios em 2024, estimulando a profissionalização e a qualificação da gestão pública na área.

“Minas acolhe, preserva e inova. Essa é a nossa força. O turismo em Minas já é uma das maiores fontes de geração de emprego, renda e autoestima regional. Seguiremos com planejamento e diálogo, valorizando o que temos de mais precioso: nossa cultura, nossa hospitalidade e nossa gente”, reforça Oliveira.

 

WhatsApp Image 2025 07 07 at 10.13.04Resultado da residência será compartilhado com o público no formato de workshop-espetáculo nos dias 9 e 10/7, às 15h, no Teatro João Ceschiatti (Foto Guto Muniz)

 

O encontro entre o balé contemporâneo e o funk chega ao palco do Palácio das Artes, da Fundação Clóvis Salgado (FCS). A Cia de Dança Palácio das Artes (CDPA) e a Cia Favelinha, do coletivo do Centro Cultural Lá da Favelinha, promovem juntas uma imersão criativa inédita, que culmina no workshop Sobre Tons na Dança, com apresentações nos dias 9 e 10/7, às 15h, no Teatro João Ceschiatti, em Belo Horizonte.

Mais do que um espetáculo, a proposta é um diálogo vivo entre linguagens coreográficas distintas: de um lado, a tradição e a técnica do balé contemporâneo; do outro, a vibração urbana e identitária do passinho e do funk. Ao reunir esses dois universos em cena, a ação constrói um espaço simbólico e sensível de troca, valorizando as diferentes formas de expressão corporal como instrumento de arte, denúncia e pertencimento.

A troca entre os dois grupos tem início a partir desta segunda-feira (7/7) em uma residência artística, quando ambos se encontram em processo colaborativo. O resultado será compartilhado com o público no formato de workshop-espetáculo, seguido por uma roda de conversa com os artistas, mediada por integrante da Cia Favelinha. A atividade é gratuita e voltada a jovens a partir dos 14 anos da rede pública de ensino, além de demais interessados.

Sônia Pedroso, diretora da Cia de Dança Palácio das Artes, ressalta a importância do intercâmbio.

"Ficamos muito felizes de poder estabelecer essa troca com um grupo que tem sido referência para a juventude, atuando não apenas na prática e no ensino da dança, mas também no incentivo ao protagonismo negro e na criação de bem-estar através da cultura. Afinal, a arte é isso, essa ferramenta que nos possibilita imaginar, juntos, novas formas de expressão, de sensibilidade e de transformação social", relata a diretora.

A artista Negona Dance, dançarina e coreógrafa na Cia Favelinha, aponta que a união com a Cia de Dança Palácio das Artes é um encontro de mundos, que agora se abraçam, se misturam e se fortalecem.

"É a quebrada colando com o clássico, o funk de 'responsa' encontrando o plié, e tudo isso criando um espetáculo que fala com a molecada da escola pública, que, muitas vezes, nunca se viu representada no palco de um teatro desses", reflete a artista Negona Dance.

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Foto: Pafyeze

Histórias

A Cia Favelinha, antes conhecida como Favelinha Dance, é formada por sete intérpretes-criadores e atua desde 2015, promovendo o acesso à cultura nas periferias de Belo Horizonte por meio do funk, das oficinas de passinho e de apresentações em palcos nacionais e internacionais.

O grupo já dividiu a cena com nomes como Liniker e Karol Conká, em festivais como Sarará e Breve, e se apresentou em países como Reino Unido e França.

Já a Cia de Dança Palácio das Artes, criada em 1971, é uma das mais tradicionais companhias de dança do Brasil. Com 18 bailarinos, a CDPA desenvolve repertórios de dança contemporânea e atua em produções operísticas da FCS.

Parcerias e realização

O workshop Sobre Tons na Dança integra o programa Sobre Tons, iniciativa do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) com foco na valorização da cultura negra e no enfrentamento ao racismo.

A realização é do Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, MPMG, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) e FCS.

As atividades da FCS contam com mantenedora a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo FrediZak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal, Patrocínio da Vivo, e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne 35 espaços culturais em diálogo com o turismo e a diversidade artística de Minas Gerais.

Foto Emanuelle Oliveira Acervo SecultProgramação do Café com Tudo integra cozinha mineira, arte, inovação e economia da criatividade com foco no desenvolvimento regional (Foto Emanuelle Oliveira/Acervo Secult)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), participou, nesta quinta-feira (22/5), em Varginha, da abertura do Café com Tudo – Fórum Regional de Cultura Cafeeira da Microrregião de Varginha, que segue até sexta-feira (23/5), no Centro de Excelência em Cafeicultura do SENAR. Com entrada gratuita, o evento celebra a cultura cafeeira do Sul de Minas e promove a integração entre turismo, gastronomia, arte, cultura, inovação e economia da criatividade, com foco no desenvolvimento regional.

A programação inclui palestras temáticas, workshops, exposições fotográficas, apresentações musicais, sessões literárias com foco no café e vivências da Rota Cafés do Sul de Minas, que reúne roteiros por fazendas centenárias e patrimônios históricos da região. Durante a abertura oficial do fórum, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, ressaltou o protagonismo do café na cultura, cozinha mineira e na economia do estado, além de ressaltar o crescimento do turismo em Minas Gerais e sua importância como vetor de geração de emprego e renda.

Em seu discurso, Oliveira também falou sobre um importante projeto do governo estadual: “Estamos em fase final, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), da elaboração do dossiê para reconhecer o café como patrimônio histórico de Minas Gerais. E conto com o apoio de todos vocês para essa conquista”.

O Café com Tudo – Fórum Regional de Cultura Cafeeira da Microrregião de Varginha é uma realização do Governo de Minas, por meio da Secult-MG, em parceria com a Associação Comercial de Varginha (ACIV), Abrasel Regional Sul de Minas e o Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Varginha (SEHAV), com apoio do Sebrae Minas, Sicoob Credivar, FBHA, CCCMG, Sicredi, entre outras instituições. A iniciativa conta com recursos do Fundo Estadual de Cultura.

Rota Cafés do Sul de Minas

A rota turística foi lançada pelo Governo de Minas, por meio da Secult-MG, em 2023, durante a 35ª edição da Festuris, em Gramado (RS). Ela contempla seis municípios da região, que é a maior produtora de café do mundo. Participam desse trajeto os municípios de Três Pontas, Cambuquira, São Lourenço, Baependi, Caxambu e Cruzília. A iniciativa reforça o compromisso do Governo de Minas com a valorização das vocações regionais e o fortalecimento do turismo de experiência, unindo tradição, identidade e desenvolvimento sustentável.

A Rota Cafés do Sul de Minas reúne cerca de seis experiências turísticas relacionadas ao café: Paiol Café Boutique (Três Pontas), Fazenda Santa Quitéria (Cambuquira), Fazenda Catiguá (Cambuquira), Parque das Águas (Caxambu), Café Seival (Baependi) e Laticínios Paiolzinho (Cruzília).

 Foto David SantosExposição é inaugurada nesta sexta-feira (04/07) em Ouro Preto, e projeto Sextas Abertas será realizado no dia 11/07 em Cachoeira do Campo (Foto David Santos)

 

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) integra dois dias da programação oficial do Festival de Inverno de Ouro Preto 2025, com atividades que evidenciam a formação artística, a produção cultural local e o diálogo com a comunidade. O festival, promovido pela prefeitura de Ouro Preto, acontece entre os dias até o dia 30/07, com o tema “Entre Minas e memória, Ouro Preto vive: uma celebração da cultura popular”.

Para o presidente da instituição, Wirley Reis, estar presente na programação oficial do Festival de Inverno de Ouro Preto fortalece o papel da Faop como agente ativo na vida cultural da cidade. “Esse espaço amplia a visibilidade da Fundação, possibilitando que mais pessoas conheçam e participem das ações que desenvolvemos, além de valorizar os trabalhos realizados pelos nossos alunos e professores”, destacou.

A primeira ação da Faop será a Mostra Final dos Cursos do Núcleo de Arte & Ofícios, neste sexta-feira (04/07), às 18h, na sede do Núcleo, na Praça Antônio Dias. A exposição apresenta trabalhos produzidos por alunos de 25 cursos realizados no primeiro semestre deste ano, envolvendo turmas de diferentes idades e níveis, nas áreas de artes plásticas, visuais e música.

No dia 11/07, é a vez do distrito de Cachoeira do Campo receber uma edição especial do projeto Sextas Abertas, com oficinas, rodas de conversa, apresentações musicais e atividades culturais para todas as idades. O projeto tem como objetivo aproximar o público da arte, em um espaço de troca entre alunos, professores, moradores e visitantes.

“O inverno é um período em que Ouro Preto recebe um grande número de visitantes, e ter programações culturais durante o festival garante que a atuação da Faop seja reconhecida como parte essencial da cena artística e patrimonial do município. Estamos muito satisfeitos em contribuir com essa edição do festival e esperamos que o público venha prestigiar as atividades da Faop e toda a diversidade da programação”, disse Wirley.

Foto Consuelo de Abreu Acervo Secult 1Estado destina R$ 131,5 milhões para incentivar a cultura em todas as regiões mineiras; 60,9% das propostas vêm do interior (Foto Consuelo Abreu/Acervo Secult)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), iniciou, nesta quinta-feira (22/5), o pagamento dos projetos culturais selecionados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no estado. Com um investimento total de R$ 131,5 milhões, a iniciativa impulsiona as mais diversas expressões artísticas em todo o território mineiro, beneficiando diretamente criadores, produtores e agentes culturais. “Estamos vivendo um momento de grande potência para a cultura em Minas Gerais. A PNAB inaugura um novo ciclo de valorização das expressões artísticas do nosso povo, e este pagamento marca apenas o início de um processo que vai transformar profundamente o cenário cultural do estado”, celebra o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

A novidade se soma a outros avanços significativos nas políticas públicas para a cultura. Minas Gerais foi o primeiro estado do país a aplicar, de forma imediata e integral, a diretriz nacional que reserva 30% dos recursos da PNAB às culturas populares e tradicionais. Somente esse segmento receberá, no biênio 2024/2025, um total de R$ 85 milhões, valor que reforça o compromisso do estado com a valorização das manifestações culturais de raiz.

“Nos próximos anos, veremos um florescer sem precedentes das expressões culturais mineiras, com protagonismo para as tradições populares e para a diversidade de nossos artistas”, ressalta Leônidas de Oliveira.

Participação histórica do interior

O balanço das inscrições da PNAB em Minas Gerais revela um crescimento expressivo na participação de artistas e agentes culturais em todas as regiões. Foram registradas 18.369 inscrições, vindas de 537 municípios, o que representa um aumento de 47% no número de cidades participantes em relação à edição anterior. As ações de descentralização da política cultural promovidas pela Secult-MG têm fortalecido o acesso à cultura em todo o estado. Um dado emblemático desse processo é que 60,9% das propostas foram enviadas por proponentes do interior, o que representa uma participação histórica de agentes culturais fora da capital.

Outro destaque foi a diversidade de perfis entre os inscritos, reforçando o compromisso com a inclusão: 7.353 pessoas negras, 8.901 mulheres, 3.600 pessoas LGBTQIAPN+, 2.609 pessoas idosas, 752 pessoas com deficiência e 183 pessoas indígenas.

Democratização do acesso

Com a divulgação até o momento dos resultados finais de oito editais da Política Nacional Aldir Blanc em Minas Gerais, cerca de 4.200 projetos culturais já foram selecionados, cobrindo todas as regiões do estado e promovendo a democratização efetiva do acesso aos recursos públicos. A PNAB se consolida como um dos pilares estruturantes da política cultural de Minas Gerais, reforçando a missão do Governo do Estado de garantir acesso, diversidade, descentralização e fomento à produção cultural em todas as suas formas e territórios.

Faop Rachel FalcãoA mostra reune os trabalhos realizados em 25 cursos artísticos nas áreas de artes plásticas, artes visuais e música (Foto Rachel Falcão)

 

A Fundação de Arte de Ouro Preto apresenta, a partir desta sexta-feira (04/07), a Mostra Final dos cursos artísticos do Núcleo de Arte & Ofícios, um evento aberto ao público que apresentará as produções desenvolvidas pelos alunos ao longo do primeiro semestre de 2025. A programação terá início às 18h, na sede do Núcleo, no bairro Antônio Dias, em Ouro Preto.

A mostra reune os trabalhos realizados em 25 cursos artísticos nas áreas de artes plásticas, artes visuais e música, com turmas formadas por crianças, jovens e adultos, nos níveis iniciante, intermediário e avançado. O evento é uma oportunidade para o público conhecer de perto a diversidade de linguagens e técnicas exploradas no Núcleo de Arte & Ofícios da Faop.

Para a coordenadora do Núcleo, Rachel Falcão, a Mostra é um momento importante de celebração e partilha. “A Mostra Final dos Cursos do 1º semestre de 2025 do Núcleo de Arte & Ofícios da Faop apresenta o resultado dos processos artísticos desenvolvidos por alunos de 25 diferentes cursos nas áreas de artes plásticas, artes visuais e música, voltados para crianças a partir de 6 anos, jovens e adultos, em nível iniciante, intermediário e avançado.

É um momento de celebração desse período de convivência e aprendizado, em que os alunos têm um panorama do que produziram e o público pode conhecer um pouco melhor o que o Núcleo de Arte & Ofícios tem a oferecer”, detalha.

Além das exposições, haverá apresentações musicais ao vivo. A turma de Musicalização Infantil se apresenta às 19h, seguida pelos alunos dos cursos de Violão, às 20h. A entrada é gratuita, e todas as pessoas interessadas estão convidadas a participar.

 

Imex Frankfurt SecultMais de 3.100 expositores de 150 países e um público altamente qualificado de 12 mil profissionais do setor, a IMEX Frankfurt é vitrine de oportunidades, visibilidade e negócios (Foto Secult/Divulgação) 

 

Com o objetivo de divulgar os atrativos turísticos, culturais, gastronômicos e a infraestrutura do estado para projetos de diversos portes, Minas Gerais participa da IMEX Frankfurt 2025, entre os dias 20 e 22, na Alemanha.

Reconhecida globalmente por reunir os principais nomes do segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions), a feira é o palco ideal para promover o estado como destino estratégico para eventos internacionais, viagens de incentivo e grandes congressos.

Durante os três dias de evento, a equipe da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) realizou encontros com redes hoteleiras, operadores turísticos, companhias aéreas e organizadores de eventos, reforçando o posicionamento do estado como destino de experiências únicas, autênticas e de alto padrão.

“Estar presente na IMEX Frankfurt é uma oportunidade crucial para posicionar Minas Gerais no radar dos grandes organizadores internacionais. Com um tíquete médio elevado, o turismo de eventos tem impacto direto na economia local. Nosso objetivo é atrair investimentos, gerar negócios e fortalecer a imagem do estado no mercado global”, destaca a subsecretária de Turismo de Minas Gerais, Patrícia Moreira.

Com mais de 3.100 expositores de 150 países e um público altamente qualificado de 12 mil profissionais do setor, a IMEX Frankfurt é vitrine de oportunidades, visibilidade e negócios.

A participação de “hosted buyers” (compradores seniores) mineiros foi outro ponto de destaque, ampliando o networking e abrindo portas para novas parcerias comerciais com players internacionais.

O gerente executivo da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), Higor Freitas, que integra a equipe mineira promovendo o potencial turístico e gastronômico do estado, ressalta a importância do evento. Segundo ele, "é uma oportunidade de mostrar a força da nossa cultura, a qualidade dos nossos produtos e a hospitalidade que é a marca do povo mineiro."

A presença de Minas na IMEX 2025 reforça o compromisso do estado em se consolidar como destino competitivo no turismo de negócios, aliando infraestrutura moderna, patrimônio cultural, gastronomia premiada e hospitalidade inigualável.

 RAO9572 Ronaldo AlvesEvento em Cordisburgo (06 a 13/07) celebra a obra rosiana com debates, arte e imersão no universo literário do autor (Foto Ronaldo Alves)

Berço de João Guimarães Rosa, Cordisburgo transforma-se em um grande palco literário durante a 37ª Semana Rosiana, que acontecerá entre os dias 06 e 13/07. Com o tema “Personagens e suas lembranças, bichos e suas estórias em Guimarães Rosa”, o evento promove uma reflexão profunda sobre a relação entre humanos, animais e paisagens na obra do escritor mineiro, considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira.

A programação inclui debates, narração de estórias, caminhadas ecoliterárias, oficinas, exposições e shows, além da tradicional feira gastronômica com sabores mineiros.

O universo rosiano em foco

O tema desta edição convida o público a explorar as camadas simbólicas da obra do escritor mineiro, na qual animais e paisagens não são meros cenários, mas agentes da narrativa. Trechos como “Se olhares nos olhos de um cavalo, verás muito da tristeza do mundo” revelam a sensibilidade do autor ao retratar a conexão entre o humano e o natural.

A programação propõe diálogos sobre identidade, memória e existência, inspirando-se em personagens como Riobaldo e Diadorim, cujas trajetórias se entrelaçam com o sertão e seus bichos.

Tradição e impacto da Semana Rosiana

Criada em 1980 pela Academia Cordisburguense de Letras João Guimarães Rosa, a Semana Rosiana consolidou-se como um marco cultural, atraindo pesquisadores, artistas e turistas para a cidade. Além de difundir a literatura rosiana, o evento movimenta a economia local e destaca as riquezas de Cordisburgo: a Gruta do Maquiné (um dos cenários naturais mais impressionantes do mundo) e o Museu Casa Guimarães Rosa, espaço que preserva a história do autor.

Destaques da programação diversa e imersiva

Entre as atividades confirmadas estão: caminhadas eco-literárias com roteiros que unem natureza e trechos da obra de Rosa; narrações de estórias e performances que revivem contos como “O Burrinho Pedrês” e “A Hora e Vez de Augusto Matraga”; mesas redondas com estudiosos discutindo temas como "O sertão como personagem"; feira de artesanato e gastronomia; além da posse de novos acadêmicos e homenagens pela Câmara Municipal.

Confira a programação completa neste link.

Museu Casa Guimarães Rosa

Inaugurado em 1974, o Museu Casa Guimarães Rosa está instalado na casa onde Guimarães Rosa nasceu e viveu os primeiros anos de sua infância (1908 – 1917). O edifício é composto pela residência onde a família Guimarães Rosa habitava e pela venda mantida pelo pai do escritor, “seu” Florduardo, ou simplesmente “seu Fulô”.

A instituição dedica-se à preservação da memória biográfica e literária de um dos maiores escritores da literatura nacional. Os documentos, fotografias e objetos do acervo do Museu refletem aspectos da vida pessoal de Guimarães Rosa, além de sua atuação profissional como médico, escritor e funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

Atualmente, o Museu Casa Guimarães Rosa exibe a exposição de longa duração Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos, que proporciona uma imersão nos espaços residenciais da Família Guimarães Rosa e na literatura de seu membro mais ilustre. O universo rosiano e sertanejo se mesclam oferecendo ao público uma mostra da genialidade de Guimarães Rosa como escritor, médico, cônsul, pai, filho, marido e membro da Academia Brasileira de Letras.

Serviço:

37ª Semana Rosiana - “Personagens e suas lembranças, bichos e suas estórias em Guimarães Rosa”
Data: 06 a 13 de julho de 2025
Local: Museu Casa Guimarães Rosa ( Rua Padre João, 744 – Cordisburgo/MG)
Entrada: Gratuita (algumas atividades requerem inscrição prévia)

 

Catas Altas Crédito Xará Acervo Secult“Aulões para Gestores Municipais de Turismo” ficarão acessíveis de forma contínua (Foto Xará/Secult)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e sua Diretoria de Capacitação e Qualificação, acaba de dar mais um importante passo para fortalecer o turismo em todo o estado. Os conteúdos dos “Aulões para Gestores Municipais de Turismo”, que reuniram a equipe da Secult em encontros virtuais e ao vivo entre 25 de fevereiro e 8 de abril deste ano, estão agora disponíveis de forma gratuita e aberta ao público na plataforma EaD da Secult-MG. O conteúdo permanecerá acessível de forma contínua, permitindo que gestores, equipes técnicas e demais interessados no desenvolvimento do turismo possam utilizar esse material como um valioso instrumento de aprendizado e apoio à gestão pública.

Conduzidos pela equipe da Subsecretaria de Turismo, os oito encontros temáticos abordaram eixos estratégicos cruciais para o desenvolvimento de políticas públicas de turismo nos municípios mineiros. A iniciativa reforça o seu compromisso com a capacitação permanente dos profissionais do setor, o fortalecimento institucional dos municípios e a valorização dos gestores locais. Os “Aulões para Gestores Municipais de Turismo” alcançaram um sucesso notável, reunindo 3.223 participantes ao longo dos encontros, com representantes de 15 estados brasileiros e de 384 municípios mineiros. Além da presença de todas as regiões do Brasil, o projeto teve alcance internacional, com a presença de gestores públicos de Moçambique.

A qualidade do conteúdo foi amplamente reconhecida, com 79% dos participantes avaliando os encontros como “excelente”, 95% atestando a relevância para a atuação municipal e 98% expressando o desejo de participar de futuras edições. Esses dados reforçam a importância da capacitação contínua, do intercâmbio de experiências e do suporte técnico para a gestão turística em todas as instâncias governamentais.

Conteúdo rico e diverso

Os aulões abordaram temas fundamentais para a gestão do turismo municipal, oferecendo um panorama completo e atualizado sobre as políticas e ferramentas disponíveis. Em oito encontros os temas abordados foram: Políticas Públicas de Turismo e ICMS Turismo, Política de Regionalização, Cadastur, Elaboração de Produtos e Rotas e Inventário Turístico, Comercialização e Promoção, Dados do Turismo, Capacitação e Qualificação para o Turismo e, por fim, Atração de Investimentos para o Turismo – Invest Minas.

Como acessar

Para acessar este rico material de capacitação, os interessados devem seguir alguns passos simples: acesse a Plataforma EaD da Secult-MG através do link ead.secult.mg.gov.br; faça login utilizando seu e-mail/usuário e senha; os vídeos dos aulões estarão disponíveis logo na página inicial da plataforma, prontos para serem assistidos.

foto Divulgação Museu dos MilitaresMostra gratuita celebra a trajetória da Polícia Militar de Minas Gerais e se encerra nesta sexta-feira (Foto Divulgação Museu dos Militares)

 

A exposição “PMMG 250 anos: Presença que protege”, que celebra os 250 anos da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a mais antiga corporação do Brasil, está em sua última semana no Museu dos Militares Mineiros, que integra o Circuito Liberdade. A mostra segue em cartaz até esta sexta-feira (04/07), com entrada gratuita.

A exposição apresenta um acervo cuidadosamente selecionado, composto por fardamentos históricos, objetos simbólicos, documentos, fotografias e registros audiovisuais. Cada elemento ajuda a contar capítulos importantes da trajetória da PMMG, desde seus primeiros passos no período colonial até os desafios e transformações enfrentados na contemporaneidade.

Ao percorrer a exposição, o visitante poderá observar como a atuação da Polícia Militar se moldou ao longo dos séculos, acompanhando as mudanças sociais, políticas e culturais do estado e do país. Os fardamentos, por exemplo, evidenciam as evoluções estéticas, técnicas e simbólicas que marcaram cada época, enquanto os objetos e registros históricos revelam o cotidiano, as missões e os valores cultivados pela corporação. É uma narrativa visual e sensorial que destaca a conexão profunda entre a PMMG e a sociedade mineira, fortalecida ao longo de gerações.

Mais do que apresentar artefatos antigos, a exposição busca despertar reflexões sobre identidade, memória e compromisso com a cidadania. Ao reverenciar o legado da corporação, especialmente sob a figura de seu patrono, o Alferes Tiradentes — ícone da luta pela liberdade —, a mostra reforça a importância de preservar e valorizar a história como ferramenta de compreensão do presente e inspiração para o futuro. Trata-se de uma experiência enriquecedora, tanto para quem deseja conhecer melhor a Polícia Militar quanto para aqueles que se interessam pela história de Minas Gerais e do Brasil.

 Museu dos Militares Mineiros

Inaugurado em 2014, o Museu dos Militares Mineiros faz parte do Circuito Liberdade e apresenta a história, a memória e a cultura das corporações militares mineiras, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Além disso, propõe uma reflexão sobre o papel destas corporações no cotidiano dos cidadãos e na reafirmação de elementos essenciais para a identidade mineira.

Entre as peças em exposição estão uniformes, medalhas, armamentos, fotografias, instrumentos musicais, viaturas e equipamentos de campanhas, além de alguns documentos importantes não só para as corporações, mas para a cultura de Minas.

Serviço:

"PMMG 250 anos: Presença que protege"
Período de visitação: até sexta-feira (04/07)
Horário de funcionamento: das 11h às 17h
Local: Museu dos Militares Mineiros (Rua dos Aimorés, 698, Funcionários)

foto SecultIniciativas divulgadas durante o evento valorizam a vitivinicultura, o ecoturismo e o trabalho desenvolvido pela agricultura familiar 

Minas Gerais segue se consolidando como referência em inovação no enoturismo e na valorização do campo. Nesta quarta-feira (21/5), durante a Wine Trade Fair São Paulo 2025, o estande do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), foi palco do lançamento de três importantes iniciativas: o projeto Território dos Vinhos, o Catálogo Ruralidade Viva e o Projeto É do Campo, todos voltados ao fortalecimento do turismo rural, da agricultura familiar e do mercado vitivinícola no estado.

Território dos Vinhos: uma nova geografia do enoturismo
Apresentado pela Codemge, o projeto Território dos Vinhos propõe uma abordagem inovadora: ao invés de uma rota única, Minas apresenta múltiplos territórios do vinho, valorizando as especificidades de cada região. A iniciativa abrange oito áreas distintas do estado, como a Zona da Mata, Sul/Sudoeste, Triângulo Mineiro, Jequitinhonha e Campo das Vertentes, combinando vinícolas artesanais, patrimônio histórico, paisagens naturais e experiências autênticas com a hospitalidade mineira.

“Não há uma rota do vinho em Minas, há muitos mundos. Cada garrafa é uma expressão da alma mineira e da diversidade da nossa terra”, afirmou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Além de enaltecer o terroir mineiro e a técnica da dupla poda, o projeto busca promover o enoturismo como vetor de desenvolvimento sustentável, gerando emprego e renda no interior do estado.

Ruralidade Viva: turismo de experiência e valorização da agricultura familiar
Desenvolvido pela Emater-MG, o Catálogo Ruralidade Viva apresenta 137 propriedades rurais abertas à visitação, oferecendo experiências que vão da colheita de frutas às vivências gastronômicas, trilhas, cavalgadas, turismo agroecológico e circuitos de cachoeiras. A proposta é conectar o visitante à essência do campo mineiro, aliando turismo, natureza e tradição.

“Essa é uma política pública que capacita, acompanha e incentiva os produtores a desenvolverem o turismo dentro de suas propriedades, agregando valor e diversificando sua renda”, explicou Thatiana Daniella Moura Garcia, coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG.

É do Campo: inclusão digital para o produtor rural
Também apresentado pela Emater, o projeto É do Campo promove a inserção da agricultura familiar no comércio eletrônico. Com 116 lojas virtuais ativas e mais de 900 produtos cadastrados, a plataforma permite que pequenos produtores comercializem diretamente com o consumidor, fortalecendo sua autonomia econômica e a presença no mercado digital.

“É uma política pública voltada ao desenvolvimento rural sustentável por meio da organização econômica e do fortalecimento dos negócios das famílias do campo”, destacou Thiara Vieira Viggiano Fernandes, coordenadora técnica estadual da Emater-MG.

Cultura, sabor e tradição mineira em destaque
A programação desta quarta-feira também contou com ações da Cozinha Viva, com pratos assinados pelos chefs Maria Clara Magalhães e Matheus Ramalho, e drinques preparados ao vivo pelo mixólogo Leo Gomes no Balcão Pinga & Prosa, combinando cachaça e vinho mineiros com sabores regionais.

A presença das cachaçarias mineiras associadas ao SindBebidas, como Divina Cana, Colombina, Tiê, Galeão e a inovadora Xá de Cana, complementa a diversidade e a força do setor de bebidas do estado.

A participação do Governo de Minas na Wine Trade Fair São Paulo é realizada por meio da Secult-MG e da Codemge, com apoio da Emater-MG, Epamig, Sebrae Minas, SindVinho-MG, Associação de Produtores de Uva e Vinho de Minas Gerais e SindBebidas.

Serra de Canta Galo Geisy FariaAo todo, serão 710 vagas com inscrições gratuitas; aulas serão realizadas na modalidade Ensino a Distância (Foto Geisy Faria)

 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de MInas Gerais e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), por meio do Programa Rotas do Conhecimento, abrem inscrições para dois novos cursos de capacitação na área do Turismo. O primeiro deles é Turismo de Aventura: Técnicas e Boas Práticas para Profissionais e o segundo Gestores e Captação de Recursos no Turismo: Estratégias Eficazes para o Desenvolvimento.

O curso Turismo de Aventura: Técnicas e Boas Práticas para Profissionais e Gestores, que oferece 260 vagas, pretende capacitar gestores e profissionais do setor para a gestão segura, sustentável e eficiente do turismo de aventura, compreendendo aspectos técnicos, normativos e operacionais.

Já o curso Captação de Recursos no Turismo: Estratégias Eficazes para o Desenvolvimento, com 450 vagas, visa capacitar profissionais a identificar, acessar e utilizar fontes de financiamento público e privado para viabilizar projetos e ações no setor turístico, fortalecendo o desenvolvimento local e regional.

Os cursos são gratuitos e serão realizados na modalidade Ensino a Distância (EaD), com carga horária de 40 horas. Podem se inscrever qualquer pessoa interessada com idade mínima de 16 anos, ensino fundamental completo e residente em município de Minas Gerais. Ao final do curso, os participantes receberão certificado de conclusão.

As inscrições estão abertas do dia 30/06 até o dia 28/07/2025 e as aulas ocorrerão de 04/08 a 07/09/2025. A seleção dos candidatos será por meio de sorteio eletrônico, conforme critérios estabelecidos no edital. Mais informações podem ser obtidas e as inscrições realizadas no portal ifsuldeminas.edu.br.

mostraCAP TunayXavier“Antes de Mim, Falaram os Meus Ancestrais” reúne produções de artistas indígenas e não indígenas inspiradas nas vivências e memórias das famílias Pataxó Ha Hã Hãe em Minas Gerais (Foto Tunay Xavier)

 

O Centro de Arte Popular, em Belo Horizonte, inaugura nesta quinta-feira, 22 de maio, a exposição “Antes de Mim, Falaram os Meus Ancestrais”, que convida o público a mergulhar na potência estética e simbólica das culturas indígenas contemporâneas. Com entrada gratuita, a mostra apresenta mais de 20 obras criadas por seis artistas mineiros — Cacique Paulino Aranã, João Aranã Moreira Índio (João Índio), Márcia Martins, Marlene Aranã, Mônica Mendes e Tânia Caçador — por meio de técnicas diversas como pintura a óleo, aquarela, lápis de cera, técnica mista e instalações.

A mostra é fruto de um projeto que buscou ouvir as vozes das famílias indígenas Pataxó Ha Hã Hãe que engloba diversas etnias: Aranã, Maxacali, Kamakã, Tupinambá, Kariri-Sapuyá, Gueren, que vivem nos municípios de Esmeraldas e Juatuba, com o objetivo de tornar visível para o público em geral onde vivem essas famílias, como trabalham, como mantém suas tradições culturais mesmo distantes de suas terras, como dialogam com a comunidade de não indígenas do entorno, o que produzem artisticamente, como se veem e qual a sua cosmovisão.

Aglutinar diferentes percepções dos saberes/fazeres indígenas para os não-indígenas, foi um exercício criativo árduo, mas enriquecedor e urdiu: o poder das ervas curativas, as pinturas corporais e os voos dos pássaros, como exuberâncias temáticas jorradas dos ventres das artistas Márcia Martins, Mônica Mendes e Tânia Caçador, interconectadas como em um ritual de passagem.

A exposição “Antes de Mim, Falaram os Meus Ancestrais” segue em cartaz até o dia 29 de junho de 2025, no Centro de Arte Popular, com visitação gratuita.

SOBRE OS ARTISTAS:

Cacique Paulinho Aranã - artista visual nascido em Araçuaí no Vale do Jequitinhonha/MG, homeopata formado pela Universidade Federal de Viçosa/MG, tem participado de Feiras culturais.

João Aranã Moreira Índio (João Índio) - artista visual, nascido em Araçuaí, Vale do Jequitinhonha/MG, tem participado de feiras e eventos culturais.

Márcia Martins - artista visual, natural de Belo Horizonte, bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard/UEMG. Participa de feiras e exposições coletivas. Atualmente, participa do ateliê do Jambreiro, sob a coordenação de Abílio Abdo.

Marlene Aranã - artista visual indígena, natural de Coronel Murta no Vale do Jequitinhonha/MG, tem participado de feiras e eventos culturais.

Mônica Mendes - artista visual, natural de Belo Horizonte, obteve seu título de Master Degree of Fine Arts em Painting, em 2016, pela Academy of Art University,em São Francisco, EUA. É cofundadora do projeto social sem fundos lucrativos, Atelier Without Borders, em Miami. Tem participado de Feiras e exposições de artes.

Tânia Caçador - artista visual, natural de São João Nepomuceno/MG, atualmente vive em Belo Horizonte. É formada em Artes Plásticas pela Escola Guignard/UEMG e em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá/BH. Integra o Atelier do Jambreiro sob a coordenação de Abílio Abdo desde 2007, tendo participado de diversas Feiras e exposições coletivas.

Orange Matos Feitosa - curadora, natural de Manaus/Am, doutora em História social pela Universidade de São Paulo, atuou como Gestora Cultural e Curadora de Artes na Galeria Labyrinthus, em Belo Horizonte. Dedica-se a Pesquisa em História dos povos originários do Brasil, em Curadoria de Artes e História da Arte.

SERVIÇO:
Exposição ”Antes de mim, falaram os meus ancestrais”
Curadoria: Orange Matos Feitosa
Abertura: 22 de maio de 2025, às 10h
Período de visitação: até 29 de junho de 2025
Horário de visitação: 3ª a 6ª: das 12h às 18h30; sáb., dom., e feriados: das 11h às 17h
Local: Centro de Arte Popular (Rua Gonçalves Dias, 1.608 – B. Lourdes)

mostraCAP TunayXavier“Antes de Mim, Falaram os Meus Ancestrais” reúne produções de artistas indígenas e não indígenas inspiradas nas vivências e memórias das famílias Pataxó Ha Hã Hãe em Minas Gerais (Foto Tunay Xavier)

 

O Centro de Arte Popular (CAP), integrante do Circuito Liberdade, convida o público para conferir os últimos dias das exposições temporárias "Antes de Mim, Falaram os Meus Ancestrais" e "Das Margens à Fonte", que encerram neste domingo, 29/06. Ambas celebram a diversidade cultural e a potência da arte como expressão de identidade, memória e transformação social.

“Antes de mim, falaram os meus ancestrais” ecoa vozes indígenas em obras de forte expressão visual

A exposição convida o público a mergulhar na potência estética e simbólica das culturas indígenas contemporâneas. Com curadoria de Orange Matos Feitosa, a mostra apresenta mais de 20 obras criadas por seis artistas mineiros — Cacique Paulinho Aranã, João Aranã Moreira Índio (João Índio), Márcia Martins, Marlene Aranã, Mônica Mendes e Tânia Caçador — por meio de técnicas diversas como pintura a óleo, aquarela, lápis de cera, técnica mista e instalações.

A mostra é fruto de um projeto que buscou ouvir as vozes das famílias indígenas Pataxó Ha Hã Hãe que engloba diversas etnias: Aranã, Maxacali, Kamakã, Tupinambá, Kariri-Sapuyá, Gueren, que vivem nos municípios de Esmeraldas e Juatuba, com o objetivo de tornar visível para o público em geral onde vivem essas famílias, como trabalham, como mantém suas tradições culturais mesmo distantes de suas terras, como dialogam com a comunidade de não indígenas do entorno, o que produzem artisticamente, como se veem e qual a sua cosmovisão.

"Das Margens à Fonte", de Caio Ronin, retrata o cotidiano poético do Bairro Nova Conquista, em Santa Luzia

Com pinturas que equilibram delicadeza e potência, a mostra é um tributo visual ao Bairro Nova Conquista, em Santa Luzia, onde o artista vive e se inspira. Suas pinturas capturam cenas urbanas cheias de sensibilidade, refletindo sobre identidade, comunidade e o futuro das periferias.

Do mural ao cavalete, Caio Ronin vem desenvolvendo suas habilidades de forma independente. Mesclando à sua sensibilidade o urbano e a tradição – grafite, breaking, rap, funk, congadas e benzimentos – o artista trabalha em torno de retratos, elementos populares, plantas e animais, dando-lhes novos significados.

Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular apresenta um amplo panorama de obras que privilegiam a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho de criadores que traduzem no barro, na madeira e em outros materiais o universo em que vivem. Sua edificação principal foi construída para uso residencial na década de 1920, tendo sido também a sede do antigo Hospital São Tarcísio.

No ano de 2012, a edificação foi adaptada para abrigar o CAP, onde o público pode conhecer obras de artistas de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto, Sabará e outras, entrando em contato com elementos representativos da pluralidade da cultura mineira. O edifício possui quatro salas de exposição permanente, uma para exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e ainda um pátio interno.

Circuito Liberdade

O Circuito Liberdade conta com 35 equipamentos integrados, reunindo diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos espaços do Circuito buscam o desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades. O Circuito Liberdade tem gestão da Fundação Clóvis Salgado, uma autarquia da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

SERVIÇO:
Exposições ”Antes de mim, falaram os meus ancestrais” e “Das margens à fonte”
Período de visitação: até 29 /06 (domingo)
Horário de visitação: 6ª, das 12h às 18h30; sáb. e dom., das 11h às 17h
Local: Centro de Arte Popular (Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes)

foto minasbeachparkEstado é o segundo do país com maior número de hotéis em desenvolvimento, somando 21 projetos, atrás apenas de São Paulo (Foto Minas Beach/Divulgação)

O setor hoteleiro brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, e Minas Gerais desponta como protagonista desse movimento. Segundo o Panorama da Hotelaria Brasileira 2025, elaborado pela Hotel Invest, o estado é o segundo do país com maior número de hotéis em desenvolvimento, somando 21 projetos, atrás apenas de São Paulo (37). Minas Gerais supera destinos turísticos consolidados como Rio de Janeiro (8) e Bahia (7), afirmando-se como um dos principais polos de atração de investimentos hoteleiros do Brasil.

A tendência nacional aponta para uma concentração no Sudeste, que abriga 50% de todos os novos empreendimentos hoteleiros, com destaque para a interiorização das ofertas: 73% dos projetos estão fora das capitais. Minas se alinha perfeitamente a esse movimento, com investimentos em todas as regiões do estado, do Sul ao Norte, do Mar de Minas à Cordilheira do Espinhaço.

Entre os principais empreendimentos de alto padrão em território mineiro, destacam-se:

- Vila Galé Collection Ouro Preto – Primeiro hotel da rede portuguesa em Minas, internacionalizando o turismo cultural da cidade histórica.
- Eko Resort Canastra – Nova referência do turismo de natureza e de experiências no Brasil.
- Minas Beach Resort, em Raul Soares – Expansão de um dos maiores complexos aquáticos da Zona da Mata.
- Rede Fasano, na região de Tiradentes – Projeto ligado ao turismo de luxo e à valorização do patrimônio histórico.
- Investimentos no Mar de Minas, no Circuito Liberdade, na Serra do Cipó, em Brumadinho, Caxambu e Poços de Caldas – Consolidando o turismo sustentável e regionalizado.

“Minas se preparou para crescer. Hoje, temos segurança jurídica, um ambiente favorável para o investimento e um planejamento estratégico que integra infraestrutura, cultura e turismo. A confiança dos investidores é o maior sinal de que estamos no caminho certo”, destaca o governador Romeu Zema.

Com empreendimentos que combinam sofisticação, hospitalidade e autenticidade, Minas Gerais vive um boom hoteleiro inédito, conectado ao avanço da infraestrutura, à valorização da cultura e à força da gastronomia mineira.

“Minas Gerais vive hoje o seu maior ciclo de prosperidade no turismo. A chegada de grandes redes, nacionais e internacionais, mostra que a economia da criatividade e da hospitalidade se tornou central na nova matriz de desenvolvimento do estado. Estamos transformando o turismo em política de Estado, com impacto direto em emprego, renda e imagem internacional”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Em 2025, o setor hoteleiro brasileiro deve investir R$ 10,6 bilhões em novos projetos, representando um crescimento de 7,8% em relação a 2024. O levantamento mostra ainda que apenas 24% dos projetos estão em capitais, e que o interior tornou-se o novo centro dinâmico da hotelaria brasileira.

Com essa nova fase, Minas Gerais consolida-se como destino estratégico da nova hotelaria brasileira – uma hotelaria voltada para a experiência, a sustentabilidade e a valorização do território.

Tutu com Tacaca creditos para Iana DomingosJardins do Palácio da Liberdade vão virar uma pista com vários ritmos nos dias 27 a 29 deste mês; evento gratuito reúne carimbó, forró pé de serra, brasilidades e DJs (Foto Iana Domingos)

 

A terceira edição do Arraiá da Liberdade, que acontece entre os dias 27 e 29 de junho de 2025, promete transformar os jardins do Palácio da Liberdade em um grande arraial de cores e de ritmos. Com entrada gratuita, a festa, realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e Fundação Clóvis Salgado, e Cemig, traz uma curadoria musical que valoriza a diversidade de ritmos e sotaques do país.

Os shows vão do carimbó paraense ao forró pé de serra mineiro, passando por sons autorais, releituras de clássicos e sets dançantes de DJs. Além de shows, estão na programação quadrilhas, oficinas, projeções visuais e outras atrações culturais que celebram a cultura dessa festa popular brasileira.

O evento integra o Minas Junina e faz parte do calendário do Ano Mineiro das Artes (AMA 2025) e conta com o patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A realização é da Nossa Senhora das Produções.

O grupo Tutu com Tacacá abre a festa na sexta-feira, 27/6, se destacando pela mistura original entre o Norte e o Sudeste do Brasil. Criado em 2016, o coletivo traz ao palco um carimbó com tempero mineiro, misturando batuques paraenses e melodias locais em um show vibrante, que celebra o Brasil profundo com inventividade e identidade.

Outra atração muito esperada é Izabella Brant, que se apresenta no sábado. Ex-vocalista da banda Menina do Céu, ícone do forró universitário mineiro nos anos 2000, a cantora retorna aos palcos com nova roupagem, unindo referências de Gonzagão, Elba Ramalho e Zé Ramalho a brasilidades contemporâneas e canções autorais.

Representando o tradicional forró pé de serra, o Pisa na Fulô promete animar o público no domingo, com um repertório dançante que passeia entre o xote, o baião e o arrasta-pé. Fundado em 2015, o grupo é conhecido como um dos blocos de forró mais queridos de Belo Horizonte, com uma performance cheia de alegria, chamego e tradição nordestina.

Completando a programação, a banda Papauê, em parceria com o projeto Gato do Entardecer, leva ao Arraiá a folia afetiva do bloco Gato Escaldado, conhecido por animar o carnaval belo-horizontino. O show reúne músicos experientes como Juninho Papauê e Amanda Rocha nos vocais, e promete um clima de celebração coletiva, misturando tradição junina, alegria e muito ritmo mineiro.

Além dos shows ao vivo, o Arraiá da Liberdade 2025 contará com sets animados de DJ Rodrigo, DJ Naty e DJ Débora, que assumem as pick-ups entre uma apresentação e outra, mantendo o clima de festa aceso durante toda a programação.

PROGRAMAÇÃO – ARRAIÁ DA LIBERDADE 2025
Jardins do Palácio da Liberdade – Entrada gratuita

SEXTA – 27/06 | 18h às 22h
18h – Abertura oficial do Arraiá
18h – DJ Dejota Rodrigo
18h15 – Exibição do minidoc “De Minas à Paris!” – A história da Chita
18h30 – Quadrilha profissional – Milho Verde
19h – Projeção mapeada na fachada do Palácio (Instalação visual do Projeto Gato do
Entardecer)
19h Show Junino do bloco Gato Escaldado
20h30 – Show: Tutu com Tacacá – “Carimbó paraense com jeitinho mineiro”

SÁBADO – 28/06 | 14h às 22h
14h – DJ Naty – seleção de forró e clássicos juninos
14h – Abertura do espaço e da exposição “A História da Chita”
14h30 – Oficina de reciclados: “Painel da Chita” com Art Dojo
17h – Quadrilha profissional – Junina Tradição Mineira
17h30 – Minidoc “De Minas à Paris!”
18h – Exibição do doc “Caminho da Roça”
19h30 – Quadrilha profissional – Junina Florescer
20h30 – Show: Pisa na Fulô – Forró pé de serra e tradição junina de BH

DOMINGO – 29/06 | 14h às 20h
14h - DJ Débora
14h – Abertura do espaço e da exposição “A História da Chita”
14h30 – Exibição do minidoc “De Minas à Paris!”
15h – Roda de conversa: A Chita e a cultura mineira
15h30 – Exibição do doc “Caminho da Roça”
16h – Quadrilha profissional – São Mateus
17h30 – Quadrilha profissional – Pipoca Doce
18h – Show: Izabella Brant – nova fase da cantora que marcou o forró universitário
19h30 – Encerramento Quadrilhão – Sangê de Minas

Serviço

ARRAIÁ DA LIBERDADE 2025
Data: 27 a 29 de junho, sexta a domingo
Local: Jardins do Palácio da Liberdade – Praça da Liberdade - Belo Horizonte
Entrada gratuita
Mais informações: @arraialiberdade

 

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) informa que, após a divulgação do resultado preliminar do Edital PNAB 05/2024 – Chamamento Público: Capacitações, foi necessário realizar uma revisão completa e detalhada das inscrições, a fim de garantir o cumprimento integral das diretrizes estabelecidas pelo Conselho Estadual de Política Cultural (CONSEC) e pela legislação vigente.

Durante a conferência das inscrições, foi identificada a participação indevida de proponentes nas linhas de repasse destinadas exclusivamente às Organizações da Sociedade Civil (OSC) — conforme definido em escutas públicas promovidas pelo CONSEC e amplamente divulgadas em nossos canais oficiais.

Em respeito à legalidade e à transparência do processo, foram desconsideradas todas as inscrições que não atendiam ao critério de pessoa jurídica sem fins lucrativos, seguindo os seguintes parâmetros:

Verificação dos cadastros no portal oficial das OSC: https://mapaosc.ipea.gov.br

Referência ao Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC): Lei nº 13.019/2014

Ressaltamos que o resultado final já se encontra disponível e é o único válido para fins de habilitação dos projetos. O processo de documentação e demais etapas está em curso por meio da Plataforma Descentra Cultura.

A Secult-MG agradece a todos(as) os(as) agentes culturais pelo empenho e dedicação ao longo do processo seletivo. Reiteramos nosso compromisso com a legalidade, a inclusão e o fortalecimento das políticas públicas culturais em Minas Gerais.

Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos adicionais, nossa equipe está à disposição pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

IMG 7047 Lucas GilFesta toma conta dos jardins do Palácio da Liberdade neste fim de semana com mais de 20 barraquinhas gastronômicas (Foto Lucas Gil)

 

Milho verde, canjica, pipoca, caldos, pamonha, curau, pastel, feijão tropeiro, torresmo, quentão e doces artesanais: o Arraiá da Liberdade 2025 promete ser uma verdadeira festa para os sentidos, especialmente para o paladar. De 27 a 29 de junho, sexta a domingo, os jardins do Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, recebem uma das festas juninas mais tradicionais e completas de Minas Gerais. Com entrada gratuita, o evento reúne mais de 20 barraquinhas gastronômicas, além de shows de forró, quadrilhas, oficinas, projeções visuais e outras atrações culturais que celebram a cultura dessa festa popular brasileira.

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e Fundação Clóvis Salgado, e a Cemig apresentam o Arraiá da Liberdade 2025. O evento integra o Minas Junina e faz parte do calendário do Ano Mineiro das Artes (AMA 2025) e conta com o patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A realização é da Nossa Senhora das Produções.

Comidas típicas

A praça de alimentação é um dos grandes atrativos do evento, trazendo sabores que aquecem o inverno e a memória afetiva dos mineiros. O milho, protagonista das festas juninas, aparece em diversas versões nas barracas Thamires Tudo de Milho e Olivia’s Gourmet, com pamonha, curau, mingau, bolo de milho, canjica e outras receitas que mantêm viva a tradição caipira.

No setor de salgados, os visitantes vão encontrar os pastéis variados da Pastel Trem de Minas e do Boladão Pastéis, os caldos bem temperados da C Simão Caldos e da Uai Delícia Caldos, e os tradicionais espetinhos do Bocão Churrasquinho e do Ney Espetinho. Não faltam também os hambúrgueres artesanais da Annaká, os pratos diversos da Sabores da Loura, o feijão tropeiro da Cozinha Mineira, o pão com pernil do Hora Lanche, os hot dogs gourmet do Prensadão e o inconfundível torresmo da Delicie Torresmo.

Para adoçar o arraiá, os doces artesanais da Lane Aguiar, os queijos e cachaças do Armazém A Mineira (com duas barracas), os churros da Kiel (em três carrinhos) e as pipocas da Pipoca Raiz (dois carrinhos) vão agradar públicos de todas as idades. Nas bebidas, o público conta com o Bar Kombina Beach, o Empório do Vinho e Drinks e a Chopperia Gotter, com opções que vão de quentão e vinho quente aos drinks autorais e chope artesanal.

História da Chita

Mais do que gastronomia, o Arraiá da Liberdade é um mergulho na cultura popular. O evento conta com shows musicais, quadrilhas profissionais, exposições, oficinas, cortejos e intervenções visuais. Um dos destaques é o projeto Gato do Entardecer, que traz projeções mapeadas, instalações com painéis reciclados, oficinas com chita e a apresentação do bloco Gato Escaldado.

A exposição “A História da Chita”, com curadoria comunitária, valoriza o tecido símbolo das festas populares e sua origem mineira, destacando as tecelagens de Caetanópolis e homenageando Clara Nunes, que trabalhou em uma das fábricas. A mostra inclui fotos, tecidos antigos e o minidocumentário inédito “De Minas à Paris!”.

Outro destaque é o documentário “Caminho da Roça”, que será exibido diariamente e retrata o papel das festas juninas na formação da identidade cultural mineira.

PROGRAMAÇÃO – ARRAIÁ DA LIBERDADE 2025

Jardins do Palácio da Liberdade – Entrada gratuita

SEXTA – 27/06 | 18h às 22h

18h – Abertura oficial do Arraiá
18h – DJ Dejota Rodrigo
18h15 – Exibição do minidoc “De Minas à Paris!”
18h30 – Quadrilha profissional – Milho Verde
19h – Projeção mapeada – Projeto Gato do Entardecer
19h – Show Junino do bloco Gato Escaldado
20h30 – Show: Tutu com Tacacá – “Carimbó paraense com jeitinho mineiro”

SÁBADO – 28/06 | 14h às 22h

14h – DJ Naty – seleção de forró e clássicos juninos
14h – Abertura da exposição “A História da Chita”
14h30 – Oficina: “Painel da Chita” com Art Dojo
17h – Quadrilha profissional – Junina Tradição Mineira
17h30 – Minidoc “De Minas à Paris!”
18h – Exibição do doc “Caminho da Roça”
19h30 – Quadrilha profissional – Junina Florescer
20h30 – Show: Pisa na Fulô – Forró pé de serra

DOMINGO – 29/06 | 14h às 20h

14h – DJ Débora
14h – Abertura da exposição “A História da Chita”
14h30 – Exibição do minidoc “De Minas à Paris!”
15h – Roda de conversa: A Chita e a cultura mineira
15h30 – Exibição do doc “Caminho da Roça”
16h – Quadrilha profissional – São Mateus
17h30 – Quadrilha profissional – Pipoca Doce
18h – Show: Izabella Brant – nova fase da cantora
19h30 – Encerramento com o Quadrilhão – Sangê de Minas

Serviço

Arraiá Da Liberdade 2025
27 a 29 de junho (sexta a domingo)
Jardins do Palácio da Liberdade – Praça da Liberdade – Belo Horizonte
Entrada gratuita
Mais informações: @arraialiberdade

quitandas DanielSilva                   Em sua 25ª edição, evento valoriza os sabores regionais e o trabalho das famílias que preservam receitas por gerações (Foto Daniel Silva)

Congonhas, cidade histórica e Patrimônio Cultural da Humanidade, viveu, no último fim de semana, a doce celebração da cultura mineira com a realização da 25ª edição do Festival Quitandas de Congonhas. O evento, que reuniu milhares de visitantes e expositores de diversas regiões do estado, reafirmou o valor das quitandas como expressão autêntica da nossa identidade, da nossa memória afetiva e da força da cozinha popular de Minas Gerais.

“O festival é instrumento de preservação da cultura alimentar mineira, o sucesso da edição deste ano contribui não apenas para a promoção da cozinha mineira, mas também para a geração de renda e desenvolvimento sustentável das comunidades locais”, ressalta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

“Mais do que um evento, o Festival Quitandas de Congonhas é um encontro com as raízes de Minas, um convite à partilha e à mineiridade”, acrescenta Oliveira.

Ao longo dos dias de festival, a cidade se transformou em um grande palco de sabores, aromas e histórias, exaltando o talento das quitandeiras e a ancestralidade das receitas passadas de geração em geração. Broas, bolos, biscoitos, pães de queijo, roscas e compotas encantaram o público, promovendo a valorização da economia da criatividade, do turismo de experiência e da agricultura familiar.

Com uma programação cultural diversificada, oficinas, apresentações musicais e rodas de conversa, o Festival Quitandas mostrou que Minas é terra onde tradição e inovação caminham juntas. A realização do evento fortalece o posicionamento de Minas Gerais como referência na gastronomia nacional, destacando Congonhas como um destino acolhedor, de fé, arte e sabores.

 

DJI 0626 foto Prefeitura Sao Joao del ReiMais de 400 mil turistas circularam pelo estado, impulsionando a economia e consolidando Minas Gerais como destino em alta no Brasil (Foto Prefeitura São João del-Rei)

 

O feriado de Corpus Christi (19 a 22/6) trouxe resultados expressivos para o turismo de Minas Gerais. Segundo dados do Observatório do Turismo de Minas Gerais, que integra a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult/MG), a ocupação média da hotelaria chegou a 79% nos principais polos turísticos do estado. Além disso, o fluxo de passageiros no BH Airport cresceu 38,8% em relação ao mesmo período de 2023, refletindo o aumento da conectividade e o fortalecimento de Minas Gerais como hub nacional e internacional.

A estimativa é de que mais de 400 mil turistas tenham circulado pelo território mineiro durante o feriado. O número foi projetado com base nos dados detalhados dos municípios monitorados, que registraram mais de 129 mil visitantes, aliados às médias de ocupação e à capacidade hoteleira do estado, que soma 853 municípios e mais de mil distritos no mapa turístico.

Altas taxas de ocupação

Destinos turísticos de diferentes perfis apresentaram ótimos resultados. Camanducaia, que recebeu 42 mil visitantes, e São João del-Rei registraram 95% de ocupação hoteleira. Já Ouro Preto, com 30 mil visitantes, e Teófilo Otoni alcançaram 90%. Caeté chegou a 80%, enquanto Mariana e Belo Horizonte registraram, respectivamente, 70% e 61% de ocupação.

Crescimento do fluxo aéreo

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (BH Airport) movimentou 212.225 passageiros no período do feriado, frente aos 152.862 passageiros registrados em 2023, com crescimento sustentado pela ampliação de rotas nacionais e internacionais e pela maior demanda pelo destino Minas Gerais.

Estratégia baseada em cultura e diversificação territorial

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, os resultados mostram que Minas segue se consolidando como um destino de cultura, natureza e hospitalidade, com uma oferta de turismo descentralizada, que valoriza nosso patrimônio material e imaterial.

“Minas é um estado de cultura e hospitalidade. O turismo que aqui se desenvolve é autêntico, diverso e plural. Nossa meta é ampliar ainda mais a presença de Minas nos mercados nacionais e internacionais, sempre com respeito à sustentabilidade e à identidade cultural do nosso povo", completa.

Esses números também demonstram a importância de uma estratégia de promoção integrada que reforça a presença de Minas Gerais em feiras e mercados nacionais e internacionais, com foco na sustentabilidade e interiorização do turismo, beneficiando todo o território e suas comunidades.

conepir prorrogado

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Subsecretaria de Direitos Humanos (Subdh), prorroga o prazo de inscrição para o processo eleitoral de composição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-MG), para o triênio 2025-2028. As entidades da sociedade civil interessadas em participar agora têm até o dia 27/5 para enviar suas inscrições.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas exclusivamente pelo formulário online disponível aqui. O prazo estendido amplia a participação social e garante que mais organizações possam contribuir de forma ativa na formulação e no acompanhamento das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial em todo o estado.

Podem se inscrever entidades da sociedade civil com atuação comprovada nas seguintes áreas: promoção da igualdade racial, enfrentamento ao racismo, e defesa dos direitos das populações negras, povos indígenas, quilombolas, comunidades ciganas, população LGBTQIA+ negra, adeptos de religiões de matriz africana, juventude negra e demais grupos étnicos.

Conepir-MG

A participação no Conepir-MG representa uma oportunidade significativa de diálogo e construção coletiva entre a sociedade civil e o poder público estadual. O conselho desempenha papel fundamental no fortalecimento da democracia e na efetividade de políticas voltadas à redução das desigualdades raciais em Minas Gerais.

O edital completo, com todas as orientações sobre critérios de habilitação, documentação necessária e demais etapas do processo pode ser acessado aqui.

Acesse aqui o calendário completo com os novos prazos.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato por meio do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone: (31) 3270-3617.

 

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