O Centro Cultural Minas Tênis Clube recebe, entre 11 de abril e 11 de junho, na Galeria de Arte, a exposição inédita “Guignard e a paisagem mineira – o antes e o depois”. São cerca de 90 obras de mais de 60 artistas. Serão expostas 20 telas do mestre Alberto da Veiga Guignard (1896 – 1962), que mostram as paisagens mineiras, e mais obras de outros tantos artistas que retrataram as mesmas paisagens antes do mestre e também depois, já com traços influenciados pelo pintor. A curadoria é de Priscila Freira e a realização está a cargo da Objeto Design, em parceria com o Centro Cultural Minas Tênis Clube e tem coordenação da Articular Gestão Cultural e Comunicação.
A exposição “Guignard e a paisagem mineira – o antes e o depois” tem como objetivo apresentar a obra e a genialidade do mestre e, a partir da sua produção na paisagem, traçar um paralelo no tempo apresentando as mudanças ocorridas na representação e interpretação da paisagem mineira antes e depois de Guignard. Dessa forma, o passeio pelos 412m2 da Galeria irá possibilitar a apreciação de obras de diversos artistas sobre paisagens de cidades de Minas como Belo Horizonte, Sabará e Ouro Preto e algumas que o mestre denominava como Paisagens Imaginárias.
Segundo a curadora Priscila Freire, esta exposição se faz necessária no que tange a apresentação de trabalhos do mestre que trouxe para o país, especialmente para Minas uma nova forma de fazer a arte. “Guignard foi um divisor de águas. Trouxe novas técnicas e um olhar moderno de quem veio da Europa onde estudou na Alemanha e viajou pela Itália e França, num momento em que a arte passava por grandes modificações de conteúdo e visão. É indiscutível seu valor artístico. Para o público não é apenas um prazer, mas uma provocante sensação de estar diante de uma obra reconhecida internacionalmente”, explica.
A exposição colocará disponível para os olhos do grande público parte da produção de paisagem mineira do final do século XIX até a contemporaneidade. Assim, estarão expostas obras de mais de 60 artistas de Minas Gerais que retrataram a paisagem mineira em sua produção. É importante lembrar que a representação de paisagens é muito forte na produção artística de Minas Gerais e, é perceptível que a paisagem forma panoramas diversos na produção artística, passando pelos modernistas até os contemporâneos. De acordo com a coordenadora da exposição, Eliane Parreiras, “as paisagens de Minas realizadas por Guignard ocupam lugar destacado na tradição paisagística nacional. E podemos afirmar que sua obra influenciou não só seus alunos, mas artistas de seu período até a contemporaneidade”.
As obras foram cedidas por museus públicos de Minas Gerais (Museu de Arte da Pampulha, Museu Casa Guignard, Museu da Inconfidência, Museu Histórico Abílio Barreto, Museu Mineiro, Arquivo Público Mineiro e Escola Guignard), diversos colecionadores particulares e importantes galerias do Estado.
A exposição, “Guignard e a paisagem mineira - o antes e o depois”, foi viabilizada por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura com os patrocinadores Automax, Silvio Ximenes e Banco Olé e tem o apoio da Rede Globo Minas. A exposição também é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, por meio dos apoios da Faculdade Estácio, MaterDei Rede de Saúde, Ayres, Líder Aviação, Data Engenharia, Banzai, Banco Bonsucesso e Grupo ForteBanco. Realização do Minas Tênis Clube e Objeto Design.
Projeto Educativo
Além de ser uma exposição inédita, “Guignard e a paisagem mineira – o antes e o depois”oferecerá o projeto educativo intitulado “ O Lirismo de Guignard”. Serão oferecidas visitas mediadas a grupos agendados e de escolas; oficinas para públicos de diversas idades; material de reflexão e atividades para professores; além de atividades lúdicas e dinâmicas com os visitantes. Será disponibilizado um sistema interativo criado exclusivamente para a exposição que apresentará a vida e obra de Guignard, além de atividades interativas para que os visitantes possam construir suas próprias paisagens.
Guignard e a paisagem mineira - o antes e o depois
Data: 11 de abril até 11 de junho
Entrada: franca
Classificação: livre
Horários: de terça a sábado: 10h às 20h. Domingos e feriados: 11h às 19h
Local: Galeria de Arte Minas Tênis Clube - Rua da Bahia 2244, Lourdes.
O premiado queijo artesanal de Alagoa, os cafés especiais de Araguari, os vinhos de Andradas e as delicias da região de Brumadinho, como cachaça, licores, broa com geleia de pimenta, torresmos e raspas de laranja foram os produtos apresentados aos visitantes na feira.
Ana Rafaela, moradora de São Paulo e proprietária de uma agência de viagem, ficou completamente encantada com o queijo. “Nunca comi um queijo tão gostoso assim. Que sabor! Que textura! Vou encomendar com certeza um bem grande para minha casa.” A empresária ainda afirmou que é apaixonada por Minas. “Tenho uma tia que mora lá, adoro quando vou ao Estado e tem aquele tanto de quitutes na mesa do café. Essa gastronomia é a melhor do Brasil, em minha opinião.”
Além desse espaço em que os visitantes podem vivenciar um pouco de cada lugar, a Setur-MG está com um estande para apresentar todas as regiões turísticas do Estado, com alguns parceiros como circuitos turísticos, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Mercado Central, Belotur, Frente da Gastronomia Mineira e empresas de receptivo turístico do Minas Recebe (Beaga 4you, Brumatur Viagens, D’Minas Turismo, Flanar Turismo, Kopa Turismo, Primotur Receptivo, Sette Turismo, Trilhas de Minas).
A equipe da secretaria presente no evento está atenta a todas as inovações do setor através de palestras e reuniões com importantes representantes do turismo da América Latina. Para o secretário de Estado de Turismo, Ricardo Faria, essa ação representa muito para o turismo. “Um evento desse porte deve ser bem aproveitado para promoção do destino, por isso fazemos um grande esforço para realizar diversas ativações promocionais com o objetivo de mostrarmos a diversidade de produtos do nosso Estado".
WTM Latin America
Principal evento no segmento de viagens e turismo no continente latino-americano, a WTM completa cinco anos em 2017 e se consolida como o evento business-to-business que promove e traz o mundo para a América Latina, gerando oportunidade de negócios para expositores, compradores e profissionais do setor.
A feira atrai 9.000 executivos dos mais conceituados na indústria de turismo da America Latina. O evento em 2016 gerou mais de US$370 milhões em novos negócios, que foram realizados entre expositores e compradores.
Serviço
4 a 6 de abril de 2017
12h às 20h
Local: ExpoCenter Norte – São Paulo
Democratizar o acesso à cultura por meio da ampliação do contato com obras literárias e periódicos é o que move o Projeto Caixa-Estante, da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. Criado em 1968, o programa possibilita o convívio com os livros fora dos muros da biblioteca, atendendo instituições públicas, privadas e não governamentais de Belo Horizonte e Região Metropolitana com seu acervo diversificado. Nesta quinta-feira (6), o Caixa-Estante estará na APAE de Capim Branco (território Metropolitano) e, além de uma caixa com 150 títulos de livros, vai estar acompanhado da Yepocá Cia de Teatro, que apresentará a peça “O Papel Roxo da Maçã”.
Na ação da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por meio da Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário, um espetáculo conta a história de Rosa, uma menina de cinco anos que está descobrindo o mundo e percebe que pode ouvir vozes e sons, tanto de um papel roxo, daqueles de embrulhar maçãs, quanto dos livros em sua casa. Para estimular a curiosidade da filha, os pais matriculam Rosa na escola e a criança adentra em um novo universo, onde as palavras são encantadas e a leitura é uma das coisas mais prazerosas da vida.
O Caixa-Estante atenderá em Capim Branco cerca de 15 estudantes da APAE e aproximadamente 60 crianças, de 8 a 9 anos, da Escola Municipal Martiniano Fernandes Lobo. A intenção é reiterar que a cultura pode proporcionar crescimento pessoal e profissional, conforme explica Cláudia Ferrari, coordenadora do setor Caixa-Estante. “O objetivo é proporcionar o contato com a literatura e com o teatro, fomentando a inserção social das pessoas”.
Atualmente o projeto está presente em 13 instituições, como creches, penitenciárias, casa de semiliberdade e APAE. Além do empréstimo de livros, a iniciativa promove ações de incentivo à leitura, como a Hora do Conto e da Leitura, Clube de Leitura, apresentações teatrais e oficinas de origami. Os livros que comportam cada Caixa-Estante são selecionados e trocados periodicamente. O projeto fornece os acervos e capacita um profissional da instituição para realizar a mediação de leitura. Neste ano serão inauguradas mais três Caixa-Estante, que irão atender a um centro socioeducativo, um asilo e uma comunidade quilombola.
SERVIÇO
APAE de Capim Branco recebe projeto Caixa-Estante e Yepocá Cia de Teatro
Local: Rua José Dias da Silva, 350, Represa, Capim Branco/MG
Data: 6 de abril
Horário: 9h30
A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, está disponibilizando um acervo literário indígena, acessível à população em geral, pesquisadores, professores e estudantes.
O acervo – formado por 24 títulos e 32 exemplares – foi doado pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o objetivo de melhoria da acessibilidade, disponibilidade de informação e auxílio às políticas públicas no âmbito da educação escolar indígena. As obras, produzidas pelos próprios indígenas, contam suas próprias versões da história.
Seis dos 24 títulos já estão disponíveis para empréstimo. Os títulos estão sendo classificados e catalogados e serão distribuídos nos setores de empréstimo, ou somente para consulta, nos setores de referência e estudos ou coleções especiais.
Segundo Carla Paiva, da Coordenação de Educação Indígena da SEE, a exposição das obras ao público proporciona mais subsídios a educadores, e fortalece a Lei 11.645, de 2008, que determinou a inclusão do ensino das culturas indígenas nos conteúdos curriculares das escolas.
Segundo Carla, são livros com pequenas tiragens, financiados por colaboradores como a SEE, a UFMG e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e que tratam de temáticas da própria cultura de cada etnia.
Para Alessandra Gino, diretora da Biblioteca Luiz de Bessa, o acervo é muito rico e abre mais espaço para atender a todos os públicos. “A biblioteca é um espaço público e democrático e deve atender a todos os grupos, sem distinção”. A biblioteca disponibiliza profissionais especializados para oferecer auxílio e orientação aos leitores.
Eduardo Santos Rocha, diretor de Formação e Processamento Técnico, Acervos, da Biblioteca Pública Estadual, informou que os livros que farão parte do acervo ainda passam por classificação, mas já estão disponíveis para empréstimo os seguintes títulos:
- Calendário dos tempos: da aldeia Pataxó Muã Mimatxi
- Conne pãnda ríthioc krenak: coisa tudo na língua krenak
- Pataxó, Luciene. Com a terra construímos a nossa história
- Índios Xakriabá. Iaiá Cabocla
- Nem tudo que se vê se fala: ciência, crença e sabedoria Xakribá e
- Kamayura, Tacumã. Moroneta kamayura: histórias kamayura.
Edson Piza, José Soares, Priscila Bomfim e William Coelho foram os selecionados para participarem da 9ª edição do Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais, que será realizada de 10 a 13 de abril e terá ensaios e aulas técnicas ministradas pelo diretor artístico e regente titular da Orquestra, Fabio Mechetti. Todo esse processo possibilita que jovens regentes tenham, sob sua batuta, uma orquestra profissional e aprendam, na prática, os desafios da regência. O Laboratório será encerrado com um concerto aberto ao público na Sala Minas Gerais, no dia 13 de abril, às 20h30. No repertório, a Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95, “Do Novo Mundo”, de Dvorák.
A entrada para o concerto é gratuita, e os ingressos devem ser retirados na bilheteria da Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto, Belo Horizonte/MG) a partir do dia 7 de abril. Serão disponibilizados dois ingressos por pessoa.
Aulas práticas e teóricas
Pela manhã, os participantes têm aulas práticas, em ensaios com a Orquestra, e, à tarde, recebem orientações teóricas e técnicas do maestro Fabio Mechetti. Assim como Edson, José, Priscila e William, outros 10 maestros irão participar como ouvintes das atividades do Laboratório.
Essa é uma iniciativa pioneira no Brasil, pela qual já passaram regentes que hoje se destacam no cenário nacional e internacional, como Marcelo Lehninger, atual Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Grand Rapids, depois de ter ocupado os cargos de Regente Associado da Orquestra Sinfônica de Boston e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de New West, todas nos Estados Unidos; Tobias Volkmann, Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e principal regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional UFF, com reconhecida carreira internacional, tendo estreado recentemente na célebre sala do Gewandhaus de Leipzig, como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra da Rádio MDR, e Alexandra Arrieche, Diretora Artística da Henderson Symphony Orchestra, vencedora do Taki Concordia Fellowship (2011) e regente assistente da Baltimore Symphony nas temporadas 2013 e 2014.
Até hoje, foram oferecidas 122 vagas ocupadas por 98 jovens regentes de todo o Brasil. Muitos deles participaram do Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais mais de uma vez, como ouvintes.
Como iniciativa para a profissionalização do setor, o Laboratório de Regência é apresentado pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e conta com o patrocínio do Banco Intermedium por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Maestro Fabio Mechetti
Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.
Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.
Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Cosìfantutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.
Os regentes
Edson Piza
Natural de Campinas, Edson Piza é formado em Regência pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Participou da Academia de Ópera do Theatro São Pedro e atuou como assistente de direção musical na temporada 2016 do teatro. Foi vencedor, em 2013, na etapa nacional do Concurso Eleazar de Carvalho para Jovens Solistas e Regentes, na categoria regente. No Festival de Inverno de Campos do Jordão, participou como bolsista em 2016. Edson Piza venceu a última edição do concurso para regente assistente da Orquestra Experimental de Repertório do Theatro Municipal de São Paulo. Atualmente integra a Academia de Regência da Osesp, sob orientação de Marin Alsop e Valentina Peleggi.
José Soares
Natural de São Paulo, José Soares iniciou-se na música ainda criança. Estuda Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz e atua na Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, tendo estudado obras de Villa-Lobos, Berlioz, Bartók, Richard Strauss e Gustav Mahler. Participou do Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão como bolsista de regência, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Neil Thomson. Foi finalista do concurso para regente assistente da Orquestra Experimental de Repertório do Theatro Municipal de São Paulo e atualmente cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.
Priscila Bomfim
Priscila Bomfim começou seus estudos musicais em Portugal, onde venceu o primeiro concurso de piano aos nove anos de idade. É Mestre em Piano e Regência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É pianista no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde também foi maestrina assistente do Coro, dirigiu a série Ópera do Meio-Dia e hoje é maestrina preparadora da Academia de Ópera Bidu Sayão. Foi a primeira mulher a reger uma ópera em uma temporada desse teatro – Serse, de Haendel, com a Academia de Ópera e a Orquestra Sinfônica da UFRJ. Preparou solistas e coro na série da OSB Ópera & Repertório e atualmente é curadora e diretora musical do Programa Partituras, da TV Brasil.
William Coelho
Natural de São Paulo, 34 anos, é doutorando em Musicologia, Mestre em Etnomusicologia e Bacharel em Regência pela ECA/USP. Foi bolsista no Wind Conducting Symposium da Universidade de Toronto, no Festival de Campos do Jordão, Festival de Campos, RJ, e no Curso Livre de Regência do IA-Unesp. Estuda com Marin Alsop e Valentina Peleggi na Academia de Regência da Osesp. Foi diretor do Conservatório de Alfenas, MG, regente do Coral Ecos da Universidade Federal de Alfenas, regente assistente do Coral e da Orquestra de Câmara da ECA/USP. É regente do Coral VivaVoz, autor do livro Guia Didático de Cordas do Projeto GURI e regente convidado da Orquestra Sinfônica e do Conjunto de Música Antiga da USP, assim como dos ensembles da Academia Osesp.
SERVIÇO
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
9º Laboratório de Regência para jovens regentes brasileiros com o maestro Fabio Mechetti
Data: de 10 a 13 de abril de 2017
Concerto de Encerramento - Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95, “Do Novo Mundo”, de Antonín Dvorák
Data: 13 de abril
Horário: 20h30
Local: Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto, Belo Horizonte/MG)
Entrada: Gratuita
Funcionamento da bilheteria:
Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto
De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.
Aos sábados, das 12h às 18h.
Em sábados de concerto, das 12h às 21h.
Em domingos de concerto, das 9h às 13h.
Para mais informações: www.filarmonica.art.br
Reinações de Narizinho, Emília no país da gramatica, Histórias de tia Nastácia são alguns dos livros que compõem uma das obras infantis mais conhecidas da literatura brasileira: “Sítio do Picapau Amarelo”. Neste mês, Monteiro Lobato, criador desse trabalho que faz parte do imaginário de diferentes gerações de brasileiros, é o homenageado do setor infanto-juvenil da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. O escritor será tema do projeto Roda de Leitura, que acontecerá amanhã (11) e no dia 25 de abril, e da Hora do Conto e da Leitura, marcado para 18 de abril, data em que são celebrados os 135 anos de seu nascimento e que se comemora Dia Nacional do Livro Infantil.
“Um passeio pelas páginas do Sítio do Picapau Amarelo” é o nome da edição do Roda de Leitura que acontece nesta terça (11), e no dia 25 deste mês, na Biblioteca. O encontro promove a leitura de trechos do “Sítio do Picapau Amarelo” e a confecção de fantoches de papel da Emília e do Visconde de Sabugosa, personagens marcantes da história. “Nós queremos aproximar as crianças e pré-adolescentes dessa obra tão importante. Revisitar Monteiro Lobato é voltar às origens da literatura infantil brasileira”, pontua Vanessa Mendes, coordenadora do setor Infanto-Juvenil da Biblioteca.
Concebido há dois anos, o Roda de Leitura é uma atividade em que crianças e jovens têm a oportunidade de explorar novos livros, trocar experiências, falar de sensações, recomendar leituras e ampliar conhecimentos sobre a obra de um determinado autor. O projeto já atendeu 426 pessoas.
Hora do Conto e da Leitura
No dia 18 de abril, o setor Infanto-juvenil irá comemorar em grande estilo o Dia Nacional do Livro Infantil, criado em homenagem a data de nascimento de Monteiro Lobato. A edição deste mês traz para o público o universo encantado do escritor paulista, que faria 135 anos em 2017. As atividades de leitura e discussão dos livros do “Sítio do Picapau Amarelo” serão realizadas em dois turnos.
A Hora do Conto e da Leitura atende a um número cada vez mais expressivo de alunos das escolas públicas e particulares da região metropolitana de Belo Horizonte. O projeto, que tem por objetivo incentivar a leitura por meio da narração e comentários de obras de destaque no universo literário, alcançou 2.575 alunos em 2015 e 2.610 no ano passado.
SERVIÇO
Roda de Leitura: Um passeio pelas páginas do Sítio do Picapau Amarelo
Local: Setor Infanto-juvenil da Biblioteca Pública Estadual Luiz De Bessa (Circuito Liberdade - Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte/MG)
Data: 11/04/2017 e 25/04/2017
Horário: 14h30
Entrada: Gratuita
Hora do Conto e da Leitura Especial: O Universo Encantado de Monteiro Lobato: o Sítio do Picapau Amarelo
Local: Setor Infanto-juvenil da Biblioteca Pública Estadual Luiz De Bessa (Circuito Liberdade - Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte/MG)
Data: 18/04/2017
Horário: 9h30 e 14h30
Entrada: Gratuita
Natural de Botucatu, em São Paulo, Carolina Botura vive e trabalha em BH há 8 anos e foi selecionada pelo programa de artes visuais do BDMG Cultural, Mostras BDMG, com a exposição inédita Casa para um animal, com curadoria de Marco Paulo Rolla. A abertura será realizada no dia 7 de abril, às 19h, com a participação do artista convidado Henrique Iwao. Durante o período de exposição, haverá atividades desenvolvidas por Botura na galeria de arte. A visitação se estenderá até o dia 10 de maio, diariamente, inclusive sábados, domingos e feriados, de 10h às 18h. Às quintas-feiras, de 10h às 21h. O acesso é gratuito.
“Cada escolha poética é um bem para a humanidade, gatilho para o futuro agora, presença consciente no mundo”. Carolina Botura
A exposição, de acordo com Botura, é um convite ao público. A artista prefere não definir o seu trabalho, mas aguardar as sensações, pois segundo ela, a exposição irá se definir a medida em que ela chegar na galeria com sua “parafernalha”. "Acredito no movimento, tudo que é vivo dança, tudo que é morto dança. Vou atrás da caverna, continuando o trabalho dos antigos. Numa pintura estão todas as pinturas do mundo, sem que seja preciso abandonar este espaço e tempo. E se observamos bem, mesmo parado, tudo se move”, conta Carolina.
As obras que serão mostradas relacionam-se com três palavras-chave: fragmento, caos e amor. "O espaço entre une ou separa as coisas?”, questiona a artista.
Suas obras são como uma chuva de meteoros, choques que provocam conexões e desconexões. “Algo definitivamente irá se quebrar, romper, acontece de graça porque nada é fixo, mas é sobretudo dentro de uma ordem que isso acontece. Eu olho para isso, para como essa desordem se organiza formalmente no espaço”, completa.
Usando a galeria como uma ordem na qual irá trabalhar, Botura utilizará essa observação para relacionar seu universo ao cubo-branco, aliada ao tempo que endurece e amolece as coisas e que é seu maior instrumento. “Como um pincel, utilizo chuva, sol, frio, vento. Me emociona a mutação da matéria, a criação infinita por soma e subtração. Gosto de observar a vida nas coisas mortas e a morte nas coisas vivas. Construo coisas quebradas como uma forma de viajar no tempo e conhecer o infinito, brecha do ‘kaos’, meteoros. Nada precisa fazer sentido. É muito diferente quando os pedaços caem como uma chuva, nunca será em linha, ou então é Mega Sena, é Tele Sena”, comenta.
Programação
27/04 – 16h20
Lançamento do catálogo
Pôr do sol com BΔsILåbÜsi (banda punk plástica acionista)
04/05 – 19h às 21h
OAH - sônica (ritual noise e ambiente)
10/05
Encerramento
X: performance por performance de Carolina Botura
Carolina Botura
Carolina Botura é poeta graduada em escultura e pintura pela Escola Guignard. É co-idealizadora da VESPA (via de experimento em performance e ação) e da Ex tre MA Residência Artística e festival de punk, noise, metal, experimental, além de ser a idealizadora da residência itinerante em artes vivas, Líquen. A artista integra o projeto musical B∆siLåßusi – banda punk plástica acionista, e O∆H, dedicado ao ritual noise ambiente. Participou no ano passado do 3º Festival de Vídeo Arte MoveMundo e 2ª Mostra Feminista de Arte e Resistência, realizados em Minas Gerais. Botura também participou de residências e foi selecionada para projetos no Brasil e exterior.
Conheça o BDMG Cultural
O BDMG Cultural é um instituto que há 27anos realiza ações na área da música, das artes visuais, do audiovisual e das artes cênicas. Braço cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, a instituição acredita que a cultura faz parte do desenvolvimento e está diretamente ligada a qualidade de vida. Suas ações culturais abrem espaço para jovens, novos e consagrados artistas. A galeria de arte promove exposições abertas à visitação diariamente, de 10h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados. A instituição faz parte do Circuito Liberdade, corredor cultural localizado em uma histórica área da capital mineira e composto por 16 equipamentos, entre museus e centros culturais.
Serviço
Galeria de Arte BDMG Cultural apresenta “Casa para um animal”, de Carolina Botura
Abertura: 7 de abril, às 19h
Visitação: de 7 de abril a 10 de maio, diariamente (inclusive sábados, domingos e feriados), de 10h às 18h
Horário estendido: quinta-feira, de 10h às 21h
Galeria de Arte do BDMG Cultural – Rua Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes
O acesso é gratuito - Mais informações: (31) 3219-8691
Ao retornar de uma missão em Paris e Grenoble, a convite do Ministério da Cultura da França, o secretário Angelo Oswaldo declarou que a preparação do Fórum de Políticas Culturais, a ser realizado em maio em Belo Horizonte, deverá produzir importantes subsídios sobre os desafios, projetos e caminhos do setor nos próximos anos. "Focalizamos as propostas mais interessantes da atualidade e debatemos as perspectivas, durante as reuniões de trabalho no Ministério francês e no Observatório das Políticas Culturais, sediado em Grenoble, reconhecendo a cultura como campo prioritário para a construção democrática e justa da paz e do equilíbrio econômico, em harmonia com a iluminação do espírito e da vida", afirmou Angelo Oswaldo.
Ao lado de Lucas Guimaraens, superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário , Francine Pena Póvoa, diretora do SESC Minas, e de Jean-Pascal Quilès, assessor da Embaixada da França no Brasil, o secretário participou de encontros com dirigentes do Ministério da Cultura e visitou equipamentos culturais, como a Cidade da Música, no Parc de La Villette. Uma equipe formada por representantes da Secretaria de Cultura e do SESC Minas realizou uma oficina no Observatório de Grenoble, com vistas ao Seminário que será realizado em Belo Horizonte.
Numa promoção do Governo de Minas Gerais e da Secretaria de Cultura, Embaixada da França, SESC Minas, Ministério da Cultura e Institut Français, o Fórum de Políticas Culturais vai reunir na capital mineira destacados especialistas que vão debater os diversos aspectos das políticas públicas de cultura, seus desafios e rumos na atualidade e na próxima décadas.
As vagas são limitadas e as inscrições serão abertas em maio, em endereço eletrônico a ser divulgado. Haverá transmissão da programação via internet.
Com o objetivo de abordar aspectos importantes para o desenvolvimento do turismo na região, a Setur apresentou os projetos que beneficiam os circuitos turísticos. Entre eles, os programas do Estado para o desenvolvimento do turismo nas cidades mineiras, informações sobre o Programa de Regionalização, ICMS Turístico, planos de atuação institucional e promocional para os circuitos, além de projetos de gestão e incentivo ao turismo de Minas Gerais.
Em sua fala, o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, ressaltou a importância dos municípios permanecerem associados aos circuitos turísticos. “Nossos programas são voltados para as cidades circuitadas. Dessa forma, estamos contribuindo com os municípios por meio de dois projetos: o programa de apoio às festividades turísticas e o programa de implementação e revitalização de sinalização turística”.
“Nosso foco é alavancar o fluxo de turistas na região, gerar emprego e renda e, consequentemente, projetar a região como destino turístico. Para que isso aconteça é essencial que se estabeleça um diálogo entre a Setur e as cidades visando o fomento do turismo a partir dos municípios circuitados”, concluiu Ricardo Faria.
Circuito Caminho Novo
Localizado nos contrafortes da Serra Mantiqueira, o Circuito Turístico Caminho Novo é composto pelos municípios de Juiz de Fora, Matias Barbosa, Mercês, Santana do Deserto, Santos Dumont, Simão Pereira e conta com belas paisagens, muitas histórias do período colonial brasileiro e variadas atrações, dentre elas: a diversidade de artesanatos em fibras naturais, tecidos e madeiras; na gastronomia um destaque para as variadas receitas de cervejas artesanais que podem ser degustadas com um acompanhamento bem mineiro.
Além de seus atrativos, o circuito conta com a cidade de Juiz de Fora, um dos polos econômicos mineiros, que se destaca no turismo de negócios e eventos com modernas estruturas para recepção de oportunidades diversas para Juiz de Fora e região.
A Academia Mineira de Letras realiza, entre maio e julho de 2017, a oficina literária “Tradição e oralidade: a importância das mil e uma noites na literatura”, ministrada pela professora Gislayne Matos. O curso tem 50 vagas disponíveis até seu preenchimento. A participação requer um investimento de R$720, para aqueles que fizerem a inscrição até dia 28 de março, e de R$780 para os que se inscreverem entre 29 de março e a data final, 16 de abril.
Gislayne Matos apresenta aos participantes a célebre compilação de contos populares do oriente - “As Mil e Uma Noites”. A obra, conhecida como “a primeira jóia da arte oral”, sobreviveu no mundo árabe graças à tradição oral, é anônima e nasceu da memória coletiva de muitas civilizações do oriente como Índia, Iraque, Pérsia, China, Árabia e Egito.
Os contos de “As mil e uma noites” são narrados pela lendária rainha Sherazade que usa o poder de sua palavra para contar histórias a seu marido, o amargo sultão Sharear. Com esta única arma, a narradora transforma o sultão em um novo homem: um rei justo, sensível e dedicado.
Com o intuito de guiar os participantes na leitura da obra para aprimorar a compreensão dos temas da existência humana, Gislayne Matos pretende, de forma dialética, trabalhar: morte e imortalidade; maravilhoso e feitiçaria; viagens e prisões; verdade e mentira; sabedoria e facécia; prazer e sofrimento; amor carnal e amor místico.
As oficinas terão uma carga-horária de 20 horas-aula, distribuídas em dez encontros, às segundas-feiras, entre maio, junho e julho de 2017. Os candidatos interessados devem preencher a ficha de inscrição disponível no site da AML e realizar o pagamento do curso na sede da instituição até o dia 16 de abril. Todos os alunos receberão certificado, emitido pela Academia Mineira de Letras.
Sobre a mediadora:
Gislayne Matos é mestra em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especializada em Art en Thérapie et en Psychopédagogie - Diplôme d’Université pela Université René Descartes-Paris V e pelo INECAT- Institut National d’Expression, de Création, d’Art et de Thérapie-Paris quando aprofundou-seno estudo da utilização de contos como recurso terapêutico e educacional e preparou-se na arte de contar histórias.
Estudiosa d’As Mil e Uma Noites desde os anos 1980, a partir de 2003 Gislayne Matos vem realizando workshops sobre os processos educativo, terapêutico e iniciático nesta obra.
SERVIÇOS:
Curso-oficina “Tradição e Oralidade: A Importância das Mil e uma Noites na Literatura”, com Gislayne Matos
Período de inscrições: de 22 de março a 16 de abril de 2017
Resultado: 19 de abril de 2017
Período de pagamento: 19/04 a 26/04
Período da Oficina:
Maio – 08, 15, 22, 29
Junho – 05, 19, 26
Julho – 03, 10 e 17
Horário: das 19h às 21h
Investimento:
Inscrições até o dia 28 de março:R$ 720 em até três parcelas de R$240,00.
Inscrições de 29 de março a 16 de abril: R$ 780 em até três parcelas de R$ 260,00.
INSCRIÇÕES:http://academiamineiradeletras.org.br/
Um dos movimentos culturais mais importantes do Brasil será discutido e recriado, nos dias 8 e 9 de abril, em Mariana e Ouro Preto. As cidades, símbolos da arte barroca, receberão, respectivamente, os projetos “Antropofagia” e “Roteiro das Minas”, desenvolvidos pela atriz, poeta e compositora Beatriz Azevedo. A iniciativa faz parte de um grande projeto multicultural e inclui o lançamento do livro “Antropofagia – Palimpsesto Selvagem”, debate sobre o tema e leitura dramática do “Manifesto Antropófago”, escrito por Oswald de Andrade em 1928. O projeto será realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com as secretarias de Patrimônio de Mariana e Ouro Preto e patrocínio da Cemig, através da Lei de Incentivo à Cultura.
Para o lançamento do livro, considerado “a primeira leitura realmente microscópica do Manifesto Antropófago”, na opinião do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, autor do prefácio eum dos maiores intelectuais vivos do Brasil, estarão reunidos a filósofa e escritora Marcia Tiburi; o pesquisador de música brasileira e de poesia contemporânea, decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC Rio, Júlio Diniz; e o jurista Rubens Casara. Os convidados participarão de um debate que terá a Antropofagia como tema. Em seguida, será feita a leitura dramática do “Manifesto Antropófago”, de Oswald de Andrade, por Beatriz Azevedo e José Celso Martinez Correa – que comemora, na oportunidade, os seus 80 anos e recebe homenagem do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo de Araújo dos Santos.
“A Antropofagia é uma filosofia original criada no Brasil, que faz uma reflexão profunda sobre a nossa história cultural, desde os índios Tupinambá, antes da colonização dos europeus. Ela é capaz de questionar e inspirar pensadores e artistas em todo esse período até chegar ao século XXI. É um movimento de criação, reinvenção permanente, sempre voltado para o futuro”, explica Beatriz Azevedo, artista que incorpora a Antropofagia em suas criações, seja na música, no teatro, na poesia e, agora, no cinema.
Em Mariana, o projeto acontecerá no Teatro Sesi Mariana (R. Frei Durão, 22 - 300 lugares), com ingressos já disponíveis na bilheteria. Em Ouro Preto, será realizado no Teatro Municipal Casa da Ópera (R. Brigadeiro Musqueira, 104 - 300 lugares), o mais antigo teatro das Américas, construído em 1769 – esta será a primeira vez de Zé Celso no local -, com senhas distribuídas apenas no sábado, dia 8, das 12h às 16h. Ambas as apresentações têm início às 19h, são gratuitas e estão sujeitas à lotação das casas.
DEVORAÇÃO CRÍTICA DA CULTURA BRASILEIRA
O Movimento Antropófago nasceu em 1928, tendo como veículo oficial a Revista de Antropofagia, que trouxe, em seu primeiro exemplar, o Manifesto Antropófago – responsável por revolucionar a cultura brasileira. Em 1967, o Teatro Oficina, recém-construído após um incêndio sofrido no ano anterior, levou a cabo um projeto ousado: encenar “O Rei da Vela”, peça de Oswald de Andrade (1890-1954) escrita 33 anos antes e considerada imontável por seu caráter pouco convencional.
Foi um marco para a cena teatral, para a cultura nacional e para toda uma geração de artistas. Foi também o ponto de partida para o nascimento de “Alegria, alegria”, de Caetano Veloso; e “Domingo no Parque”, de Gilberto Gil, escritas para o Festival da Música popular Brasileira, da TV Record, naquele ano. As canções levantaram a bandeira tropicalista, adotando o caráter de devoração cultural proposta por Oswald de Andrade, e influenciou nas posturas e nos conceitos das composições de um dos maiores movimentos musicais brasileiros, que completa agora 50 anos.
ANTROPOFAGIA – PALIMPSETO SELVAGEM
O livro escrito por Beatriz Azevedo, apresentado pela primeira vez em Mariana e Ouro Preto, é um dos últimos lançamentos da editora Cosac Naify. Com capa e ilustrações de Tunga, é parte de um grande projeto de sua autoria sobre a antropofagia. No livro, a autora coloca em cena reflexões contemporâneas a partir da antropofagia em perspectiva plural, abarcando desde o ritual Tupinambá, antes da chegada dos colonizadores europeus, em 1500, passando pela eclosão do movimento antropofágico durante o modernismo no século XX, o tropicalismo na década de 60, o mangue beat na década de 90, até as primeiras décadas do século XXI.
Resultado de quase duas décadas em contato com o tema, o livro apresenta a pesquisa que aprofunda os significados e ressonâncias deste conceito, tão propalado, mas tão pouco compreendido de fato.
O lançamento é parteintegrante do projeto multidisciplinar da artista e inclui também o CD AntroPOPhagia ao vivo em Nova York (gravado ao vivo no Lincoln Center),um filme documentário e umasérie para TV em fase de filmagem, com entrevistas de grandes nomes do movimento ou por ele influenciados, como Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, José Celso Martinez Correa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Marcia Tiburi, entre outros.
PROJETO ROTEIRO DAS MINAS
A iniciativa busca, entre outros aspectos, oferecer um novo olhar sobre a cultura nacional a partir da Caravana Modernista, responsável por “descobrir”, em 1924, a identidade do homem brasileiro e criar um movimento de valorização do passado colonial e do barroco mineiro. O grupo, que contou com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, passou por Belo Horizonte, Ouro Preto, São João Del-Rei, Tiradentes, Mariana e Congonhas.
Partindo desse marco histórico, quando a proposição de Oswald de Andrade, “ver com olhos livres” teve aplicação prática e efetiva no reconhecimento do valor artístico do patrimônio barroco, foi criado o projeto Roteiro das Minas, que procura aprofundar esse olhar com o suporte conceitual da Antropofagia, em atividades diversas.
“A única forma da ópera manter a sua tradição, é por meio da transformação. O que não se movimenta, está morto”, afirma Pablo Maritano, que assina a concepção e a direção cênica da adaptação, sem cortes substanciais, da ópera Norma, de Vincenzo Bellini, com libreto de Felice Romani. Em sua primeira montagem desse título, a Fundação Clóvis Salgado acolhe a proposta do diretor cênico e convida o público a uma fantasia empolgante, em um universo envolvente e desconhecido em que amor e traição decidem o destino de um povo.
Silvio Viegas assina a direção musical e regência, valorizando a encantadora melodia da composição de Vincenzo Bellini, um dos expoentes do Bel Canto, que tem entre os pontos altos a ária de grande riqueza Casta diva. Junto ao Coral Lírico e à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, participam os solistas Eiko Senda (Norma), Fernando Portari (Pollione), Denise de Freitas (Adalgisa), Sávio Sperandio (Oroveso), Aline Lobão (Clotilde) e Lucas Ellera (Flávio). Completam a equipe, a arquiteta Jô Vasconcellos e Míriam Menezes, que assinam a cenografia; Fábio Retti a iluminação, Sayonara Lopes os figurinos, e Lázaro Lambertucci a caracterização.
Fantasia que transforma – A ópera Norma retrata um triângulo amoroso entre as sacerdotisas Druidas Norma e Adalgisa, e o pró-cônsul Romano Pollione. A trama se inspira em uma sociedade dividida entre os Romanos, que têm riqueza e poder, e os Druidas, desprovidos de tais propriedades e que sofrem com as decisões individuais e a corrupção.
A ideia dessa montagem da FCS é vincular à beleza da música de Bellini uma ambientação ousada, demonstrando que as óperas podem se deslocadas para qualquer período de tempo e os temas humanos, força motriz de toda história, possam ser utilizados em diferentes contextos. “A ópera é uma fantasia. Não importa se acontece no passado ou no futuro. Para que continue a existir, é preciso que tenha sentido, que esteja próximo da realidade. Somente a fantasia permite esse exercício”, afirma o diretor.
Para Pablo Maritano, a essência da ópera permanece a mesma, se forem observadas três condições: O desenho de uma versão ágil, o respeito à trama e a conservação da humanidade da história.
Nesse sentido, a montagem da FCS apresenta ao público um universo distópico, em um provável ano de 3.869, onde não existem indústrias ou agricultura e a condição climática força seus moradores a situações extremas. O cenário de Jô Vasconcellos e Mírian Menezes, aliado à iluminação de Fábio Retti, refletem a complexa sociedade devastada, obrigada a viver em um ambiente selvagem.
A figurinista Sayonara Lopes conta que nesse contexto, a escassez dita a vida dos indivíduos, que precisam reaproveitar e valorizar os restos, ideia incorporada à vestimenta e aos objetos ressignificados. Tanto os figurinos, quanto a caracterização, têm inspiração em elementos da cultura pop, especialmente nos filmes da série Mad Max, nos seriados Vikings e nos povos medievais de Game of Thrones.
Alegoria da condição humana – Norma é uma das figuras religiosas mais importantes da comunidade e exerce papel altamente político. Ela tem a responsabilidade de orientar e aconselhar os Druidas sobre os conflitos com os Romanos. Junto ao seu pai e às suas sacerdotisas, ela representa uma esperança para o povo e uma ‘bússola’ moral. No entanto, um fato desconhecido a todos colocará em risco o povo Druida – Norma se apaixonou pelo general romano Pollione, com quem teve dois filhos. O amor entre os dois está em crise. Pollione se apaixona por Adalgisa, uma das sacerdotisas, e Norma descobre a dupla traição.
Pablo Maritano conta que essa história é extremamente humana por retratar pessoas em condições singulares, obrigadas a se submeterem a situações adversas. “Norma é uma traidora. Ela deve servir aos Druidas, ao pai e à religião. Pelo amor que tem a Pollione, ela traiu seus valores: o povo, o pai e a religião”. Para o diretor, as mazelas de Norma podem ser interpretadas como uma alegoria da condição humana.
Para o maestro Silvio Viegas, a obra retrata também a corrupção, presente nos mais variados níveis, principalmente onde existem cargos de grande poder. “Sempre acho que é muito simples falar que uma ópera retrata amor, guerra ou disputa. Em geral, todas as óperas abordam o mesmo tema. Em Norma, os sentimentos estão em evidência e há uma desmistificação das entidades de poder. Mostra o ser humano do jeito que ele é. E é importante refletirmos sobre o papel de Norma, que acaba por sucumbir diante dos seus desejos e anseios pessoais, o que acentua a já complicada relação de conflito com o seu povo”, pontua Silvio Viegas.
BEL CANTO – Reconhecido compositor de melodias longas e cheias de emoção, Vincenzo Bellini alcança um dos grandes destaques de sua carreira com a ópera Norma. Sua música traduz a complexidade de sentimentos dos personagens envolvidos na trama. Junto a Donizette e Rossini, Bellini é um dos representantes do Bel Canto, caracterizado por melodias opulentas que exigem grande virtuosismo dos intérpretes e, em Norma, ainda é necessário conjugar leveza, peso e agilidade.
Segundo Silvio Viegas, a trama de Bellini conserva elementos comuns às composições operísticas, sejam românticas ou clássicas, como a existência de um triângulo amoroso ou uma disputa. Mas, ao mesmo tempo, possui grande dramaticidade e uma equivalência entre papéis masculinos e femininos. “Norma é, talvez, uma das obras mais maduras de Bellini, com uma linha melodiosa rebuscada e uma construção que dá oportunidade especial para solistas. Orquestra e Coro têm papéis importantíssimos, com destaque para a performance solo de flauta e violoncelo”, explica. Nessa montagem, o Coral Lírico de Minas Gerais estará no palco, como personagem, inserido na encenação.
Para Viegas, Bellini ainda é muito generoso na composição de suas árias e duetos. Nessa ópera, o grande destaque é Casta Diva, a ária mais conhecida do compositor que, ao mesmo tempo, exibe uma melodia riquíssima com poderosa expressão poética.
Cenários e Figurinos – Cenários e figurinos terão tons escuros como preto, marrom e cinza, principalmente para identificar o povo druida. Já os Romanos, terão figurinos inspirados no futuro, nas cores branco e o vermelho, com brilhos e metais. Nessa montagem, figurino e maquiagem são plasticamente muito fortes e foram pensados em conjunto. O maquiador Lázaro Lambertucci foi convidado para criar a ambientação, com maquiagem e cabelos que priorizam tons frios, penteados volumosos e técnicas de camuflagem, de forma a aproximar a natureza humana da natureza animal.
Entre a noite do sábado de aleluia e a manhã do domingo de Páscoa, dezenas de pessoas enfeitam as ruas com serragem e fé. Patrimônio imaterial de Ouro Preto, os tapetes devocionais encantam moradores e turistas que passam pelo trajeto da procissão da ressurreição, fazendo um resgate da chegada de Jesus à Jerusalém e marcando os 284 anos da reinauguração da Basílica de Nossa Senhora do Pilar, conhecido como Triunfo Eucarístico.
A arte de fazer tapetes é uma manifestação coletiva da iconografia Cristã onde serragens, ciprestes, farinha de trigo, pó de café, palha de arroz, couro, cal e outros elementos característicos do local dão formas aos desenhos que simbolizam a fé dos cristãos. A FAOP desde sua criação promove ações para a preservação e resgate da tradição, divulgando e valorizando a arte nos mais diversos espaços com o programa Tapete+Arte, que leva os tapetes devocionais para galerias, museus, espaços urbanos e outras cidades do país e do mundo.
A confecção acontece a partir das 21h do dia 15 de abril, após o fechamento das ruas pela Guarda Municipal. O trajeto se inicia na Igreja São Francisco de Assis, Largo do Coimbra, Rua Cláudio Manoel (Ouvidor), Praça Tiradentes, Rua Conde de Bobadela (Direita), Praça Reinaldo Alves de Brito (Largo do Cinema), Rua São José, Praça Silviano Brandão, Rua Getúlio Vargas, Largo do Rosário e Igreja Nossa Senhora do Rosário.
A Prefeitura irá disponibilizar mais de 8 caminhões de serragem tingidas com anilina, mas cada voluntário tem a liberdade de levar seus pigmentos. Fica livre também aos participantes levarem moldes, formas e criatividade para a confecção dos tapetes.
Serviço
Tapete Devocional na Semana Santa
Data: 15 de abril - A partir das 21 horas
Local: Trajeto Procissão da Ressurreição
Público: Toda a comunidade e turistas
A reunião contou com a participação do coordenador do Observatório Econômico e Social de Turismo da UFJF, Thiago Duarte Pimentel, e outros professores do curso de turismo da universidade. Foram alinhadas as informações sobre o papel de cada Observatório e a possibilidade de auxílio aos outros, com objetivo de ampliação e melhoria de estudos na área. Foram apresentadas diversas pesquisas realizadas pelo Observatório de Juiz de Fora, novas propostas de pesquisas padronizadas e ações em conjunto com outras universidades que fazem parte do Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG).
Para comemorar a chegada da Semana Santa, enfeitar as ruas centrais de Ouro Preto e receber no domingo de Páscoa a Procissão de Ressurreição, a população ouro-pretana se reúne no Sábado de Aleluia para confeccionar os tradicionais tapetes devocionais com serragem colorida. O Museu Casa Guignard participa desta tradição cultural e este ano realiza dois eventos: a confecção de um tapete elaborado por um artista convidado e a disponibilização de uma mostra temporária relacionada ao tema.
A confecção do tapete devocional em frente ao Museu (Rua Conde de Bobadela - antiga Rua Direita, 110, Centro, Ouro Preto/MG) ficará a cargo do artista plástico Jorge dos Anjos, que irá elaborar a peça na noite de 15 de abril, de 22h às 0h. Os tapetes devocionais são uma expressão artesanal coletiva, um saber que se tornou patrimônio imaterial da comunidade local. As serragens dão formas aos desenhos que simbolizam a fé dos homens e ajudam a compor a grandeza dos trabalhos que misturam beleza, religiosidade e tradição.
Antes disso, nesta sexta-feira (7), às 18h, será inaugurada a exposição “Via Sacra de Guignard”. A mostra reúne as reproduções das pinturas dos catorze passos da paixão de Cristo. Concebida por Alberto da Veiga Guignard sob o nome de “Via Sacra”, a obra, do início dos anos 1960 e que representa o episódio bíblico, tem seus originais dispersos em coleções particulares, o que dificulta a exibição do conjunto completo das telas. Assim, a reprodução da obra passa a ser a forma mais viável de levar ao público este importante e significativo trabalho. Gélcio Fortes, coordenador do Museu, explica que “a coleção é constituída de matéria fina pictórica, como um velho retábulo mineiro, e pode ser apreciada pelo público através das reproduções da mostra”. A abertura da exposição contará com a apresentação do repertório sacro do "Canto da Verônica".
A arte de fazer os tapetes
A tradição de adornar as ruas para passagem de cortejos se perde no tempo e pode ser relacionada à entrada de Cristo em Jerusalém, quando a população cobria as ruas com ramos para a sua passagem. Em Ouro Preto, a confecção de tapetes devocionais remete à reinauguração da matriz do Pilar, no ano de 1733. A festividade, que ficou conhecida como Triunfo Eucarístico, com o passar dos anos foi incorporada e aplicada durante as liturgias da Semana Santa e de outros eventos religiosos.
Sobre o artista
Jorge dos Anjos estudou desenho, pintura, gravura e escultura na Faop/Faculdade de Artes de Ouro Preto, sua terra natal. Aluno de Amílcar de Castro, Ana Amélia e Nello Nuno, desde cedo demonstrou inclinação e interesse tanto para as cores de Nello quanto para o monocromático Amílcar. Jorge dos Santos é considerado um dos criadores mais importantes do país e um dos nomes mais expressivos da arte mineira. Os trabalhos do artista podem apreciados em várias partes do mundo e estão em exposições permanentes em países como Holanda, Alemanha, Portugal e Estados Unidos.
SERVIÇO
Abertura da mostra temporária “Via Sacra de Guignard”, com apresentação sacra do “Canto da Verônica”
Data: 07/04/2017
Horário: 18h
Local: Museu Casa Guignard – Ouro Preto (Rua Conde de Bobadela – antiga Rua Direita, 110, Centro,Ouro Preto/MG
Entrada: Gratuita
Confecção de tapete devocional pelo artista Jorge dos Anjos
Data: 15/04/2017
Horário: 22h às 0h
Local: Museu Casa Guignard – Ouro Preto (Rua Conde de Bobadela – antiga Rua Direita, 110, Centro,Ouro Preto/MG
Entrada: Gratuita
O governador Fernando Pimentel visitou, nesta terça-feira (04/04) o Salão de Negócios do Minas Trend, maior evento de moda do Estado, realizado no Expominas, em Belo Horizonte, que está completando dez anos. Durante a visita, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) assinou convênio com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a vigorar até o primeiro semestre de 2019, para continuidade do evento.
O objetivo desse apoio é estimular toda a cadeia produtiva da moda mineira, incentivando profissionais a fechar negócios, divulgar as marcas, ampliar o mercado e conectar-se com as tendências mais atuais da área. O fomento ao setor foi estabelecido como um dos investimentos prioritários da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) pelo grande potencial de impacto na economia do Estado, com capacidade de promover aumento na massa salarial do segmento e agregação de valor. O Minas Trend já é o maior salão de negócios de moda do país.
O governador ressaltou o apoio de seu governo ao evento. “Assinamos um convênio que garante as próximas quatro edições do Minas Trend. Isso é uma aposta na direção certa. Neste governo, nos preocupamos em despertar e apoiar as iniciativas da chamada economia criativa. É esse tipo de evento que pode impulsionar a economia não só do nosso Estado, mas do Brasil inteiro num momento como esse que a gente está vivendo, de crise econômica tão aguda e tão vasta”, afirmou Pimentel, que visitou três estandes na feira e conversou com expositores sobre as projeções de vendas durante o evento.
Fernando Pimentel voltou a destacar a importância da convergência para a superação da crise nacional. “Estamos praticando em Minas Gerais aquilo que eu acho que o Brasil precisa urgentemente voltar a praticar, que é a convergência, em vez da divergência. Nós, no Brasil, temos assistido o aprofundamento das divergências políticas, partidárias, ideológicas, jurídicas. A Justiça tem que cumprir o seu papel, mas nós todos temos que nos unir em torno da causa comum do brasileiro, que é melhorar a qualidade de vida, assegurar a estabilidade econômica e fazer com que esse país siga a vocação dele, que é ser uma nação soberana”, avaliou.
O diretor-presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, lembrou que, com o início do governo Pimentel, o Minas Trend passou a contar com o apoio do governo estadual para a sua realização. “Isso demonstra a preocupação do Estado em apoiar a indústria e gerar empregos. Neste ano, pela primeira vez estamos recebendo delegações da China e da Coreia do Sul, além de compradores de outros onze países”, disse.
Já o presidente da Fiemg, Olavo Machado, acredita que o apoio da do governo mineiro, tem conseguido fazer do Minas Trend cada vez mais uma feira de negócios. “Estimulando o setor vamos aumentar a arrecadação, as indústrias vão vender mais, 60% a 90% das vendas são realizadas nessas feiras. Toda vez que a cadeia produtiva cresce, o setor cresce e todo mundo sai ganhando”, observou.
O encontro movimenta a economia mineira com valores superiores a R$ 30 milhões por edição além de projetar Minas Gerais nos circuitos nacional e internacional do mercado da moda. São mais de 200 expositores e uma estimativa de público de 15 mil pessoas do Brasil e do exterior.
Também participaram da solenidade o secretário de Estado de Governo, Odair Cunha, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Cláudio Couto Terrão, além de representantes do setor da moda.
Moda em Minas
A cadeia produtiva da moda detém uma parcela importante de contribuição à geração de riquezas no Estado. De acordo com estudo da Fundação João Pinheiro (FJP), em 2013, esse montante chegou a R$ 3,3 bilhões. O levantamento revelou, ainda, que, em 2014, os empregos do setor corresponderam a 15,2% da indústria de transformação e a moda impulsiona a economia de 135 municípios mineiros, onde o setor tem peso maior na produção industrial do que a média do estado.
São mais de 10 mil estabelecimentos e 127 mil pessoas empregadas. Minas Gerais responde por mais de um terço das exportações nacionais de joias e bijuterias. Dentre os municípios com maior contribuição ao setor estão Nova Serrana, Itaúna, Montes Claros, Belo Horizonte e Pirapora.
A partir desta sexta (7), a Estação Ponto de Partida, em Barbacena, território Vertentes, recebe os projetos Retratos e Nósoutros, do renomado fotógrafo Bob Wolfenson. Às vésperas de completar 50 anos de carreira, Wolfenson ficou conhecido por fazer ensaios antológicos de moda e nus para as principais revistas do Brasil e do mundo, consagrando-se como um dos fotógrafos mais respeitados do país. Com trabalhos independentes que integram o acervo de museus como o MASP, o MAM-SP e o MAC, seu trabalho abre a programação de artes visuais da Estação. Essa é a primeira vez que o fotógrafo realiza uma exposição em Minas Gerais.
No trabalho Nósoutros, Wolfenson partiu em busca de uma mesma cena urbana, em 15 países e em diferentes estações do ano, compondo um tratado contemporâneo da população das grandes cidades, em panorâmicas que chegam a sete metros de largura. Já em “O Indivíduo e a Multidão”, o fotógrafo une este trabalho a uma série de retratos que vão de Nina Simone a Caetano Veloso, João Cabral de Melo Neto a Hélio Oiticica, feitos entre 1976 e 2013, tratando não só dos contrastes presentes nesses dois conjuntos, como horizontalidade e verticalidade, cor preto & branco, mas também das diferentes posturas adotadas pelo fotógrafo - ora invisível, uma vítima urbana da imprevisibilidade, ora dirigindo praticamente tudo, cenário, luz, mão, olhar seu último projeto.
A exposição tem entrada gratuita, e contará com a presença do fotógrafo, que fará um bate-papo sobre sua carreira.
SERVIÇO
Evento: O Indivíduo e a Multidão, exposição fotográfica de Bob Wolfenson
Data: 07 de abril a 1º de maio
Local: Estação Ponto de Partida
Endereço: Rua Luiz Delbem, 80 – Barbacena/MG
Horários: Quinta e sexta, de 16h às 21h, sábado, de 10h às 21h
Entrada: Gratuita
Informações: (32) 3331-5803
Apesar da rápida visita, foi realizado um roteiro rico em experiências e contato com a cultura mineira. O roteiro iniciou pela capital mineira, com paradas obrigatórias no Conjunto Arquitetônico da Pampulha, no Estádio Governador Magalhães Pinto - o Mineirão, no Mercado Central e no Circuito Liberdade.
Foram visitados também o Instituto Inhotim, onde os jornalistas conferiram se realmente o museu era tudo aquilo divulgado em terras argentinas. “Esse local fala por si só. Esse jardim é maravilhoso. Acho que as obras só vêm agregar ainda mais o ambiente”, destacou Carlos Pulvirenti.
Durantes outros dois dias, eles puderam visitar nossas lindas e charmosas cidades históricas, representada por Ouro Preto, Congonhas e Tiradentes. “Esses municípios parecem cenário de novela. Lindos demais! Quanta história…”, afirmou o jornalista Pablo Donadio.
Os jornalistas tiveram também a oportunidade de vivenciar o jeito mineiro e a rica gastronomia do Estado. Para eles, essa visita contribuiu muito, pois agregaram conhecimento da história do Brasil, vista e contada pelas ruas das cidades de Minas Gerais.
Representantes das cidades de Bicas, Coronel Pacheco, Goianá, Guarani, Mar de Espanha, Pequeri, Piau, Rio Novo e São João Nepomuceno estiveram presentes juntamente com secretários municipais e representantes do circuito.
Durante a abertura do evento, o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, deu boas vindas aos prefeitos e representantes dos circuitos que estavam presentes. Em sua fala, ele destacou a importância do diálogo entre a Setur e os circuitos. “Iniciamos 2017 de portas abertas para receber os municípios mineiros. Estamos recebendo as associações e percorrendo os município para conhecer as necessidades das cidades com o intuito de ajudar no processo de melhorias. Nosso foco é alavancar o fluxo de turistas na região, gerar emprego e renda e, consequentemente, projetar o Estado como destino turístico”.
Após apresentar a pasta para os presentes, o secretário Ricardo Faria ressaltou ainda a necessidade dos municípios permanecerem associados aos circuitos turísticos para fortalecer e promover o turismo no Estado. “Nossos programas são voltados para as cidades circuitadas. Dessa forma, estamos contribuindo com os municípios por meio de dois projetos: o programa de apoio às festividades turísticas e o programa de implementação e revitalização de sinalização turística”, afirma.
Na ocasião, a equipe técnica da Setur esclareceu as dúvidas das cidades e colocou a disposição para contribuir com o turismo na região.
“Vereda” é o primeiro livro de Márcio Verdolin Hudson e levou 18 anos para sair da gaveta e ganhar as ruas. Somente depois de reler o trabalho várias vezes e apresentá-lo a um pequeno grupo de amigos, Hudson decidiu que havia chegado a hora de publicar. “Resolvi mostrar os originais a alguns escritores e a outras pessoas e fui incentivado a publicá-lo”, pontua o escritor de 74 anos. Após todo esse tempo de espera, a obra enfim será lançada nesta terça (4), na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, espaço integrante do Circuito Liberdade. A entrada é franca.
O romance conta a história de Lima, um advogado que resolve visitar uma cidade do interior onde seu pai dera a início a construção de uma estrada em anos anteriores. A narrativa tenta esmiuçar o elo que une o pai, dono da Empreiteira Lima, ao povoado. A história é composta por citações em latim de poetas e oradores romanos, tendo ainda como referência a mitologia grega. “’Vereda’ trata de temas bucólicos, porém atuais, e, desta maneira, faz reflexões sobre as questões humanas”, afirma Márcio.
Nascido em Conselheiro Lafaiete (território Vertentes), Hudson ocupa a cadeira número 12 da Academia de Ciências e Letras da cidade, que tem como patrono Bernardo Guimarães. Apesar de publicar seu primeiro livro apenas este ano, o escritor e advogado fez parte de inúmeras antologias. “A literatura representa a principal atividade de minha vida. Adoro escrever. Desde a adolescência público contos, crônicas e poesias”, afirma o romancista.
SERVIÇO
Lançamento do livro " Vereda", de Márcio Verdolin Hudson
Dia: 4 de abril
Horário: 20h
Local: Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães, da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Praça da Liberdade, 21, Funcionários.
Entrada: Gratuita
Em mais uma iniciativa para democratizar o acesso às artes visuais, a Fundação Clóvis Salgado, em parceria com o Museu de Congonhas, disponibiliza a exposição GRANDES NOMES – ACERVO FCS. Entre os trabalhos estão criações de Amilcar de Castro, Beatriz Milhazes, Burle Marx, Fayga Ostrower, Franz Krajcberg, Lótus Lobo e Marcelo Grassman.
Ao promover a itinerância de seu acervo, por meio do projeto Itinerância de Artes Visuais – FCS, a Fundação Clóvis Salgado busca ampliar a interlocução cultural com os territórios mineiros, além de garantir que diferentes municípios tenham acesso às atividades culturais que, muitas vezes, ficam restritas ao público que frequenta o Palácio das Artes, na capital.
“Queremos levar nosso trabalho para fora do Palácio das Artes, mostrar o que a FCS tem realizado em Belo Horizonte e garantir que o interior também tenha acesso a essas produções”, afirma o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes-Filho.
Para o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis, a renovação dessa parceria demonstra a sensibilidade da FCS para alcançar e formar novos públicos. Em 2016, quando o projeto de itinerância teve início com a exposição Recorte: Acervo da Fundação Clóvis Salgado, entre junho e agosto, o Museu de Congonhas registrou público recorde de 35 mil pessoas.
“As itinerâncias pelo interior de Minas Gerais consolidam uma política pública de democratização das artes e que tem sido muito eficaz nas cidades fora da capital. Termos atingido um público recorde, logo na primeira exposição itinerante, confirma a força do interior e, ao mesmo tempo, demonstra a carência que essas cidades têm por atrações culturais e artísticas”, destaca Sérgio Rodrigo.
A exposição GRANDES NOMES – ACERVO FCS inaugurou, no fim de janeiro, a PQNA Galeria, quinto espaço de artes visuais no complexo cultural do Palácio das Artes.
SERVIÇO
Exposição Grandes Nomes – Acervo FCS
Museu de Congonhas
Alameda Cidade Matozinhos de Portugal, 77 – Basílica – Congonhas - MG
Período expositivo: 6 de abril a 30 de julho de 2017
Preço: R$ 10,00 (inteira), de terça a domingo, de 9h às 17h
Entrada gratuita, às quartas-feiras, de 13h às 21h
Classificação: livre
Pessoas físicas e jurídicas que se destacaram na promoção da paz e do bem-estar social receberam, na manhã desta quinta-feira (30), a Comenda da Paz Chico Xavier, uma das honrarias concedidas pelo Governo de Minas Gerais. O evento aconteceu na cidade de Uberaba, Território Triângulo Sul, e teve o apoio da Prefeitura do município.
Representando o governador Fernando Pimentel, o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, efetuou a entrega das comendas aos agraciados deste ano. A solenidade, que aconteceu no Memorial Chico Xavier e foi embalada pelos músicos da Orquestra Municipal de Uberaba, contou ainda com a presença do Secretário de Estado da Fazenda, José Afonso Bicalho, e do prefeito de Uberaba, Paulo Piau.
Completam a lista de autoridades o deputado estadual Tony Carlos; o presidente da Câmara de Vereadores de Uberaba, Luiz Humberto Dutra; o presidente do Comitê Permanente da Comenda da Paz Chico Xavier, procurador de Justiça Joaquim Cabral; e o defensor público Marcelo Tonus de Melo Furtado Mendonça, que representou a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. O Secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda, também estava presente na solenidade, e foi um dos condecorados.
Além de Nilmário, foram agraciados com a comenda o corregedor-geral do Ministério Público de Minas Gerais, Paulo Roberto Moreira Cançado; o missionário Adelino Carvalho Lino; a Casa de Chico Xavier; a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Mariana; a entidade Obras Sociais Vovô Faleiro; e o professor Jair Leonardo Lopes (in memoriam).
Na abertura do evento, o secretário Angelo Oswaldo destacou a relevância da obra de Chico Xavier, bem como a importância da cidade que recebe a solenidade. “Vir a Uberaba é sempre um ato de reencontro com as raízes de Minas Gerais e do Brasil. Trazemos a palavra de solidariedade ao povo da cidade e reverenciamos a memória, a força da espiritualidade e a obra de Chico Xavier. Viemos saudar todos aqueles que, inspirados por Chico Xavier, lutam pela paz”, declarou o secretário de Cultura.
A necessidade cada vez mais atual de haver pessoas que se dediquem pela busca da paz permanente foi lembrada pelo secretário Nilmário Miranda, um dos homenageados. “A paz é fundamental, ainda mais nesse momento de xenofobia e intolerância, coisas que envergonham qualquer ser humano. Me orgulho imensamente de receber essa medalha”, disse.
Encontro com o setor cultural
O Secretário Angelo Oswaldo encontrou-se no Memorial Chico Xavier com vários representantes da cultura uberabense. Ele foi homenageado com a oferta de uma bandeira de Folia de Reis, para registrar o reconhecimento de Uberaba pelo registro das folias como patrimônio imaterial da cultura mineira. Uberaba conta com mais de 150 grupos de Folias de Reis. O prefeito Paulo Piau, o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Antônio Carlos Marques, o escritor Guido Bilharinho, o pintor Hélio Siqueira, o paleontólogo Beethoven Teixeira, Olímpia Marra da Cruz e Marta Fernandes de Oliveira, do projeto Cantinho, o poeta e jornalista Jorge Nabut, o pintor Paulo Miranda, Gilberto Rezende diretor da Casa do Folclore, João Eurípedes Sabino, presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, estavam presentes à reunião.
Abrir um dicionário é parte de uma busca que tem por objetivo ampliar o conhecimento. Seja qual for o interesse da pesquisa, a finalidade é sempre uma: aprender. A exposição “Cultura em dicionários” apresenta esse universo do saber ao público da Biblioteca Estadual Luiz de Bessa (Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte/MG) até o dia 28 de abril.
Reunindo dicionários de diversas línguas e de termos próprios das ciências e das artes, a mostra contribui para circulação da informação e da cultura. De acordo com a coordenadora do setor de Referência e Estudos da Biblioteca, Maria Helena Evaristo, a qualidade do material exposto demonstra a força e a importância do acervo. “Esta exposição é um incentivo à pesquisa, à busca fidedigna de dados por meio de livros de referência. Nosso foco é ampliar o horizonte cultural da população”, explica Maria Helena.
“Cultura em dicionários” faz parte do projeto “Em Destaque”, do setor Referência e Estudos, que mensalmente realiza exposição temática de livros e outros materiais que forneçam informações de referência sobre um determinado tema, visando despertar o interesse e a curiosidade dos usuários em um espaço pensado e organizado para permitir que se consultem livremente as obras. Para complementar o trabalho, bimestralmente são realizadas intervenções culturais que abordam o assunto exibido nas mostras. “É um trabalho casado, em que relacionamos o assunto exposto com uma palestra ou algum outro evento que complemente as informações. Quanto mais expandirmos a visibilidade de um conteúdo, mais é ele absorvido”, pontua Maria Helena.
SERVIÇO
Exposição “Cultura em Dicionários”, do projeto Em Destaque
Local: Setor de Referência e Estudos - Anexo professor Francisco Iglésias, 3º andar (Biblioteca Estadual Luiz de Bessa - Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte/MG, Circuito Liberdade)
Data: 03 a 28 de abril a 28
Horário: segunda a sexta-feira, de 10h às 18h e em sábados alternados, de 8h às 12h
Entrada: Gratuita
Entre os dias 31 de março e 13 de maio os amantes da fotografia conferem a exposição de Miguel Aun que ocupa a CâmeraSete - Casa da Fotografia de Minas Gerais.
Com curadoria de Guilherme Horta, a mostra reúne 67 obras que expressam a singularidade do olhar artístico do fotógrafo, imprimindo em seu trabalho uma identidade muito própria. Reconhecido como um dos mais importantes fotógrafos de Minas Gerais, Aun é apaixonado pela simplicidade do cotidiano do interior, característica evidenciada em seu trabalho.
Filho de Elias Aun, dono do antigo Foto Elias, estúdio de Belo Horizonte que fazia fotos de todos os tipos, com destaque para a produção de 3x4, desde muito jovem, Miguel Aun teve contato com a fotografia. Mas, antes de adotar a profissão, cursou Engenharia Elétrica na UFMG e concluiu uma pós-graduação em Física.
Um importante viés da exposição é o resgate da história fotográfica de Belo Horizonte, por meio da história do próprio Miguel e de seu pai que, além de fotografo, foi também precursor na produção de equipamentos fotográficos. No mezanino da CâmeraSete, junto à reprodução do estúdio do fotógrafo, o público encontra fotos da família e diversos equipamentos e objetos que Miguel utilizou como máquinas, equipamentos para revelação e fotos reveladas em papéis Vintage.
O primeiro dos sete recortes é Portas e Janelas, um mosaico de imagens de janelas e portas vazias que recepcionam o público na CâmeraSete. O percurso segue com o recorteBitola Estreita, que reúne fotografias do trecho entre as cidades mineras de Tiradentes e Antônio Carlos, tiradas em 1978. O nome da série remete à distância entre os trilhos de trem, chamada de Bitola, que neste trecho é menor do que a distância padrão.
O público tem contato ainda com imagens da tradicional Feira de Pirapora, na série que traz registros de pessoas que comercializam queijos, verduras, frutas e animais. São retratados também diferentes Ofícios tradicionalmente mineiros, como alfaiataria e limpeza urbana, além de um recorte que revela Cenas Pinçadas do Cotidiano.
Na Série Boi No Muro, estão duas fotografias selecionadas, vencedoras do prêmio Masp Pirelli. O último recorte, Janelas e Portas, inverte a lógica do primeiro, agora com imagens de indivíduos que integram e compõem as fotos.
EVENTO
Miguel Aun
DATA
31 de março a 13 de maio
HORÁRIO
Terça a sábado das 9h30 às 21h
LOCAL
CâmeraSete - Casa da Fotografia de Minas Gerais
ENTRADA GRATUITA
CLASSIFICAÇÃO LIVRE
INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400
Neste ano, 313 municípios estão pleiteando a habilitação ao repasse do ICMS critério Turismo.
Pela primeira vez o envio da documentação foi realizado por meio de um Sistema, evitando que um grande volume de papel fosse mobilizado e encaminhado de forma repetida à Secretaria.
A partir dos próximos anos, o pleito do ICMS critério Turismo ficará ainda mais célere para os municípios pleiteantes, uma vez que a documentação a ser inserida anualmente no Sistema irá se restringir às comprovações do ano anterior e nos casos de eventuais substituições nos documentos já cadastrados no Sistema.
Testemunha do barroco mineiro e rico exemplar do Patrimônio Cultural brasileiro, a cidade de Congonhas abre suas portas para receber mais uma de suas igrejas restaurada pelo PAC Cidades Históricas. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição está sendo devolvida para a população após os trabalhos de valorização e conservação dos elementos artísticos de seu interior, que conta com obras de Aleijadinho e Manuel Francisco Lisboa.
Um dos símbolos da arquitetura religiosa no Brasil, a Igreja Matriz, como é conhecida, é a terceira obra do PAC Cidades Históricas concluída em Congonhas. Sua conclusão e entrega à comunidade foram celebradas no dia 30 de março, às 10h, com a presença da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, do diretor do PAC Cidades Históricas, Robson Antônio de Almeida, da Superintendente do Iphan/MG, Célia Corsino, do chefe da representação regional do Ministério da Cultura em Minas Gerias, Aníbal Macedo, e do prefeito de Congonhas, Zelinho Cordeiro.
O projeto de restauração, que contou com investimentos de cerca de R$1,4 milhão do Governo Federal, visou a restituição da integridade física, estética e histórica dos bens artísticos do interior da Igreja Matriz, tais como o retábulo do altar-mor, a tribuna da capela-mor e o Arco do Cruzeiro. Além da preocupação com imunização, reintegração de perdas cromáticas e recomposição de partes faltantes, a obra do PAC Cidades Históricas também observou a valorização do conjunto arquitetônico da Igreja como um todo. Desse modo, realça a riqueza histórica e artística da Matriz, marcada pelo altar de rara beleza e uma das naves mais espaçosas de Minas Gerais.
O patrimônio da Igreja Matriz e Congonhas
Tombada individualmente pelo Iphan em 1950, a Igreja Matriz é uma construção do século XVIII, elevada à Paróquia em 1749, três anos após a criação do distrito de Congonhas. A tribuna e a capela-mor, datada de 1764, foi dourada por Manuel Francisco Lisboa. Já o frontispício, com pórtico esculpido, é uma obra de Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa), artista que tornou a cidade de Congonhas mundialmente conhecida pelas imagens esculpidas dos 12 Profetas, sua obra prima, tombado pelo Iphan em 1939 e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1985.
PAC Cidades Históricas
Em Minas Gerais, oito cidades foram contempladas com ações do PAC Cidades Históricas. Entre elas, está Congonhas, com dez ações incluídas, sendo a Restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição a terceira a ser concluída. Além dela, já foram concluídas as obras de Restauração da Igreja do Rosário e Requalificação urbanística da Alameda Cidade Matozinhos de Portugal.
O PAC Cidades Históricas está presente em 44 cidades de 20 estados brasileiros, totalizando R$1,6 bilhão em investimentos em 424 ações. O Programa é uma linha exclusiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criada em 2013 para atender os sítios históricos urbanos protegidos pelo Iphan, proporcionando a revitalização das cidades históricas, a restauração dos monumentos e a promoção do patrimônio cultural, com foco no desenvolvimento econômico e social e no suporte às cadeias produtivas locais.
A história das cervejarias no município foi apresentada e o atual momento de desenvolvimento das fábricas ganhou destaque, já que, atualmente, Juiz de Fora possui 12 cervejarias registradas em funcionamento, alcançando um grande marco no setor.
Os cervejeiros comemoram ainda o resgate histórico. Segundo eles, em 1861, Juiz de Fora recebeu a primeira cervejaria do Estado e recentemente, em 2008, a mesma foi reinaugurada proporcionando um momento positivo para o setor. Para o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, “a história da cerveja e do município se misturam. É sem dúvida uma pauta muito interessante que atrelada ao turismo pode agregar muito para a cidade e para os turistas”.
Na ocasião, o grupo aproveitou a participação do secretário Ricardo faria e solicitou apoio da Setur para dar andamento aos projetos ligados às cervejarias. Eles ressaltaram eventos como feiras e congressos como pautas futuras, previamente marcadas, para compor a agenda das cervejarias aliadas ao turismo. “A agenda nos levou a estreitar os laços entre o
Estado e o município, por meio das fábricas de cervejas artesanais. Vamos contribuir para que Juiz de Fora se torne referência nessa vertente gastronômica e, claro, que se consolide no mercado proporcionando resultados positivos para o turismo da região, como já acontece em outras cidades brasileiras”, concluiu.
Minas Gerais já é o segundo maior produtor de cervejas artesanais do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina. Dezenas de fábricas e centenas de cervejeiros caseiros são responsáveis pela produção que vem rendendo ao estado o apelido de Bélgica brasileira. Dos 120 estilos existentes no mundo, 55 já são reproduzidos em Minas.
Aos 70 anos, e já tendo participado de diversas coletâneas, José Amâncio de Carvalho resolveu que era a hora de organizar sua própria compilação como forma de reunir em um único volume todo seu trabalho. “Soldas Poéticas” que será lançado neste sábado (1º de abril), às 9h, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, traz aproximadamente 90 poemas do escritor, artista plástico e professor aposentado de escultura, desenho e modelagem pela UFMG. O humor, a sátira e o amor permeiam a obra do poeta, que já acumula dez prêmios literários na bagagem, incluindo o recebido da Academia Mineira de Letras pelo poema Vide Bula.
Para Carvalho, o texto poético é como uma colcha de retalhos, em que a união de diversos elementos se sobrepõe para formar significados. “A poesia nasce do acaso, nasce de um jogo de palavras extraído de um baú imaginário. A poesia é uma espécie de ilustração do cotidiano”, afirma o poeta.
Como forma de estabelecer um vínculo entre poesia e artes plásticas, Carvalho ilustrou alguns poemas presentes no livro. “Escolhi os textos de forma aleatória. A ideia é criar uma conversa entre o desenho e o conteúdo para ampliar os possíveis entendimentos”, explica.
Confira abaixo um dos poemas que compõem o livro “Soldas Poéticas”.
VIDE BULA
Barbara bala
Que abala a sorte
abala à bílis
CAUSA MORTIS
VIDE BULA:
Eleitos colaterais:
Poluição
Contra indicação:
Desmatamento
Posologia:
VIDE BALA
VIDE BULA
VIDE BILIS
VIDEO TAPE
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
SOMOS PREJUDICIAIS À SAÚDE
MADE IN AMAZÔNIA
SERVIÇO
Lançamento do livro Soldas Poéticas, de José Amâncio de Carvalho
Data: 01/04/2017
Horário: 9h às 12h
Local: Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães, da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte/MG
Entrada: Gratuita
O Rainha da Sucata, na Praça da Liberdade, abriu novamente suas portas. Com obras de restauração concluídas e infraestrutura modernizada, o prédio passa a acolher o Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade e o Hub Minas Digital. Uma coletiva de imprensa foi realizada nesta quarta (5) com o intuito de informar a imprensa sobre a destinação do prédio. A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e pela Secretaria de Estado de Cultura, por meio do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG).
A reforma da edificação, realizada com recursos do Governo do Estado por meio de financiamento do Banco do Brasil, foi retomada em julho de 2015 e chegou ao fim no início de janeiro deste ano (2017). Foram investidos R$ 4.252.016,60 na intervenção. O espaço possui quatro pavimentos, com área total de 1.547m², e sua obra incluiu reestruturação de redes elétricas, rede de dados (internet) e telefonia. Também foi feita a requalificação do sistema de prevenção de combate a incêndio, a requalificação da circulação vertical - com a instalação de um elevador - além da modernização das redes de ar condicionado.
O Rainha da Sucata compõe o Circuito Liberdade, inaugurado em 2010 e já reconhecido como um importante corredor de cultura do País. Abrigado em uma área histórica de Belo Horizonte (MG), é composto por 15 instituições, dentre museus, centros de cultura e de formação, que mapeiam diferentes aspectos do universo cultural e artístico. Sob a gestão do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) desde abril de 2015, o projeto busca agora maior articulação com o espaço urbano e com os diversos grupos artísticos e populares.
CENTRO DE INFORMAÇÂO AO VISITANTE DO CIRCUITO LIBERDADE
O Centro de Informação ao Visitante (CIV) do Circuito Liberdade, que agora passa a operar no edifício Rainha da Sucata, tem uma equipe que dispõe, diariamente, de todas as informações sobre o funcionamento e programação dos espaços do Circuito Liberdade. Os atendentes estão capacitados para atender também turistas de outros países em inglês, francês e espanhol. No espaço, os visitantes também poderão ter acesso às nformações turísticas sobre Belo Horizonte e o estado de Minas Gerais, por meio de parceria do IEPHA-MG com a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur).
O horário de funcionamento do CIV é de terça, quarta, sexta-feira, sábado e domingo, das 9h às 18 horas; e na quinta-feira, das 9h às 21 horas. O CIV não funciona às segundas-feiras.
HUB MINAS DIGITAL
Já o Hub Minas Digital, implantado pelo Governo de Minas Gerais por meio da SEDECTES, será um espaço de coworking que visa oferecer infraestrutura moderna, estações de trabalho, ambiente para cursos, workshops, mentorias, área de convivência e conexão com o ecossistema de inovação mineiro. Empreendedores de todo o estado poderão se inscrever para compartilharem do espaço, incluindo as startups que já passaram pelo Seed, programa de aceleração do governo estadual. As empresas interessadas poderão se cadastrar em uma plataforma virtual, que servirá como banco de dados e promoverá chamadas mensais por área de atuação. Os critérios para seleção de startups serão aquelas que possuem CNPJ em MG e que têm nível mais avançado de amadurecimento no mercado (como produtos lançados ou serviços já comercializados). Durante o mês de cada área, as empresas do setor serão chamadas para o espaço, que contará com investidores, grandes empresas e eventos especializados dentro do tema.
Além disso, o Hub também terá café e um espaço expositivo com projetos da área de ciência, tecnologia e inovação.
TEATRO DE ARENA
O Teatro de Arena, que integra a edificação e é aberto ao público, voltará a ser ocupado com programação cultural gratuita, por meio de publicação de edital e com programações dos outros equipamentos que integram o Circuito Liberdade. Palestras, bate-papos e workshops que abordem cultura, ciência, arte, educação, empreendedorismo e tecnologia também farão parte da agenda de atividades do Teatro.
EDIFÍCIO RAINHA DA SUCATA
O projeto do Rainha da Sucata é da década de 1980, assinado pelos arquitetos Sylvio de Podestá e Éolo Maia. O edifício se destaca pela concepção ousada e pelo uso de materiais diversos e cores fortes nas fachadas, em estilo pós-modernista. A diversidade de elementos, formas e cores revela a opção arquitetônica pelo emprego de materiais marcadamente regionais, como o quartzito, a ardósia, a pedra-sabão e o aço produzido nas siderúrgicas mineiras. Sua altura e seu volume acompanham as dimensões dos prédios históricos que compõem o conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, buscando um diálogo com seu entorno imediato.
A finalidade original do Rainha da Sucata era dar suporte ao setor de Turismo do estado. Já em 1991, a edificação se tornou o Museu de Mineralogia Professor Djalma Andrade. Em março de 2010, com a inauguração do Museu das Minas e do Metal, na Praça da Liberdade, todo o acervo do Rainha da Sucata foi transferido para lá. O prédio se tornou a sede do então Circuito Cultural Praça da Liberdade, até 2013, quando foram iniciadas obras de reforma.
No início de dezembro de 2015, as intervenções foram interrompidas por determinação do então vice-governador, que assumiria o governo a partir desta data. Com a posse do governador Fernando Pimentel, em 2015, todos os contratos passaram por uma reavaliação e as obras foram retomadas em julho do mesmo ano.
Com o objetivo de apresentar as programações religiosas dos municípios mineiros, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG) lança neste sábado (1º de abril) a campanha da Semana Santa 2017. Com o slogan “Viva a Semana Santa em Minas!”, os rituais se transformam em palco para importantes encenações.
De norte a sul do Estado, as ruas ganham cores, simbolismos e personagens que fortalecem a tradição da Semana Santa em Minas Gerais. Os fiéis se unem em uma grande demonstração de fé, religiosidade e devoção, que tem início no Domingo de Ramos, data que recorda a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, e termina no Domingo de Páscoa, com a celebração da Ressurreição.
Na capital, a Semana Santa é celebrada pelas paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte. Já na Grande BH, o Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, localizado em Caeté, é um dos roteiros mais procurados pelo turista religioso. A tranquilidade do lugar, situado a 1.700 metros acima do nível do mar, é propícia para momentos de reflexão e orações.
Pautados pela fé, em todos os cantos do estado também há programações tradicionais representadas por espetáculos repletos de emoção. A encenação da paixão e morte de Cristo é apresentada por paróquias de vários municípios. “Considerado um dos principais atrativos turísticos de Minas Gerais, o turismo religioso movimenta o setor e atrai visitantes de todo o mundo. As celebrações da Semana Santa são um convite ao turista, tanto mineiro quanto de outras regiões, para conhecer as tradições religiosas do Estado”, diz o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria.
Cidades históricas
Nas cidades históricas mineiras, a população sai às ruas para acompanhar a programação com procissão, cortejos, missas e teatros específicos para a data. Em Ouro Preto, a Semana Santa mobiliza toda a população e encanta quem passa pelos tapetes de flores e serragem estendidos pelas ruas da cidade, ligando as matrizes de Nossa Senhora do Pilar e Nossa Senhora da Conceição.
Na noite da quarta-feira santa é celebrado o Ofício das Trevas, de origem medieval. Na ocasião, apenas um candelabro ilumina o local e, ao final de cada salmo, uma vela é apagada. Na sexta-feira da Paixão, a procissão do enterro, marcada pelo silêncio, é considerada por muitos fiéis o momento mais bonito de toda representação bíblica. Já no domingo de Páscoa, os turistas e fiéis percorrem o caminho desenhado em tapetes coloridos, comemorando a ressureição de Cristo.
Vale ressaltar que o feriado é também uma oportunidade para conhecer a beleza da arquitetura barroca da cidade tricentenária, que atrai turistas nacionais e internacionais.
Em São João del Rei, o destaque vai para os tapetes de serragem, confeccionados pelos fiéis para a passagem das procissões. A cidade onde os sinos falam é tomada pelo clima de religiosidade e conta, em sua programação, com diversas procissões, missas e encenações. O Descendimento da Cruz, que acontece na sexta-feira santa, é um dos momentos cênicos mais ricos e tradicionais, no qual é retratada a descida de Jesus da cruz, além do Canto da Verônica e o canto dos passinhos na procissão do enterro, todos em latim. A expectativa, segundo a prefeitura, é que a cidade receba, durante o feriadão, pelo menos 30 mil pessoas.
Todos os anos centenas de visitantes chegam a Diamantina para participar das celebrações da Semana Santa, um período de reflexão e também uma oportunidade para vivenciar experiências turísticas e culturais na cidade que é Patrimônio Cultural da Humanidade.
Diamantina mantêm ritos tradicionais nas celebrações da Semana Santa, que começam no Domingo de Ramos, prosseguem com a Procissão do Encontro, a cerimônia do Lava-Pés, a Sexta-Feira da Paixão, com a crucificação e morte de Cristo, o Descendimento da Cruz - e termina com a Ressurreição, no Domingo de Páscoa. Uma das tradições mais antigas preservada na cidade é a “Guarda Romana”, bem cultural imaterial no vasto patrimônio cultural diamantinense, no qual mais de 50 homens caracterizados participam da procissão do Enterro do Senhor morto, cumprindo papéis específicos: o de guardas que acompanham Jesus Cristo do percurso da condenação à ressurreição. Vestidos a caráter, portando escudos e alabardas, eles participam também da Via Sacra.
As comemorações da Semana Santa em Mariana atraem um grande número de turistas. Na Procissão das Almas, uma das mais tradicionais, os fiéis se cobrem de lençóis brancos e, com velas nas mãos, saem pelas ruas do Centro Histórico. As festividades incluem ainda bailes, shows, Malhação do Judas e decoração de ruas com tapetes de flores e serragens coloridas.
Em Congonhas, as procissões, ao som das matracas e o toque fúnebre das bandas de música relembram o cortejo de Jesus aprisionado. Mais de 200 atores representam as figuras bíblicas do Velho e Novo Testamento. A Praça da Igreja Matriz se transforma em palco para a encenação da Santa Ceia. A encenação paralitúrgica da Crucificação de Cristo, no Adro dos Profetas, também é considerada um dos pontos altos da programação. Finalmente, o turista ainda pode assistir o Sermão da Montanha e Exposição de Tapetes Ornamentais “Artechão”.
Tecnologia em Araxá
Um fantástico musical de luzes e fogos acontece em Araxá, contando os principais momentos da paixão de Cristo. Tecnologia de projeção mapeada, música e muita emoção são os principais atrativos do evento “Páscoa Iluminada”, que utiliza como cenário o cinematográfico Grande Hotel de Araxá.
Com mensagens de paz, alegria e renovação, os espetáculos se estendem por vários dias, tendo início na sexta-feira da Paixão. A programação diferenciada recebe visitantes de todo o Estado para acompanhar o teatro “Jesus: Paixão, Vida e Luz”, um impactante show tendo como pano de fundo a maior projeção mapeada já realizada no Brasil - o Aleluia Lago Show, um musical realizado dentro do Lago do Grande Hotel, com projeções na cortina de água. Além disso, um divertido musical circense repleto de efeitos especiais sobre a Páscoa anima a festa da garotada.
Sabará, Tiradentes, Serro e diversas outras cidades mineiras também já estão se preparando para receber os fiéis. Não faltam, portanto, boas e encantadoras opções para os turistas.
Para estimular os setores da economia criativa e desenvolver territórios e pequenos negócios por meio de ações de capacitação e formação de redes, o Sebrae-MG está realizando uma série de workshops voltados a empresas e pessoas que atuam no segmento.
Com inscrições até 12 de abril, o curso “Ferramentas para negócios criativos” vai oferecer subsídios para transformar ideias em realidade e auxiliar na melhoria das práticas para aqueles que já possuem expertise na área. O workshop, que será ministrado pelos consultores da CoolHow, Tiago Belotte e Leo Duarte e realizado em 18 de abril, vai apresentar na prática algumas ferramentas de suporte a gestão e inovação de negócios criativos. As vagas são limitadas e o valor do investimento é de R$ 100,00. Para se inscrever, entre em contato com o Sebrae por meio dos telefones 31 3285 -2622 ou 0800 570 2622.
Os cursos estão sendo ministrados na Casa da Economia Criativa (rua Santa Rita Durão, 1275, Savassi, Belo Horizonte/MG), criada pelo Sebrae, em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, para oferecer suporte em ações da economia criativa por meio de capacitações que contribuam para o aumento da competitividade e sustentabilidade dos empreendimentos criativos.
Confira a lista dos workshops em economia criativa oferecidos pelo Sebrae-MG.
FERRAMENTAS PARA NEGÓCIOS CRIATIVOS
Data: 18 de abril
Horário: 9h às 17h
Investimento: R$100,00
Local: Casa da Economia Criativa do Sebrae-MG (Rua Santa Rita Durão, 1275, Savassi, Belo Horizonte/MG)
Inscrições e Informações: 3285 -2622 ou 0800 570 2622
DIGITAL BRANDING
Data: 9 de maio
Horário: 9h às 17h
Investimento: R$100,00
Local: Casa da Economia Criativa do Sebrae-MG (Rua Santa Rita Durão, 1275, Savassi, Belo Horizonte/MG)
Inscrições e Informações: 3285 -2622 ou 0800 570 2622
EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO
Data: 23 de maio
Horário: 9h às 17h
Investimento: R$100,00
Local: Casa da Economia Criativa do Sebrae-MG (Rua Santa Rita Durão, 1275, Savassi, Belo Horizonte/MG)
Inscrições e Informações: 3285 -2622 ou 0800 570 2622
FAZER ACONTECER: comportamentos e atitudes do novo empreendedor
Data: 06 de junho
Horário: 9h às 17h
Investimento: R$100,00
Local: Casa da Economia Criativa do Sebrae-MG (Rua Santa Rita Durão, 1275, Savassi, Belo Horizonte/MG)
Inscrições e Informações: 3285 -2622 ou 0800 570 2622
A Contato Filmes, iniciativa da ONG Contato, promoverá, em parceria com a UNA, dois debates internacionais para discutir a atuação da mulher no mercado audiovisual e apresentar um panorama do que vem sendo produzido pelo setor na América Latina.
Com o apoio da ANCINE (Agência Nacional de Cinema) e a presença da diretora da Agência, Débora Ivanov, o primeiro debate ocorrerá no dia 3 de abril, no auditório da UNA (Rua da Bahia, 1723 – Lourdes), às 19h. Ivanov trará dados da última pesquisa realizada pela ANCINE sobre a presença da mulher no cenário econômico e artístico do audiovisual nacional. Também estará presente no evento a promotora do Selo Bechel (Suécia), Ellen Tejler, que irá avaliar a participação feminina em filmes estrangeiros. A mesa ainda será composta pela cineasta e coordenadora do curso de Cinema da UNA, Carla Maia.
O segundo debate acontecerá no dia 6 de abril e também será realizado no auditório da UNA, às 19h. A discussão terá como foco o cenário dos novos modelos de desenvolvimento do audiovisual na América Latina e contará com a presença do consultor internacional, Fernando Vicário, e do ex-presidente da SPCINE e professor da Universidade Federal de Florianópolis, Alfredo Manevy.
O evento é gratuito e terá tradução simultânea.
SERVIÇO
O ATIVISMO E A QUESTÃO DE GÊNERO NO CINEMA BRASILEIRO
Debatedoras:
Data: 03/04/2017
Local: Auditório da UNA - Rua da Bahia, 1723, Lourdes, Belo Horizonte/MG
Horário: 19h
NOVOS MODELOS DE DESENVOLVIMENTO PARA O AUDIOVISUAL NA AMÉRICA LATINA
Debatedores:
Data: 06/04/2017
Local: Auditório da UNA - Rua da Bahia, 1723, Lourdes, Belo Horizonte/MG
Horário: 19h